.
Eu era o santo do negado pai
Era o candelabro que iluminava por querer
Eu era o montante do verso menino
Que descascava a desinocência com sermões límpidos
Ludibriados e proclamantes de multidões
Sermões por ser mãos com ir-mãos
E indo sim pelos pés, descalços sem ruído
Céus e terras numa pilastra pilantrável
Andante desmoronável, mas imensa e plena
Dos solstícios e dos equinócios das estações
Fluxo do oblíquo complexo
Obtusângulo giratório compulsório
Infinito perplexo na carne instância
Morada vibrante, modulante casulo
Cláusulo libertário itinerante
Que de tudo se fez nada
Num remoendo de ossos doridos
Estrutura corrosível (osteoporose astral)
Poros de hóstia, hóstia porosa
Teia de fé
Ódio natural
Viral do medo bélico
Em paz se estado em condições
Nação do cíclico
Intenso enrustido
Levemente viajante
Faça-se teia dos coágulos descontínuos
Consangüíneo perplexo
Permeável muralha
Desconstrução contemporânea
Simbiose de opostos
Germe repetitivo
Cansativo.
.
quarta-feira, 25 de julho de 2007
terça-feira, 24 de julho de 2007
Um exercício: Incongruzência em lista
.
1 - Do corpo que clama
2 - Da chama que nega
3 - Dos olhos que sugam
4 - Da alma que fluxa
5 - Do rácio que cina
6 - Que sina, que sina, meu Deus!!!
7 - Do dedo que toca
8 - Da pele que sosticia
9 - Do sonido que sonha
10 - Da mancha que expande
11 - Do sangue que verma
12 - Da lente que testa
13 - Da cabeça que impõe
14 - Do gelo que altza
15 - Da nuvem que nubla
16 - Do alto que esconde
17 - Do baixo que esquia
18 - Da cruza que encarna
19 - Do peito que rodópis
20 - Do flanco que flangula
.
domingo, 22 de julho de 2007
terça-feira, 17 de julho de 2007
ÚLTIMO ENCONTRO
.
No ar
ficou a frase,
No espaço,
a palavra se perdeu.
Na imaginação,
uma idéia desarticulada
formulou um quase nada
e desapareceu.
.
Ficou o silêncio (e o piano)
vazio de vozes,
tentando revelar alguma coisa
no segredo da intenção.
Um gesto passou e se afogou
no mar das emoções sentidas.
Ninguém falou o que pensou
na despedida.
.
Benita Carneiro
No ar
ficou a frase,
No espaço,
a palavra se perdeu.
Na imaginação,
uma idéia desarticulada
formulou um quase nada
e desapareceu.
.
Ficou o silêncio (e o piano)
vazio de vozes,
tentando revelar alguma coisa
no segredo da intenção.
Um gesto passou e se afogou
no mar das emoções sentidas.
Ninguém falou o que pensou
na despedida.
.
Benita Carneiro
.
terça-feira, 10 de julho de 2007
Poeminha instantâneo
.
Algo.
Sim.
Algo, centrípeto, carnal, conciso,
Certeiro.
Do fraseado que não fala nada, mas diz.
Do parafraseado do que vem.
Todo ano, vem.
Esse ano não seria outrem, senão eu.
Parafraseados avulsos dos que vêm.
Distantes, porém há.
E vêm em prolixo
Mas não me importo.
Com melodia de fundo
Percepções são,
Mas tê-las é gratificante.
Resigno-me no sentido
Distanciado pela consciência
Que se aloja na cavidade superior.
Ela meio que foge.
Não ela realmente,
Mas a percepção dela.
Percepções nos fazem, basta sabermos como...
Se o mundo se mostra a imagem que temos dele,
(Vide arcanos da humanidade madura)
E “Torna-te aquilo que és”,
Serei o que sou,
Na medida do que quero,
No exato do que posso,
No percalço que me impõem.
Assim seja.
Cavalgaremos aos montes
Ainda que mancos dos 7 cascos dourados.
Tão lindos há dois anos atrás.
Ainda pergunto porquê,
Mas já aceito melhor o silêncio de sempre.
Contratos feito por ambos os lados.
Pena nos faltar leitura e memorização das cláusulas.
.
akakakaka
Algo.
Sim.
Algo, centrípeto, carnal, conciso,
Certeiro.
Do fraseado que não fala nada, mas diz.
Do parafraseado do que vem.
Todo ano, vem.
Esse ano não seria outrem, senão eu.
Parafraseados avulsos dos que vêm.
Distantes, porém há.
E vêm em prolixo
Mas não me importo.
Com melodia de fundo
Percepções são,
Mas tê-las é gratificante.
Resigno-me no sentido
Distanciado pela consciência
Que se aloja na cavidade superior.
Ela meio que foge.
Não ela realmente,
Mas a percepção dela.
Percepções nos fazem, basta sabermos como...
Se o mundo se mostra a imagem que temos dele,
(Vide arcanos da humanidade madura)
E “Torna-te aquilo que és”,
Serei o que sou,
Na medida do que quero,
No exato do que posso,
No percalço que me impõem.
Assim seja.
Cavalgaremos aos montes
Ainda que mancos dos 7 cascos dourados.
Tão lindos há dois anos atrás.
Ainda pergunto porquê,
Mas já aceito melhor o silêncio de sempre.
Contratos feito por ambos os lados.
Pena nos faltar leitura e memorização das cláusulas.
.
akakakaka
.
quarta-feira, 4 de julho de 2007
Festival de música de Itanhandu 2007
.
.
Gosto de expressar minha felicidade, mas tenho medo de que não a queiram para mim...
.
.
Piano e silêncio
.
Intro: G7+/D – C° - sol – C#m7/13 – C° - sol – C7/9- - Bm7 – B7/9- - Am7 – Bb° - Em7/B – C#° - C6/9 – D7/C D7 – G – A meio diminuto 6- - G7+ - F#°9
.
G7+/D - C° - C#m7/13
Só, neste calado, só
C° - Bm7 - B7/9-
Neste espaço dói
Intro: G7+/D – C° - sol – C#m7/13 – C° - sol – C7/9- - Bm7 – B7/9- - Am7 – Bb° - Em7/B – C#° - C6/9 – D7/C D7 – G – A meio diminuto 6- - G7+ - F#°9
.
G7+/D - C° - C#m7/13
Só, neste calado, só
C° - Bm7 - B7/9-
Neste espaço dói
Am7
As minhas canções
As minhas canções
Bb°
Caladas no pó
Caladas no pó
Em7/D
Minguantes sem dó
C#° - C6/9 - D7/C - D7
Perdura o nó calado
G - A meio diminuto 6- - G7+ - F#°9
Do meu viver
.
G7+ - C7+ - A7+/9/C#
Dói, neste calado, dói
F7+/9
Nesse espaço
Bm7 - C#°
Vem um claro traço
Bm7 - C#°
Tem milhões de aços
Am7
Pacatos assim
Bb°
Dormentes em mim
Em7/D
Quietos confins
Minguantes sem dó
C#° - C6/9 - D7/C - D7
Perdura o nó calado
G - A meio diminuto 6- - G7+ - F#°9
Do meu viver
.
G7+ - C7+ - A7+/9/C#
Dói, neste calado, dói
F7+/9
Nesse espaço
Bm7 - C#°
Vem um claro traço
Bm7 - C#°
Tem milhões de aços
Am7
Pacatos assim
Bb°
Dormentes em mim
Em7/D
Quietos confins
C#°
Ferrugem em fim
C6/9 - D7/C - D7 - G7+ - A meio diminuto 6-
E doem sem você
.
G7+ - C6
Quando você me tocava
G7+ - Am7
Mas quando você me tocava
G7+ - C6
Pois quando você me tocava
Am7
Eu era feliz
Ferrugem em fim
C6/9 - D7/C - D7 - G7+ - A meio diminuto 6-
E doem sem você
.
G7+ - C6
Quando você me tocava
G7+ - Am7
Mas quando você me tocava
G7+ - C6
Pois quando você me tocava
Am7
Eu era feliz
Bb°
Sincero aprendiz
Em7/D
Do toque que diz
Sincero aprendiz
Em7/D
Do toque que diz
C#°
Em força motriz
C6/9 - D7/C - D7 - G7+ - A meio diminuto
Em força motriz
C6/9 - D7/C - D7 - G7+ - A meio diminuto
Cante, meu bem querer
.
G7+ - C6
O dedo no gesto brincava
Em7/9 - F7+
A voz da garganta soava
G7+ - Eb7+/9/11
A corda do encanto vibrava
G7+ - Eb7+/9 - G7+
Ali, o som e magia minguou
Eb7+/9 - G7+
O verso já não mais rimou
Eb7+/9 - G7+
Piano e silêncio restou
Eb7+/9 - G7+
Piano e silêncio restou
.
G7+/9/11/13 - G7+
.
4:30” de música
.
14/5/2007 – São Paulo – 2:54 a.m
.
G7+ - C6
O dedo no gesto brincava
Em7/9 - F7+
A voz da garganta soava
G7+ - Eb7+/9/11
A corda do encanto vibrava
G7+ - Eb7+/9 - G7+
Ali, o som e magia minguou
Eb7+/9 - G7+
O verso já não mais rimou
Eb7+/9 - G7+
Piano e silêncio restou
Eb7+/9 - G7+
Piano e silêncio restou
.
G7+/9/11/13 - G7+
.
4:30” de música
.
14/5/2007 – São Paulo – 2:54 a.m
Piano e silêncio restará
.
domingo, 24 de junho de 2007
domingo bom domingo
:-)
O domingo tem gosto de som. Melodias fáceis que nos fazem bem. O domingo é leve porque leve eu o fiz. Sou criador daquilo que sinto. Meu domingo é criatura própria deste que se expressa. Tem gosto de som essa tarde sem pretensões. Inebriante melodia que se auto-qualquercoisa. Palavras que me salvam. Amém.
:-)
quarta-feira, 20 de junho de 2007
{ando sucinto [se sinto (ando)]}
A loucura pode se) nada mais que uma tentativa desesperada de sanar a própria loucura.
terça-feira, 19 de junho de 2007
Confinamento na madrugada
as
pessoas
mais
perceptivas
tendem
a
gostar
mais
das
outras
já
que
elas
são
capazes
de
notarem
os
gestos
por
detrás
das
intenções
por
mais
carregados
de
intenções
que
estes
gestos
estejam
domingo, 17 de junho de 2007
Sabe lá, né!!!
:-/
Há tantas razões entre o céu e a terra que apenas alguns pouquíssimos corações são capazes de sentir todas em sua plenitude ou parte dela. Faz parte do confinamento carnal. Somos hora limitados, hora limítrofes, mas quase nunca além. Às vezes eu acho que as razões são superiores às emoções, pois cada emoção é a resposta física a uma razão superior, mas, por sermos humanos limítrofes-limitados, as emoções ainda são o que nos resta de mais sublime e certeiro. A emoção aconchega, a razão inebria. São perigos por demais.
:-/
quarta-feira, 13 de junho de 2007
segunda-feira, 11 de junho de 2007
Gama de naipes de pensamento
.
Duas frases de hoje:
.
Seu pensamento na prosa vai tirar conclusões incríveis e vai fazer textos muito inteligentes que ajudam a fortalecer eles mesmos. Já na poesia você vai aprender a revestir de força verbal as suas idéias.
Duas frases de hoje:
.
Seu pensamento na prosa vai tirar conclusões incríveis e vai fazer textos muito inteligentes que ajudam a fortalecer eles mesmos. Já na poesia você vai aprender a revestir de força verbal as suas idéias.
.
Tubérculos são matérias orgânicas no limiar da decomposição. São pseudo-bostas.
