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Li este livro há um mês, já que na época de colégio, nem cheguei a tocá-lo.
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Ágil, bem escrito, com pitadas de humor, um romance sobre um total anti-herói. Alias, provavelmente, o primeiro anti-herói da Literatura Brasileira. Será mesmo?!
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A linguagem, embora pareça um pouco rebuscada é, na verdade, popularesca. Há gírias, diálogos convencionais, tramites e fofocas cotidianas. O rebuscado, ao olhar contemporâneo, dá-se pelas palavras que não usamos mais com tanta freqüência. Além disso, o rebuscado também é usado para gerar comicidade, ironia, algo burlesco e, porque não, um deboche das regras.
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É interessante como Manuel Antônio de Almeida constrói o personagem desde sua infância. Os moldes do garoto, que se tornaria um sargento de milícias, são mostrados quase didaticamente. É quase um manual de como se criar um vagabundo divertido e, um tanto quanto, inofensivo.
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Muito gostoso de ler! Um livro escrito na metade do século XIX, mas que se encaixaria perfeitamente numa época 100 anos mais nova, ou, menos velha!
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Um comentário:
Fantástico! Uma análise curta, porém quase completa. Estou aprendendo a fazer análise direto no meu blog. Faça-me uma visita. Abraço
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