terça-feira, 17 de julho de 2012

Weekend






Conta o caso de dois homossexuais de posturas bastante diferentes, mas que o destino os fez se tocarem no terreno da paixão.

Um deles, Russell, perdeu o pai ainda cedo, é completamente tímido e fechado, evita reuniões mesmo com os únicos amigos mais próximos e não se assumiu completamente, precisando sempre do apoio de bebidas.

O outro, Glen, cineasta, recolhe depoimentos sobre a vida sexual dos caras com os quais ele já teve relação, a fim de montar alguma amostra. Faz de seus exageros e de sua argumentação, contra o amor, uma proteção para seu medo de se entregar emocionalmente a outro homem.

As cenas se passam em dois dias, um final de semana, daí o título.

Em momentos intensos, de conversas profundas e um experimentar mútuo, os dois, com comportamentos tão diferentes, vão se encantando levemente um pelo outro.

No entanto, Glen, apesar de incomodado por estar sentindo aquilo que ele tanto é contra, continua, já que pretende se mudar para os Estados Unidos dias depois.

As coisas se desenrolam, a paixão é sentida e Russell tem a esperança de que o outro não se mude.

Mas, como diz a música: “Não adianta chamar por alguém que está perdido, procurando se encontrar.”

No entanto, o fugitivo deixa um prova de seu respeito e de seu sentimento, mesmo tendo escolhido não o viver

Ao contrário das gravações dos outros caras, Glen devolve a fita com os depoimentos de Russell. Apesar do cineasta ter se recusado ao pedido no início dos dias, muda de idéia conforme conhece seu parceiro um pouco melhor.

Um filme bem feito!

O diálogos vão realizando um crescente de maneira que se torna convincente que duas personalidades tão distintas se encontrem em alguns pontos. Esta liga, totalmente necessária para validar o filme, eu acreditei, no início, que não aconteceria.


FICHA TÉCNICA
Diretor: Andrew Haigh
Elenco: Tom Cullen, Chris New, Jonathan Race, Kieran Hardcastle, Vauxhall Jermaine, Sarah Churm, Martin Arrowsmith, Laura Freeman, Steve Blackman, Jonathan Wright
Produção: Tristan Goligher
Roteiro: Andrew Haigh
Fotografia: Urszula Pontikos
Trilha Sonora: James Edward Barker
Duração: 96 min.
Ano: 2012
País: Reino Unido
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Festival Filmes
Estúdio: The Bureau / EM Media / Synchronicity Films
Classificação: 16 anos

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Antes que eu me esqueça...


Olá Julho, o que trazes pra mim?!?!



quarta-feira, 4 de julho de 2012

Arriscando analisar...


