segunda-feira, 24 de junho de 2019
sexta-feira, 14 de junho de 2019
Spice Girls - Too Much
Eu acho essa música lindíssima...
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DOLOROSAMENTE bela!
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Pra mim,
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Ela condensa:
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O espírito de um tempo meu,
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O sabor de uma época nostálgica,
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A aura de um momento nuclear,
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O cerne de uma década vital!
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Sinto isso já há alguns anos e hoje resolvi registrar!
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quarta-feira, 29 de maio de 2019
Cidadela
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Gélido e sorrateiro
É o imaterial vento
Que suspira pelos cantos
E melindra entredentes
Os segredos desistentes
Dos secretos habitantes
Desta infinita madrugada
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Em tudo que descanso
Os olhos de além-mar
Retocam-se edificações
Quadradas, cinzentas e duras
Formas geométricas tristonhas
Que moldam meus humores
Como sendo entes outros
Denotando-me invisível
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Mas persigo a irrealidade
E prevejo a inexorável existência
Suprema, vã e absoluta
Que se reconforta magnânima
Ou que dormita impoluta
Nos vivos espaços castos
Que o homem não pensa
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São Paulo é de não ser!
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O espaço fraco sem chão
A esquina nunca virada
A parede lenta por fazer
O caos do futuro invencível
A reinvenção do homem
A transposição do cosmos
O toque da primeira divindade
E as trivialidades espalhadas
Anulando a hierarquia de Deus
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Meu eu-universo paulistano é assim
Nesta noite uterina e frígida
De uma cidade amórfica
Que se mata cotidianamente
Na esperança de vencer
Tua sina mediocrizante
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São Paulo é o terceiromundanismo
A eterna categoria insolúvel
Improfícua estrutura urbana
Intransponível irreconhecimento
Marginália esquiva desprezível
Carência ordinária escarrada
Que faz permitir a invenção
De tudo quanto se queira
De tudo que tanto mais se é
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Uma Macondo tropicalista
E assim prefiro pensá-la
Em sua metafisicalidade
Em sua metafísica-cidade
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Pensá-la-ei a meu modo
Nas pulsões das possibilidades
Que perpassam os becos e as almas
E observam o silêncio do nada
Meditando a forma inimaginada
Elaborando a perfeição destra
Esperando pacificamente
O percurso pulsante das eras
O modelar inviolável da energia
Na longitude epicêntrica dos pecados
.
Pensá-la-ei por estimação
Numa forma de vivência outra
Um estado incólume de seres
Uma quase não presença
Forma intocável de matérias
De uma singeleza inédita
Nunca antes permitida
A não-palavra inexprimível
O vácuo sôfrego futuro
De uma colocação proibida
.
Querê-la-ei monoliticamente
Uma pedra colossal impossível
Todo seu tempo neste exato instante
E sua urbanidade retalhada em versos
Feito invisíveis traçados rápidos
Colocados no poema em potencial
Nascido desta vibrátil atmosfera
Que por ser no não sido
Conseguiu exprimir a inexatidão
Da cidade inoculada em mim
.
São Paulo é assim
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São Paulo é gerúndio perpétuo
Tudo que existe em tudo que há
E tudo foi presença nesta noite
Pois a cidade inteira coube aqui
Neste quarto noturno e vazio
Margeado incontestável
Do futuro de um qualquer
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E tantas coisas habitam o vento
O gélido e sorrateiro paulistano
Que suspira pelos cantos
E se fez presente neste laço
No redigido das possibilidades
De um significado a ser inventado
Tentando definir o que não há
.
São Paulo é impropério e beleza
Ultrajante divindade mundana
O baixio das bestialidades
Num manguezal sólido porém fértil
A quintessência das antecipações
A mágica subequatorial incauta
A incredulidade do feto futuro
Ou o que ninguém nunca
Em nenhuma parte ou tempo
Chegará jamais a inventar
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São Paulo não é e nem somos...
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São Paulo não são!
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segunda-feira, 13 de maio de 2019
Ao Mensageiro dos Ventos
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Nos mais longínquos e altivos horizontes
Transcendendo o ignóbil e moderno deserto
Pouso remanso meu renovado olhar desperto
No perpétuo, inacabado e constante alvorecer
.
Importante pedaço de mim embalo ao vento
Em meio às brisas vagas de infante alegria
E quedo-me sincero na concreta epifania
De tão nova e profunda sabedoria enfim deter
.
É certo que a quimérica e imensurável nova-era
Não será resultado final de jornada estanque
Nem boa-nova que se anuncie em palanque
Ou forma acabada de humanidade madura
.
Não se trata de simples caminho findável
Ou de natural formato divino mui coerente
Como se o Pai fosse vir em formato docente
Dar o ultimato apocalíptico imbuído de candura
.