.
.
Olha procê vê a diferença entre elas. Uma é super analítica e comportada, a outra é completamente doida e me ocorreu quando eu tava andando na rua e senti cheiro de batata frita, mas o cheiro parecia que tinha uma coisinha de merda, daí eu pensei nos tubérculos e tive essa impressão. akakakak. E ela ainda permanece. rsss. Qualquer dia eu explico o porquê.
.
.
.
.
Olha procê vê a diferença entre elas. Uma é super analítica e comportada, a outra é completamente doida e me ocorreu quando eu tava andando na rua e senti cheiro de batata frita, mas o cheiro parecia que tinha uma coisinha de merda, daí eu pensei nos tubérculos e tive essa impressão. akakakak. E ela ainda permanece. rsss. Qualquer dia eu explico o porquê.
.
.
terça-feira, 5 de junho de 2007
"""O caso de Pedro e Maria"""
.
Press–release de “O caso de Pedro e Maria”
.
Esta obra é um opereta composta de 9 atos organizados em seqüência cronológica. As músicas, todas feitas por André de Aguirre Furlan, aluno do oitavo semestre da ESPM, contam a saga de um casal de jovens que saem de um interior imaginário do Brasil em direção à capital São Paulo, fugindo da perseguição liderada pelo pai da garota, Seo Ronaldo. Os atos são intercalados por falas pontuais dos personagens que ajudam a ilustrar melhor a trama.
.
Este projeto teve início quando o compositor apresentou sua primeira criação para as pessoas de seu círculo social, uma música batizada futuramente de “O caso de Pedro e Maria”. A música contava a situação dos protagonistas até o momento da fuga, isso gerou interesse nos ouvintes em saber como terminaria a saga do casal perseguido. A partir daí outros temas foram se formando e a opereta de ritmos populares tomou corpo.
.
A evolução da qualidade das composições pode ser percebida ao longo da apresentação já que a peça inteira foi composta em 4 anos e, à medida que o tempo passava, novas técnicas musicais foram sendo incorporadas à criação. Isso conferiu uma ampla variedade de estilos vindos também das influências do criador que vão de Ramones a Chico Buarque.
.
No início do mês de março de 2007 o compositor, a convite de Gabriel Barone, percussionista e ex-aluno da ESPM, iniciou os preparativos para a formulação final da obra. Para isso foram chamados outros músicos e ao longo de 12 ensaios o grupo criou os arranjos atuais.
.
Os estilos variam entre o rock, a salsa, o jazz, sambas com diferentes roupagens e um baião que encerra a trama. Os personagens esféricos se modificam durante a estória e nem todos são o que parecem ser.
.
Temas como: a inconseqüência juvenil, o poder dos coronéis do interior e o narcotráfico encontram-se inseridos no contexto.
.
A peça musical tem duração de 45 minutos e duas apresentações foram feitas no dia 28 de maio de 2007 no auditório Castelo Branco da ESPM às 13:30 e às 19:30 horas. O objetivo maior dessa apresentação foi o registro áudio visual, para que dessa maneira a banda tenha um portifólio para vender o show em outras praças.
.
Para maiores esclarecimentos: André Furlan cel: 81011108; residencial: 50833756; e também por mensagens deixadas neste blog. akakaka
.
Esta obra é um opereta composta de 9 atos organizados em seqüência cronológica. As músicas, todas feitas por André de Aguirre Furlan, aluno do oitavo semestre da ESPM, contam a saga de um casal de jovens que saem de um interior imaginário do Brasil em direção à capital São Paulo, fugindo da perseguição liderada pelo pai da garota, Seo Ronaldo. Os atos são intercalados por falas pontuais dos personagens que ajudam a ilustrar melhor a trama.
.
Este projeto teve início quando o compositor apresentou sua primeira criação para as pessoas de seu círculo social, uma música batizada futuramente de “O caso de Pedro e Maria”. A música contava a situação dos protagonistas até o momento da fuga, isso gerou interesse nos ouvintes em saber como terminaria a saga do casal perseguido. A partir daí outros temas foram se formando e a opereta de ritmos populares tomou corpo.
.
A evolução da qualidade das composições pode ser percebida ao longo da apresentação já que a peça inteira foi composta em 4 anos e, à medida que o tempo passava, novas técnicas musicais foram sendo incorporadas à criação. Isso conferiu uma ampla variedade de estilos vindos também das influências do criador que vão de Ramones a Chico Buarque.
.
No início do mês de março de 2007 o compositor, a convite de Gabriel Barone, percussionista e ex-aluno da ESPM, iniciou os preparativos para a formulação final da obra. Para isso foram chamados outros músicos e ao longo de 12 ensaios o grupo criou os arranjos atuais.
.
Os estilos variam entre o rock, a salsa, o jazz, sambas com diferentes roupagens e um baião que encerra a trama. Os personagens esféricos se modificam durante a estória e nem todos são o que parecem ser.
.
Temas como: a inconseqüência juvenil, o poder dos coronéis do interior e o narcotráfico encontram-se inseridos no contexto.
.
A peça musical tem duração de 45 minutos e duas apresentações foram feitas no dia 28 de maio de 2007 no auditório Castelo Branco da ESPM às 13:30 e às 19:30 horas. O objetivo maior dessa apresentação foi o registro áudio visual, para que dessa maneira a banda tenha um portifólio para vender o show em outras praças.
.
Para maiores esclarecimentos: André Furlan cel: 81011108; residencial: 50833756; e também por mensagens deixadas neste blog. akakaka
.
Wagner Passos – CSOS8C
.
.
.
..
domingo, 3 de junho de 2007
Ganhei um presente lindo
:-)
Eu não quero interferir na sensação que sinto agora. Por isso aquieto-me no canto do não movimento e do não pensamento. Um lugar aqui. Não quero mover-me, não quero escrever. Não preciso. Quero apenas sentir. Talvez depois eu escreva mais sobre isso, mas não agora. Agora quero ficar assim: bem.
:-)
quinta-feira, 24 de maio de 2007
Texto pro Jornal do C.A...
“Joana diria: eu me sinto tão dentro do mundo que me parece não estar pensando, mas usando de uma nova modalidade de respirar”.
.
Bem vindos pra “Perto do coração selvagem Clarice Lispector”
.
Um título indissociável de seu autor. Não de todo seu autor, mas só daquela parte dele que se escreve. Clarice quando escreve respira com dificuldade no sufoco intenso das criações, porém desabrocha através das linhas com tamanha propriedade que parece ter passado dias intermináveis no equilíbrio perfeito entre razão e emoção. Clarice labuta com perseverança tentando encontrar aquela maneira simples e inusitada de dizer as coisas que mesmo após 63 anos ainda é capaz de sufocar. Não tinha mais que 17 vezes 4 estações quando expandiu sua criação aos olhos de um país que parou. Através de simples agrupamentos de palavras em frases, parágrafos e capítulos, uma menina menor de idade chocou a crítica e fez muitos a compararem aos grandes nomes da literatura mundial. Não tinha como. 17 anos. Clarice não deu escolhas. Com toda sua juventude, tinha a certeza de que só um livro como esse a deixaria livre pra colocar pra fora toda a gama de pensamentos que ela sabia serem nela ainda mais exclusivos e magníficos. O tema escolhido era simplesmente um funil em abertura que poderia deixar escapar através dele todo e qualquer pensamento que contivesse uma sinestesia, uma figura de linguagem amórfica, uma metáfora apavorante. Mas pena de quem pensa que é só isso. Clarice foi além do simples impulso. Ela trabalhou como gente grande por pouco mais de 200 páginas e canalizou seus desvarios juvenis para colocá-los em estrutura legível. Pensamentos raramente fazem sentido aos outros quando recém nascidos, e repensá-los para exprimi-los sem diminuí-los é trabalho penoso. Mas a menina conseguiu. Criou um personagem lindo, Joana, a dona imaginária do coração transplantado de Clarice. Joana é Clarice ao quadrado, ao cubo provavelmente já seria exagero, não por Joana ser pouco, mas por Clarice poder muito. Neste livro, mesmo os personagens menores ainda seriam muito mais intensos que muitos de nós. Joana gera medo. Joana é má. Clarice tinha medo de seu poder destrutivo. Joana gera coisas que Clarice provavelmente não efetivasse porque não poderia fazer em sua vida real. Por isso criou uma realidade, transplantou seu coração num outro ser que morava nela e viveu um tempo embebida daqueles acontecimentos profundamente humanos, porém não muito cristãos. Clarice não propõe diretamente uma revolução, mas a faz dentro de cada um que nós que a lê. Faz sentirmos uma empatia qualquer por uma mulher que se diz má. Intensa, talvez de escorpião. Testa as pessoas, sabe mais delas que elas mesmas. Escolhe o que dizer e sempre tem a possibilidade de lançar a pior frase que pode tocar o pior ponto onde a pessoa não quer chegar. Pode fazer chorar. Sente-se capaz de tudo e ainda sentimos gratos por podermos chegar um pouco mais perto que seja desse coração selvagem. Assim como Joana, Clarice certa vez disse que tinha todas as sensações e realidades dentro dela. Disse que seria capaz de criar tudo, e por incrível que pareça, é melhor não duvidar. Judia mulher! Viajou o mundo atrás de seu marido diplomata. Não sorria pras fotos. Escrevia em papéis velhos jogados pelos cantos da casa. Disse que escrever é duro como quebrar rochas, mas nesse trabalho “voam faíscas como aços espelhados”. Me alertaram sobre os perigos de entrar em contato com sua obra. Estava lendo esses dias que um cara leu tanto Clarice Lispector que não conseguia mais ler ninguém e que fizera teses de mestrado e doutorado sobre a autora tentando digeri-la e diminuí-la em sua vida, mas que infelizmente não estava conseguindo grandes êxitos além dos títulos de mestre e doutor. Ela sufoca, ela faz raiva dentro da gente. Fui devagar. Sabia dos perigos e passei quase ileso. Venci. Mas 17 anos meu deus, como pode uma coisa dessas? Como pode tamanho repertório de sensações? Sapiências do oculto. Como pode trabalhar palavras de uma maneira tão certeira? Experimentar jeitos novos de dizer coisas cotidianas e assim as revelar nuas. Descrever passagens que todos vivemos, mas que nunca sequer exprimimos a nós mesmos. Não fomos capazes de torná-los conscientes no campo dos entendimentos de mundo. E, de repente, num livro, exposto sem importância, está aquela lembrança de uma sensação perdida. E, de repente, numa linha simples, no meio de um aglomerado de iluminações literárias, está lá transcrito aquele detalhe de um ruído na noite, de uma chuva de infância, de criações faceiras e desprovidas de amarras. Clarice escreve sem aprisionar. Eterniza detalhes que já passaram percebidos por nós de outras épocas, mas que agora estão naquele campo das lembranças que só são lembradas se pescadas por outros elementos atuais. Talvez aquele era o momento de transcrever o coração selvagem. Um ponto eqüidistante entre o saber-se criança dos 10 e os arredores do planalto dos 24. Talvez os despertares do olhar menos infantil e da consciência da noção do que é puramente maldade coexistissem com a memória dos detalhes daquela manhã com trilha de panela de pressão e frio instantâneo do que não é coberta. Pensando bem, nas entrelinhas está impresso muito da menina Clarice. Mas nunca seria uma menina qualquer. Às vezes no fluxo achamos que estamos lidando com um enigma indecifrável por detrás das palavras e quando lembramos dos 17 anos as coisas pioram. Talvez também seja necessário a nós achar um ponto eqüidistante entre o envolvimento e a prontidão para poder seguir até o fim. É necessário o envolvimento para a vivência da obra e a prontidão para saber o ponto de saída desses arredores que circundam o tal do coração selvagem. O título talvez possa soar como um aviso: “Esteja apenas perto do coração selvagem, mas, por favor, não o toque”. Talvez ela diria isso. Ela Joana ou ela Clarice, tanto faz. O coração selvagem não pensa o mundo, mas o respira. Inspira, sente, entende e liberta-o. Não é necessário pensamento. Como disse a personagem, ela nunca sabe se sabe alguma coisa, até o momento em que ela sabe. O interior de Joana é uma máquina instantânea processadora de realidades e de pessoas. Uma percepção aguda do entorno que não passa pelo raciocínio, pois esse é lento em todos nós. A sensação do entendimento descarta a utilidade do próprio pensamento. Intuição eterna, clarividência. Uma clara evidência de tudo em tudo e por isso não é necessário à ela pensar as coisas. As coisas vêm prontas, abertas aos olhos que só necessitam saberem-se olhando e nada mais. Esse ponto é interessantíssimo. Mas mais intrigante ainda é pensar que, anterior à essa capacidade extraordinária da personagem, (que ela muito mais do que promete, demonstra) está a capacidade da autora em passar pro papel percepções e opiniões de um ser que não pensa nas coisas porque simplesmente as sente. Ou seja, a autora criou uma personagem que não entende a vida por pensamentos, mas ela Clarice, sim, precisava pensar para demonstrar ortograficamente como era a pessoa que apenas respirava os momentos e assim era-os. Não pensava o que a circulava, apenas sabia de si e de seu entorno. Pensar a fim de anular seus pensamentos para poder colocá-los nos olhos e olhares de uma personagem selvagem e extremamente perceptiva não é para qualquer um, e muito menos para qualquer menina de 17 anos de idade. Acho que no fundo é isso. Acho que a ação pessoal da autora contida neste livro e por isso a instância primeira dele, toscamente se resume em: anular-se para escancarar-se através da intensidade do detalhe que cabe, e só cabe, ao coração selvagem saber e dizer por ele apenas saber ser. Leiam Clarice, mas tenham cuidado. (Wagner Passos - CSOS-8C)
.