.
A crise da cultura na Pós-modernidade se reflete na música como uma nítida tendência a voltar aos padrões antigos, traduzidos numa sonoridade que tenta se distanciar do pop vendável, quase de maneira caricatural.
.
Prova disso é o grande destaque e a ampla aceitação, por parte de um público seleto e de uma grande maioria dos críticos, de artistas que procuram produzir obras de estética retrô como: Amy Winehouse, uma precursora desta tendência juntamente com Norah Jones; Jamie Cullum, numa proposta um pouco mais mesclada; Esperanza Spalding, e seu jazz com garras femininas; Adele, não por acaso afilhada de Amy; e a mais nova sensação do universo cultural legitimado pelos intelectuais, o Alabama Shakes que, no próprio nome, já deixa uma dica da sua proposta: balanços vindos de um dos estados mais conservadores dos Estados Unidos.
.
O interessante é que, como Adele e sua cintura avantajada, Amy e sua atitude auto-destrutiva que rendeu tristes fotos desdentadas e descabeladas, e outras quebras de regras a qualquer custo, a vocalista do Alabama Shakes também se distancia dos ideais de beleza pregados pela indústria da moda, bem como pela indústria do pop que, não por acaso, andam de mãos dadas.
.
Fico pensando como isso pode soar estranho, e ainda mais estranho, quando pessoas ditas esclarecidas, modernas, antenadas e cultas entram neste mesmo esquema de aceitação, necessitando desta prova de rebeldia para crerem mais nos seus ídolos, ou mesmo para permitirem que estes artistas se tornem dignos de sua admiração.
.
É como se a legitimidade da atitude só se fizesse convincente quando alguma regra básica, ligada ao ideal de sucesso contemporâneo, fosse quebrada. É como se uma quebra específica, e por vezes bizarra, fizesse do personagem, e o pior, de sua própria criação artística, um conjunto no qual se pode dedicar tempo e sentimento com a certeza de que não se está sendo enganado por mais um totem midiático que fala de rebeldia, mas quer somente usufruir do dinheiro e da fama conquistados do seu público enganado.
.
Fico pensando como é triste chegarmos novamente a esse ponto em que o artista deve ser a negação, não só criativa, como também física, de uma realidade imposta para muitos. Mas o pior de tudo não é isso. O que mais me admira é que, muitos destes que os admiram, não quebram suas próprias vidas, preferindo suplantar seu ideal de rebeldia num ser distante, mas capaz de conferir a seus admiradores, a sensação de serem participantes destas manifestações legítimas de seus egos.
.
Acredito que este talvez seja um fato bastante recente.
.
Nas décadas passadas, anos 60 e 70, principalmente, não apenas os artistas espelhavam em suas vidas um ideal de choque geral contra uma sociedade opressora, por vezes ditatorial, ou metida numa eminência de guerra que abalava o descanso de todo o planeta.
.
Nos anos 80, a estética espalhafatosa, bem como outras vestimentas inspiradas em clipes do Michael Jackson e Madonna, por exemplo, se manifestaram não só nos palcos, mas também no povo.
.
Já nos anos 90, o Grunge tomou conta da cena, assim como outras modas que desciam dos altos patamares da fama para o dia-a-dia dos jovens que admiravam e consumiam seus ícones de maneira mais intensa, pessoal, individual.
.
No entanto, após a virada do século, um grande vazio de rebeldia se alastrou e se legitimou em artistas que procuravam não mais quebrar, mas resgatar sonoridades antigas como: o jazz, o funk e o rock feito décadas antes.
.
No entanto, esta falta de novidades sonoras, já que as novidades se espelhavam no passado como forma possível de dar um passo adiante, acabou dando vazão a uma quebra estética peculiar. A arte não bastava mais. Fez então necessário um comportamento que sinalizasse na procura dentro de uma indústria cultural que aprendeu a jogar com as regras, gerando de maneira milimetricamente planejada o que era considerado cultura de qualidade, como é o caso da Joss Stone, por exemplo.
.
Não que não hajam artistas dos mais variados tipos e posturas, como sempre existiu, mas o sensacionalismo encima da perdição de Amy Winehouse, os apoios dados a Adele em suas declarações sobre não emagrecer e o comportamento da vocalista do Alabama Shakes, faz crer que a necessidade de quebra, não mais totalmente realizada pela produção artística, refletiu-se no próprio artista como uma forma de legitimar sua arte e não só complementar sua criação, como já vindo sendo feito.
.
Acredito que isto ainda seja, de alguma maneira, um reflexo de uma crença secular de que o artista é o avesso das coisas, o solitário, o problemático, o louco que rebenta maravilhas de uma realidade dolorosa. Crença esta, vinda dos antigos compositores, escritores e outros, passando por ícones do jazz, culminando nos desvarios dos anos 70 e as overdoses constantes, abrandando nos anos 80, intensificado na figura de Kurt Cobain e adquirindo novas roupagens nos discos sofridos e na subversão, ainda eternamente legitimadora, das divas dos anos 2000.
.
Uma forma de conferir verdade, quando a mentira aprendeu as regras para se vender.
.
O diferente é que, agora, não os seguimos, não os copiamos, apenas os queremos assim, já que não temos a coragem de nos expressarmos fora dos padrões, preferindo, portanto, que nossas escolhas culturais dêem voz às coisas que se calam dentro do peito.
.


terça-feira, 26 de junho de 2012

O Céu e o Seu



“Olha pro céu, meu amor”
Ele continua o mesmo
O que mudou foi tua maneira
De olhar pro seu céu
Mas ele permanece no véu exato
Que continua te reparando parado
Notando cada novo cintilar emotivo
De tuas velhas pupilas indomáveis