Mas tantos são os espúrios profetas que vociferam
Aos quatros ventos os escárnios imaginados
E as catástrofes vis em presságios mal-acabados
Remetendo unicamente a si o celestial acesso
.
Então escute calmo, pois o vento sempre balbucia
A eternamente vindoura primavera verdadeira
Que suspira do amanhã a mensagem mais certeira
Nos dizendo que Deus é, na verdade, um ciclo-processo!!!
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Nos mais longínquos e altivos horizontes
Transcendendo o ignóbil e moderno deserto
Pouso remanso meu renovado olhar desperto
No perpétuo, inacabado e constante alvorecer
.
Importante pedaço de mim embalo ao vento
Em meio às brisas vagas de infante alegria
E quedo-me sincero na concreta epifania
De tão nova e profunda sabedoria enfim deter
.
É certo que a quimérica e imensurável nova-era
Não será resultado final de jornada estanque
Nem boa-nova que se anuncie em palanque
Ou forma acabada de humanidade madura
.
Não se trata de simples caminho findável
Ou de natural formato divino mui coerente
Como se o Pai fosse vir em formato docente
Dar o ultimato apocalíptico imbuído de candura
.
Mas tantos são os espúrios profetas que vociferam
Aos quatros ventos os escárnios imaginados
E as catástrofes vis em presságios mal-acabados
Remetendo unicamente a si o celestial acesso
.
Então escute calmo, pois o vento sempre balbucia
A eternamente vindoura primavera verdadeira
Que suspira do amanhã a mensagem mais certeira
Nos dizendo que Deus é, na verdade, um ciclo-processo!!!
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sábado, 11 de maio de 2019
Água de Sarjeta
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I
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Lascas de sentido
Respingam na minha mediocridade
Devaneando palavras escassas
Que prefiro esquecer
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Sintomas trêmulos de vontade
Arriscam se aproximar sutil
Neste átomo da estanque rotina
Onde a poeira fez habitat
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Refluxos da madrugada gélida
Vociferam balburdias belas
Nesta câmara de energia vital
Que prefiro chamar de quarto
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II
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Mas arranco a centelha incauta
Que teima no arrebate
De pés e mãos cotidianos
Ainda magoado do que fui
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Expulso a inspiração lisonjeira
Que me acaricia os ombros
E aquece minha alma vadia
Preferindo não me fazer melhor
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Esgarço o expoente da prontidão
Neste sujo enlevo cínico e egóico
Que lanço por sobre as horas
Tecendo o homem do não-fazer
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E me faço falsamente pleno
Adulando a minha desistência
Estimando a complacência cárcere
De minhas capacidades quiméricas
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III
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Sinto um sentido esquivo
Que demais me regurgito
E que sagaz me renego
Supervoluntariamente
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Eis o revés de uma culpa
Que imputei aos céus
Pelos trôpegos martírios
De insolúvel sufoco passado
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Eis a prostração da mágoa
Alargada nos altares virtuais
Preguiçosamente silente
Amalgamadamente errante
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Eis a fraca e retrátil proposta
Desta suposta não carência de arte
Que enraízo fundo em minha mente
Como tentativa de se me mentir
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IV
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Passos destilados fiz trôpegos
Sapateando as calçadas
Feito nuvens de esquecer
Que um dia sonhei demais
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Rápido fiz sortidas formas
Rabiscos fracos de situações
Que enovelei e desgarrei
Para mudar os meus registros
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Andanças tão inconclusas
Formatadas feito água
Respingando o artífice
De fingir estar indo além
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V
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Era a busca do anonimato
Que em qualquer viela
Instaurava a novidade
Numa osmose de multidões
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Era a delícia de estar vago
Feito um labirinto de mim
Que desenhei abstrato
Como para não conseguir entender
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Fui proposital no erro genérico
Quimérico mínimo na esfera da polis
Maciço convicto de não tentar
Respiro renegado de um alimento bom
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VI
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Por tanto disso é que não sei sabendo
Onde quedaram minhas auguras verbais
Meus assombros noturnos insaciáveis
Minhas escritas qualqueres de esparramos
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Por tanto disso é que não digo dizendo
Qual foi o movimento interno intenso
De abafar a catarse dos vocábulos
Gerando quietude ruidosa nas entranhas
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Não sei realmente sabendo se foi por não querer
Ou por não tentar fazer destrinchar
Ou por preferir esquivar de tanto trabalho
Ou por um pouco do tanto que aqui já disse
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VII
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Sou sim o reverso do não saber
Posto que sei e como sei
O que no neste silêncio fingido
Espera na eterna verdade translúcida
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E sei que minhas instâncias internas
Permanentemente indecisas
Assaltam a agonia da existência
E arrebatam-me para o medo do fim
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Para o muro invisível onipresente
Para a invalidez do vácuo posterior
Para a inconclusão aerada
Que alguns acreditam formatar
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Para a pulsão arfante do minguado peito
Para o caos instante que nunca se espera
Para a eternidade delirante e silenciosa
Que quase nunca faz questão de se mostrar
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VIII
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Eis a significante perversa de mim
Aquela que nunca diz e tanto muda
Aquela que se esgueira por entre todos
Enquanto possibilidade de fronteira
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Aquela que sobrepassa pelos cantos
Que transmuta a validez ou o inverso
Aquela que transfigura o mundo
E nos leva ao bel prazer do Deuses
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Aquela que salta dos retratos antigos
Das memórias mais inspiradoras
Dos recantos mais colocados de profundez
Ou do descampado mais agônico do humano
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IX
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A MORTE!
