Posso ser incoerente?... Tá certo, vou ser então... Tô feliz e tô cansado... Não, não é essa a quase incoerência não. A incoerência é que eu tô de boa, feliz e tranqüilo novamente como há alguns meses eu não estava e aconteceu muita coisa legal que eu não conto porque eu não tô a fim porque esse blog é do Wagner Passos de Sousa Pinto que sou eu mesmo, mas isso não significa que eu vou ficar abrindo tudo aqui né... A incoerência enfim afinal finalmente e etc é que apesar da felicidade eu vou postar uma música de protesto do Caetano e do Gil, eu até diria Gil e Caetano se fosse antes do governo Lula quando eu gostava mais do pai da Preta+mesmosobrenomedetresletras, mas depois que o Gilberto ministro assumiu as coisas lá em cima e não fez quase nada eu escrevi Caetano e Gil. A música é Haiti e vale a pena ouvir. Nossa, tava escrevendo aqui e me lembrei de como é bom escrever coisas diversas e quaisquer que sejam elas, escrever tudo desde que não seja um relatório empresarial.,., rssss peloamordenoisqueeele.,.,., Uma música de protesto pra demonstrar uma indignação pela existência da infelicidade gerada pelo preconceito determinista. Uma música de indignação pra comemorar o Sol tão lindo das manhãs que não se iniciam mais ao entardecer. Uma música pra comemorar coisas que eu tenho medo de comentar tamanha é a fragilidade do nosso destino. Escrever é uma coisa de loko. Um abraço pra todos sem restrição.,.,., falou.,.,., E fim da incoerência.,.,.,.,
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Haiti
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Composição: Caetano Veloso e Gilberto Gil
Composição: Caetano Veloso e Gilberto Gil
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Quando você for convidado pra subir no adro
Quando você for convidado pra subir no adro
Da fundação casa de Jorge Amado
Pra ver do alto a fila de soldados, quase todos pretos
Dando porrada na nuca de malandros pretos
De ladrões mulatos e outros quase brancos
Tratados como pretos
Só pra mostrar aos outros quase pretos(E são quase todos pretos)
E aos quase brancos pobres como pretos
Como é que pretos, pobres e mulatos
E quase brancos quase pretos de tão pobres são tratados
E não importa se os olhos do mundo inteiro
Possam estar por um momento voltados para o largo
Onde os escravos eram castigados
E hoje um batuque um batuque
Com a pureza de meninos uniformizados de escola secundária
Em dia de parada
E a grandeza épica de um povo em formação
Nos atrai, nos deslumbra e estimula
Não importa nada:
Nem o traço do sobrado
Nem a lente do fantástico,
Nem o disco de Paul Simon
Ninguém,
ninguém é cidadão
Se você for ver a festa do pelô, e se você não for
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Pense no Haiti, reze pelo
HaitiO Haiti é aqui
O Haiti não é aqui
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E na TV se você vir um deputado em pânico mal dissimulado
Diante de qualquer, mas qualquer mesmo, qualquer, qualquer
Plano de educação que pareça fácil
Que pareça fácil e rápido
E vá representar uma ameaça de democratização
Do ensino do primeiro grau
E se esse mesmo deputado defender a adoção da pena capital
E o venerável cardeal disser que vê tanto espírito no feto
E nenhum no marginal
E se, ao furar o sinal, o velho sinal vermelho habitual
Notar um homem mijando na esquina da rua sobre um saco
Brilhante de lixo do Leblon
E quando ouvir o silêncio sorridente de São Paulo
Diante da chacina
111 presos indefesos, mas presos são quase todos pretos
Ou quase pretos, ou quase brancos quase pretos de tão pobres
E pobres são como podres e todos sabem como se tratam os pretos
E quando você for dar uma volta no Caribe
E quando for trepar sem camisinha
E apresentar
sua participação inteligente no bloqueio a Cuba
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Pense no Haiti, reze pelo Haiti
Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui
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