“Olha pro céu, meu amor”
Ele persiste sem nenhuma dor
O que o converte é o teu modo pessoal
De sentir a passagem dos dias
Os mesmos dias que continuam iguais
E continuam te determinando deposto
Perpassado seqüencialmente das horas
Em teus presentes semi-pressentidos

O céu nunca muda
Mas o seu céu é metamórfico humano

O céu nunca desaba real
Mas o seu céu pode te permitir lampejos de luzes animadas

O céu nunca chora
Mas o seu céu te conforta na chuva oportuna

O céu é lugar-presságio definido
Mas o seu céu está dentro da cercania de teu ser incógnito

O céu é transparência do ar sem fim
Mas o seu céu é muralha etérea do mais viscoso ego cadente

O céu nunca diz nunca
Mas o seu céu te nega conforme a capacidade de teus pulmões

Então...

“Olha pro céu, meu amor”
Ele continua passando solene
No seu exercício do mesmo eterno adeus
Aos que não o entendem
O que mudou foi teu jeito de sentir
Que teus passos somente te permitem continuar
Na perseguição sentida perpétua
Deste ser que teima em ser magnificamente o mesmo




terça-feira, 5 de junho de 2012

Itanhandu 2001


.
Há muito tempo que eu não escrevia uma poesia a mão. Essa debaixo talvez seja a única, até agora, neste ano de 2012. Uma poesia simples, meio desabafo!
.
.
.
Como é, às vezes bom, estar completamente solto,
Não pensar em mudar o mundo,
Não se angustiar pelos mistérios da existência.
.
Respirar simplesmente porque é automático,
Comer porque tem fome,
Beber porque tem sede,
Tocar piano porque sente vontade.
.
Levantar cedo porque tua mãe te acorda
Mas isso não te dói muito.
Ir a escola porque é assim que a vida é.
.
Cantar no coral porque lá estão seus amigos,
Lá é teu canto em comunidade.
Você não queria ser de outra turma,
Não queria ser visto de outra maneira,
Não queria amar e nem ser amado
Senão por aqueles que te amam
E você a eles!
.
Você não gostaria de estar
Em outro tempo e nem em outro espaço
Dentro das possibilidades do Universo,
E, na verdade, você nem sabe que você não quer.
.
Você simplesmente está naquele tempo,
Respira e sorri naquele espaço
E isso lhe parece natural
Simplesmente por não lhe parecer
Absolutamente nada de mais.
.
É como a infância!
.
É tudo porque não se pretende ser nada
E depois que passa,
Nota-se, tardiamente,
O quão total se foi
Justamente pelo descompromisso
De não ter que ser alguma coisa...
.
São Paulo – 22/05/2012 - 7:23 A.M.
.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Amor e Dor




Um filme de câmera na mão, sequências enormes sem cortes, cenas bastante fortes, atuações naturalescas, um realismo cru, mostrando o dia-a-dia de uma paixão que se passa nos meandros de uma Paris que não serve pros turistas mais ortodoxos. Hua é uma estudante chinesa que, após um desentendimento sério com um homem, encontra Mathieu, um jovem operário francês que se encanta e enlouquece imediatamente por ela, a ponto de forçá-la a coisas que ela, no fim, acaba cedendo, numa cena muito intensa e estranha.
.
Aos poucos, o relacionamento toma um rumo instável e a violência física e verbal começa a fazer ainda mais parte do cotidiano do casal. Com a desestabilização, a jovem decide voltar para China, mas acaba percebendo a importância do rapaz em sua vida. Nota o quanto ela mudou na convivência com aquele mundo diferente do dela, e se sente perdida, dividida entre um futuro ameno e promissor na China, e uma paixão avassaladora e suburbana por um francês filho de imigrantes.
.
Outras muitas relações se entrelaçam nesta trama, onde ninguém é santo, ninguém é fiel, e tudo é mais complicado do que parece, mesmo depois de passados muitos minutos de filmes.
.
Os atores estão muito bem. A naturalidade das atuações, a valorização do silêncio, dos diálogos que não se dizem, a câmera próxima dos semblantes, o retrato do ser-humano e aquilo que é primordial, mesclando com algumas não colocações profundas e sub-entendidas, faz desse filme um gole de vida real!!!
.
Lindo demais!!!
.
.
FICHA DO FILME
.
Título original: Love and Bruises
Diretor: Lou Ye
Elenco: Corinne Yam, Tahar Rahim, Jalil Lespert
Gênero: Drama
Duração: 105 min.
Ano: 2011
Data da Estréia: 04/05/2012
Cor: Colorido
Classificação: Não recomendado para menores de 16 anos
País: China, França


Angeführt! Angeführt!