Bem vindos pra “Perto do coração selvagem Clarice Lispector”
.
Um título indissociável de seu autor. Não de todo seu autor, mas só daquela parte dele que se escreve. Clarice quando escreve respira com dificuldade no sufoco intenso das criações, porém desabrocha através das linhas com tamanha propriedade que parece ter passado dias intermináveis no equilíbrio perfeito entre razão e emoção. Clarice labuta com perseverança tentando encontrar aquela maneira simples e inusitada de dizer as coisas que mesmo após 63 anos ainda é capaz de sufocar. Não tinha mais que 17 vezes 4 estações quando expandiu sua criação aos olhos de um país que parou. Através de simples agrupamentos de palavras em frases, parágrafos e capítulos, uma menina menor de idade chocou a crítica e fez muitos a compararem aos grandes nomes da literatura mundial. Não tinha como. 17 anos. Clarice não deu escolhas. Com toda sua juventude, tinha a certeza de que só um livro como esse a deixaria livre pra colocar pra fora toda a gama de pensamentos que ela sabia serem nela ainda mais exclusivos e magníficos. O tema escolhido era simplesmente um funil em abertura que poderia deixar escapar através dele todo e qualquer pensamento que contivesse uma sinestesia, uma figura de linguagem amórfica, uma metáfora apavorante. Mas pena de quem pensa que é só isso. Clarice foi além do simples impulso. Ela trabalhou como gente grande por pouco mais de 200 páginas e canalizou seus desvarios juvenis para colocá-los em estrutura legível. Pensamentos raramente fazem sentido aos outros quando recém nascidos, e repensá-los para exprimi-los sem diminuí-los é trabalho penoso. Mas a menina conseguiu. Criou um personagem lindo, Joana, a dona imaginária do coração transplantado de Clarice. Joana é Clarice ao quadrado, ao cubo provavelmente já seria exagero, não por Joana ser pouco, mas por Clarice poder muito. Neste livro, mesmo os personagens menores ainda seriam muito mais intensos que muitos de nós. Joana gera medo. Joana é má. Clarice tinha medo de seu poder destrutivo. Joana gera coisas que Clarice provavelmente não efetivasse porque não poderia fazer em sua vida real. Por isso criou uma realidade, transplantou seu coração num outro ser que morava nela e viveu um tempo embebida daqueles acontecimentos profundamente humanos, porém não muito cristãos. Clarice não propõe diretamente uma revolução, mas a faz dentro de cada um que nós que a lê. Faz sentirmos uma empatia qualquer por uma mulher que se diz má. Intensa, talvez de escorpião. Testa as pessoas, sabe mais delas que elas mesmas. Escolhe o que dizer e sempre tem a possibilidade de lançar a pior frase que pode tocar o pior ponto onde a pessoa não quer chegar. Pode fazer chorar. Sente-se capaz de tudo e ainda sentimos gratos por podermos chegar um pouco mais perto que seja desse coração selvagem. Assim como Joana, Clarice certa vez disse que tinha todas as sensações e realidades dentro dela. Disse que seria capaz de criar tudo, e por incrível que pareça, é melhor não duvidar. Judia mulher! Viajou o mundo atrás de seu marido diplomata. Não sorria pras fotos. Escrevia em papéis velhos jogados pelos cantos da casa. Disse que escrever é duro como quebrar rochas, mas nesse trabalho “voam faíscas como aços espelhados”. Me alertaram sobre os perigos de entrar em contato com sua obra. Estava lendo esses dias que um cara leu tanto Clarice Lispector que não conseguia mais ler ninguém e que fizera teses de mestrado e doutorado sobre a autora tentando digeri-la e diminuí-la em sua vida, mas que infelizmente não estava conseguindo grandes êxitos além dos títulos de mestre e doutor. Ela sufoca, ela faz raiva dentro da gente. Fui devagar. Sabia dos perigos e passei quase ileso. Venci. Mas 17 anos meu deus, como pode uma coisa dessas? Como pode tamanho repertório de sensações? Sapiências do oculto. Como pode trabalhar palavras de uma maneira tão certeira? Experimentar jeitos novos de dizer coisas cotidianas e assim as revelar nuas. Descrever passagens que todos vivemos, mas que nunca sequer exprimimos a nós mesmos. Não fomos capazes de torná-los conscientes no campo dos entendimentos de mundo. E, de repente, num livro, exposto sem importância, está aquela lembrança de uma sensação perdida. E, de repente, numa linha simples, no meio de um aglomerado de iluminações literárias, está lá transcrito aquele detalhe de um ruído na noite, de uma chuva de infância, de criações faceiras e desprovidas de amarras. Clarice escreve sem aprisionar. Eterniza detalhes que já passaram percebidos por nós de outras épocas, mas que agora estão naquele campo das lembranças que só são lembradas se pescadas por outros elementos atuais. Talvez aquele era o momento de transcrever o coração selvagem. Um ponto eqüidistante entre o saber-se criança dos 10 e os arredores do planalto dos 24. Talvez os despertares do olhar menos infantil e da consciência da noção do que é puramente maldade coexistissem com a memória dos detalhes daquela manhã com trilha de panela de pressão e frio instantâneo do que não é coberta. Pensando bem, nas entrelinhas está impresso muito da menina Clarice. Mas nunca seria uma menina qualquer. Às vezes no fluxo achamos que estamos lidando com um enigma indecifrável por detrás das palavras e quando lembramos dos 17 anos as coisas pioram. Talvez também seja necessário a nós achar um ponto eqüidistante entre o envolvimento e a prontidão para poder seguir até o fim. É necessário o envolvimento para a vivência da obra e a prontidão para saber o ponto de saída desses arredores que circundam o tal do coração selvagem. O título talvez possa soar como um aviso: “Esteja apenas perto do coração selvagem, mas, por favor, não o toque”. Talvez ela diria isso. Ela Joana ou ela Clarice, tanto faz. O coração selvagem não pensa o mundo, mas o respira. Inspira, sente, entende e liberta-o. Não é necessário pensamento. Como disse a personagem, ela nunca sabe se sabe alguma coisa, até o momento em que ela sabe. O interior de Joana é uma máquina instantânea processadora de realidades e de pessoas. Uma percepção aguda do entorno que não passa pelo raciocínio, pois esse é lento em todos nós. A sensação do entendimento descarta a utilidade do próprio pensamento. Intuição eterna, clarividência. Uma clara evidência de tudo em tudo e por isso não é necessário à ela pensar as coisas. As coisas vêm prontas, abertas aos olhos que só necessitam saberem-se olhando e nada mais. Esse ponto é interessantíssimo. Mas mais intrigante ainda é pensar que, anterior à essa capacidade extraordinária da personagem, (que ela muito mais do que promete, demonstra) está a capacidade da autora em passar pro papel percepções e opiniões de um ser que não pensa nas coisas porque simplesmente as sente. Ou seja, a autora criou uma personagem que não entende a vida por pensamentos, mas ela Clarice, sim, precisava pensar para demonstrar ortograficamente como era a pessoa que apenas respirava os momentos e assim era-os. Não pensava o que a circulava, apenas sabia de si e de seu entorno. Pensar a fim de anular seus pensamentos para poder colocá-los nos olhos e olhares de uma personagem selvagem e extremamente perceptiva não é para qualquer um, e muito menos para qualquer menina de 17 anos de idade. Acho que no fundo é isso. Acho que a ação pessoal da autora contida neste livro e por isso a instância primeira dele, toscamente se resume em: anular-se para escancarar-se através da intensidade do detalhe que cabe, e só cabe, ao coração selvagem saber e dizer por ele apenas saber ser. Leiam Clarice, mas tenham cuidado. (Wagner Passos - CSOS-8C)
Mosqueteiros
.
O que fariam 3 personagens no meio de um palco azul?
.
Não, sei, mas quem são eles?
.
Não sei.
.
Eu também não.
.
Muito menos eu.
.
Nem te digo.
.
Mas diga que será bom saber.
.
Temos dúvidas.
.
Muitas, mesmo.
.
É mesmo.
.
Pois eu digo que eles estão no meio do nada, sem fazer quase coisa alguma.
.
Mas isso é um absurdo?
.
Pois não é?
.
Mas é sim, como não?
.
Eu acho que não é.
.
Eu não sei, não posso dizer.
.
E eu acho que eles estão no meio de um palco azul, fazendo uma reunião para decidir qual será o continente digno da mudança.
.
Isso já é alguma coisa.
.
Qual seria o continente digno da mudança? Isso é uma boa pergunta?
.
É, mais ela não foi feita a você. Pode ficar tranqüilo.
.
Bom, só me indaguei porque gostei da pergunta.
.
É, é uma pergunta interessante.
.
3 personagens no meio de um palco azul, se perguntando qual seria o continente digno da mudança.
.
Sabe que a África já teve suas glórias.
.
Ahh sim, Egito muitos mil antes de Cristo.
.
4000 mil.
.
Nossa, se minha última glória tivesse acontecido há 6000 anos atrás, eu já acharia que está na hora de ter mais. Preciso de refil.
.
Com certeza.
.
Refil de glórias. Esse é boa.
.
Personagens no azul falando sobre continentes.
.
Sim, as glórias devem ser distribuídas.
.
Seria injusto um só ter glórias.
.
Mas às vezes a palavra não é glória.
.
Talvez posicionamento.
.
Papel, é melhor.
.
Qual seria o papel de cada continente?
.
É ué. Como cada continente deu de presente pra humanidade um regalo e como eles estão opostamente localizados no globo.
.
Mas é por isso que eu falei a palavra posicionamento. Já que isso mostra oposições espaciais e também oposições de atributo aos quais estão ligados.
