quarta-feira, 21 de dezembro de 2005

Sexagesimaterceirapostagem...

Posso ser incoerente?... Tá certo, vou ser então... Tô feliz e tô cansado... Não, não é essa a quase incoerência não. A incoerência é que eu tô de boa, feliz e tranqüilo novamente como há alguns meses eu não estava e aconteceu muita coisa legal que eu não conto porque eu não tô a fim porque esse blog é do Wagner Passos de Sousa Pinto que sou eu mesmo, mas isso não significa que eu vou ficar abrindo tudo aqui né... A incoerência enfim afinal finalmente e etc é que apesar da felicidade eu vou postar uma música de protesto do Caetano e do Gil, eu até diria Gil e Caetano se fosse antes do governo Lula quando eu gostava mais do pai da Preta+mesmosobrenomedetresletras, mas depois que o Gilberto ministro assumiu as coisas lá em cima e não fez quase nada eu escrevi Caetano e Gil. A música é Haiti e vale a pena ouvir. Nossa, tava escrevendo aqui e me lembrei de como é bom escrever coisas diversas e quaisquer que sejam elas, escrever tudo desde que não seja um relatório empresarial.,., rssss peloamordenoisqueeele.,.,., Uma música de protesto pra demonstrar uma indignação pela existência da infelicidade gerada pelo preconceito determinista. Uma música de indignação pra comemorar o Sol tão lindo das manhãs que não se iniciam mais ao entardecer. Uma música pra comemorar coisas que eu tenho medo de comentar tamanha é a fragilidade do nosso destino. Escrever é uma coisa de loko. Um abraço pra todos sem restrição.,.,., falou.,.,., E fim da incoerência.,.,.,.,
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Haiti
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Composição: Caetano Veloso e Gilberto Gil
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Quando você for convidado pra subir no adro
Da fundação casa de Jorge Amado
Pra ver do alto a fila de soldados, quase todos pretos
Dando porrada na nuca de malandros pretos
De ladrões mulatos e outros quase brancos
Tratados como pretos
Só pra mostrar aos outros quase pretos(E são quase todos pretos)
E aos quase brancos pobres como pretos
Como é que pretos, pobres e mulatos
E quase brancos quase pretos de tão pobres são tratados
E não importa se os olhos do mundo inteiro
Possam estar por um momento voltados para o largo
Onde os escravos eram castigados
E hoje um batuque um batuque
Com a pureza de meninos uniformizados de escola secundária
Em dia de parada
E a grandeza épica de um povo em formação
Nos atrai, nos deslumbra e estimula
Não importa nada:
Nem o traço do sobrado
Nem a lente do fantástico,
Nem o disco de Paul Simon
Ninguém,
ninguém é cidadão
Se você for ver a festa do pelô, e se você não for
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Pense no Haiti, reze pelo
HaitiO Haiti é aqui
O Haiti não é aqui
.

E na TV se você vir um deputado em pânico mal dissimulado
Diante de qualquer, mas qualquer mesmo, qualquer, qualquer
Plano de educação que pareça fácil
Que pareça fácil e rápido
E vá representar uma ameaça de democratização
Do ensino do primeiro grau
E se esse mesmo deputado defender a adoção da pena capital
E o venerável cardeal disser que vê tanto espírito no feto
E nenhum no marginal
E se, ao furar o sinal, o velho sinal vermelho habitual
Notar um homem mijando na esquina da rua sobre um saco
Brilhante de lixo do Leblon
E quando ouvir o silêncio sorridente de São Paulo
Diante da chacina
111 presos indefesos, mas presos são quase todos pretos
Ou quase pretos, ou quase brancos quase pretos de tão pobres
E pobres são como podres e todos sabem como se tratam os pretos
E quando você for dar uma volta no Caribe
E quando for trepar sem camisinha
E apresentar
sua participação inteligente no bloqueio a Cuba
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Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui
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sexta-feira, 16 de dezembro de 2005

Filhos Teus... (Preconceito)

Cada cara
Quem em nossa cara repara
Em novo ser se mascara
Na cara de um velho cara

Cada dor
Também esconde um passado
Que mesmo estando passado
Ainda está ao seu lado

O sagrado
Também esconde o profano
Que em formato humano
Já não redime um deus

Ah! Sei que entre o bem e o mal tem um lugar pra nós
Se nada nos completa já nos somos sós
Se o riso não vigora...

Que me importa o riso alheio
A falsidade em formato de luz

Se um olhar já não nos veio
A nossa cor já além nos conduz

Permeando entre meios
Que um final a razão não deduz

Se pode vir alguma coisa nova de um povo que se diz arrependido
Não virá

Se a nossa era não nos gera ou regenera um mundo feito de amanhãs
Não vingará

Os tantos planos feitos em eternas liberdades de um momento pra sonhar

Sonhar
Pra sonhar...

Sonhar
Mas nunca veio a tona o pensamento de encerrar o brilho do amanhã

Sonhar
São tantos os caminhos que se soltam em alimento para a alma sã

Sonhar
Em natureza morta o quadro vivo nos transporta para a terra vã

Queremos só viver cada momento e enfim falar o que passou
Queremos ser bem mais que um sonho que se acaba e não sonhou
Queremos ver sinceridade no sorriso acolhedor
Que acolhe a dor...

Cada cara
Quem em nossa cara repara
Em novo ser se mascara
Na cara de um velho cara

Cada dor
Também esconde um passado
Que mesmo estando passado
Ainda está ao seu lado

O sagrado
Também esconde o profano
Quem em formato humano
Também somos filhos teus
Também somos filhos teus
Também somos filhos teus
Também somos filhos teus

Também somos filhos teus.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2005

sexta-feira, 9 de dezembro de 2005

Criança...

Olhe
nos
meus
olhos
e
diga
o
que
você
?

quarta-feira, 7 de dezembro de 2005

Homenagem...

Para calar a boca: Rícino
Para lavar a roupa: Omo
Para viagem longa: Jato
Para difíceis contas: Calculadora
Para o pneu na lona: Jacaré
Para a pantalona: Nesga
Para pular a onda: Litoral
Para lápis ter ponta: Apontador
Para o Pará e o Amazonas: Látex
Para parar na pamplona: Assis
Para trazer à tona: Homem - Rã
Para a melhor azeitona: Ibéria
Para o presente da noiva: Marzipã
Para Adidas o Conga: Nacional
Para o outono a folha: Exclusão
Para embaixo da sombra: Guarda-Sol
Para todas as coisas: Dicionário
Para que fiquem prontas: Paciência
Para dormir a fronha: Madrigal
Para brincar na gangorra: Dois
Para fazer uma toca: Bobs
Para beber uma coca: Drops
Para ferver uma sopa: Graus
Para a luz lá na roça: 220 volts
Para vigias em ronda: Café
Para limpar a lousa: Apagador
Para o beijo da moça: Paladar
Para uma voz muito rouca: Hortelã
Para a cor roxa: Ataúde
Para a galocha: Verlon
Para ser moda: Melancia
Para abrir a rosa: Temporada
Para aumentar a vitrola: Sábado
Para a cama de mola: Hóspede
Para trancar bem a porta: Cadeado
Para que serve a calota: Volkswagen
Para quem não acorda: Balde
Para a letra torta: Pauta
Para parecer mais nova: Avon
Para os dias de prova: Amnésia
Para estourar pipoca: Barulho
Para quem se afoga: Isopor
Para levar na escola: Condução
Para os dias de folga: Namorado
Para o automóvel que capota: Guincho
Para fechar uma aposta: Paraninfo
Para quem se comporta: Brinde
Para a mulher que aborta: Repouso
Para saber a resposta: Vide - o - Verso
Para escolher a compota: Jundiaí
Para a menina que engorda: Hipofagi
Para a comida das orcas: Krill
Para o telefone que toca
Para a água lá na poça
Para a mesa que vai ser posta
Para você o que você gosta
Diariamente
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Essa é uma homenagem à simplicidade boa da vida...
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Será? (homenagem?, simplicidade?, boa?)
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Mas como diz a música:
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Para que fiquem prontas: Paciência.
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Será muito difícil ser:
.
Para você o que você gosta
.
Diariamente???????????
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Hein?!
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Mas ouvir música faz muito bem...

segunda-feira, 5 de dezembro de 2005

O MAIOR DOS SERTÕES

1. Viver é muito perigoso.
2. Deus é paciência.
3. Sertão. O senhor sabe : sertão 'onde manda quem é forte, com as astúcias.
4. ...sertão é onde o pensamento da gente se forma mais forte do que o poder do lugar.
5. ...toda saudade é uma espécie de velhice.
6. Jagunço é isso. Jagunço não se escabreia com perda nem derrota - quase tudo para ele é o igual.
7. Deus existe mesmo quando não há. Mas o demônio não precisa de existir para haver.
8. Viver é um descuido prosseguido.
9. Sertão é do tamanho do mundo.
10. Vingar, digo ao senhor: é lamber frio, o que o outro cozinhou quente demais.
11. Quem desconfia, fica sábio.
12. Sertão é o sozinho.
13. Sertão: é dentro da gente.
14. ...sertão é sem lugar.
15. Para as coisas que há de pior, a gente não alcança fechar as portas.
16. Vivendo se aprende; mas o que se aprende mais é só a fazer outras maiores perguntas.
17. ...amor só mente para dizer maior verdade.
18. Paciência de velho tem muito valor.
19. Sossego traz desejos.
20. ... quem ama é sempre muito escravo, mas não obedece nunca de verdade.
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Fala sério esse livro.
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Eu escrivinhei aqui essas frases do Grande Sertão que eu cacei com espingarda na Internet pra modo de dar prosseguição às desavenças sertanejas do interior da gente. Interior é sertão que arrevelia por meio das escrivinhanças de cabra bom de pensamentos. Caboco danado é esse tal de Seu Guimaraes Rosa. rssss.
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Esse livro é o mais bonito que eu já li na vida. Às vezes dá a impressão de que ele não é em português, mas sim numa língua muito mais sutil e rica na arte de pouco falar e muito muito muito mais dizer.,.,.,.,.,., Leiam esse livro que está entre os melhores da Literatura Mundial com certeza, apesar de eu não ter lido nem um nada dos romances que já foram escritos. Mas que me importa, esse livro é bão de mais. Falou.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2005

Duas Delas D+ De DanaDas.,.,.,.,.,

Duas frases pra acabar essa seqüência de encurtamento de Blog... Mas agora ele tá pequenininho... rsss... como desde sei lá quando nunca esteve...
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A primeira: "O que é que nem homens nem mulheres conseguem diferenciar nos humanos e nos animais? Responde, sinta-se, você é animal"... (Caros Amigos)
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A segunda: "... um homem, seja qual for a época em que viva ou tenha vivido, é mentalmente contemporâneo doutro homem duma outra época qualquer". (Evangelho segundo Jesus Cristo)
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Um Post bem humano pra entrar dezembro numa boa com as cabeças.,.,.,., falou

quarta-feira, 30 de novembro de 2005

Sonho...........

Essa frase me veio num sonho e eu anotei no meu caderno:
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"Leve dos momentos apenas a memória da memória".
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Uma vez que eu tava loko eu quase entendi o significado dela, mas depois me fugiu completamente. Qualquer dia ele volta de novo. Falou e o Blog está diminuindo...

segunda-feira, 28 de novembro de 2005

Pensamento de Montanha....

"Há tanta coisa triste nesse mundo de Deus. E dizem os místicos que Êle se compra no sofrimento, pois as pérolas das lágrimas são o preço da passagem para o paraíso. Santa Tereza disse a Jesus que, se ele tratava assim seus amigos, ela não se admirava que os tivesse tão poucos"... Dilza Pinho Nilo (O vento virou a esquina)

segunda-feira, 21 de novembro de 2005

Baía dos Tigres... (2002 - 2005)

"O desespero é o reflexo mais fútil nos caminhos sem apelo". Pedro Rosa Mendes
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Descupem-me por eu estar escrevendo só frases que parecem sem nexo e jogadas, mas é que me deu vontade e achei que tinha a ver... Ê beleza...
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Mas "o que é de paz cresce por si". Guimarães Rosa
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Veredas gemano-tupiniquins... rsss, e isso me acalma.,.,.,.,.,

sexta-feira, 18 de novembro de 2005

É, né!!??...;;:://$$##%%**++--@@

"a eficiência e a moralidade costumam andar de mãos dadas”. Richard Posner

quinta-feira, 17 de novembro de 2005

Queda Livre........