.
De Elisabeth Stiemert e Wilfried Blecher
.
Livro da literatura infantil alemã que li no meu intercâmbio.
.
Faz 10 anos que eu li e não me lembro muito bem da estória. Sei que se passavam diversas cenas em que a palavra Angeführt era gritada, numa forma de alertar os personagens que estavam em cena.
.
Acho que é isso! Não tem muito porque resenhar este livro, mas como eu estabeleci há mais de um ano que todos os livros que eu li depois do início do intercâmbio seriam resenhados, resolvi seguir minha determinação e dizer algumas poucas palavras sobre esta pequena obra.
.
.
.

Der Kleine Prinz


.
O famoso livro de Antoine Saint-Exupéry
.
Não acredito que o livro que eu li tenha sido o pequeno príncipe na versão completa. Que eu me lembre, o livro era bem pequeno, menor que o Pequeno Príncipe na versão integral.
.
A história é a mesma que tantas pessoas conhecem. O príncipe, sua rosa, as viagens, conhecer outras coisas, e as lições tão lindas que encantam e ensinam tantas pessoas ao redor do mundo a tanto tempo.
.
Ainda vou ler esse livro em português, na versão integral! Não sei daqui a quanto tempo, mas com certeza vou fazer isso.
.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Drive


Como eu li na internet e concordo: Uma obra com muito estilo e muito conteúdo!!!
.
Durante o dia um motorista (Ryan Gosling) trabalha como mecânico e dublê de capotagens e perseguições com automóveis em filmes de Hollywood. Já de noite, ele presta serviços a ladrões que o contratam para fugir da polícia após realizarem assaltos. Além disso, ele se mete com a máfia, que pretende o patrocinar como corredor.
.
.
Ele é vizinho de Irene (Carey Mulligan), que é casada e tem um filho com Standard (Oscar Isaac). Sem saber da presença do marido, ele se envolve com Irene e passa a cuidar de seu filho, o que o leva ela, um homem solitário, a sentir o sabor de ter uma família, um filho, e se estabelecer num cotidiano mais comum do que aquele que ele estava vivendo.
.
No entanto, Standard volta da cadeia, o que rompe com a rotina que o protagonista estava vivendo, o que não o leva a desrespeitar o verdadeiro marido de Irene. Pelo contrário, percebendo a situação difícil de Standard, já que ele havia saído há pouco tempo da prisão e ainda possuía dívidas, o motorista o convida para realizar um assalto, que seria o último de sua vida, a fim de poder limpar seu nome e recomeçar uma vida nova, livre da perseguição da máfia.
.
Só que o golpe dá errado, o que coloca em risco dos dois, além de Irene e seu filho. Assim, ele passa a desconfiar de que foi traído, saindo em busca de vingança.
.
Mais uma vez solitário, o protagonista inicia uma sequência de cenas brutais, a la Tarantino, embebidas numa trilha fabulosa, que o leva até os altos escalões da máfia, numa série de assassinatos a fim de proteger uma mãe e uma criança, agora órfã de pai, e que tanto o havia mostrado a importância de um lar e de uma família.
.
.
E assim ele vai até o fim!!!
.
Um filme noturno, com cenas intensas, músicas lindíssimas! Um roteiro inteligente, bem amarrado e complexo que nos leva a momentos de relaxamento e outros de extrema tensão e por vezes atenção.
.
Agradou-me demais! Talvez um dos melhores que vi este ano!
.
Titulo Original: Drive
Gênero: Ação/Drama/Policial
Origem: Estados Unidos
Direção: Nicolas Winding Refn
Roteiro: Hossein Amini (roteiro), James Sallis (livro)
Duração: 100 minutos
Tipo: Longa-metragem
Estreia: 02 de Março de 2012
Estreia em DVD: 09 de Maio de 2012
Distribuidora: Imagem Filmes
Censura: 16 anos
Ano: 2011
Elenco:
Christina Hendricks - Blanche
Ryan Gosling - Motorista
Carey Mulligan - Irene
Ron Perlman - Nino
Bryan Cranston - Shannon
Albert Brooks - Bernie Rose
Oscar Isaac - Guzman
Kaden Leos - Benicio
Jeff Wolfe - Tan Suit
Russ Tamblyn - Doc
.