.
Nossa, mas agora você falou muito bonito.
.
É verdade.
.
Mais bonito que isso pensar no teatro azul.
.
Hum, no teatro azul.
.
Um teria 277 anos de idade.
.
O outro seria um feto falante boiando num vidro de armazenagem de fetos que bóiam em vidros de armazenagem de fetos que bóiam em vidros de armazenagem de fetos que bóiam em vidros de armazenagem de fetos que bóiam em vidros de armazenagem de fetos.
.
Ahhh pára.
.
Parece que engoliu água e está soluçando.
.
Água de vidro.
.
Isso, isso.
.
O terceiro seria um siamês que arrasta seu irmão grudado por todos os lados, pois ele está morto.
.
Meu deus, que coisa horrível.
.
Dois deles serão cegos. Um pela quantidade absurda de idade e outro por não ter a visão formada.
.
Obviamente. Eles não se conhece, e só o que está arrastando o irmão pode ver a situação.
.
O feto ouve muito bem e tem uma capacidade de aprender incrível.
.
Com certeza. Ouve bem por causa da água e aprende por ser uma cabeça nova.
.
Ele é um bebê de proveta. Sua mãe é um vidro.
.
Mas é confortável. Eu acho.
.
Deixa pra lá. Não iria querer isso pra mim. Ser gerado por uma barriga de vidro.
.
Lá da época dos egípcio.
.
akaka. Sim, claro. Daquela época mesmo.
.
O outro é muito sábio.
.
Pela idade obviamente.
.
Sim ele sabe tudo. Mas não pode mais saber nada porque sua cabeça chegou no limite.
.
Então ele não pode nem saber que está encima de um palco? Ele não pode saber de seu presente, pois o presente sempre é algo, senão ele seria simplesmente um dejavu.
.
Exatamente. Não iria querer isso pra mim.
.
Nossa, mas você não iria querer nada pra você, hein.
.
Não posso com o novo. Vivo um dejavu.
.
.
Quantas pessoas têm nesse diálogo e quem são eles?
.
O que fariam 3 personagens no meio de um palco azul?
.
Não, sei, mas quem são eles?
.
Não sei.
.
Eu também não.
.
Muito menos eu.
.
Nem te digo.
.
Mas diga que será bom saber.
.
Temos dúvidas.
.
Muitas, mesmo.
.
É mesmo.
.
Pois eu digo que eles estão no meio do nada, sem fazer quase coisa alguma.
.
Mas isso é um absurdo?
.
Pois não é?
.
Mas é sim, como não?
.
Eu acho que não é.
.
Eu não sei, não posso dizer.
.
E eu acho que eles estão no meio de um palco azul, fazendo uma reunião para decidir qual será o continente digno da mudança.
.
Isso já é alguma coisa.
.
Qual seria o continente digno da mudança? Isso é uma boa pergunta?
.
É, mais ela não foi feita a você. Pode ficar tranqüilo.
.
Bom, só me indaguei porque gostei da pergunta.
.
É, é uma pergunta interessante.
.
3 personagens no meio de um palco azul, se perguntando qual seria o continente digno da mudança.
.
Sabe que a África já teve suas glórias.
.
Ahh sim, Egito muitos mil antes de Cristo.
.
4000 mil.
.
Nossa, se minha última glória tivesse acontecido há 6000 anos atrás, eu já acharia que está na hora de ter mais. Preciso de refil.
.
Com certeza.
.
Refil de glórias. Esse é boa.
.
Personagens no azul falando sobre continentes.
.
Sim, as glórias devem ser distribuídas.
.
Seria injusto um só ter glórias.
.
Mas às vezes a palavra não é glória.
.
Talvez posicionamento.
.
Papel, é melhor.
.
Qual seria o papel de cada continente?
.
É ué. Como cada continente deu de presente pra humanidade um regalo e como eles estão opostamente localizados no globo.
.
Mas é por isso que eu falei a palavra posicionamento. Já que isso mostra oposições espaciais e também oposições de atributo aos quais estão ligados.
.
Nossa, mas agora você falou muito bonito.
.
É verdade.
.
Mais bonito que isso pensar no teatro azul.
.
Hum, no teatro azul.
.
Um teria 277 anos de idade.
.
O outro seria um feto falante boiando num vidro de armazenagem de fetos que bóiam em vidros de armazenagem de fetos que bóiam em vidros de armazenagem de fetos que bóiam em vidros de armazenagem de fetos que bóiam em vidros de armazenagem de fetos.
.
Ahhh pára.
.
Parece que engoliu água e está soluçando.
.
Água de vidro.
.
Isso, isso.
.
O terceiro seria um siamês que arrasta seu irmão grudado por todos os lados, pois ele está morto.
.
Meu deus, que coisa horrível.
.
Dois deles serão cegos. Um pela quantidade absurda de idade e outro por não ter a visão formada.
.
Obviamente. Eles não se conhece, e só o que está arrastando o irmão pode ver a situação.
.
O feto ouve muito bem e tem uma capacidade de aprender incrível.
.
Com certeza. Ouve bem por causa da água e aprende por ser uma cabeça nova.
.
Ele é um bebê de proveta. Sua mãe é um vidro.
.
Mas é confortável. Eu acho.
.
Deixa pra lá. Não iria querer isso pra mim. Ser gerado por uma barriga de vidro.
.
Lá da época dos egípcio.
.
akaka. Sim, claro. Daquela época mesmo.
.
O outro é muito sábio.
.
Pela idade obviamente.
.
Sim ele sabe tudo. Mas não pode mais saber nada porque sua cabeça chegou no limite.
.
Então ele não pode nem saber que está encima de um palco? Ele não pode saber de seu presente, pois o presente sempre é algo, senão ele seria simplesmente um dejavu.
.
Exatamente. Não iria querer isso pra mim.
.
Nossa, mas você não iria querer nada pra você, hein.
.
Não posso com o novo. Vivo um dejavu.
.
.
Quantas pessoas têm nesse diálogo e quem são eles?
.
domingo, 20 de maio de 2007
Intenção
.
A intenção basta pela vontade. Nenhuma intenção é inteira. Todo amor vem ressabiado, mas vale a intenção do amor. Às vezes acho que o mundo é feito de intenções que não perduram até o ato de tornarem-se reais. O mundo nunca mais é o que foi em nossos corações. A mudança é tanta que nunca vivemos a realidade. Sempre vivemos a intenção. E toda intenção está fadada à morte. Todo nosso mundo está fadado à morte. O que existe, já não existe mais em nós. São conseqüência de nós geradores. O que vem, já se foi apenas no tempo de se escrever. Vivemos o passado e nunca o presente, e o presente só se faz através das sensações. Só a sensação existe verdadeiramente em nós. Os pensamentos são ligeiros e não marcam a ponto de saberem-se aqui. O pensamento é a analise em si, e por ser análise, ele não possui tempo para se saber presente no mundo, já que está tomado de si mesmo. Já a sensação impera na realidade e é a existência por conseqüência boa ou ruim. A sensação permite o gozo e cria a conseqüência que perdura. A única coisa que existe e vale no mundo é a intenção. A intenção é a unicidade presente. O resto já é passado, assim como as frases deste texto.
A intenção basta pela vontade. Nenhuma intenção é inteira. Todo amor vem ressabiado, mas vale a intenção do amor. Às vezes acho que o mundo é feito de intenções que não perduram até o ato de tornarem-se reais. O mundo nunca mais é o que foi em nossos corações. A mudança é tanta que nunca vivemos a realidade. Sempre vivemos a intenção. E toda intenção está fadada à morte. Todo nosso mundo está fadado à morte. O que existe, já não existe mais em nós. São conseqüência de nós geradores. O que vem, já se foi apenas no tempo de se escrever. Vivemos o passado e nunca o presente, e o presente só se faz através das sensações. Só a sensação existe verdadeiramente em nós. Os pensamentos são ligeiros e não marcam a ponto de saberem-se aqui. O pensamento é a analise em si, e por ser análise, ele não possui tempo para se saber presente no mundo, já que está tomado de si mesmo. Já a sensação impera na realidade e é a existência por conseqüência boa ou ruim. A sensação permite o gozo e cria a conseqüência que perdura. A única coisa que existe e vale no mundo é a intenção. A intenção é a unicidade presente. O resto já é passado, assim como as frases deste texto.
.
domingo, 13 de maio de 2007
Segundo Domingo de Maio
.
Estava querendo escrever uma poesia linda sobre minha mãe. Tentei, mas não consegui. Tentei um texto, mas não consegui. Escolhi poesias na Internet, ilustrei elas com fotos. Tentei a virgem Maria, Fernando Pessoa, Mario Quintana, “Seus filhos não são seus filhos”, acróstico com a palavra mãe, mas nada me satisfazia. E foi nuns versinhos simples visto num site, juntamente com o frio dessa manhã aqui em São Paulo e mais a minha distância da minha mãe, que encontrei o que queria dizer.
.
Esses são os versos:
.
“Manhã de frio -
Com o agasalho, visto
Saudades de minha mãe.”
Autor: Paulo Franchetti
.
Essa frase, simples assim, pegou de um jeito aqui dentro que vocês não têm nem noção. rsss
.
Parabéns minha mãe pelo seu dia. Preferiria estar aí em Itanhandu, mas não foi possível. Parabéns minha avó e tias também.
.
Depois de dito o que queria dizer, posso consentir colocar um outro texto aqui.
.
Por mais que doa, ela sabe que esse próximo texto é verdade. E fico tranqüilo pela sua busca em efetivá-lo através de suas ações e não ações.
.
A intenção embebida de bondade basta para o coração aberto.
.
Esse é o texto:
.
Seus filhos não são seus filhos
.
Seus filhos não são seus filhos.
São filhos e filhas do anseio da Vida por si mesma.
Eles nascem através de você, mas não de você.
E embora estejam com você,
não pertencem a você.
Você pode dar a eles seu amor,
mas não seus pensamentos.
Porque eles têm seus próprios pensamentos.
Você pode abrigar seus corpos,
mas não suas almas.
Pois suas almas moram na casa do amanhã,
que você não pode visitar,
nem mesmo em sonhos.
Você deve procurar ser igual a eles,
mas não busque torná-los iguais a você.
Pois a vida não caminha para o passado
nem espera pelo amanhã.
.
Kahlil Gibran, "O Profeta"
.
Estou satisfeito, posso começar meu dia de domingo.
.
Um bom dia das mães!!!
.
Estava querendo escrever uma poesia linda sobre minha mãe. Tentei, mas não consegui. Tentei um texto, mas não consegui. Escolhi poesias na Internet, ilustrei elas com fotos. Tentei a virgem Maria, Fernando Pessoa, Mario Quintana, “Seus filhos não são seus filhos”, acróstico com a palavra mãe, mas nada me satisfazia. E foi nuns versinhos simples visto num site, juntamente com o frio dessa manhã aqui em São Paulo e mais a minha distância da minha mãe, que encontrei o que queria dizer.
.
Esses são os versos:
.
“Manhã de frio -
Com o agasalho, visto
Saudades de minha mãe.”
Autor: Paulo Franchetti
.
Essa frase, simples assim, pegou de um jeito aqui dentro que vocês não têm nem noção. rsss
.
Parabéns minha mãe pelo seu dia. Preferiria estar aí em Itanhandu, mas não foi possível. Parabéns minha avó e tias também.
.
Depois de dito o que queria dizer, posso consentir colocar um outro texto aqui.
.
Por mais que doa, ela sabe que esse próximo texto é verdade. E fico tranqüilo pela sua busca em efetivá-lo através de suas ações e não ações.
.