Texto por encomenda pra um trabalho de português...
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O texto:
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Achamos que nada disso é necessário para satisfazer nossos sonhos de escárnio e desespero pelo novo. Cada miniatura novata de novidade medíocre, não é nada além de antiguidades renovadas pela novidade maior que é você, que somos cada um em cada pedaço de carne e ossos e ranhos e gosmas e mijo e bosta e crianças e mimos e papai e mamãe e sexo cotidiano e tantas em tantas coisas que nos arrebatam no ato de sair pra rua e ver um troço de homem-mulher caído em prantos de dó e de raiva e de fim de orgulho e de inveja legítima e talvez natural. Ahhhhhh (grito) meu deus ateu, cadê as explicações para minhas vontades de coisas novas, onde estão seus pseudópodes cristãos? Santo Daime me inebria de tontura de merda que não me faz um mínimo mais santo ou lapidado pedaço de santo daiamante. Bosta, esse povo aí andando e tentando se estabilizar nos passos de quasiadultos bens de vida e de amor e de futuras carreiras. Quais as vontades mais ocultas? Quais os medos que te levam mais além ou aquém de qualquer lenda sem querer quebrada e restaurada por vontade de ficar mais uns dias sem tropeçar nas coisas mais michurucas e incógnitas? Que merda é essa que tá na boca sua hein? Qual é o tamanho da confiança que você deposita nos seus sentidos? Será o frio, frio? Será que o seu frio é igual ao da pessoa que está do seu lado? Que nada. Nada disso é queda livre. Tudo isso é a queda livre de cada um em cada queda livre caduca em cartada final finalmente sem finalidade eterna. Finalmente? Só se for caído morto de sono ou de fome, desnutrição, ou assassinato, ou querência de suicídio. Alô, finalmente você vai me ouvir. Alô, não desliga eu quero morrer. Morre então merda. Vamos morrer nós todos e experimentar outras voltas, outras possibilidades, outros deuses, outras vontades, outros cadáveres e putrefações. Outros tantos outros seres e medos e sensações ou a falta da matéria e de suas falhas medíocres. Os universos estão finalizados e o sétimo, que estamos, ainda está em queda livre de extravagâncias individualistas. A queda livre tá aqui na minha voz, na sua cara, nas voltas de cada olhar que desencarna coisas milhares sem vez nem aceitação disponível no meio que seja. Queda livre é pecado original em estruturas facetadas de San Thiago de Compostela, subúrbio de São Paulo. Suicidas todos somos porque caminhamos com vontade de extravasar e botamos pra fuder em medíocres sensações falsas de maconhas, doces e balas do que for. Balinha de café e de hortelã ou nada de mais. Sabe, nós não sabemos de nada, a queda livre dura em média 70 anos para os homens e 75 para as mulheres, finalizando sem fim. O para quedas é constantemente tecido, rasgado e refeito até a hora da morte final no chão de terra. Corpo estatelado, estrelado de vontades feitas e muitas milhões de outras pensadas e frustradas. Coitado de nós, coitado de todos nós. Rárárá, eu quero rir eu não quero nada, eu quero surtar, eu quero me matar, eu quero pular de pára-quedas, tomar chazinho alucinógeno, ficar pelado em peça de teatro, andar de submarino, fazer suruba, falar com suicidas, peregrinar e escrever um livrinho no fim falando do desconhecido. Queda livre é uma ova. Queda livre é cada um de cada maneira. O incentivo ao desconhecido é uma merda. A gente não quer saber de nada novo, eu quero tudo de novo, tudo de bom, tudo de velho, nada de sério, sei lá, eu quero, nem quero, só queremos, não vemos, vemos todas as coisas do mundo em queda livre. Nossos mundos em queda livre, fim do poço, fim da linha, fim dos tempos segundo evangélicos, sei lá mais o que. Não saberia viver em rotina, não saberia viver sem você, não saberíamos subir degraus se fôssemos paralíticos e o desconhecido estaria numa simples escada em espiral. O desconhecido estaria na sensação de nadar crawl sem ajuda de apoios outrem. AAAAAA (grito), a loucura é um caminho esquecido e a lucidez é um destino feito de miragens. Ao cego a queda livre é andar sem varinhas, ou olhar e ver a flor bela e poética que poemas dizem em braile travado e ilusório dando asas à imaginação que irá longe sem caminhos possíveis à realização. A queda livre ao pássaro é mergulhar fundo, ao peixe é bailar em ventos. Ao sol é deitar na sombra, aos bichos de pelúcia é dançar, aos copos é sentir o gosto dos líquidos, às calculadoras é apertar botões e saber resultados sozinha. Nada disso é queda livre, tanta coisa é queda livre. Tudo pode ser ou vir a não ser. Ah, que me importa! O desconhecido está na voltas descompromissadas deste texto sem mistérios, variados nas medíocres limitações dos seres escritos. Eu sou queda livre agora, mas não quero mais falar nada, tchau...

quinta-feira, 10 de novembro de 2005

A História e seu Amor.,.,.,.,.,.,.,

Eu gostaria de avisar que as 5 pessoas que eu disse que lêem meu blog foram aquelas 4 que comentaram o post “Evangelho segundo Maria Madalena” mais uma outra colega que sempre comenta sobre meu blog comigo lá na faculdade. Valeu pelo comentário Gláucio, muito bom o que você disse e é isso mesmo que eu penso, vamo troca tudo toda vez. Eu fiz uma historinha pequena pra aula de português e resolvi portar ela aqui, ficou pequenininha, mas eu gostei. Dá até pra escrever mais coisas mais pra frente, mas por enquanto é só isso. Falou pra todos e segue a historinha:
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Era uma vez uma história de amor muito pequena e singela que morava em muitos corações espalhados pelo mundo afora. Essa história, que eram histórias, na verdade se pareciam mais com pequenos graozinhos de nada, quase uma areia branca feita de poeiras sem matéria que podiam transitar e se manifestar por muitas partes onde suas presenças fossem necessárias antes que a necessidade se desse conta da carência ou simplesmente da ausência de qualquer carência sentível.
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Pois então, essa essas histórias andaram perambulando por muitos olhares e sentimentos sublimes por vários anos até que um dia ela própria sentiu uma dor muito grande que nascia no peito. O que era mais estranho nessa dor, é que era uma dor sem explicação, uma dor intensa, dolorida, mas gostosa de se sentir. Era como um aperto no peito, borboletas na barriga, fisgadas múltiplas e tão singelas no seu massacre homeopático que acabaram convencendo nossa história de que ela era uma história masoquista. Seria o amor sadista e os peitos apaixonados masoquistas?
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Não me importa, o que me importa é que nossa história sofria do pior dos bens ou o melhor dos males, nossa história sofria de cólicas no ato da defecação aliviante ou de dores de cabeça intensa no passivo-ato de se entrar em sono profundo. Em resumo, era amor.
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Nossa simpática personagem sem características ou formas que gerem empatia, olhava o tempo e tudo que já se passara entre muitas possíveis moradas de sentimentos e enfim se sentia contagiada por todos os momentos que eram resultantes deles. Olhava os serezinhos de infinitas possibilidades e começava a entender suas próprias origens de história de amor, ou seja, aquilo que levava os sujeitos substantivos milhões a cometerem desvairamentos e montarem suas próprias loucuras bonitas pertencentes a nossa personagem.
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A história de amor sentiu amor. A história de amor amava o amor sujeito controlador de seus enredos. O amor das histórias conquistou nossa personagem. Mas seria o amor capaz de por si só, sem ajuda de corações e mentes desprevenidas, amar nossa história? Não sei, pois temo que o amor não saiba amar...

domingo, 6 de novembro de 2005

Carrossel de Wagner.......

Esse blog nasceu escondido e permaneceu anônimo por meses, agora ele é meu.
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É de manhã aqui no meu olhar
É cedo pra ir, mas já passou das eras do ficar
Sinto o calor da fornalha
A massa gigante absoluta está querendo apitar pelos cantos
Veredas de um interior pulsante
Que me vem a todo instante
Dizendo da beleza das voltas deste mundo de epicentro eu
E é assim que se vai
E foi.
Movimento de ferros enormidades
Todos olham aquele trem que está na ida
Vencendo o balbuciar de quem não convêm
Libertando os gritos de amor ao mundo
De raiva a tudo aquilo que se é natural sentir
Infindos e inumeráveis são os sentimentos desta vida
São malabarismos de pensamentos
Magias em sensações de pulmões aliviantes
Sorrisos e choros brilhantes de quem não sabe o que é saber
Sapiência é coisa de robô programado
Música é vida em formas visíveis
Somente à intuição de quem não se prende
Nem lança âncoras por meros desesperos de imensidão
Não meu amigo, nada disso
Imensidão é a mansidão de poder extravasar
Os espaços rodeados de horizontes.
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È de manhã aqui no meu olhar
É tanta coisa que nem saberia dizer
O que me resta a não dizer
Diversas curvas de rasgadas montanhas
Que em mim dançam agora
Mantiqueira e Itanhandu
É berço de tudo que me detêm
Muralha de liberdade incondicional
Sou apenas prisioneiro de meus pensamentos escorregadios
Arredios a tudo aquilo que me encara com moralismo
Dor de quem não tem noção
De que a melhor noção
É ter a noção de que não se tem noção
Maremoto de desejos
Cratera de segredos meus de mim
Pra mim pra eu me incrementar
Gramado de planície em terras altas
Do universo no Planeta Globo
O Vale dos lírios floresce das cinzas queimadas e surradas
Levadas longe, mas em retorno constante
Pra lugar incógnita
Vale dos lírios é brotamento de energia negra africana de batuque
Em lírio braquelo e meio corcunda
Olhai os lírios do campo meu amor
São apenas e estão na solitude
de quem detêm tribos em inconclusões de conclusão
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Mande notícias do mundo de lá
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O que me dizem no olho da tempestade
O que me faz rir na hora mais intimista
O teu sorriso é detentor da beleza
De me encantar na simplicidade
Do olhar mais desnudo de planos supérfluos
Pra hora mais sublime de se apenas ser
São tantas as belezas da estação das artes vitais
É coração de criança pulsando em peito marcado
Com vinte e dois anos de puro sei lá o que
A beleza das palavras está na fluidez do ritmo de Maria fumaça
Saudavelmente ansiosa quase sempre ou nunca
São vielas e quebradas de grandiosas esperanças
Imensidão que não se define
Se sente, se fala, em demasia, em fartura
Em insaciável gargalhada gutural expansiva
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Ah,
O brilho de todos vocês me inebria
Entontece a fascinação de viver os encontros e as despedidas
Felicidade em plenitude de pressão 11 por 7
Futuras carecas de cabeça amiga
Que me leva sem movimentar ou fazer força
Acho que a única coisa que eu nasci com a vocação é pensar
É tão fácil pensar naquilo que se pensa
Eu penso o tempo todo
Quando me vejo estamos nós
Noutro lugar que não seja aqui
Não gosto do viajantes do infinito
Mas nem tudo é fruto de escolhas
Acho que nada é relevante o bastante
Pra me impedir de abrir um sorriso do tamanho que quero
Já amei, já chorei, já viajei, já experimentei
Já cai, já machuquei, já feri, já me arrependi, já me tudo
Não tenho, não quero ter e faço questão
De destruir minha moral comigo mesmo
Pra que meu amigo, amor e ser humano em geral?
Moral é fruto de mentiras e teatralizações de carcaças
Que com dois dias sem banho
Federiam como bosta de gato
Eu fedo, vocês todos fedem
Nós temos medo, nós mentimos
Nós nos iludimos, nós não nos detemos
Nós julgamos, nós erramos
Nós nos apegamos, nós dependemos
Nós somos as coisas mais maravilhosas deste mundo
E as piores também
Nós seres humanos somos capazes de tudo
Mas somos pobres fantoches
O destino existe para ser questionado e só
O resto é especulação se sim ou se não
Existir ou não existir é a questão
E alguém muito mais esperto
Já disse isso antes de mim
Que bom...
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É de manhã aqui no meu olhar de criança mimada
Filho único com muito orgulho
Filho de papai e mamãe, ainda bem né
Criança antiga que já acreditou em muita coisa
Que já duvidou e duvida de tudo
Mas que acredita no básico de toda a existência
E inexistência substantivada
Coisa é coisa e só por isso é uma coisa em alguma coisa
Meus pais são meu chão
Meus avós são meus ídolos
Música um hobbie
Poesia uma sina talvez
Blog uma prisão que faz ver além
Minha família meu contorno de aconchego bom
Meus amigos são minhas alegrias tristezas
E vitalidade de ascendente em libra
O piano é uma voz pra garganta que não é capaz de falar
Tudo que está no momento do ar
As viagens são as voltas do mundo
Que se revela exatamente o mesmo de sempre
Mas sempre outro
Na diversidade das geográficas paragens
Chorar não custa nada
Sorrir é uma dádiva
Sentir é pílula de persuasão digna de ser intensificada
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Vinte e dois anos
Só mais um e nada mais
Quem dera fossem doze a menos
Quem dera fossem noutras tantas infinitas possibilidades
Mas que bom que está sendo nessa
Quanto mais se pensa mais se absorve a incontestável pifialidade
De cada passo maravilhoso
Arrastando maravilhas em silêncio de calendário wagneriano
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É, hoje é o dia
Meu nome é Wagner Passos de Sousa Pinto
E este é o primeiro post que tem meu nome escrito
Eu garanto
Qualquer pessoa poderia estar escrevendo no meu lugar
Sem mentir a identidade do escritor
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Hoje é meu aniversário
É o retorno ao começo do ciclo dos 365 serezinhos
Que giram em carrossel gigantesco de tangentes existenciais
Escapamos nessas rodas de ciranda
Centrifugando ânsias de brotar esporos
Ejaculados em gozo do que é nascente
Filhos de matriz carrossel
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O bailado engraçado dos cavaleiros diários
Segue o ritmo da melodia
Me vem seus olhos na alma
Me vem a vida em quatro letras da incontabilidade
De moluscos marinheiros de placebo
Substância de bem e mal e tudo que é justo enfim
Tantos são os perigos
Tantas são as alegrias
Folias de reis, rainhas e bobos das cortes
Na festança da inocência cristalina nascida do interior
.
Oh Minas Gerais e sua espiritualidade latente
És aquário de cosmos e possibilidades de interação
Modestas, extravagantes, mas sempre corretas
O todo é muito mais que tudo
Meu nome é Wagner Passos de Sousa Pinto
É vivo a descartabilidade dos 22 anos num dia qualquer
Vivo a felicidade de ser esse escrito
Em tempestade de momento eternizado no papel
Mais uma volta se inicia
O carrossel da vida completa às 4:30 da manhã
Ddo dia 6/11 o fim da vigésima segunda volta
Yesalel estará lá
Eu estarei seja onde for
O cosmos detêm a hora e a vez
Os acordes que ouço me dizem assim:
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“Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço venha me apertar
Tô chegando
Coisa que gosto é poder partir sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar quando quero
Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai querer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim chegar e partir
São só dois lados da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A hora do encontro é também despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar, é a vida”
.
Encontros e despedidas nos giramundos
Dos carrosséis que se esbarram
A multicolorilidade das cavalgadas
Que embalsamam de luz a existência
E esse escrito poderia ser infinito
Tudo dependeria da condução da carruagem
A passagem dos anos se compra na chegada
É preciso andar e ir e enfim fechar os olhos de sono gostoso
É a missão cumprida da matéria renegada à gravidade
Espírito são outras possibilidades
Vejo muito
Enxergo demais
Choro o necessário
Sorrio por inércia
vivo
busco
interajo
penso
canto
escrevo
envelheço
(Veja
a
poesia
caindo
em
degraus)
conheço
conjugo
danço
grito
ouço
sinto
respiro
mijo
cago
amo
falo