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X
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Este é o grande elemento significador
Que surge nas intempéries imundas
Impulsando do enovelado mais interno
A vibrátil neoforma deste homem ex-poeta
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Este é o grande ventre metafórico
Que em sonho de criança se me mostrou
Feito núcleo inalcançável por mim
Ainda que instado na terra de meus ancestrais
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Esta é a dona permanente do bafio vaporoso
Fantasmagórica alegoria do carnaval-vida
Suplente possível da realidade táctil
Reversa raiz inarrancável da árvore carnal
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XI
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Agora vejo com a claridade suficiente
O coração amedrontador da eterna luz
A máquina perpétua da energia cambiante
Capaz de exponenciar o niilismo da fisicalidade
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Agora pressinto a despretensão de suas ações
O intrínseco vazio de seu semblante
E vejo no vácuo de seus olhos murchos
A tristeza de ser algo tão absoluto
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Ela é como uma inescapável água de sarjeta
Que carrega o fardo de ser renegada
Mas que, no entanto, lava, leva e até humedece
Detendo, em si, todo fim e todo recomeço
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XII
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O MAIOR ANTÍDOTO PARA A ENTROPIA HUMANA!
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quinta-feira, 18 de abril de 2019
quinta-feira, 4 de abril de 2019
Diálogo Interno de Agora
- Não sei bem como sinto quando penso em algumas coisas?!
- Não se esqueça que estamos na Quaresma, meu amigo!
- Você tem razão, tinha me esquecido disso!
- Então, procure não esquecer mais!
quinta-feira, 21 de março de 2019
o sentido da vida!!! (Réveillon Astrológico)
De que serve a vida,
senão para que,
um dia,
cheguemos a cantar
livres e soltos,
como a Elis cantou
num passado já distante!
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segunda-feira, 18 de março de 2019
quarta-feira, 13 de março de 2019
Reparando Bem!!!
Pra mim, é diferente ouvir arquivos de áudio transferidos de CD`s antigos para o computador ao invés de escutar músicas baixadas de qualquer plataforma virtual.
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Quando ouço a mesma faixa vinda de locais distintos, sinto que o momento sonoro se faz outro, de acordo com o significado que o arquivo tem!
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Será que a energia engendra-se também pelas formas virtuais ou seria simplesmente uma sensação supérflua sem significação profunda?
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O que tomava contato quando assim pensei:
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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019
suspensão de tudo
POSTAGEM 2019
terça-feira, 19 de fevereiro de 2019
terça-feira, 29 de janeiro de 2019
VÍTREO-VERBAL (enfim, poema...)
Silêncio sinestésico que filtro
Na madrugada de sentido infinito
Pois pressinto o descarrego unânime
De todos os pontos mundanos
Que circunscreveram minha alma.
Estancada a cidade, vencida a rotina
Tombo embalado no vácuo permissivo
Regalando minhas carências
Com toda a instância de pulsão
Que o rodeio humano me fez castrar
É a forma primitiva do eu-feto
Que, transmutando as podridões,
Distancia-se do mangue claustrofóbico
De lamas, latrinas e suores urbanos
Que nos inebriaram de pseudo-vitória social.
Mas agora, desatados os sobressaltos cotidianos,
Eu, versificando minhas incógnitas,
Despejo felizes desejos inanimados
Por sobre as intocáveis folhas virtuais
Deste campo tão outroramente conhecido.
São os desatinos homúnculos comuns
Que minimamente se me descamam
Quando lembro de me despertar
Resgatando, assim, as cápsulas poético-pueris
Que minhas mãos já brotar fizeram
Eternas amofinações expressivo-germinais...
A metamorfoseante sílica do espírito
Que, na labuta hiperbólica da incandescência,
Suplanta a prisão corpóreo-agônica
Em versificações vítreo-translúcidas.
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