A intenção embebida de bondade basta para o coração aberto.
.
Esse é o texto:
.
Seus filhos não são seus filhos
.
Seus filhos não são seus filhos.
São filhos e filhas do anseio da Vida por si mesma.
Eles nascem através de você, mas não de você.
E embora estejam com você,
não pertencem a você.
Você pode dar a eles seu amor,
mas não seus pensamentos.
Porque eles têm seus próprios pensamentos.
Você pode abrigar seus corpos,
mas não suas almas.
Pois suas almas moram na casa do amanhã,
que você não pode visitar,
nem mesmo em sonhos.
Você deve procurar ser igual a eles,
mas não busque torná-los iguais a você.
Pois a vida não caminha para o passado
nem espera pelo amanhã.
.
Kahlil Gibran, "O Profeta"
.
Estou satisfeito, posso começar meu dia de domingo.
.
Um bom dia das mães!!!
.
quinta-feira, 10 de maio de 2007
Dicionário doido
.
Realce
.
1 - ato ou efeito de retornar ao antigo estado de mamífero chifrudo das regiões temperadas.
.
2 – condição de realidade.
.
Prefácio
.
1 - o que te prepara para as dificuldades vindouras.
.
Renascer
.
1 - estado de existência compatível com o dos puxadores do trenó do papai Noel.
.
Concordata
.
1 - o oposto de ter amigos ajuizados.
.
2 – exprime concordância com compromisso agendado.
.
Estojo
.
1 – adjetivo que significa pessoa sem enjoamentos, o contrário de entojo.
.
2 – em espanhol rudimentar exprime posse, mostra que algo é de sua possessão.
.
Borracha
.
1 – conseqüência do ato de “achar falhas no boletim de ocorrência”.
.
2 – junção de verbos onde uma borrada tem como conseqüência a demonstração do oculto.
.
Caneta
.
1 –palavra multilingual que significa “poder ser uma Estação de Tratamento de Água”.
.
2 – estado manco de ser esferográfico.
.
Apontador
.
1 – (essa é fácil) objeto de trabalho do médico que indica o foco do problema.
.
2 – Ordem dada ao paciente para mostrar onde lhe dói.
.
Sansão
.
1 - ato ou efeito de retornar ao antigo estado de mamífero chifrudo das regiões temperadas.
.
2 – condição de realidade.
.
Prefácio
.
1 - o que te prepara para as dificuldades vindouras.
.
Renascer
.
1 - estado de existência compatível com o dos puxadores do trenó do papai Noel.
.
Concordata
.
1 - o oposto de ter amigos ajuizados.
.
2 – exprime concordância com compromisso agendado.
.
Estojo
.
1 – adjetivo que significa pessoa sem enjoamentos, o contrário de entojo.
.
2 – em espanhol rudimentar exprime posse, mostra que algo é de sua possessão.
.
Borracha
.
1 – conseqüência do ato de “achar falhas no boletim de ocorrência”.
.
2 – junção de verbos onde uma borrada tem como conseqüência a demonstração do oculto.
.
Caneta
.
1 –palavra multilingual que significa “poder ser uma Estação de Tratamento de Água”.
.
2 – estado manco de ser esferográfico.
.
Apontador
.
1 – (essa é fácil) objeto de trabalho do médico que indica o foco do problema.
.
2 – Ordem dada ao paciente para mostrar onde lhe dói.
.
Sansão
.
1 – palavra do linguajar popular que demonstra estado de sanidade de grupo alheio ao locutor.
.
Dalila
.
1 – junção de verbo mais pronomes demonstrativos. É usada para indicar a atividade e os locais onde a prostituta realiza seus trabalhos.
.
2 – palavra usada para indicar extensão.
.
Salmão
.
1 – aumentativo de salmo.
.
2 – indica material específico do qual são feitas as extremidades dos membros superiores das estátuas do mar morto.
.
CRÍTICA
.
1 – junção de siglas: Clube Recreativo de Itanhandu Tecnologia da Informação e Centro Acadêmico, ou seja, um CRI modernoso e jovial.
.
2 – assinatura da comunicação feita pelo mesmo CRI pedindo a participação de seus sócios nos seus eventos.
.
Canalha
.
1 – área destinada ao cultivo da cana.
.
2 – aumentativo de calha.
.
Claustrofobia
.
1 – medo de ficar preso em um determinado país da Europa.
.
2 – substantivo que indica medo trazido pelo Papai Noel à menina Beatriz.
.
Dado
.
1 – palavra que indica o sentimento de pena nascido em relação a um ser deplorável.
.
2 – apelido do Dolabela (sssss)
.
Transeunte
.
1 – conjunção verbal que indica a conseqüência do ato sexual seguido do gozo.
.
Mendigo
.
1 – palavra multilingual usada em resposta à frase: “Boys, não me diga!!!”
.
Caçamba
.
1 – adaptação do pedido feito no refrão da música “A Juliana não quer sambar” - “Samba Juliana, samba Juliana, samba Juliana, samba”.
.
2 – Resposta à pergunta: “Qual daquelas duas gostosas eu devo pegar?”
.
Citroen
.
1 – palavra que introduz a indicação do lugar da plantação de limão ou a melhor data para o plantio.
.
2 – palavra que avisa sobre a acidez da bebida.
.
Acidez
.
1 – qualidade atribuída à marca de sabão em pó.
.
2 – lamentação do número 9.
.
3 – parente genérico de pick-up da Chevrolet.
.
Cosmopolita
.
1 – jeito chique de falar da educação de determinadas energias ou partes do universo.
.
2 – palavra fanha substituta da parte que está situada entre as aspas na frase a seguir: ele está “com uns caras muito polidos”.
.
Agenda
.
1 – palavra do vocabulário mineiro que indica que o grupo está disposto a contribuir com a quermesse.
.
2 – resposta do cowboy viado à pergunta: “E ae, tá afim?”
.
Volume
.
1 – vaga-lume de som.
.
2 – “Volume, mas não em todas!”
.
Pirilampo
1 – palavra do linguajar popular que demonstra estado de sanidade de grupo alheio ao locutor.
.
Dalila
.
1 – junção de verbo mais pronomes demonstrativos. É usada para indicar a atividade e os locais onde a prostituta realiza seus trabalhos.
.
2 – palavra usada para indicar extensão.
.
Salmão
.
1 – aumentativo de salmo.
.
2 – indica material específico do qual são feitas as extremidades dos membros superiores das estátuas do mar morto.
.
CRÍTICA
.
1 – junção de siglas: Clube Recreativo de Itanhandu Tecnologia da Informação e Centro Acadêmico, ou seja, um CRI modernoso e jovial.
.
2 – assinatura da comunicação feita pelo mesmo CRI pedindo a participação de seus sócios nos seus eventos.
.
Canalha
.
1 – área destinada ao cultivo da cana.
.
2 – aumentativo de calha.
.
Claustrofobia
.
1 – medo de ficar preso em um determinado país da Europa.
.
2 – substantivo que indica medo trazido pelo Papai Noel à menina Beatriz.
.
Dado
.
1 – palavra que indica o sentimento de pena nascido em relação a um ser deplorável.
.
2 – apelido do Dolabela (sssss)
.
Transeunte
.
1 – conjunção verbal que indica a conseqüência do ato sexual seguido do gozo.
.
Mendigo
.
1 – palavra multilingual usada em resposta à frase: “Boys, não me diga!!!”
.
Caçamba
.
1 – adaptação do pedido feito no refrão da música “A Juliana não quer sambar” - “Samba Juliana, samba Juliana, samba Juliana, samba”.
.
2 – Resposta à pergunta: “Qual daquelas duas gostosas eu devo pegar?”
.
Citroen
.
1 – palavra que introduz a indicação do lugar da plantação de limão ou a melhor data para o plantio.
.
2 – palavra que avisa sobre a acidez da bebida.
.
Acidez
.
1 – qualidade atribuída à marca de sabão em pó.
.
2 – lamentação do número 9.
.
3 – parente genérico de pick-up da Chevrolet.
.
Cosmopolita
.
1 – jeito chique de falar da educação de determinadas energias ou partes do universo.
.
2 – palavra fanha substituta da parte que está situada entre as aspas na frase a seguir: ele está “com uns caras muito polidos”.
.
Agenda
.
1 – palavra do vocabulário mineiro que indica que o grupo está disposto a contribuir com a quermesse.
.
2 – resposta do cowboy viado à pergunta: “E ae, tá afim?”
.
Volume
.
1 – vaga-lume de som.
.
2 – “Volume, mas não em todas!”
.
Pirilampo
.
1 – pedido de piração ao amigo Lampo, primo de sungo grau da lâmpada.
.
2 – instruções sobre o melhor modo de pirar o cabeção.
.
1 – pedido de piração ao amigo Lampo, primo de sungo grau da lâmpada.
.
2 – instruções sobre o melhor modo de pirar o cabeção.
.
.
Nossa, esse negócio vicia, mas deve encher o saco ficar lendo.
.
Ele tem um lado bom, que é o de fazer a gente pensar sobre palavras que falamos automaticamente no dia-a-dia e que às vezes nem damos conta de como elas são esquisitas. Dava pra continuar, mas acho que vou fazer isso numa próxima vez, num dicionário doido 2. Atenção, isso não é uma promessa.
Nossa, esse negócio vicia, mas deve encher o saco ficar lendo.
.
Ele tem um lado bom, que é o de fazer a gente pensar sobre palavras que falamos automaticamente no dia-a-dia e que às vezes nem damos conta de como elas são esquisitas. Dava pra continuar, mas acho que vou fazer isso numa próxima vez, num dicionário doido 2. Atenção, isso não é uma promessa.
.
segunda-feira, 7 de maio de 2007
Para quem acha que eu não tô escrevendo ultimamente
.
.
Dia Primeiro de Maio
.
.
Choque do interno com o externo
Os surgimento de novos públicos é uma tendência muito forte do mundo atual. O aumento dos Kidults, Twens e Singles é uma prova disso. Mas a cultura, por sua cultura empresarial burocrática, não consegue se adaptar satisfatoriamente para atender a essas tendências. Também a má estruturação da programação, conseqüência da cultura empresarial, pode impedir o sucesso de novas atrações para esses novos públicos. E além das duas fraquezas listadas, a terceira que é a má comunicação pode prejudicar a conversa da Cultura com os novos públicos, já que com esses problemas o canal não tem know-how para iniciar a promoção de novos programas destinados a essas pessoas.
Enfim, essa oportunidade, que demonstra a velocidade de mudança do mundo, entra em conflito com 3 pontos fracos muito presentes no canal que são a cultura empresarial e duas de sua conseqüências: a má comunicação de marca e a má estruturação da programação. Isso mostra como a cultura pública do canal pode atrasar a empresa em todos os âmbitos.
Maior investimento em cultura
É uma tendência forte, entre as empresas detentoras de muito capital, investir mais em cultura através de apoios a filmes como é o caso da Petrobrás, ou a criação de centros culturais como é o caso dos bancos. Por possuir vantagens na captação de receitas por obter aprovação imediata, pela lei Rouanet, de todos os projetos que apoiarem o canal e também por possuir credibilidade devido à sua marca forte, a TV Cultura sai na frente, podendo aproveitar mais a fundo essa nova tendência. O grande problema está na sua má comunicação, como dito, com as falhas na comunicação B2B, a Cultura não se mostra bem aos anunciantes e investidores, o que prejudica o canal na briga pelo capital vindo dessas empresas.
Através de uma comunicação mais eficiente a Cultura poderia, juntamente com duas forças já existentes no canal, aproveitar mais os novos investimentos em cultura.