Agora veja ela mesma se abrindo em planícies e planaltos imensos rodeados de possibilidades de sentidos e são nesses sentidos milhões que mora a independência da poesia que vira ser e vive só em cada olhar que há no ato feito por você agora.
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Não,
Nada além do padrão
O ser humano é simples
É só olhar e ver e só
O ser humano é complicado
É só olhar e ver e só
.
Eu sou eu, mas nem isso sou
.
Ai meu Deus
Dai-me luz
Dai-me inocência pra rezar
Dai-me vontades e realizações
Dai-me a tranqüilidade de vento luminoso
Dai-me aquilo que for básico
Dai-me a oportunidade de eu aceitar minhas preces sem desvios
Dai-me o que for pra ser dado
.
Minha maior segurança é saber-me desprezível
Meu maior alento é ter consciência da dúvida eterna
A poesia do mundo é sem fim
Mas essa infelizmente vai chegar no final
.
Meu nome é Wagner Passos de Sousa Pinto
Só pra não restar dúvida

É de manhã aqui no meu olhar
E o vale dos lírios que embarca em carrossel de trindade a beira do mar
Mar e montanha nas extremidades que me condenam ao infinito.
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Parabéns pra você
Nesta data querida
Muitas felicidades
Muitos anos de vida
.
Muito Obrigado
.
Um abraço pra todos
E salve a busca
Porque a chegada é conseqüência dos horizontes...
.
Meu nome é Wagner Passos de Sousa Pinto.
.
Em fim, fim enfim...
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quinta-feira, 3 de novembro de 2005

Evangelho segundo Maria Madalena

Agora é assim, não vou esperar um determinado número de comentários pra escrever um novo post. Eu sei de pelo menos 5 pessoas que lêem o blog e pra mim basta saber que elas tão aí. Tenho umas idéias de post aqui na cabeça esperando e tô a fim de botar aqui. Conforme eu for escrevendo eu posto. O texto é esse, e aproveitando o embalo das putas do escrito anterior eu resolvi publicar esse. Na verdade ele já tava pronto, era uma poesia, mas eu passei pra prosa e ta aí. Falou...
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Paixão pagável...
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Plana planície petrolífera de pastagens pestilentas pinicantes poluídas possuía pastores piedosos pronunciantes de palavras pacíficas por precisarem pilotar pitorescas pobrezas pessoais. Plantações de planos pseudo-platônicos principiados pelas petições pronunciadas pela parte primeira do poder. Proliferam pelos planos planificados perigosos petrechos petulantes picantes e principalmente pífios, pelos plan-altos passam pensamentos pagãos/puros por planilhas pluri-plastificadas praticamente possuídas e protegidas por pertencer parte para pagãos, parte para Papai piedoso. Pai poderoso principia paixões paternas por portar-se puro perante pessoas pequenas, pessoas pálidas prostradas por possuírem pedantes pasmaceiras pela perfeição. Pecados picados pirados pensados de pacíficas pessoas puras, puras porque pecados pairam paralíticos e pequenos perante piedade primordial. Pecados populares passíveis passionais e paralelos por prestarem pontos positivos para preces purificadoras. Pecados purificáveis praticamente praticados principalmente pelos próprios: Plantadores, pecadores, praticantes, pagãos, pirados, puros, pamonhas, pescadores, pedintes, putas, padrinhos, Padres, pastores, professores, possuídos, passivos, pifados, pensadores, pagantes, parlamentares, pedestres, pasmados, pessimistas, princesas, partidários, passageiros, patriotas, patroas, patrocinadores, patriarcas, pederastas, piedosos, pilotos, pais-de-santo, possíveis pensadores psicopatas passados por passagens porretas porque passaram pensando passivamente pelas primeiras-penúltimas passagens e perrengues paranóicos pessoais/públicos. Parte pescadores, parte pecadores porque parados por pétalas preciosas e painas pagãs proferidas pelas palavras polidoras palestradas pela paz. Pensaram pecaminosos da pocilga pamonha: Por que palpitamos por pessoas pecadoras/puras/putas? Podemos puní-las. Pai primogênito poderosamente pediu pela prostituta em popular parlamento promovendo petição por possíveis palpites protetores pensados. Perversos pariram piedade principalmente por partilharem pensamentos paspalhos. Pasmos por possuírem pilhas poluídas passadas pelas pseudo-purificações paroquiais, passaram a possuir pena pela protegida primeira por perceberem problemas pessoais de proletariados pífios. Protegida a puta, pronunciou permissão para partir para possíveis palácios de paragens pertencentes a passagens-paraíso. Paraíso por prensarem a própria pureza paradoxal possuída pelos paradigmas para-normais pós-primordiais para pessoas pífias. Passou para pátria de pavilhões pavorosamente piedosos, pastosos e parafínicos, plantou passarelas de pandarecos, passagens para próximas porradas pessoais provavelmente presentes, passadas por paixão por pessoas, personagens pagãos. Partiu para prisão perpétua por possuir piedade pomposa punidora própria. Punição por pecados passados por pobres pessoas pequenas possivelmente paridas Para paralisar perversas paixões por purezas particulares e protetoras. Pensou e passou passageiramente pelas passagens por possuir perigo. Pincelou a própria pintura. Puniu-se pedindo piedade por povos, pulsando pingentes perversos pregados pilantramente pelos pobres pensadores. Partiu para perto do Pai poderoso pressionado por possuir paixão proibida; pela puta.

