segunda-feira, 13 de maio de 2019

Ao Mensageiro dos Ventos

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Nos mais longínquos e altivos horizontes
Transcendendo o ignóbil e moderno deserto 
Pouso remanso meu renovado olhar desperto
No perpétuo, inacabado e constante alvorecer
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Importante pedaço de mim embalo ao vento
Em meio às brisas vagas de infante alegria
E quedo-me sincero na concreta epifania
De tão nova e profunda sabedoria enfim deter
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É certo que a quimérica e imensurável nova-era
Não será resultado final de jornada estanque 
Nem boa-nova que se anuncie em palanque
Ou forma acabada de humanidade madura
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Não se trata de simples caminho findável
Ou de natural formato divino mui coerente
Como se o Pai fosse vir em formato docente
Dar o ultimato apocalíptico imbuído de candura
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Mas tantos são os espúrios profetas que vociferam 
Aos quatros ventos os escárnios imaginados
E as catástrofes vis em presságios mal-acabados
Remetendo unicamente a si o celestial acesso
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Então escute calmo, pois o vento sempre balbucia 
A eternamente vindoura primavera verdadeira
Que suspira do amanhã a mensagem mais certeira
Nos dizendo que Deus é, na verdade, um ciclo-processo!!!
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