Novas formas de entretenimento
Essa ameaça, juntamente com 3 fraquezas do canal, configuram um ponto importante para ser revisto. A má comunicação, a má estruturação programação e a cultura empresarial burocrática, são 3 pontos que unidos podem fazer com que o canal perca cada vez mais clientes e consumidores. A má comunicação porque não consegue aproximar o telespectador, a má estruturação programação porque não atrai eles e a cultura empresarial, por ser burocrática, não consegue transformar essas ameaça em um oportunidade.
Por outro lado, a programação infantil, por ser bem estabelecida entre as crianças, pode ser um forte chamariz para ligar a Cultura à outras formas de entretenimento, com uma garantia maior de sucesso. Tudo depende da capacidade gestão.
Dependência da situação governamental
A Cultura empresarial burocratizada dificulta a Cultura a se defender dessa ameaça. Juntamente com essa fraqueza está a má comunicação de marca que impede o canal de conseguir mais investimentos para si e diminuir essa fraqueza.
A credibilidade pode ser manchada por essa dependência já que, por exemplo, sua bem vista independência editorial pode se ruir.
Já as vantagens na captação de receitas, não sendo bem aproveitada como acontece hoje em dia, podem aumentar ainda mais essa dependência, já que a Cultura, apesar de possuir, não sabe como aproveitar-se das vantagens para obter outra fontes de renda que não seja a verba repassada pelo governo.
Proibição do uso de publicidade externa na cidade de São Paulo
Com a proibição, é natural que haja uma migração de verbas de publicidade, uma oportunidade que poderia ser muito bem aproveitada pelo canal através das suas vantagens na captação de receitas. Mas, devido às falhas na comunicação, o canal não consegue aproveitar bem mais essa oportunidade.
Amadurecimento precoce das crianças e Envelhecimento da população (aumento de jovens e diminuição de crianças)
Além das crianças estarem diminuindo em números absolutos, o interesse das crianças de hoje em dia por assuntos infantis, está se acabando cada vez mais cedo. Essas ameaças batem diretamente de frente com um dos maiores trunfos do canal que é a programação infantil tendendo a enfraquecer esta força ainda mais, juntamente com o aumento da cobertura da TV por assinatura, como visto acima. Esses fatores unidos mostram que a má estruturação da programação precisa ser atacada o quanto antes, já que a força existente nela, que é a programação infantil, está cada vez mais fraca. E por outro lado, uma grande oportunidade que é o crescimento do número de jovens, campo que deve ser explorado com urgência, não é comportado por nenhum programa consistente, o que afasta a Cultura justamente do público que fora conquistado em outras épocas pelos programas de maior sucesso entre o público infantil.
TV por assinatura
Essa ameaça pode atacar o canal em dois de seus diferenciais, que são: vender a vantagem competitiva de ter conteúdo de TV fechada, mas com a cobertura de TV aberta, já que a tendência é que essa diferença de cobertura fique cada vez mais irrelevante, ainda mais quando balanceado com outras vantagens da TV por assinatura como programação mais atraente. Outra vantagem competitiva que pode ser diminuída a entrada da TV por assinatura é a penetração da programação infantil entre as crianças da classe A e B, como já acontece hoje em dia, e o começo da diminuição dessa penetração entre as crianças de classe C. Isso faria diminuir as maiores audiências do canal.
Choque do interno com o externo
Os surgimento de novos públicos é uma tendência muito forte do mundo atual. O aumento dos Kidults, Twens e Singles é uma prova disso. Mas a cultura, por sua cultura empresarial burocrática, não consegue se adaptar satisfatoriamente para atender a essas tendências. Também a má estruturação da programação, conseqüência da cultura empresarial, pode impedir o sucesso de novas atrações para esses novos públicos. E além das duas fraquezas listadas, a terceira que é a má comunicação pode prejudicar a conversa da Cultura com os novos públicos, já que com esses problemas o canal não tem know-how para iniciar a promoção de novos programas destinados a essas pessoas.
Enfim, essa oportunidade, que demonstra a velocidade de mudança do mundo, entra em conflito com 3 pontos fracos muito presentes no canal que são a cultura empresarial e duas de sua conseqüências: a má comunicação de marca e a má estruturação da programação. Isso mostra como a cultura pública do canal pode atrasar a empresa em todos os âmbitos.
Maior investimento em cultura
É uma tendência forte, entre as empresas detentoras de muito capital, investir mais em cultura através de apoios a filmes como é o caso da Petrobrás, ou a criação de centros culturais como é o caso dos bancos. Por possuir vantagens na captação de receitas por obter aprovação imediata, pela lei Rouanet, de todos os projetos que apoiarem o canal e também por possuir credibilidade devido à sua marca forte, a TV Cultura sai na frente, podendo aproveitar mais a fundo essa nova tendência. O grande problema está na sua má comunicação, como dito, com as falhas na comunicação B2B, a Cultura não se mostra bem aos anunciantes e investidores, o que prejudica o canal na briga pelo capital vindo dessas empresas.
Através de uma comunicação mais eficiente a Cultura poderia, juntamente com duas forças já existentes no canal, aproveitar mais os novos investimentos em cultura.
Novas formas de entretenimento
Essa ameaça, juntamente com 3 fraquezas do canal, configuram um ponto importante para ser revisto. A má comunicação, a má estruturação programação e a cultura empresarial burocrática, são 3 pontos que unidos podem fazer com que o canal perca cada vez mais clientes e consumidores. A má comunicação porque não consegue aproximar o telespectador, a má estruturação programação porque não atrai eles e a cultura empresarial, por ser burocrática, não consegue transformar essas ameaça em um oportunidade.
Por outro lado, a programação infantil, por ser bem estabelecida entre as crianças, pode ser um forte chamariz para ligar a Cultura à outras formas de entretenimento, com uma garantia maior de sucesso. Tudo depende da capacidade gestão.
Dependência da situação governamental
A Cultura empresarial burocratizada dificulta a Cultura a se defender dessa ameaça. Juntamente com essa fraqueza está a má comunicação de marca que impede o canal de conseguir mais investimentos para si e diminuir essa fraqueza.
A credibilidade pode ser manchada por essa dependência já que, por exemplo, sua bem vista independência editorial pode se ruir.
Já as vantagens na captação de receitas, não sendo bem aproveitada como acontece hoje em dia, podem aumentar ainda mais essa dependência, já que a Cultura, apesar de possuir, não sabe como aproveitar-se das vantagens para obter outra fontes de renda que não seja a verba repassada pelo governo.
Proibição do uso de publicidade externa na cidade de São Paulo
Com a proibição, é natural que haja uma migração de verbas de publicidade, uma oportunidade que poderia ser muito bem aproveitada pelo canal através das suas vantagens na captação de receitas. Mas, devido às falhas na comunicação, o canal não consegue aproveitar bem mais essa oportunidade.
Amadurecimento precoce das crianças e Envelhecimento da população (aumento de jovens e diminuição de crianças)
Além das crianças estarem diminuindo em números absolutos, o interesse das crianças de hoje em dia por assuntos infantis, está se acabando cada vez mais cedo. Essas ameaças batem diretamente de frente com um dos maiores trunfos do canal que é a programação infantil tendendo a enfraquecer esta força ainda mais, juntamente com o aumento da cobertura da TV por assinatura, como visto acima. Esses fatores unidos mostram que a má estruturação da programação precisa ser atacada o quanto antes, já que a força existente nela, que é a programação infantil, está cada vez mais fraca. E por outro lado, uma grande oportunidade que é o crescimento do número de jovens, campo que deve ser explorado com urgência, não é comportado por nenhum programa consistente, o que afasta a Cultura justamente do público que fora conquistado em outras épocas pelos programas de maior sucesso entre o público infantil.
TV por assinatura
Essa ameaça pode atacar o canal em dois de seus diferenciais, que são: vender a vantagem competitiva de ter conteúdo de TV fechada, mas com a cobertura de TV aberta, já que a tendência é que essa diferença de cobertura fique cada vez mais irrelevante, ainda mais quando balanceado com outras vantagens da TV por assinatura como programação mais atraente. Outra vantagem competitiva que pode ser diminuída a entrada da TV por assinatura é a penetração da programação infantil entre as crianças da classe A e B, como já acontece hoje em dia, e o começo da diminuição dessa penetração entre as crianças de classe C. Isso faria diminuir as maiores audiências do canal.
.
.
.
.
Dia Cinco de Maio
.
13.1Ações
Para implementar e sustentar essas estratégias, foram criadas quatro ações principais, três delas voltadas ao público B2C e uma ao B2B. Nota-se que a ação B2B, apesar de ser única, abrange as demais ações e o relacionamento contínuo com os clientes da TV Cultura, de modo que tenha grande importância no plano. Dela depende o sucesso das ações B2C, já que serão necessários patrocínio e venda de mídia para que elas possam existir.
I. Relacionamento com o cliente – B2B
Situação Atual:
A área de vendas é nova na TV Cultura, já que sua abertura comercial é recente. É nela que estão os principais contatos publicitários da emissora. Os dados referentes à venda de espaços começaram a ser coletados apenas a partir de 2003.
Devido a falta de informação e poucos treinamentos, considerou-se a área pouco preparada para apresentar a emissora de maneira mais profissional, com dados relevantes para abordar de bem os mídias das agências.
Para implementar e sustentar essas estratégias, foram criadas quatro ações principais, três delas voltadas ao público B2C e uma ao B2B. Nota-se que a ação B2B, apesar de ser única, abrange as demais ações e o relacionamento contínuo com os clientes da TV Cultura, de modo que tenha grande importância no plano. Dela depende o sucesso das ações B2C, já que serão necessários patrocínio e venda de mídia para que elas possam existir.
I. Relacionamento com o cliente – B2B
Situação Atual:
A área de vendas é nova na TV Cultura, já que sua abertura comercial é recente. É nela que estão os principais contatos publicitários da emissora. Os dados referentes à venda de espaços começaram a ser coletados apenas a partir de 2003.
Devido a falta de informação e poucos treinamentos, considerou-se a área pouco preparada para apresentar a emissora de maneira mais profissional, com dados relevantes para abordar de bem os mídias das agências.
O departamento comercial não exerce um acompanhamento próximo ao cliente, o que faz com que a relação com os profissionais de mídia e anunciantes se torne distante. Além disso, não possui um banco de dados próprio que possibilite um tratamento diferenciado aos clientes de maior valor para a empresa. O banco de dados sobre os clientes é apenas um grande cadastro. Os executivos de contas, junto com a coordenadora de vendas procuram constantemente atualizar as datas de visitas e de materiais entregues a esses clientes. A empresa não aplica CRM.
As ações de relacionamento não possuem uma periodicidade definida. As relações de Pós-Vendas, como são chamadas pelos funcionários, são relatórios de programas como o Balanço Social e Campus, enviados para os patrocinadores dos programas, com dados de audiência, alcance e share.
Não há pesquisa formal de satisfação junto às empresas. Os executivos de negócios trocam informações em reuniões semanais da equipe e transmitem à equipe de marketing publicitário para auxílio no ajuste eventual de materiais e estratégias de abordagem ao mercado.
As visitas são freqüentes e, na maioria, ativas. A equipe adota essa postura porque o mercado ainda não inclui com freqüência a Cultura entre os planos de mídia e esta é uma forma de relembrá-los de sua existência. O controle de visitas é feito pelo próprio contato juntamente com a equipe de apoio.
O departamento de vendas é composto por:
- 1 Diretor de Vendas
- 1 Secretária Executiva da Diretoria
- 3 Gerentes (Praça, Nacional, Equipe)
- 7 Executivos de Contas
- 1 Coordenadora de Vendas
- 2 Assistentes
Além dessas pessoas consideradas "diretas", tem-se também a área de OPEC, que é a Operações Comerciais - responsáveis pela parte de programação dos comerciais dos clientes na grade - que é composta por 4 pessoas e mais 1 Gerente, o que dá um total de 20 pessoas envolvidas com a venda.