terça-feira, 1 de novembro de 2005

MANDRAKE

Esse texto eu escrevi pra Faculdade e ele é sobre o livro “A Grande Arte” de Rubem Fonseca. São quatro personagens que eram as quatro pessoas do grupo e gira em torno do personagem principal, o detetive Mandrake. São três ceninhas numa só. Três partes que se ligam. O cenário era uma sala escura, só um abajur ligado, cigarros, livros, um Mandrake sentado na mesa com 2 putas uma em cada lado, enquanto isso +ou- consciência do Mandrake perambulava pela platéia e intervinha de vez em quando. O texto ta aí em baixo:
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Parte I
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Mandrake (ele mesmo) - Mandrake, muito prazer. Eu. Eu sinceramente, não sou sincero, mas falo abertamente. Não falo de mais, falo. Não sou galã, sou homem. Sou eu. Não sou bom, não sou mau, mas nem por isso sou medíocre. Eu digo isso de mim como tentativa de me construir. Sou zero quando o número é zero, serei 10, 100 ou 1000 na gradação infinita que é normal a qualquer um de nós. Talvez eu seja um pouco arrogante, falo assim, mas não confesso, tenho também um pouco de idolatria própria, advinda da virilidade. Por enquanto isso deve bastar.
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Mandrake (algo como a consciência dele) - Nada que vale a pena contar pra qualquer um. Sou reservado, inconcluso nas entrelinhas. Minhas palavras são um misto de seriedade e filosofia barata. Eu sei de tudo que eu sou, mas não vou abrir a boca, nem meus pensamentos pra te contar. Nem em muitas das páginas seria possível pra você me decifrar como eu te decifraria. O olhar nos pormenores é que constrói o que é realmente grandioso. É por isso que faço poesia de testosterona sem ejacular uma palavra que seja um pouco mais sentimental. Não é de mim. Nem na onisciência do eu-narrador-constante você vai saber se eu te agrado. Mas você, no outro lado da possibilidade de existir, vai ter a certeza de que meu olho cruzaria o teu caminho e ainda iria mais além do que o seu já foi.
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Mandrake (ele mesmo) - Eu não te aconselho e se impressionar com o que digo. Ver de fora é fácil, eu por dentro sou inacessível, mas não confesso.
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Parte II
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Uma puta - Ah? Ele adora minhas cochas fartas, tenras, ahh, é tanta carne em abundância que sobe num volume perfeito, separado por alguma coisa que lhe enfeitiça. Ele ainda lembra daquela vez como se fosse agora. Eu me espreguiçando naquela cama, ele sentado fumando charuto enquanto olhava pra cada brilho anatômico das minhas curvas e eu me mirei costas. Virei e fui abaixando bem devagar enquanto ele observava meu ânus pontual e estreito, todo cercado de uma penugem dourada. Passava-lhe a impressão de ser uma porta ou uma boca rosa e úmida morta de vontade de ser arrombada, vagarosamente invadida, e eu não podia fazer nada contra. E eu gostava, eu sei. E ele?
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Outra puta - Ah, ele adorava estar cada vez mais e mais dentro de mim, sentindo a cada movimento toda a consistência fêmea de tudo aquilo que envolvia seu pênis fundo. Chega de falar sobre ele.
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Mandrake (ele mesmo) - É muito bom sentir o calor das tuas dobras, quebrar as barreiras do teu caminho e cada vez ir mais, sempre mais, enfrentando as resistências daquela cópula animal.
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Uma puta - Meus gemidos sempre mais gemidos.
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Mandrake (ele mesmo) - Teus seios são um pouco maiores que minhas mãos, perfeito pro ato de sentir essa parte tão especial pra mim. Tuas curvas, tua barriga sensível, macia. Teu corpo brilhava, suado, intenso de calor.
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Outra puta - Minhas dores se agarravam no lençol numa fuga sem movimento, numa liberdade frontal que lhe era muito bom observar.
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Mandrake (ele mesmo) - O que eu sinto é sub-entendível, mas não confesso. Teu corpo era desnudo, mas seus olhos não. Os meus não seriam, como não são. Seus olhos eram cada vez um, mas sempre profundos e muito mais fortes que os meus, mas eu não diria. Castanhos, dourados, verdes, azuis, não sei mais do passado desde que a sua cor mudou. Eu te amo e sempre vou te amar, quem quer que você seja. Qual é o seu nome?
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Outra puta - Mulher
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Uma puta - Somente tudo isso.
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Mandrake (ele mesmo) - Te amo, mas não me abro, eu minto, mas só se for pra se falar a verdade.
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Mandrake (algo como a consciência dele) - Ele mente, eu não. Ele não, mas eu... não confesso. Talvez a segurança do verbo na terceira pessoa me faça bem, mas nunca diria um pesadelo sequer.
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Mandrake (ele mesmo) - Esse não sou eu. Ele sou eu. Narrando. Minha segurança é fruto de olhar oblíquo, estatura mediana, esperteza vivida, silêncios oportunos, imaginação sexual digna de inteligência introspectiva. Mas ele não confessa
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Mandrake (algo como a consciência dele) - Muito menos eu.
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Parte III
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Mandrake (ele mesmo) virando-se cada hora para um da platéia, mas sem aportar nenhum em específico - É, eu sei que sua corcunda é timidez misturada com alguma coisa de pinto pequeno.
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Mandrake (ele mesmo) para outra pessoa - Já a sua é excesso de auto-estima mais alguma coisa de incompreensão alheia com falta de humildade sincera, é uma espécie de esforço físico em tentativa inútil de acalmar os egos.
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Mandrake (algo como a consciência dele) - Minhas palavras são mais fáceis quando o assunto não sou eu, nem ele ou qualquer jogada entre as relações que possam se sonorizar ou materializar na confissão sempre inoportuna, porque não confesso.
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Mandrake (ele mesmo) para outra pessoa - O seu lábio superior contraído é deficiência vinda da fase bucal. Sua mãe era e ainda é muito vaidosa e tinha medo dos peitos murcharem. Seu leite secou, teu lábio também.
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Mandrake (ele mesmo) para outra - Seus olhos são caídos por descaso, descompromisso, um pouco de arrogância, drogas, falta de resistência neuronial que no fundo é a sua genética que não resistiu aos anos de excessos.
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Mandrake (ele mesmo) para outra - Suas sobrancelhas são retratos da prisão de ventre, que vêem da sua repulsa pelas fezes e falta de liberação corporal.
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Mandrake (ele mesmo) outra - O seu intenso cuidado com o cabelo é a demonstração do excesso de auto-estima que não se sustenta nas suas habilidades sexuais.
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Mandrake (ele mesmo) outra - O sua utilização constante de drogas é a forma de acalmar seus medos de ser percebido e de perceber, o que acarreta necessariamente, no seu caso, a demonstração imediata daquilo que te passou pela cabeça. Não te agrada, nem agrada aos outros. Sua cabeça baixa é uma tentativa de aumentar sua socialização.
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Mandrake (ele mesmo) outra - Sua bunda grande é acúmulo de gordura que tenta suprir a carência de colo na infância que, na sua opinião, você teve.
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Mandrake (ele mesmo) outra - A sua mão na garganta é necessidade de ser ouvido e, mais do que isso, é dificuldade de ser ouvido e excesso de idéias.
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Mandrake (algo como a consciência dele) - Cada uma dessas observações, falam mais de mim que de cada um de vocês mesmos e minha aparente segurança reside no esconderijo do próximo. Sou viril, inteligente, macho, esperto e etc até certo ponto, mas no fundo sou personagem que permeia as medianas da ficção e da realidade habitando o externo interior que vem por osmose do subentendido. Mas de minha boca só saem a onisciência doada e a reserva incessante e cansativa de quem mantêm aparências e sustenta enganos durante centenas de páginas e encontros mentais. No fundo sou normal. Sou vocês. Mandrake (algo como a consciência dele) - Já esse texto é representação inútil de pseudo-habilidades na escrita, que no fundo talvez seja incompreensão, carência de ouvidos dispostos, auto-estima sustentável, mas um pouco volátil. Pode ser necessidade visceral, às vezes biológica, por outras pode ser excesso de teses na escassez de trocas e provas. Pode ser, mas se perguntarem não confesso, nunca.
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Mandrake (ele mesmo) saindo da sala com uma puta em cada braço - Nem eu, nem ele, nem qualquer um de nós.
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Fim... Hoje recebi elogios dos sobre meus textos de uma pessoa entendida do assunto. Fiquei feliz mesmo. Falou...

quinta-feira, 27 de outubro de 2005

O elefante caiu na lama...

Escrevi dois posts, esse que é mais curto e o próximo que é bem longo. Apesar de não ter feito nem 3 dias que eu botei o outro mas não me importa. Já fazia um tempo que eu pensava em escrever um post como esse aqui, então tive um tempo e fiz, só que na hora de escrever a última maneira de dizer a frase “O elefante caiu na lama” eu fui inventar um história um pouco maior e foi indo, daí eu tive que dividi ela e botar num post separado porque senão ia ficar muito grande. Então é assim, esse post e o debaixo saíram da mesma idéia, ou seja, escrever as várias maneiras de se contar a frase ou o conteúdo da frase: O elefante caiu na lama...
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As maneira estão aqui:
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O elefante caiu na lama.
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O Jô Soares tropeçou na poça de água barrenta.
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O mensalão veio à tona.
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A vaca foi pro brejo.
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- Nossa Maria, cê não sabe o que me aconteceu. O motor do nosso carro fundiu lá na berada da estrada.
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- Papai, repeti de ano.
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Inflação retorna ao patamar de 50% ao mês.
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- Eu conheço uma piada suja e pesada...
- Ahhhhhh, quem não sabe qual é...
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- Mamãe, tô grávida...
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- Ai, vai, mais forte, mais forte, mais forte, vai, mais fundo, aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa.
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- Não me diga que aconteceu isso no circo Amadeus & Cia que tava aqui na cidade?
- Pode crer que é isso mesmo.
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- OOOOOO, volta aí que o jipe do Bob atolou.
- Tá certo...
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ou
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- OOOOOO, volta aí que o jipe do Bob atolou.
- AAA, fala sério, desencana e deixa ele lá...
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Um mamífero com marfins adentrou bruscamente a terra molhada.
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Bicho de 7 cabeças.
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Era uma vez o Dumbo e ele deu um espirro e suas orelhas de desfizeram e todos os outros elefantes viram que ele era diferente.
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- Opsssssssssssss...
- Parados, mãos ao alto, isso é um assalto.
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Ou
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- Parados, mãos ao alto, isso é um assalto.
- Ihhhhhhh mermão, ladrão que é ladrão mermo não faix rima, ispedaça o verso. Vira teu verso agora pra cá que eu vou te moxtra como é que se assalta que nem macho.
- Uhhhhh, meu Deus, arromba meu banquinho beeem divagarinho please...
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- Toda turma Zero em comportamento... (frase clássica da professora Helena do Carrossel)
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Se tiverem paciência leiam o post debaixo.

O elefante caiu na lama II...

