.
Que sou... (II)
.
Mortalha que me prende e estrangula
Desmontando os restos convexos salientes
Ferido descrente menino dos avessos
Que nasciam meio que por fantasia
Que escurecem a mortalha macabra
Que sou...
.
Mortalha que me prende e estrangula
Exterminando o derradeiro plano vivo
Dos noturnos e divagares senhores
E escapa por entre brechas da madrugada
Do pequeno descampado escasso
Que sou...
.
Mortalha que me prende e estrangula
Desnivelando a planície dos amores
Que saboreia vagarosamente o não
E assim arrebata por entre carros e estilhaços
Fazendo-me refém desta cláusula
Que sou...
.
Mortalha que me prende e estrangula
Rodopiando o descaso sarcástico
Destituindo do centro este distante
Rumo ao paraíso contrário do humano
Deste encardido farrapo socado senil
Que sou...
.
Mortalha que me prende e estrangula
Devorando a integridade venial que me resta
Que restaram de uma jornada instável
Que resiste na desistência descompassada
E agora retorcem o delgado mistério
Que sou...
.
Que sou... (II)
.
Mortalha que me prende e estrangula
Desmontando os restos convexos salientes
Ferido descrente menino dos avessos
Que nasciam meio que por fantasia
Que escurecem a mortalha macabra
Que sou...
.
Mortalha que me prende e estrangula
Exterminando o derradeiro plano vivo
Dos noturnos e divagares senhores
E escapa por entre brechas da madrugada
Do pequeno descampado escasso
Que sou...
.
Mortalha que me prende e estrangula
Desnivelando a planície dos amores
Que saboreia vagarosamente o não
E assim arrebata por entre carros e estilhaços
Fazendo-me refém desta cláusula
Que sou...
.
Mortalha que me prende e estrangula
Rodopiando o descaso sarcástico
Destituindo do centro este distante
Rumo ao paraíso contrário do humano
Deste encardido farrapo socado senil
Que sou...
.
Mortalha que me prende e estrangula
Devorando a integridade venial que me resta
Que restaram de uma jornada instável
Que resiste na desistência descompassada
E agora retorcem o delgado mistério
Que sou...
.
Nenhum comentário:
Postar um comentário