Há três tipos de metas para a equipe:
· Meta individual: por vendedor/ executivo de contas.
· Meta mensal: de toda a equipe comercial.
· Meta da Diretoria: estipulada quando é sugerida alguma ação para um programa específico.
O processo de abordagem e negociação com os clientes segue os seis passos abaixo:
1. Seleção do cliente:
- Pelas áreas de pesquisa de mercado
- Pelo próprio profissional atento ao seu redor, com leitura de jornais, revistas, internet e entrevistas com pessoas.
2. Contato:
- Pessoal, com uma pessoa ou grupo de pessoas
- Por telefone
- Por e-mail
- Por carta
- Por meio de materiais como convites, brindes, mídia kits
3. Convencimento
4. Proposta por escrito
5. Fechamento do negócio
O fechamento do negócio implica em compromisso, preferencialmente por cadastro, de ambas as partes em realizar tal produção.
6. Manutenção Pós-Venda
A comunicação do canal com seus clientes e agências não é feito de maneira contínua. Na maioria das vezes o canal se utiliza de agências diferentes para fazer a comunicação, e as ações são pontuais, não configurando uma ação de comunicação para criação de um vínculo de relacionamento profissional propriamente dito.
Problemas a resolver:
São sete frentes a serem atacadas:
1. Falta de informação e preparo da equipe de vendas
2. Falta de banco de dados estruturado na área
3. Falta de contatos periódicos e planejados
4. Falta de canal de resposta
5. Descontinuidade da gestão
6. Falta de uma metodologia de controle da satisfação dos clientes
7. Descontinuidade da comunicação
Descrição da ação:
1. Falta de informação e preparo da equipe de vendas - Treinamento do departamento comercial da TV Cultura para que todos os funcionários compreendam as mudanças da emissora, como elas alterarão a grade, a audiência e conseqüentemente o mercado publicitário. Serão apresentadas ainda informações sobre o mercado de TV, o mercado publicitário, mídia e as tendências de mudança para o futuro.
2. Falta de banco de dados estruturado na área - Criação de um banco de dados que permita a identificação dos principais clientes, suas necessidades e características de negociações.
3. Falta de contatos periódicos e planejados - Criação de um cronograma detalhado das visitas a serem efetivadas pela equipe ao longo do mês, afim de que os funcionários possam se planejar com antecedência e efetuar um contato mais eficiente.
4. Falta de canal de resposta - Criação de um canal de envio de respostas no site e também através de um telefone da equipe de vendas. No site, nessa área de envio de reclamações e sugestões, também terá uma pesquisa com perguntas padrão referentes ao atendimento da equipe de vendas, opiniões sobre seu preparo em apresentar informações relevantes e outras.
5. Descontinuidade da gestão - Planos com metas de vendas mais ousadas para as equipes, cronogramas anuais com datas específicas para acontecer uma série de ações com periodicidade de um ano como: revisão das metas, proposição de novos indicadores, reestruturação da comunicação com os clientes, pesquisas e entrega de premiações. Os cronograma seriam estabelecidos antecipadamente.
6. Falta de uma metodologia de controle da satisfação dos clientes - Contratação de empresa para aplicar pesquisas junto aos clientes da TV Cultura.
7. Descontinuidade da comunicação – Serão estabelecidas uma série de ações de comunicação com os atuais clientes e anunciantes em potencial. Essas ações terão a duração de um ano e servirão, num primeiro momento, de porta de entrada para a atuação da equipe de vendas. Ao longo do ano, a comunicação servirá de apoio pára a equipe, e as duas trabalharam juntas para levar a Cultura até seus clientes.
Justificativa:
Os funcionários do setor comercial são profissionais de extrema importância para que a TV Cultura fortifique sua presença junto aos anunciantes e agências de propaganda e passe uma imagem de uma TV que, apesar de pública, tem uma postura bem profissional e as mesmas condições de atendimento e conhecimento de mercado das emissoras comerciais. Para voltar a crescer com a mesma força dos primeiros anos da comercialização, a TV Cultura precisa ter representantes muito bem capacitados e por isso o canal deve investir no treinamento deles. É importante que os funcionários sintam-se seguros para transmitir tais informações aos clientes e tirar possíveis dúvidas, tornando o atendimento muito mais eficiente e agradável para ambas as partes.
A criação do banco de dados se justifica uma vez que visa rentabilizar e fidelizar os clientes de maior valor, para que se tornem fontes confiáveis de receita para a emissora. O histórico fornecido pelo banco de dados será de grande importância no momento das negociações. A Cultura vendeu espaços publicitários para 195 empresas no ano de 2006 e, como visto acima, não há uma metodologia de acompanhamento. Juntamente com a implantação desse banco de dados, o canal fará pesquisas com os seus anunciantes para verificar a qualidade dos produtos oferecidos.
O cronograma visa aprimorar a cultura de comercialização no canal já que, com o estabelecimento prévio das ações, ele pode assegurar melhor que as medidas tomadas por uma gestão não serão completamente abandonadas por outra, amenizando, assim, a descontinuidade da gestão.
O canal de envio de respostas será importante porque complementará as pesquisas e proporcionará a pró-atividade dos clientes.
Com a criação do cronograma anual que antecipa e fixa as ações a serem feitas, espera-se amenizar a descontinuidade da gestão do canal. Obviamente não se assegura que o canal não vá sofrer outras mudanças de diretriz, mas pelo menos há uma documentação das ações tomadas.
As pesquisas visam complementar as visitas feitas pelos funcionários da equipe de vendas e também formalizar o controle e as ações pós-venda, já que este é feito de maneira informal. Elas também servirão para alimentar o banco de dados.
Com a continuidade da comunicação espera-se estabelecer um vínculo entre o canal e as empresas de comunicação, e assim criar o hábito nas agências e anunciantes de anunciar na Cultura.
Público-Alvo:
Funcionários do departamento comercial, ou seja, 20 pessoas em média, além dos clientes atingidos por ela que deve girar em torno de 100 empresas.
Mecânica:
As ações se iniciarão em julho de 2007, quando entrará em vigor o cronograma anual. O desenrolar das ações se dará de acordo com ele:
Legenda:
Um quadro
Visitas
As visitas, como dito anteriormente, já são feitas de forma ativa e freqüente nas agências já que elas não têm o costume de incluir a TV Cultura nos seus planos de mídia. O que irá mudar, além do preparo dos funcionários da equipe de vendas, como será visto a seguir, é a comunicação dirigida que a Cultura irá fazer tanto com as agências, quanto com os anunciantes. A comunicação, descrita posteriormente, deverá aproximar a marca Cultura e seus clientes e prepará-los para as visitas, de modo que não sejam pegos de surpresa ou em momentos inadequados. Isso cortará custos de visitas desnecessárias e focará os esforços em potenciais clientes.
Pesquisas com os clientes
As pesquisas visam levantar possíveis pontos fracos do processo, abordando questões sobre o comportamento da equipe de vendas, pontos a melhorar, motivos que levam os clientes a anunciar no canal e preços dos espaços. Elas serão feitas de três em três meses para criar hábito e aproximar a TV Cultura ainda mais dos clientes. Em julho de 2007 serão feitas pesquisas que fornecerão material para o Primeiro Workshop anual de vendas da TV Cultura.
Para o segundo Workshop anual já será utilizado material baseado no histórico do primeiro ano de efetivação do plano. Por esse motivo as pesquisas acontecerão no mesmo mês e não mais um mês antes.
Além disso, as pesquisas visam recolher dados para o novo banco de dados instalado. Elas serão feitas por empresas especializadas que farão visitas aos clientes do canal e, posteriormente, fornecerão um relatório com os resultados.
Treinamento das equipes
O primeiro treinamento das equipes está marcado para o início do plano, no fim de julho. Nele se dará a explanação de algumas mudanças na empresa, motivação de funcionários, levantamento de dados internos que serão discutidos no workshop anual e as vantagens do novo banco de dados. Além desses pontos, serão explanadas a importância dos novos rumos para o sucesso financeiro do canal e conseqüentemente de seus funcionários, já que eles terão um plano de participação nos lucros e resultados.
Além de motivação, os treinamentos serão focados na explanação de técnicas de apresentação de propostas e persuasão de clientes. Os funcionários esclarecerão dúvidas sobre mídia e profissionais da área serão convidados para ensinar outras técnicas presentes nas equipes de venda de outras emissoras e empresas de comunicação.
Workshop anual
Nesse workshop, como está demonstrado no cronograma, serão discutidos assuntos referentes aos seguintes tópicos: votação do comitê responsável pela medição, estabelecimento do PLR anual, revisão e proposição de novas metas gerais e proposição de metas individuais.
Esse é o grande evento da área, quando a empresa pára para repensar sua estrutura, melhorar pontos falhos e unir os vários níveis hierárquicos num local para o pensamento em conjunto.
O primeiro Workshop, como dito, se utilizará dos dados levantados pelo primeiro mês de funcionamento do banco de dados e das pesquisas feitas com os clientes. Além desse dois pontos, servirá para rearranjar o banco de dados, possíveis falhas e dificuldades de manuseio dos funcionários.
Já o segundo Workshop se baseará nas informações levantadas no um ano de vigor do plano, além de ter agregado a ele o treinamento de funcionários que integrará mais ainda os níveis hierárquicos.
Será constituído um grupo de mais ou menos 30 pessoas que, durante um final de semana, se reunirão para discutir a operacionalização da área.
Votação do comitê responsável pela medição
Será uma etapa do Workshop onde funcionários, já candidatados ao comitê de medição das metas, receberão votos pelos participantes da equipe. A equipe formada será responsável pela medição mensal da metas. A votação será secreta e apurada logo após o depósito dos votos na urna.
Estabelecimento do PLR semestral
Também etapa do workshop, o PLR (Participação nos Lucros e Resultados) será estabelecido, ou seja, serão definidos quantos por cento de cada meta atingida será repassada aos funcionários semestralmente. Essa ação será feita pelo Diretor de vendas e pelos 3 gerentes. O PLR será revisto mensalmente para efetuar possíveis alterações.
Revisão e proposição de novas metas gerais
Etapa anterior a de cima, essa revisão irá repassar todas as metas já existentes na equipe de vendas e serão propostas outras que serão levantadas através de benchmarking com outras empresas. As metas da diretoria continuarão existindo e serão responsáveis pelo estímulo da equipe em ações pontuais. As metas as serem repassadas são da equipe de vendas.
Essas metas estarão todas organizadas num manual contendo todos os seguintes indicadores.
- Lucro mensal
- Porcentagem total dos espaços vendidos
- Número de contratos fechados
- Número de visitas feitas
- Aproveitamento das visitas
- Satisfação dos clientes
- Medição das metas individuais
- Números de novos clientes contatados
- Retorno das ações de promoção da lei Rouanet
- Porcentagem das empresas que se utilizam da lei Rouanet dentre todos os clientes
Proposição de metas individuais
Também parte do workshop, essa etapa virá depois das anteriores, onde cada funcionário estabelecerá uma meta individual baseando-se nas metas gerais da empresa. Essas metas serão decisivas na premiação dos funcionários. Essa premiação se realizará no treinamento anual e, se necessário, no semestral também.
Construção do painel de metas
Essa é uma ação que se realizará depois do workshop anual. Consiste em estabelecer um local visível dentro da área comercial da TV Cultura onde serão expostas mensalmente as medições e a situação das metas estabelecidas.