Outra maneira. Essa é uma crônica disfarçada de fábula capenga:
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- Sabe meu amor, eu tenho que te falar um negócio...
- O que é benzinho. Pode falar. Você sabe que eu sou um cara aberto a novas tendências, adoro quando você se abre pra mim. (Tradução: eu adoro quando você se abre pra MIM).
- Mas é uma notícia chata, sabe e você nunca quis me ouvir.
- Você sabe que isso é mentira.
- Hummm.
- Sabe, não sabe? Hein?
- Hummm.
- (Silêncio)...
- Bom, essa notícia é meio suja e pesada.
- Ah, essa é velha... O elefante caiu na lama. HAHAHAHAHA
- Não meu amor, eu não estou contando piadas (tradução: acorda pra vida seu executivo burro).
- O que você disse?
- Eu... nada não. É que você sabe que às vezes eu penso em voz alta. Mas olha, eu ainda preciso te contar uma coisa meio chocante.
- Então fala bem tranqüila aqui pro seu amor porque você sabe que eu tenho problema de coração... Essa vida de empresário acaba comigo.
- Tá bom. Olha eu gostaria de dizer que o Junior é o meu Junior...
- Ah benzinho, eu sei que você é meio possessiva e tudo mais, mas não precisa virar pra mim e falar uma frase desnecessária dessas. Eu também amo o nosso filho, só que do meu jeito de pai. E além do mais isso que você me disse não me causou nenhuma fisgada no coração. HAHAHAHAHA
- Humm...
- Ahhh...
- Então, você não tá entendendo... Ele é meu só meu todinho todinho meu.
- Ai meu bem, eu já te falei pra você se tratar dessas síndromes de posse que você tem. Quantas vezes você já me disse essa frase e até já tinha me prometido que não iria falar mais. Eu te pago uma psicóloga, faz umas análises, vai ser bom pra você e pro meu Junior também.
- Humm...
- Hein, o que você acha? Você anda tão abatida agora que eu tô reparando.
- Ahhhhh, então é assim. Agora você viu que eu tô precisando de umas ferias né. Nem nas minhas olheiras você reparou. Aposto que o decote da Denise sua secretária você sabe até quantos milímetros de silicone saltam pra fora dele né?
- Ah meu benzinho. Isso é uma mentira. Eu sou um homem tão... tão... ahhhh... HAHAHAHA é. Sou um homem seguro, bem sucedido, amado por todos...
- Metido, tem um ego inflado, seguro só se for escondido atrás do seu terno, sentado atrás de uma mesa enorme com um computador em cada ponta.
- HAHAHAHA, eeeeeeee, essa risada, eeeeeeeeeee, HAHAHAHAHA, eeeeeeeeeee, hummm................. eu te juro que essa risada não é de nervoso mamãe...
- Mamãe, você está me chamando de mamãe. Aquela velha imbecil que ainda liga pro seu escritório todo dia, que eu sei, só pra perguntar qual foi meu último ataque histérico e depois contar pras amigas dela lá do vigilantes do peso...
- Você anda espiando minha vida sua sei lá o que, sua calculadora sem bateria. HAHAHAHA...
- Calculadora sem bateria, ahhhh pelo amor de Deus. E se eu tô te espiando ou não, não te interessa.
- HAHAHAHAHA
- Olha, quer saber de uma coisa seu idiota.
- HAHAHAHAHA
- Pára de rir.
- HAHAHAHAHA
- AAAAAA
- HAHAHAHAHA
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
- HAHAHAHAHA
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
- HAHAHAHAHA
- Ai meu Deus. Não conta esse ataque para sua mãe não, por favor. Ela pode contar pra mãe da Claudinha e a Claudinha vai contar pras outras minhas amigas e elas não vão mais me chamar pra ir no clube das mulheres.
- HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
- Opsssssssss.
- Opsssssssss.
- É benzinho desculpa. Não fica bravo comigo não, por favor. Eu te faço uma massagem.
- HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
- Seu insensível. Depois diz que é mente aberta. Você é um insensível porque nem se sensibilizou quando eu disse pra não falar pra sua mãe. E é tão insensível que nem sentiu ciúmes de mim quando eu disse que fui no clube das mulheres com minhas amigas.
- HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
- Você não sente ciúmes de mim?
- HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
- Aiiiii, olha como você é. Tô carente, tô feia, tô gorda. Tenho um marido que não sente ciúmes de mim e que só sabe rir quando está descontrolado e ouve umas verdades. AAAAAAAAAAAAAAAAAAA
- HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
- EU VOU FALAR MESSSSMO. Eu vou falar toda a porra dessa verdade agora na sua cara e antes ter um banana esclarecido enterrado morto de enfarto que um pseudomacho vivo que se acha o padrão de homem correto mas que só sabe rir em situações novas. Ou seja, qualquer uma que não seja um cálculo de custo que muitos acham difícil, mas... Você está me ouvindo?
- HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
- Que se foda o Junior que é só meu, meu meu meu e só. E não é nada de síndrome de posse da minha parte falar isso não. Aliás esse nome nem existe. Foi invenção da sua cabeça aritmeticamente quadrada de engenheiro padronizado na rotina. VIU...
- HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
- E quer saber de uma coisa. O Junior não é seu filho. Aquele exame que você fez no urologista deu que você era estéreo, mas sua mãe como sempre deu a idéia de trocar os exames pra salvar sua auto-estima que aliás já foi longe demais.
- HAHAUAHAUHUAHUHULKSGDLKASLJATSLK.
- Você está me ouvindo, você é estéreo. O Junior eu consegui ter porque sua mãe comprou metade dele num banco de espermas. Ele é filho de um modelo inglês que possui QI elevado e tem uma das melhores genéticas do mundo.
- 32513514SEF,MSHGDMNSVR254132414*&¨%$&$@(&¨#)¨##
- Pára de falar em linguagem técnica.
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- Páraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
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- Benzinho, o que que aconteceu com você, hein?
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- Benzinho me responde. Parece que você tinha virado uma calculadora falante. Imagina só, acho que você também precisa de umas férias. Talvez a gente possa ir pra Paris. Vou contar pra Claudinha que a gente vai então tá bom? Vai ser o máximo viu. O que é que você acha de Paris?
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- Benzinho, não era pra você ficar assim todo caidinho e virado pro canto. Olha pra cá vai deixa o abajur em paz e além do mais você já arrumou o despertador pra amnhã. Vira vai.
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- Amor?
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- Amor vira vai.
Nisso entra o Junior no quarto e logo da porta ele vê a cara de seu pai virado pro seu canto da cama que dava pra entrada do quarto e fala.
- Mamãe, você e o papai são muito burros e feios. Eu já sei que você me comprou num banco de espermas e que sou filho de David Stranenberg e agora vou atrás da minha herança e de alguém que realmente esteja a minha altura.
- Meu filho o que você está dizendo? Você só tem 1 e meio de idade. Bem, pelo amor de Deus, fala alguma coisa, dê um jeito nesse menino.
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- Ai Junior seu pai está muito rebelde ultimamente. Agora ele deu pra fazer gelo em mim.
- Mamãe, você é muito burra mesmo. Os egos seu e do meu pseudo-pai se debateram ferozmente nessa cama e eu pude perceber uma extrema dependência desse dele em relação à sua mãe. Isso Freud chamaria de complexo de Édipo. Vocês são tão simplórios.
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- Já você mãe. Ah, aliás não te chamo mais de mamãe porque sei que essa minha fase primária acabou de passar nesses últimos 15 segundos.
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- Já você mãe ou talvez senhora parideira biológica, você é muito esperta e sabia jogar com este cadáver aqui do lado como ninguém. Você dava a vulva e calava a boca dele, mas no fundo quem te saciava era o Dionísio nosso caseiro.
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- E mais uma coisa, você é muito infantil.
- Olha aqui menininho, você mal aprendeu a andar e já vem falando comigo assim. Vem cá que você vai levar umas palmadas.
- Posso falar só mais uma coisa?
- O que, mas fala logo e por favor nada que seja complicado de se entender.
- O papai morreu de infarto fulminante causado pelo impacto da notícia somado ao esforço das risadas. Isso sobrecarregou sua veia coronária esquerda elevando a pressão sanguínea de maneira que sobrecarregou sua musculatura cardíaca. Musculatura essa que nunca foi das melhores, motivo o qual fez com que sua mãe, minha pseudo-avó, o superprotegesse durante toda a sua vida medíocre que acabou de se encerrar e se eu acreditasse em deus diria: que deus o tenha...
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
Toma essa palmadinha pra você aprender seu menino malcriado.
- Conhé, conhé conhé....
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA, a minha fonte de renda e sexo seguro morreu
- Conhé, conhé. Quem essa parideira pensa que é pra bater nessa perfeição genética mundial que é a minha bundinha. Eu estou fudido pra falar um português chulo, mas é verdade, não conseguirei me desvencilhar dessa parideira. Agora que ela perdeu sua fonte de satisfação carnal primária, minha importância em sua vida pode aumentar em até 176%. Isso é um horror. Conhé conhé.
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- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
- Conhé, conhé...
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- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
- Conhé conhé...
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E de repente o cadáver mimado, a puta malandra e o ego inflado disseram simultaneamente a moral da história:
- O elefante caiu na lama. ConhéAAAAAAAAA(Silêncio)Fim.........

segunda-feira, 24 de outubro de 2005

Capítulo 1...

- Sim respeitável público, dentro de instantes teremos aqui no palco o nosso querido Zacarias dos Trapalhões. É, vocês podem não acreditar, mas é verdade mesmo. Ele nos disse numa seção espírita que iria baixar em carne e osso aqui neste nosso planeta Terra e que ainda iria aparecer aqui com certeza, sem falta à meia-noite e já são 23 horas e 45 minutos. Vocês podem não acreditar, mas é a pura verdade. Nós aqui do circo Silver & CIA cumprimos o que prometemos. Sou dono deste circo, sou honesto e posso dizer que nenhum palhaço aqui nesta casa de Deus é ladrão de mulher.

Nisso levanta uma mulher com uma criança em cada braço e diz:

- Quem disse que nenhum palhaço aqui é ladrão de mulher. Quem você acha que é o pai dessas crianças que eu carrego nos braços. Hein, responde?

O dono do circo fingia que não estava escutando e ficava olhando pra cara da mulher com uma cara de “fala mais alto” misturada com “quem essa parideira pensa que é”.

A mulher que era decidida. Pegou as outras sete criancinhas que estavam perto dela e foi adentrando o picadeiro enfrentando alguns funcionários que queriam detê-la e enquanto falava muito alto pra todos ouvirem:

- Quem disse que nenhum palhaço aqui é ladrão de mulher. Quem você acha que é o pai dessas crianças que eu carrego nos braços. Hein, responde?

O dono do circo resmungou ao microfone debochando da mulher:

- Meu Deus, estou tendo um Dejavi de som, ou melhor, eu acho que eu tô tendo um dejaOUvi.

Mas o povo não achou muita graça não, já que a mulher estava muito brava e via-se na cara dela que ela não estava brincando.

- Quem disse que nenhum palhaço aqui é ladrão de mulher. Quem você acha que é o pai dessas crianças que eu carrego nos braços. Hein, responde?

No que a moça repetiu a mesma frase com a mesma entonação, tudo sonoramente idêntico, as pessoas começaram a reparar que havia alguma coisa errada no ar. Parecia que a mulher só sabia falar aquilo. Era como um gravador que se rebobinava automaticamente pra logo em seguida se repetir como se tudo naquele lugar tivesse retornado ao momento que aquela mulher tinha aberto a boca pela primeira vez.

- Quem disse que nenhum palhaço aqui é ladrão de mulher. Quem você acha que é o pai dessas crianças que eu carrego nos braços. Hein, responde?

Todos olharam para o dono do circo que já havia parado de fazer piadas e em cada rosto ele enxergou um pedido de resposta. A platéia parecia que apostava na resposta como única maneira de libertar aquele espetáculo de tempo em rodopios. E novamente.

- Quem disse que nenhum palhaço aqui é ladrão de mulher. Quem você acha que é o pai dessas crianças que eu carrego nos braços. Hein, responde?

As 7 crianças que não estavam no colo da mulher e que eram justamente as que já sabiam falar disseram:

- Olá pailhaço...

Silêncio...

- Olá pailhaço...

Silêncio.

- Quem disse que nenhum palhaço aqui é ladrão de mulher. Quem você acha que é o pai dessas crianças que eu carrego nos braços. Hein, responde?

A mulher e as crianças começaram a se mover como máquinas. Os bebês de colo caíram do colo e iniciaram um arrasto desesperador pela serragem do chão. Todos tremiam muito e não havia mais o que se fazer. O pânico baixou em toda a platéia e em todos os funcionários daquele circo. Todos tentavam se mover, mas nada saia do lugar. Era como num sonho quando se quer correr, mas não se sai do lugar.

Os bichos dormiam sossegados após seu trabalho diário de fingir inferioridade.

As crianças tremendo se espalhavam tremendamente e começavam a se aproximar do público, outras delas se aproximavam dos funcionários que se debatiam contra o ar tentando alcançar algum gancho aéreo pra encaixar os dedos que mais pareciam minhocas tentando entrar em terra seca.

O Dono do Circo...

O dono do Circo não sabia o que fazer quando os bebês agarraram seus calcanhares e começaram a babar na sua roupa de linho. Ele não podia mexer seu corpo só sua cabeça o obedecia, como as dos outros presentes. Ele chorou... Os bebês não tinham pupila mas seus olhinhos emanavam uma piedade descomunal.

Ele chorou.

O mundo não se movia mais.

E um segredo seria revelado pela mãe das 9 crianças.

Ia postar sobre um lugar que eu fui no domingo mas acabei fazendo esse texto. Escrevi ele porque não agüentava mais escrever viagens em primeira pessoa ou coisas mais ou menos pessoais em terceira pessoa ou textos sem compromisso nenhum. Comecei essa história também sem compromisso, mas conforme foi indo eu resolvi levar mais a sério e dar uma unidade pra ela. Só tem esse (entre aspas) capítulo (entre aspas) pronto. Não tenho nem noção do que vai vir, e espero conseguir continuar ou pelo menos lembrar e ter a disciplina de continuar. Escrevi um texto muito nada a ver pra colocar no dia do meu aniversário, mas vou colocar assim mesmo. Falou...

terça-feira, 18 de outubro de 2005

Ixtorinha da Madre Cah Roxinha...

Era uma vez um camundongo aleijado do focinho que não podia comer folhas brancas de parreira. Um dia esse nosso bichinho sem focinheira e desvencilhado de gripes como a do frango asiático cabulou a aula de matemática porque precisava dar uma de ponta com a cara na água do rio Jordão lá da Etiópia e ele foi. Saiu galopando sem parar até chegar na curva dos ventos calientes e foi quando ele vomitou uma égua bípede que plantava bananeira e ainda conseguia lamber a quarta cratera de chocolate do planeta Minalva de Ocre. Era uma égua esplêndida, suas habilidades encantaram o nosso querido camundongo que se chamava Deswegen. O Deswegen convidou a égua para passar a régua (ahhhh) no traseiro dela e ela falou que só iria se pudesse levar 4 telefonemas e meio juntos para essa aventura de desvirginamentação de clitóris seguido de um arrombamento cancerígeno-cloacário e ele falou que nada feito e tudo foi feito. Passados 4,69 dias e vinte e um graus Celsius nasceram os filhotes que se chamavam Castanhola, Perimplotérico e o menorzinho inconcluso que tinha o nome de “Algo-que-não-vem-ao-caso”. Mas nada disso era necessário já que a égua era ainda mais desnorteada que a bússola que Cristóvão Buarque recebeu de seus avós Cristóvão Colombo e Chico Buarque que sem querer chegaram à América pensando que estivessem em Budapeste. È, meus caríssimos Irmãos e queridos guarda-corpos-em-almas-e-vice-versa, sabemos que folhas brancas e pretas se juntariam na calada da noite e já era, foi por isso que eu voltei sedento de paralelepípedos só pra engolir a gosma estelar. Era feito de calda de som a cor do verniz inodor, é verdade mesmo. Aliás, diga-se de passagem, os tapetes feitos pela dona Benta são extremamente resistentes e coloridos já que a mão que balança o berço é da professora de matemática que queria encontrar com o camundongo Deswegen pra lhe dizer que o rio Jordão não era na Etiópia, mas sim no mapa astral que se encontrava na sala de geografia analítica espiritual do fim do corredor terceira porta rente à diretoria de Vênus. Mas fazer o que né, alma de mundo é assim mesmo, toda frágil porque é feita de pedra Sabão, quem me disse isso foi o Camundongo Aleijadinho do focinho e das lepras que esculpiu os 12 profetas e muito mais, e ainda descoaclou a égua Congonhas Desvirginada Bípede da Silva numa manhã de segunda, mas que tinha mais cara de ano bissexto porque nascia o Grande Mentecápito. Só mais um pedido depois dos nenhuns antecedentes: não tentem achar sentido porque estará completamente fora do propósito deste texto, no mais é só alegria de revistas aquáticas que comandam a Microsoft via Anchieta-Imigrantes porque a curva de meio grau na escala Richter já era de insônia e dores nos Rins. Falou.

quarta-feira, 5 de outubro de 2005

Tô sem paciência mermão.........

