terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Ninguém escreve ao coronel (Livro)

 
Desde de o inesquecível “100 Anos de Solidão”, nunca mais havia lido nada do Prêmio Nobel de literatura Gabriel Garcia Marques.
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Um dia, passando pela rua, corri os olhos pelos livros que um senhor vendia perto da Praça da República, escolhi alguns e, dentre eles, este.
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Há tempos que tinha a intenção de conhecer alguma coisa nova deste autor que tanto ajudou a chamar os olhos do mundo para este nosso subcontinente que é tão ricamente coroado de novas energias.
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Como dizem as orelhas do exemplar, este livro, escrito em Paris quando Gabo tinha somente 29 anos, é sua segunda obra e, portanto, anterior aos seus mais conhecidos romances, como: “100 anos...” e “O amor nos tempos do cólera”
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Trata-se de um livro curto, gostoso de se ler, direto, sem exageros, mas que não deixa de transmitir as assinaturas estilísticas características de seu autor.
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É uma obra criada por um Gabriel que sofria as dores de estar longe de sua terra natal. Um homem que estava vendo a situação de sua sofrida Colômbia sobre uma ótica influenciada pela realidade da metrópole europeia, o que, com certeza, agravava sua tristeza.
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Um Coronel, sua mulher asmática, o galo de seu filho falecido, o marasmo de uma cidade pequena e a rotina de esperar, toda sexta, pela chegada da carta que traria a notícia sobre a tão esperada aposentadoria do oficial.
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Um tempo sem esperança, um dia-a-dia que nada traz. A paciência, a frustração, o fim da vida de um homem que servira a sua pátria, mas que não encontrou reciprocidade em seu respeito e devoção.
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Resta-lhe, então e, por que não, comer merda!
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