Mas,
Por que continuamos
Senão pelo indizível?
Senão pelo não racional?
Senão pela fé?
.
Nunca continuamos,
Profundamente engajados na vida,
Senão pela fé em algo.
.
A fé é um etéreo ponto sem local,
Mas ela não se encontra fora do ser.
.
A fé flutua por sobre os poréns cotidianos,
Mas ela não é irracional.
.
No entanto,
Também não se pode dizer
Que seja simplesmente emocional.
.
Não!
.
Ela não é nem uma coisa e nem outra.
.
A fé é SENSÍVEL!
.
A fé é algo entre a razão e a emoção,
Algo entre o mental e o corporal.
.
Ela nos pega nas ideias,
Mas também na pele.
Ela nos lança ao ar,
Mas também nos firma no solo.
Por ela abrimos o sorriso,
Mas também a lágrima.
.
A verdadeira fé madura e testada
Se adapta às muitas sensações vitais
Do cosmo que habita dentro de cada um.
.
A fé é o vazio menos desvairado a clamar,
A fé é o nada, o zênite negativo que,
Em nós mesmos,
Faz transcender.
.
A verdadeira fé não se quebra,
Não se desfaz,
Não se abala, porque,
Por mais difícil que seja,
Ela é o nome que se dá
À própria possibilidade mais inabalável.
.
Ela é a proposta que suplanta o ordinário.
.
A fé é o próprio caminho ao incomensurável.
.
A fé é o início da consumação transcendente
Dentro do próprio ser
Que caminha na face da Terra densa.
.
O ser que levanta em toda manhã,
O ser que refaz seus trajetos,
O ser que vai e vem,
O ser que sente e ressente.
.
A fé também está no ser
Que ressente seus vazios,
Mas que, por meio dela,
Também pressente
A possibilidade concreta de ser,
Em si,
Algum dia,
Simplesmente infinito.
.
E fim!
.
.
Por que continuamos
Senão pelo indizível?
Senão pelo não racional?
Senão pela fé?
.
Nunca continuamos,
Profundamente engajados na vida,
Senão pela fé em algo.
.
A fé é um etéreo ponto sem local,
Mas ela não se encontra fora do ser.
.
A fé flutua por sobre os poréns cotidianos,
Mas ela não é irracional.
.
No entanto,
Também não se pode dizer
Que seja simplesmente emocional.
.
Não!
.
Ela não é nem uma coisa e nem outra.
.
A fé é SENSÍVEL!
.
A fé é algo entre a razão e a emoção,
Algo entre o mental e o corporal.
.
Ela nos pega nas ideias,
Mas também na pele.
Ela nos lança ao ar,
Mas também nos firma no solo.
Por ela abrimos o sorriso,
Mas também a lágrima.
.
A verdadeira fé madura e testada
Se adapta às muitas sensações vitais
Do cosmo que habita dentro de cada um.
.
A fé é o vazio menos desvairado a clamar,
A fé é o nada, o zênite negativo que,
Em nós mesmos,
Faz transcender.
.
A verdadeira fé não se quebra,
Não se desfaz,
Não se abala, porque,
Por mais difícil que seja,
Ela é o nome que se dá
À própria possibilidade mais inabalável.
.
Ela é a proposta que suplanta o ordinário.
.
A fé é o próprio caminho ao incomensurável.
.
A fé é o início da consumação transcendente
Dentro do próprio ser
Que caminha na face da Terra densa.
.
O ser que levanta em toda manhã,
O ser que refaz seus trajetos,
O ser que vai e vem,
O ser que sente e ressente.
.
A fé também está no ser
Que ressente seus vazios,
Mas que, por meio dela,
Também pressente
A possibilidade concreta de ser,
Em si,
Algum dia,
Simplesmente infinito.
.
E fim!
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P.S: talvez essa tenha sido a única coisa bonita que consegui escrever na minha vida depois de ter tomado umas. Tudo bem que eu ajeitei depois, mas, a grande maioria das frases e ideias foram escritas numa madrugada, depois de umas cervejas. Ao contrário de outras tentativas que simplesmente são descartadas, essa me animou bastante a terminar. Não acho uma baita poesia, mas também não achei algo descartável.
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