Tô sem paciência mermão... Paciência alguma me falta, já nenhuma me sobra. Vou falar umas coisinhas aqui só pra deixar de boa e ir mais pra logo ali adiante. Primeiro eu queria falar que eu não estou triste não. O penúltimo post acho que não era tão depressão assim não, quando eu escrevi o título “Mais uma daquelas” eu me referia às viagens do Viajantes e não aos momentos de tristeza e tal. Apesar de eu ter reclamado de muitas coisas e sei lá mais quantas, eu queria dizer que eu não tô triste, ou melhor, eu não sou triste. É claro que eu tenho momentos de tristeza, mas o que reina acima dela é a felicidade. Essa tal felicidade natural, espontânea, sem pretensões que tantas pessoas estão falando em seus blogs usando cada um a sua forma de acreditar nela e conseqüentemente a sua forma de exprimi-la. Eu falei dela também, mas eu ainda não tinha escrito nada aqui, por isso eu vou aproveitar a deixa de 2 comentários pra falar. Eu tenho umas tristezas de comprimidos, coisinhas pequenas que dão de abater a gente, mas nada que dure mais que um dia, ou tempo suficiente pra chegar a cansar de se estar triste. Tudo anda muito tranqüilo no meu mundo interno, o problema é o que vem de fora, ou melhor, o problema são as coisas que se tem que fazer no mundo de fora. Ultimamente até o que vem de fora e passa a fazer parte do mundo de dentro não me arregaça muito não. Coisas de horas, coisas que poderiam ser facilmente amenizadas, mas que por escolha a gente vive mais a fundo, e chora, e manda e-mail, e escreve poesias (tá me entendendo flowercat) porque é bom uma tristeza de ilha isolada como eu já disse aqui no blog. Não acho que os sentimentos sejam facilmente manipuláveis, quero só ver quando alguma coisa mais séria acontecer comigo se eu vou ter como escolher o momento de chorar ou o quanto chorar, mas acho que mesmo nesses momentos, haverá ainda por cima de todo o bolo de coisas geradoras de nós na garganta, um sentimento mais pleno e tranqüilo de quem sabe que no fundo o mais certo a se fazer é apenas ser o que se é, já que o resto não pertence a esse corpo de 85 quilos e essa alma de sei lá quantos anos e vindas de vidas. Agora outra coisa que eu queria dizer é que se o meu blog tiver pouco comentário eu vou passar a comentar só nos blogs de quem comentar no meu. Chamem isso do que quiserem, falem e xinguem até minha orelha ficar incandescente. Digam qualquer coisa que eu vou seguir um lema seguido por uma pessoa que eu gosto muito e ele é o: QIMI, ou melhor, essa é a abreviação dele, a frase verdadeira do lema é: QUE ME IMPORTA. É isso mermo mermão, tô sem paciência pra falta de comentário. É claro que eu não vou deixar de escrever aqui, porque eu já disse que eu escrevo pra mim, mas que meus comentários em blogs alheios vai diminuir, isso vai mesmo. Muito obrigado Gisele (indispensável), Davi que tarda mas não farta, Fran-cisne (rsss) que foi o milagre da vez e Pombo que dá umas passadas ligeiras. Falou e espero que na próxima vez eu produza um texto bem legal pra pôr aqui. Velhos tempos aqueles em que até diálogo de teatro ou poesias enormes eu tinha ou escrevia pra colocar aqui nesse Viajantes. Acho que vou pôr uma poesia que eu fiz hoje depois de sair de uma situação (do mundo exterior como eu disse mais acima) muito chata mesmo e tava precisando escrever. Ela não ficou tão legal, eu preciso dar uma ajeitadinha, mas vou pôr porque tô afim e esse, dependendo da hora, da coisa e de sua repercussão, é o melhor motivo para se fazer as coisas.
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Circo e Pão - Picadeiro do não
(Panis et Circensis)
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cada cara lacrimosa e oblíqua
daqueles seres sem sangue
me derretiam pensamentos
de desilusão e arrependimentos
que me escorriam como o suor
que me apertavam como a gravata besta
que me enrijeciam como a roupa xik
mas
sem cor
sem brilho
sem nada
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o brilho das luzes era vesgo
era irrelevante
as cadeiras de couro
ainda mugiam
num átomo de liberdade bucólica
de grito tresloucado de cachoeira gelada
de vale dos lírios
ou onda dançante de mar trindade
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as pastas caras protegiam curriculums de vidas moldadas
embelezavam falhas convencidas de se esconderem
apresentavam caras e vozes e frases e olhares sem reflexo confiável
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era como se a sala flutuasse no vácuo
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não era possível apoiar
nem em batimentos de coração vizinho
não era possível suspirar
pra dizer uma necessidade a mais
fisiologias carnais irrelevantes
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não era permitido nem ser
pois o melhor era o não ser
não havia questões
não havia eu
não havia eles
nem pronomes
todos éramos máquinas falantes
pessoas da sala de jantar
teatro de sombras de Ofélia
que dorme ainda na minha infância
de livro de cabeceira
viajando no infinito da cômoda
de sonhos a-comodados
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cascas de peles
e processamentos de molduras
moldes de ângulos retos, perfeitos
encaixe de almas
não me convenceriam
nem em dois mil anos
a acreditar na lágrima mais instantânea
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eu não tinha chão
eu não tinha cor
eu não tinha criança
eu não tinha eu
eu não tinha meus olhares
eu não tinha meu coração
eu não tinha minhas crenças
eu não tinha ninguém de nós
eu não
e só
sem tudo
sem nada
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aquilo era a negação e seu picadeiro
circo e pão
sala e não
o negativo total
sem vez de positividade
esquerda
escuro
escudo
esquivo
esqueço
escasso
cansaço
regaço
dormência
piedade
piada
pífio
passado
UFA!!!!
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tudo que a vida trás ela leva
tudo que o mundo criou ele abate
tudo que o sonho cultiva ele inebria
tudo que o homem maquia vira máscara
palhaços de circo
picadeiro reverso
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todo brilho nos olhos não foi emoção
foi razão monetária
capitalista idiota
sem humanidade
sem arte
sem música
sem Deus
sem natureza
sem amor
sem nada
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essas pessoas da sem-sala-de-jantar
estão cada vez mais senzala-de-sonhar.
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Um abraço pra todos...

terça-feira, 27 de setembro de 2005

Mais uma daquelas...

Vou começar um texto qualquer agora. De cada ponto, vírgula ou palavrinha jogada sem pretensão no papel ou digitada no computador (o que não é nem um pouco poético, mas é verdadeiro e contemporâneo) abrem-se bitrilhões (como eu costumava dizer quando criança) de maneiras de continuar essa coisa que quiseram chamar de Post. É tão grande a liberdade, como disse Sartre, nós estamos condenados à liberdade e isso é foda. É muito bom, mas é meio inebriante, imagina só, cada fim de sentença é apenas o começo de uma nova escolha muito muito aberta mesmo, e o que vem pode ser o que for. É por isso que eu gosto de escrever. Gosto porque é um negócio meu, um pedacinho que dorme num outro lugar por aí. Uns filhos meio tortos que vão embora e só, dependendo do envolvimento com a cria. Os textos são muito legalzinhos. Eu gosto mesmo. Mas mesmo com toda essa liberdade na hora de escrever, parece que algumas vezes o resultado final é uma coisa que já existia dentro e só passou pra fora, como se fosse, ahhhhhhh, uma merda. É, me desculpem, mas o troço saiu inteiro e agora dorme mansinho no fundo da tela-privada (privada por não ser pública, e não por ser privada em si). É, é mais ou menos isso. Mas algumas muitas vezes eu só escrevi e no fim aquilo ali não era nada além de um ser que já existia e agora continuava existindo só que noutro lugar. Não me importa, nada não. Às vezes me cansa essas minhas viagens. Esses dias atrás queria acabar com o meu blog. Despedir, falar o porquê e dar um tempo, talvez voltar, talvez nem isso, mas com certeza fazer outro com outro propósito, ou melhor, com outro nome. Não gosto desse nome não. Ele não condiz com o que eu devo condizer atualmente. Vários compromissos em bolos de tarefinhas que não me refletem, mas mesmo assim esse talvez seja a minha escolha e agora pode já ser (mesmo com 21 anos) tarde demais para voltar atrás. Quem viaja demais pro infinito, não pára na terra e entre os seus. É tudo muito bom, é tudo muito ruim, é no fim tudo na base do mais ou menos. Nem lá nem cá, nem em lugar nenhum e nem eu em mim. É fóda, é difícil pra ser mais polido, mas isso não vem ao caso em quase hora alguma, principalmente pra vocês que lêem o blog. O texto tá ficando grande, e eu ainda quero falar pro resto da vida coisas e mais coisas. Exagero???? Não, eu não mentiria pra mim, porque eu ainda acredito na validade do que é pleno e sincero de se auto-acreditar. Viver a si próprio na plenitude de alegrias e tristezas sinceras já é um feito impressionante. É talvez seja melhor parar aqui sem mais coisinhas sem valor aparente, mais lindamente humanas e vomitadas. Tadinho dos meus escritos, eles são tão meus amigos. Muitos deles já estão por aí. Eu tenho um caderno que eu sempre carrego ele, e ele é muito maior que do que ele é realmente. É só abrir as páginas dele pra saírem voando pelos ares do meu quarto um bando de momentos e coisas minhas só minhas, egoísmos pra valer sem pena de ser anti-social. Ah, que coisa não. Deixa eu mostrar um pouquinho de lucidez falando mais corretamente porque tô com vergonha. É, sou tímido mesmo, já fui bem mais, mas agora tô mais de boa. Acho que vou acrescentar uma poesia e as coisas ficam de boa. Esse post é pra isso mesmo, botar coisas e ficar de boa. É tão bom falar coisas nada a ver. Vai falando aí meu irmão, vai falando que as coisas se ajustam. A Terra é mãe, ela dá muito jeito pra muita coisa. A Terra é planeta, casa e tudo mais que seja. Tudo um dia chega lá, chega lá junto com essa frase que vai ser alcançada pelo tempo. Os certinhos se acham superiores porque conseguem ser mais corretos que os loucos e se gabam por isso. Os loucos se gabam por serem mais loucos que os certinhos que não conseguem se soltar. Na verdade o ser humano é para o que nasce. Não tem jeito. Acho que pode ser até alguma coisa genética, mas não sei. Vou deixar o assunto em aberto porque a folha do Word acabou. Falou. E essa foi mais uma daquelas, que vocês que lêem o blog bastante sabe do que eu estou falando.
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A poesia prometida:
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(Sem título)
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Queria pegar a folha mais simples
Aquela do caderno mais distante
Jogado num fundo errante
De um canto que seja eu
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Queria escrever em letra confusa
Da maneira mais direta
A conclusão mais incorreta
Num poema que morreu
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E como que saindo do nada
Na forma mais desnuda
E textura mais afável
Se abrisse em linhas e riscos
Sem margens ou mensagens
O meu pensar de vagas miragens
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E do instante mais repente
No olhar mais palpável
Do sentido mais presente
Em verdade inviável
Queria ver posto em frente
Um poema miserável
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Há tanta amplidão em simples dizeres
Há tanta transmissão em ternos pensares
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Quero escrever em qualquer canto
E fazer do canto cantos
De maneira tão real
E nas voltas de meus mundos
Escrever os vários mundos
Que me formam afinal.
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Ê coisa mais linda, eu adoro escrever. Um abraço pra todos.........
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quarta-feira, 21 de setembro de 2005

