quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Versos feito Lego

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Que sou... (IV)
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Mortalha que me prende e estrangula
Desnivelando a planície dos amores
Que restaram de uma jornada instável
E escapa por entre brechas da madrugada
Deste encardido farrapo socado senil
Que sou...
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Mortalha que me prende e estrangula
Rodopiando o descaso sarcástico
Ferido descrente menino dos avessos
E assim arrebata por entre carros e estilhaços
E agora retorcem o delgado mistério
Que sou...
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Mortalha que me prende e estrangula
Devorando a integridade venial que me resta
Dos noturnos e divagares senhores
Rumo ao paraíso contrário do humano
Que escurecem a mortalha macabra
Que sou...
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Mortalha que me prende e estrangula
Desmontando os restos convexos salientes
Que saboreia vagarosamente o não
Que resiste na desistência descompassada
Do pequeno descampado escasso
Que sou...
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Mortalha que me prende e estrangula
Exterminando o derradeiro plano vivo
Destituindo do centro este distante
Que nasciam meio que por fantasia
Fazendo-me refém desta cláusula
Que sou...
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