Lili Hixi


.
Lili Hixi é um livro infantil, escrito em alemão.
.
Fui pesquisas sobre ele na internet, já que não lembro de que se trata, mas ele é tão desconhecido que o primeiro resultado era o meu próprio blog.
.
Enfim, li ele no intercâmbio, já havia até me esquecido, mas como fui ler meus diários, vi que ele estava lá listado, daí resolvi acrescentar na lista.
.

Pina


.
.
.
.
“Pina é um filme para Pina Bausch de Wim Wenders, com o Tanztheater Wuppertal, sobre a obra única da extraordinária coreógrafa alemã que morreu em 2009. É uma viagem sensual e deslumbrante através das coreografias dançadas no palco e em locais da cidade de Wuppertal - cidade que durante 35 anos foi a casa e o centro da criatividade de Pina Bausch.”
.
“Além de apresentar um olhar sobre o movimento corporal e a arte da dança, o documentário Pina (exibido também em 3D) de Wim Wenders presta uma homenagem póstuma à coreógrafa e amiga de longa data do cineasta Pina Bausch.
.
No início dos anos 1970, Pina assumiu a direção da Tanztheater Wuppertal, companhia de dança que hoje leva seu nome. Aos 68 anos, a coreógrafa alemã faleceu em junho de 2009, pouco depois do início das gravações do documentário.
.
Tendo filmado apenas quatro trabalho para o longa - Le Sacre du Printemps, de 1975, Kontakthof, de 1978, Café Muller, de 1978, e Vollmond, de 2006, Wenders resolveu seguir com o projeto após a morte de Pina, intercalando as cenas dos espetáculos com entrevistas e depoimentos dos bailarinos da companhia.”
.
.
Graficamente o filme é lindíssimo!
.
A dança abre múltiplas formas de expressão e interpretação, múltiplas possibilidades de combinaçãos. Toda forma de movimento da máquina humana pode ser dança, e este documentário, retratando uma pequena parte da obra desta criadora, nos mostra, bem como simplesmente deixa vislumbrar, este mar de movimentos que nós, no dia-a-dia não nos damos conta e, muitas vezes, nem nos utilizamos para melhor nos fazer entender e expressar.
.
.
.
.
É interessante que o filme abriu a possibilidade de levar as danças de Pina a lugares onde elas nunca estiveram. Há danças que são feitas dentro de trens, no meio de cruzamentos, no alto de uma mina a céu aberto.
.
.
.
.
O 3D foi uma escolha que valorizou a parte estética do filme que realmente tem um papel bastante importante numa película que se propõe a colocar belíssimos depoimentos muito pontuais, que retratam uma Pina quase messiânica, intercalados com longas danças que se utilizam dos mais diferentes materiais (chuva, pedra, cadeiras, terra, lama), ampliando assim os limites do próprio palco.
.
.
Lindo lindo lindo!!!
.
.
.
.
Direção: Wim Wenders
Nome Original: Pina
Duração: 106 minutos
Ano: 2010
País: Alemanha / França / Reino Unido
Classificação: Livre
Gênero: Documentário (3D)
.
REALIZAÇÃO: Wim Wenders
INTERPRETAÇÃO: Jorge Puerta, Malou Airaudo, Pina Bausch, Regina Advento, Ruth Amarante e muitos outros.
ARGUMENTO: Wim Wenders
ATOR / ATRIZ: Jorge Puerta, Malou Airaudo, Pina Bausch, Regina Advento, Ruth Amarante e muitos outros.
.
.
.
.