Músicas e Vidas...Parte I

Aqui eu listei um bando de músicas e alguns comentários sobre elas. Cada música tem seu significado, representa uma fase, um momento pequeno ou não. Elas podem ser músicas sem valor, mas foram relevantes a ponto de eu lembrar delas no meio de tantas outras músicas que eu já ouvi na vida. Eu comecei com uma listinha pequena e fui aumentando até que não dava mais pra por em um Post só, então eu dividi em 6. Eles vão ficar uns dias aí até que me dê na telha e eu ponha outros Posts. Só sei que foi muito legal escrever e ir lembrando das fases. O que eu achei mais legal é que eu consegui dividir minha nessas 6 partes de uma maneira que eu conseguisse ver certinho o que cada fase representou pra mim. Tem alguma coisa em comum unindo cada uma delas e foi muito fácil pra mim perceber isso. São tantas emoções. Eu só peço desculpas porque algumas vezes eu botei comentários que pode ser que ninguém entenda, mas o meu objetivo não era contar a minha vida aqui e sim listar músicas que podem parecer nada a ver, mas que para MIM tem um significado. Eu acho que mesmo sendo isso daqui um blog pra todos lerem, eu escrevo em primeiro lugar para mim. Pode ser egoísmo pensar assim, mas é que se eu for levar em conta as possibilidades de interpretação (diferentes da minha) de acordo com a cabeça de cada pessoa que lê os textos, eu escrevo só coisas quadradas, parecendo um manual de instruções pra não haver dúvidas. Acho que nem eu nem quem lê queremos algo assim. Bem vindos ao post que mais deu trabalho pra fazer e desculpe os erros.
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O Viajantes do Infinito nasce, passa um tempo, ele aprende a entender português e:
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“Vem meu ursinho querido
Meu companheirinho
Ursinho Pimpão
Vamos sonhar aventuras voar nas alturas
Da imaginação”.
(Eu tinha um ursinho chamado Pimpão na infância e como quase toda criança, ganhei o vinil do Balão Mágico e cantava as musiquinhas – 4 anos).
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“Meu lanchinho, meu lanchinho
Vou comer, vou comer
Pra ficar fortinho, pra ficar gordinho
E crescer, e crescer”.
(Época do Balão Vermelho – 5 anos – Tia Martinha, Francis, Marlene, Ciléia, Sônia, Regiane e Tio César).
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“Duck Tales, u-hu, tcham tcham ram ram
São os caçadores de aventuras, u-hu, tcham tcham ram ram
Todos eles são grandes figuras, u-hu, tcham tcham ram ram
Por isso a garotada só quer Duck Tales”.
(Essa música é da época que eu via desenhos do SBT na casa da minha Bisavó Zazá. Eu sempre dançava essa música pra ela na hora da abertura e ela morria de rir – 5 anos).
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“Chorando se foi quem um dia só me fez chorar”.
(Lambada diversas e Reveillon em Búzios – eu era o mascote da casa e achava que dançava lambada bem pra caramba só porque o povo gostava de me ver dançando. Mas eles gostavam porque eu tinha 6 anos e não porque eu dançava bem realmente).
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“Tchararâm Tchararâm
tchátchátchátchá tchátchátchátchá tchá
Tchararâm Tchararâm Tchararâm Tchararu
tchátchátchátchá tchátchátchátchá tchá”.
(Música Instrumental chamada Antártida do Vangelis que eu fingia que tocava num Piano de mentira que na verdade é o cercado de madeira da parte de cima da minha casa – 6 anos).
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Músicas e Vidas... Parte II

“Lua de cristal, que me faz sonhar
Faz de minha estrela que eu já sei brilhar
Lua de cristal, nova de paixão
Faz da minha vida, cheia de emoção”.
(Primeiro filme que eu vi no cinema no Rio de Janeiro, época que eu colocava aparelho pra consertar o dente e a Xuxa tava no auge – 7 anos).
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“Embarque nesse carrossel
Onde o mundo faz de conta
A terra é quase o céu, papararâ”
(Novela Carrossel – eu comprei o vinil – 7 anos)
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“Um passarinho me ensinou, uma canção que diz
E quando solitário estou, mas triste do que triste estou
Recordo o que ele me ensinou
Uma canção que feliz:
Eu levo a vida cantando, ai lili ai lili ailô,
Por isso sempre contente estou, o que passou passou
O mundo gira depressa e nessas voltas eu vou
Cantando a canção tão feliz que diz , ai lili ai lili ailô
Por isso que sempre contente estou , ai lili ai liliiiiiiiiiiiiiii
Ailô”
(Apresentação do dia do livro na primeira série na Escola Estadual Felipe dos Santos – 7 anos)
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“Mama soi tanto felicie
Perque ritorno date
La mia cancione de ditche
Quel piu ver giorno per me”.
(Época do coralzinho do Objetivo - 8 anos)
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“Nessun Dorma, Nessun Dorma
Mu puria principesa
Nela tua dre zastança
Mo beli dês tele que bela dona amore
Meri isperança”
(Óperas diversas, os 3 tenores in concert nos Estados Unidos na copa de 2004 – eu ouvia muita ópera nessa idade, e ficava cantando essas músicas todas – 10 anos).

Músicas e Vidas...Parte III

“Oh Jack foi nascer numa cabana Inoa-noa
Sol do Taity na pele na boa
Seu pai cruzou o mar duas filhas na canoa
Coco pra beber e leite de leoa
Jack é uma menina tão bonita que enjoa
Enjoa de vertigem viagem de avião
Hálito de virgem dois olhos de amêndoas
Macacadela macaca gazela
Linda toda toda linda ela
Toda beleza se reconhece nela
Jackie Tekila coca-cola e água
Égua mina mingua minha mágoa
Oho yê, aroceroçare, aiairê”.
(época do CD Calango do Skank. Primeira vez que eu ouvia uma música atual/jovem, feita pra minha idade e de boa qualidade – 11 anos – viagem para Águas de Lindóia).
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“Roda roda Vira, solta roda e vem
Já me passaram a mão na bunda
E ainda não comi ninguém
Roda roda Vira, solta roda e vem
Neste raio de suruba,
Já me passaram a mão na bunda
E ainda não comi ninguém”.
(Apresentação de dança pra nota em Educação Física, e época dos Mamonas Assassinas – 11 anos).
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Pateta e Max, a dupla que é demais
Amigos de fé, éééé
(eu que fazia o éééé grave quando a gente cantava)
Com eles tudo vai dá pé
Aprontando aqui e ali, só querem se divertir
Vamos todos juntos é a turma do Pateta (2x)
A galera vai se blugar, vamos deitar e rolar
Vamos todos juntos (parungadadá – tchadurungá)
ÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉ
(Ver CRUJ e tomar sopa na casa da minha tia nos dias de semana à tarde quando meus primos já tinham chegado da escola – 12 anos)
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“If you wannabe my lover, you gevugevunit my friend”.
(Pedir Wannabe das Spice Girls na Rádio Itanhandu, na época que ela era na rua de casa, só pra poder entrar ao vivo com o locutor e escutar a própria voz na Rádio, depois eu e meus primos aumentávamos o som e desligávamos a luz do quarto pra poder dançar até acabar a música – 12 anos)
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“Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa ficar do tamanho da paz”.
(Bucolismo desvairado de pré-adolescente – essa representa uma fase que eu achava o mundo uma merda e falava que os povos das cavernas é que eram felizes porque podiam viver pelados e sem problemas e tal, fala sério hein, mas é perdoável por causa da idade – 13 anos)
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“Tô com saudade de você debaixo do meu cobertor
E te arrancar suspiros fazer amor
To com saudade de você na varanda em noite quente
O arrepio frio que dá na gente”.
(Férias de janeiro em Passa Quatro – Novela Por Amor – a gente passava o dia inteiro no clube de campo e depois a noite ficava na pracinha sem fazer nada de mais. Nessas férias a gente gravou um vídeo onde vários primos dançavam uma coreografia feita por 2 primas para a música Quero te Encontrar do Claudinho e Buchecha – 14 anos).
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“È na pegada do bambo do bambo bambo
Do bambo do bambolê, bambo tchan
Você pode sambar com o bambolê
É só se ligar pra você aprender
É samba no pé
Ai que gostosura
Menina que quebra é beleza pura”.
(É o Tchan e derivados - Carnaval de 1997 e 1998)

Músicas e Vidas...Parte IV

“There is no pain you are receding
A distant ship smoke on the horizon
You are only coming through in waves
Your lips move but I can't hear what you're saying
When I was a child I had a fever
My hands felt just like two ballons
Now I've got that feeling once again
I can't explain, you would not understand
This is not how I am
I have become comfortably numb”.
(Uma das primeiras músicas que eu aprendi a tocar no teclado, ou seja, fora dos padrões do piano só na partitura. Depois disso veio muita coisa boa, e foi à partir dessa música que eu passei a ouvir Pink Floyd – 15 anos).
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“Não tinha medo o tal João de santo Cristo
Era o que todos diziam quando ele se perdeu
Deixou pra trás todo o marasmo da fazenda
Só pra sentir no seu sangue o ódio que Jesus lhe deu”.
(Fase Legião – eu botava o som alto e ficava cantando junto com o cd lá na sala de casa em Itanhandu as músicas do CD Mais do Mesmo – 15 anos).
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“Só eu sei as esquinas por que passei
Só eu sei os desertos que atravessei
Sabe lá o que é morrer de sede em frente ao mar”.
(Show do Djavan e etc – 15 anos)
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“Brasil, meu Brasil brasileiro”.
(Encontro de corais em Itanhandu – Primeiro ano no coral, povão sambando dentro da Igreja de Itanhandu e o adre de cabelo em pé – 15 anos)
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“Se já nem sei, o meu nome
Se eu já nem sei parar
...
Viajar é bom
...
Manuel o audaz
Manuel o audaz
Manuel o audaz
Vamos lá, viajar”.
(Beijo Gelado e descobertas que me fizeram perder o controle de tal maneira que eu busco até hoje perder de novo daquela maneira – 16 anos).
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“Nos amamos como se fosse a primeira vez”.
(Música do Paulo Ricardo que adorava tocar com uma colega – 16 anos)
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“Teu brilho ofusca a noite
E já vejo a aurora boreal
Nascendo no horizonte.
Quando aproximas a meu ser
Tua presença me fortalece
E o teu sorriso me engrandece”.
(Festival, Misticismo e Eubiose – Primeira vez que eu cantei num palco e quase morri de nervoso – 17 anos).
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“Papapa paparara parara parara parara parara
Parara parara parara parara parara
Parara parara papapapa pararara”.
(Audição de 2001 quando eu toquei Brasileirinho e foi muito legal – 17 anos)
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“Todo mundo espera alguma coisa de um sábado à noite
Bem no fundo, todo mundo quer zoar.
Todo mundo sonha em ter uma vida boa
Sábado à noite tudo pode mudar”.
(17 anos mais pro fim)

