quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Geometria doida do sólido ideal

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A roda, se torna, em si, um caminho infinito em potencial.
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O triângulo, se torna, em si, uma base sólida, independente da superfície.
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A espiral é um círculo inquieto que não se contenta com a simples repetição do mesmo caminho.
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Uma reta nunca será infinita, por mais que queira, pois ela esbarra nos limites da existência.
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Um ângulo, por mínimo que seja, abarcará uma imensidão inenarrável já que está em abertura.
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Mas, todo ângulo exclui, ainda que seja de 360 graus, já que sua semi-reta necessária não pode deixar de ocupar o mínimo espaço que seja. Ou melhor, o próprio ângulo de 360 não pode existir, já que sua semi-reta indispensável não pode deixar de ocupar o mínimo espaço que seja.
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Posto isso, qualquer plano tende à mediocridade, já que abarca minimamente uma das 3 dimensões, excluindo mais do que inclui.
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Nenhuma figura é infinita. Nada é infinito. Muitas coisas tendem a ele, mas ele mesmo não existe. As coisas tendem à inexistência ao tenderem ao infinito. As figuras tendem a infinita divisão, mas não á infinita multiplicação. Na verdade, talvez só a divisão seja infinita. Talvez.
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Um sólido pode ser considerado um ponto e vice-versa.
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Uma reta nunca pode ser considerada um ponto, mas pode ser considerada um sólido.
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Geometria doida de mínimas pretensões.
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