Músicas e Vidas...Parte V

“Brigam Espanha e Holanda pelos direitos do mar
O mar é das gaivotas que nele sabem voar
O mar é das gaivotas que nele sabem navegar
Brigam Espanha e Holanda pelos direitos do mar
Brigam Espanha e Holanda por que não sabem que o mar
É de quem os sabe amar”.
(Alemanha – 18 anos)
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“Você entrou no trem e eu na estação
Vendo um céu fugir
Também não dava mais para tentar
Lhe convencer a não partir
E agora tudo bem
Você partiu para ver outras paisagens
E o meu coração embora finja fazer mil viagens
Fica batendo parado naquela estação”.
(Fim do primeiro mês na Alemanha - 18 anos)
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“O que será que me dá que me bole por dentro
Será que me dá
Que brota a flor da pele será que me dá
E que me sobe as faces e me faz corar
E que me salta aos olhos a me atraiçoar
E que me aperta o peito e me faz confessar
O que não tem mais jeito de dissimular”.
(Alemanha – Segundo mês – 18 anos)
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“Volare, ô ô/ Killing me Sofly, with this song
Amazing Grace tcha ra ra ra/
You give me Butterflyz
Got me high and so high in the sky
I can control the Butterflyz”
(Alemanha – primeira metade – 18 anos)
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“O du fröliche, O du zelige
Frojen dich in den weinachts zeit”.
(Natal na Alemanha – 19 anos)
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“Quem sabe um dia tudo volte a ser igual
Ao que era antes de ter sido assim
Quem sabe um dia o caminho seja real
Ao inverso oposto da estrada sem fim
...
Tá legal, puxa o saco do patrão, enrola
Tá nesse jogo que pe bão, embassa
Ateando fogo lá na mina lá do lago
Lá na mina do buraco, enrola
...
Se o plano que eu vivo é perto
De um ser tão dourado que eu tento
A vida fica mais bela
E a alma transpira aconchego
Se a duvida mais pura me nega
Entender como tudo funciona
Espero a surpresa suprema
Da suave voz que me encontra”
(Festival 2003 – tudo deu muito certo)

Músicas e Vidas...Parte VI

“É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi
Da dura poesia concreta de tuas esquinas
Da deselegância discreta de tuas meninas.
Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto o mau gosto
É que Narciso acha feio o que não é espelho
E a mente apavora o que ainda não é mesmo velho.
E foste um difícil começo, afasto o que não conheço
E quem vem de outro sonho feliz de cidade
Aprende depressa a chamar-te de realidade
Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso.
Da força da grana que ergue e destrói coisas belas
Da feia fumaça que sobe apagando as estrelas
Eu vejo surgir teus poetas e campos e espaços
Tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva.
E os novos baianos te podem curtir numa boa”.
(19 anos – São Paulo e etc)
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“Olha lá quem vem do lado oposto
Vem sem gosto de viver
Olha lá que os bravos são escravos
Sãos e salvos de sofrer
Olha lá quem acha que perder
É ser menor na vida
Olha lá quem sempre quer vitória
E perde a glória de chorar”.
(Faculdade – 20 anos – faculdade é bom pra pôr a gente no nosso lugar)
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“There must have been an angel by my side
Something heavenly led me to you
Look at the sky
It’s the color of love”.
(Cartas e emoção em demasia – cegueira – 20 anos)
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“Estou pensando mais que nunca que preciso ouvir alguma coisa
Eu quero conversar e se alguém me perguntar vou responder
Que eu me sinto hoje como a brasa que a cinza apagou
E que precisa urgente mente de um sopro pra que volte a arder”.
(Época mais foda da minha vida até agora – 20 anos)
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“Coração, para que se apaixonou
Por alguém que nunca te amou
Alguém que nunca vai te amar”
(Férias de janeiro – Muita coisa boa e muita coisa ruim – comida do Diabo e Salvador – 21 anos)
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“It's got to be slow, talking love the only way It's got to just flow, Making love and taking time To let it grow”.
(Covardia ou sensatez? – 21 anos)
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“Se eu quiser falar com Deus
Tenho que me aventurar
Tenho que subir aos céus
Sem cordas pra segurar
Tenho que dizer adeus
Dar as costas, caminhar
Decidido, pela estrada
Que ao findar vai dar em nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Do que eu pensava encontrar”.
(Deus e o Diabo na Terra do Sol ou na Briga dos Tempos – 21 anos)
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“A minha alma tá armada e apontada para a cara do sossego”.
(Conseqüência das Brigas dos Tempos e cansaço de sei lá o que – 21 anos)
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“Enquanto isso anoitece em certas regiões
E se pudéssemos ter a velocidade para ver tudo
Assistiríamos tudo”.
(Florianópolis e derivados – 21 anos – Todas as Cores do Mundo)
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“Canta comigo meu povo
Pro grito ecoar pelo morro
Que os cantos de minas é bão demais
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Vozes geraes, nos cantos da terra
Minas é porta e janela
Noites e quintais
Nas minas das vozes geraes
O quintal é o muuuuuuuuuundo
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A flor que mora na estrela, parece uma margarida
É branca de olhos verdes, alguém que eu tenho na vida
A flor que mora na estrela, parece uma magarida
Eu gosto tanto de vê-la, na juventude florida.
Mando um beijo, corto o desejo
Para manter o meu amor todinho aceso”.
(Festival 2005, depois do festival horrível de 2004, eu merecia um festival como esse desse ano, e aí de quem negar).
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Essas são algumas músicas que eu pensei e que me marcaram de alguma maneira, ou por causa de um momento, ou por estarem presentes em vários deles, ou por terem feito mais sentido pra mim na hora que eu precisava cantar aquilo que eu estava vivendo. Nem sempre a letra tem tanto a ver com a hora que ela foi cantada, mas de qualquer maneira as músicas estão aí juntas com alguns pedaços meus. Com certeza existem outras tantas que eu devo ter esquecido, mas eu fiquei satisfeito com o resultado dessa lista aí. E pra terminar eu queria deixar esse pedaço da música do Milton Nascimento que se chama Certas Canções.
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“Certas canções que ouço cabem tão dentro de mim,
Que perguntar carece como não fui eu que fiz.
Certa emoção me alcança corta minha alma sem dor
Certas canções me chegam como se fosse o amor”.
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terça-feira, 13 de setembro de 2005

O que há... (coisa pouca)

O que há de melhor e pior em mim deve ser escondido. O “de melhor” porque parece demagogia e o “de pior” porque parece filme de terror. Os extremos estão aí como dois objetos periféricos que incomodam no canto do campo de visão que a gente pode ter do mundo. Estão aí como dois bonequinhos irmãos, vizinhos e amiguinhos íntimos refletindo-se mutuamente nos contornos dos olhos da gente, como se a gente fosse resumível em alguns adjetivos simples e tão opostamente radicais que o que vem no meio é pura conseqüência de tamanhas intensidades polarizadas. Somos imãs de identidades absurdas. O que há de melhor e pior em mim deve ser escondido. O “de melhor” porque chega a ser engraçado e bom demais pra ser verdade, e o “de pior” porque alguém poderia achar que o inferno é aqui. O que há de melhor e pior em mim deve ficar muito bem escondido porque nem eu mesmo sei do que eles são capazes. Protejam-me de mim mesmo, é só o que eu peço. Assinado: Papai Noel.

segunda-feira, 5 de setembro de 2005

Poesias frutos de nossas prosas... (CSO-5C)

Essas são mais algumas poesias que mais alguns colegas de sala e eu fizemos. Depois que eu postei aquela que eu fiz com o Edinho, eu tava conversando com o Rafael Gomes e falei pra ele que se ele me mandasse essas poesias que a gente tinha feito há algum tempo, eu colocaria no blog. Ele mandou e agoras elas estão aqui, inclusive o título do post foi idéia dele.
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A 1 que é sobre a Gabriela Marques (MAX) e a 2 que é sobre a Gabriela Rocha (Rochinha) eu acho que quem fez foi o Bruno (Alfano), o Rafael Gomes (Gomes), eu e o Denis quando a gente voltava da festa da Gaby (esse é o nome dela, não é apelido). A 3 é sobre o Rafael Torres e quem fez foi o Bruno, eu e o Rafael Gomes pra dar de presente de aniversário. A 4 é sobre o Bruno e quem fez foi eu e o Gomes também pra dar de presente de aniversário e inclusive no dia que a gente deu essa poesia pra ele eu tomei o meu primeiro porre e foi de Uísque, viu que Xik. Agora já teve até de pinga velho barreiro e 51, mas o importante é que o primeiro foi de Uísque (talvez 12 anos), hehehe. Tem mais algumas outras poesias que a gente fez sobre outras colegas, dentro do carro quando a gente estava voltando da festa da Gaby (aquele dia foi produtivo), mas eu acho que o Gomes não tem, talvez o Bruno tenha. Aqui vão as poesias e eu acho que essa é a classe mais poética de todos os quintos semestres da faculdade. Isso porque eu nunca li uma poesia feita por outra classe. Rssss
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1
Marques deixa marcas
Traz o êxtase
Arrebata, enfeitiça
No sorriso que cativa
Que covardia!
Faz do teso, bambo
Do rijo, tenro
Da alegria contida,
Amores em descontrole
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Marques deixa marcas
E como sobeja paixão
Nesse coração de meio tons
Coração enlaçado
Gabi ama
Gabi não disfarça
Quem não se desmancha em suas graças?
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2
No saçaricar de seus passos
Com todo entrelaço
Uma volúpia de amores
Lubricidade, lascívia
Sem rancores
Caminha
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Aventura pelas ruas
Sorriso aberto, cara crua
Não camuflando suas dores
Ela ía
Gabi e suas cores
Rochinha
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3
Rafa Torres de Lazari
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Rafa Torres
Um mundo de cores
Cores análogas, complementares
Presente em todos os lugares
Às vezes tímidas, às vezes ácidas
Torres ríspidas
Torres mágicas
Presa em alicerces intactos
Enrijecido diante de um ruge batom com
Sapatos altos
Que se desmancha nas suas graças
O avião penetra nas torres
Prazeres no calor da explosão
Tirando seu manto
Grita: ah meu Deus, vai! Não para!
Clamando por todos os santos
Santos, GOL! É bola dentro.
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Ao que assusta
Rafa Lazari
Sempre entoa
_ que encare!
Não perdoa
Ri à toa e fala de boa
Não faço cara feia
Nem desato o laço
Pode vir que eu traço.
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Ah! Torres
Esse seu mundo sem dores,
Amores em pares
Nas torres dos ares
Que n’água do riso
Eterno menino
Não nada em vão
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Se o nado do peixe
Despertam-te sonhos
De punhos fecundos,
Não deixe que o mundo
Que em volta está
Te leve em segundo
O primeiro lugar
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Mas se num instante
A glória te escapa
Não chores os olhos,
Não vires os copos
Entornem as jarras
Se afie em garras...
Se agarras as farras
Das modas dos dias
Enfia-te as caras
Renasças por vias
Chute o “barde”
E brote energias, alegrias, folias, Marias, Joanas, Renatas, Giseles.......
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Amores fraternos
Eternos os são,
Se olhas nos olhos
Desperta a canção
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Canção tão interna
Que viva carregas
Tu sabes o que digo:
- Tu sabes, irmão!
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4
Bruno Bellotto Alfano
Insano
Completa 20 anos.
Levando a vida 100 planos.
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Por planos diversos vagueia
Vencendo o ócio da mediana cultura
Tão dura barreira
Que berra na cara:
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- Caralho, eu quero dormir!
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Alfano levanta (insano)...
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Em sono correndo à pinturas
Pintadas em telas de TV
Que vagam semióticas partituras
Cantadas por ela, à você.
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Amigo
Fotografia, o hino.
Filosofia, como menino.
Arte, algo interino.
Interior, qual é o seu destino?
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Bellotto
No alto de sua manhã
Não se engana
Não quer fama
Só ama
Com toda arte [manha]
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Caboco come quieto
Em momentos oportunos
Em dias ou noturnos
Melhor se forem constantes
Pra Bruno chegam
Dizendo insinuantes
- Só se for de repente!
E é...
Quando menos se espera
Com ele se depara
Com ele e mais alguém
Que não sabemos de onde vem
Mas é muito bem vinda
- Colírio aos olhos
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Sem titubear
Experimenta o novo
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Horizontes holísticos se abrem
Perante a peralta visão
De um menino em tempos outrem
Com o Aurélio sempre a mão
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Se quer tua companhia
Apazigúe suas feras
Faça um som, muita folia
E espera....
Espera
Espera
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