Repasse dos lucros semestrais
É uma ação operacional que consiste em repassar aos funcionários porcentagens do lucro obtido. Essa quantia será estabelecida pelo maior ou menor desempenho das metas.
Instalação do banco de dados
Ação primordial para o funcionamento geral. Ela consiste em comprar e instalar um banco de dados na empresa. O treinamento dos funcionários será feito nos eventos específicos já detalhado acima.
Revisão geral
Essa revisão é mais que o workshop. Sua operacionalização é a mesma, mas ela consiste numa análise mais profunda dos dois anos do plano, o que permitirá comparar indicadores de um ano e de outro, ajustando com maior precisão as eventuais falhas.
Comunicação
Os materiais a serem enviados serão diferenciados de acordo com o público. Haverá materiais para as 25 maiores agências, para os anunciantes atuais e os conquistados. Todas essas 3 frentes terão ações contínuas. Haverá inserções em mídias especializadas e o diálogo entre a Cultura e esses públicos será constante. O detalhamento maior dessas ações encontra-se no plano de comunicação.
Responsável:
Departamento de vendas que se situa na seguinte colocação do organograma:
Período:
De Julho de 2007 à Julho de 2009
Custo:
Muitas das ações serão baseadas em permutas, portanto, os gastos financeiros para a empresa serão de 200.000 reais para 2 anos.
Controle e Revisão:
Será feito nos workshops anuais. Nele serão revistos o ciclo e as mudanças a serem feitas, caso seja necessário.
Situação desejada:
Os contatos do departamento comercial da TV Cultura estarão treinados e totalmente aptos a transmitir aos mídias e anunciantes os conceitos de mercado e mídia de maneira profissional e eficiente aumentando os lucros e a saúde financeira do canal, o que poderá ser repassado através de investimentos na programação e novos negócios para a emissora. A diminuição gradativa da dependência financeira do governo também será um objetivo alcançado.
.
.
.
Dia 7 de maio
.
.
Plano de comunicação
Como visto no capítulo de reposicionamento, a TV Cultura possui alguns pontos que deseja modificar. Como dito, ela pretende criar nos telespectadores a percepção que já existe entre agências de publicidade e anunciantes, que é a de ser uma TV aberta com qualidade e características de TV fechada.
Como visto no capítulo de reposicionamento, a TV Cultura possui alguns pontos que deseja modificar. Como dito, ela pretende criar nos telespectadores a percepção que já existe entre agências de publicidade e anunciantes, que é a de ser uma TV aberta com qualidade e características de TV fechada.
Os dois pontos a serem trabalhados são o déficit na qualidade percebida da programação e o fato dela ser vista como uma emissora que não inova.
Para tanto, é necessário aproximá-la mais dos quesitos que se relacionam à programação de outras emissoras em geral, como: qualidade, comunicação da grade (suas mudanças e conteúdo), modernidade, agressividade e, principalmente, contemporaneidade da marca (interatividade, novos programas, novos públicos, novas mídias relacionadas).
Enfim, pretende-se diminuir o superposicionamento com relação à seriedade da empresa e aumentar o subposicionamento da percepção de ser um canal de entretenimento.
Para isso, a comunicação se aproveitará do fato do canal estar fazendo 40 anos. As campanhas serão baseadas no conceito da idade da Loba. O canal está entrando numa fase de renovação, maturidade e modernidade.
Através do tom moderno das campanhas, da maior divulgação do canal e das ações, espera-se aumentar a percepção de que a Cultura é um canal que inova e que possui uma programação com boa qualidade.
Criando essa nova percepção e tornando o canal mais presente no dia-a-dia das pessoas, pretende-se aumentar a audiência ao mesmo tempo em que esse aumento será divulgado para os mídias e anunciantes através de uma comunicação consistente baseada em dados quantitativos o que trará mais anunciantes e mais verbas para o canal que poderá ser reinvestida em programação, fechando o ciclo já visto anteriormente.
Modelo:
Para isso será usado o modelo de planejamento desenvolvido pela Leo Burnett chamado de Brand Belief System.
Esse sistema consiste de 3 passos:
Descobrir: Compreende-se qual a relação que a marca deve construir com seus públicos.
Imprimir: Desenvolve-se atividades que construam ou reforcem o vínculo com a marca.
Crescer: Avalia-se os resultados e aprimora-se o processo.
· Descobrir:
Quadros
· Imprimir
· Imprimir
B2C
Novo programa
Nosso desafio:
Conseguir telespectadores para o programa afim de que ele conquiste bons índices de audiência e com isso tenha mais anunciantes nos seus intervalos.
Com quem estamos falando:
Demográfico: Jovens de ambos os sexos, de 16 a 21 pertencentes a todas as classes sociais.
Relação com a TV: Vêem no veículo uma opção de lazer e entretenimento. Prezam pelo humor e buscam informações úteis revestidas de uma linguagem moderna e dinâmica. Não gostam de serem passivos em relação aos conteúdos por isso optam pela interatividade.
Atitudinal: São antenados nas mudanças atuais, possuem um amplo acesso à informação e aos meios de comunicação como rádios, sites informativos, sites de relacionamento, blogs. São pessoas ligadas em tecnologia que procuram fazer eles mesmos seus conteúdos.
Em que queremos que eles acreditem:
Que a Cultura é um canal legal, que possui atrações voltadas para eles e essas atrações são condizentes com o que eles gostam.
Que coisa simples, única, nós queremos dizer:
A Cultura fala a sua língua.
Como podemos tornar isso crível:
A comunicação será feita através de meios alternativos e com uma linguagem moderna e jovem que condiz com aquela falada por eles no seu dia-a-dia.
Personalidade da marca:
A Cultura é uma emissora que sabe fornecer conteúdos relevantes e de qualidade revestidos de uma linguagem jovem e dinâmica.
Tom de voz:
A linguagem deve ser despojada e irreverente, com sacadas de humor e referencias às temáticas próprias desse público.
Obrigatoriedades:
Não é possível fazer apologias ao sexo e drogas, no mais a liberdade é total sempre ligando o canal ao universo do jovem antenado.
Ações e justificativas:
Marketing viral/ guerrilha: Utilizado para criar divulgação espontânea do programa, ir ao encontro das tendências do jovem no mundo digital, criar expectativa sobre o programa e mostrar que a TV Cultura está mais ousada e criativa. No marketing viral pode usar uma linguagem mais ousada que a da mídia de massa.
Teasers em mídia de massa: despertar interesse e possibilitar a associação ao marketing viral, fazendo com que o jovem se sinta bem por ter descoberto.
Divulgação em mídia impressa/ Internet/ rádio/ TV: gerar conhecimento sobre o programa e chamar o jovem para assisti-lo. Indiretamente, modificar a imagem da emissora (rejuvenescer)
Materiais a serem desenvolvidos e modelos:
Mídia alternativa: Cartazes em escolas e faculdades para divulgar o Blog e o Orkut, além dos Vídeos Virais
Mídia impressa: Teasers e peças de divulgação
Internet: Teasers e peças de divulgação
TV Cultura: Comercial de 30”
Rádio: Spot de 30”
Rearranjo grade
Nosso desafio:
Comunicar a nova grade, horários dos programas de sucesso e novidades, além de mostrar o rejuvenescimento da Cultura.
Com quem estamos falando:
Demográfico: Pessoas moradoras do estado de São Paulo, possuem diferentes idades, pertencem a diversas classes sociais e em sua maioria são moradores de cidades, já que o estado é um dos mais urbanos do país.
Relação com a TV: Vêem a TV como um veículo de entretenimento e geralmente buscam esse meio nas horas vagas ou para assistir a programas específicos que estão habituados a assistir.
Atitudinal: Pessoas de diferentes idades e que possuem diversas formas de ver a comunicação e o mundo a sua volta. São muito diferentes e não possuem um interesse em comum.
Em que queremos que eles acreditem:
Que a Cultura é uma boa opção de TV e que ela está se modernizando.
Que coisa simples, única, nós queremos dizer:
A cultura está rejuvenescendo.
Como podemos tornar isso crível:
Com o rearranjo da grade juntamente com outras ações tomadas pelo canal e o tom da comunicação a estará mostrando que este me mudança.
Personalidade da marca:
A Cultura é uma emissora que sabe fornecer conteúdos relevantes e de qualidade, revestidos de uma linguagem moderna e dinâmica, e posicionados de maneira coerente durante sua grade horária.
Tom de voz:
Moderno, informal, leve, irreverente, direto, porém não sensacionalista.
Obrigatoriedades:
As peças todas devem fazer referência ao rejuvenescimento do canal.
Ações e justificativas:
Divulgação em mídia impressa/ Internet/ rádio/ TV: gerar conhecimento sobre as mudanças e chamar os telespectadores para assisti o canal. Indiretamente, modificar a imagem da emissora (rejuvenescer)
Marketing viral/ guerrilha: Utilizado para criar divulgação espontânea especificamente dos programas clássicos destinados ao público infantil que agora está mais velho, com isso espera-se ir ao encontro das tendências do jovem no mundo digital, criar expectativa sobre a reapresentação dos programas e mostrar que a TV Cultura está mais ousada e criativa. No marketing viral pode usar uma linguagem mais ousada que a da mídia de massa.
Materiais a serem desenvolvidos e modelos:
Mídia impressa: peças de divulgação
Rádio: Spot 30”
Internet: Teasers e peças de divulgação
TV: Comercial de 30” informativo e no final de cada programa será informado seu novo horário
Casa da Cultura
Casa da Cultura
Nosso desafio:
Comunicar o novo espaço cultural e incentivar a visitação.
Com quem estamos falando:
Demográfico: Homens e mulheres das mais diferentes idades, moradores da grande São Paulo e pertencentes às classes C, D e E. Possuem o hábito de andar de transporte coletivo, e uma pequena porcentagem terminou o terceiro grau.
Atitudinal: Não possuem muito dinheiro para gastar com Cultura e suas necessidades de auto-expressão não são levadas freqüentemente em conta por eles mesmos. Não se disporiam a gastar dinheiro pra ver um show ou uma exposição, e seu maior contato com formas artísticas se dá através do cinema e TV.
Em que queremos que eles acreditem:
A Casa da Cultura é uma opção barata e prática de ter acesso à Cultura.
Que coisa simples, única, nós queremos dizer:
Este espaço foi feito para eles e lá eles podem se sentir em casa.
Como podemos tornar isso crível:
Através do tom da comunicação, das mídias que serão usadas e da parceria feita com o Acessa São Paulo, que já possui uma presença sólida entre esse público, além de ter propostas parecidas.
Personalidade da marca:
A Cultura é uma emissora que sabe fornecer conteúdos relevantes e de qualidade, revestidos de uma linguagem moderna e dinâmica, e está cada vez mais perto do ser humano.
Tom de voz:
Moderno, informal, leve, irreverente, direto, objetivo, informativo, porém não sensacionalista.
Obrigatoriedades:
As peças todas devem fazer referência ao rejuvenescimento do canal.
Ações e justificativas:
Mídia impressa/ Rádio – atingir o maior número de pessoas a fim de atrair público para o espaço e assim conseguir provar que o apoio à Casa da Cultura é uma boa alternativa de investimento.
Site: Informar sobre o centro e possibilitar que as pessoas tenham acesso a suas atrações mesmo sem ir lá. Será a página inicial de todos os computadores dos Acessas situados na grande São Paulo.
Placa do lado de fora: informar de maneira prática as pessoas que passarem pelo local.
Metrô Tiradentes: Atrair pessoas que já passam pela região e podem visitar o centro em seu tempo livre.
Take one: Aproximar o espaço das vidas das pessoas fazendo com que elas tenham a programação em suas casas, ou que possam levar com elas o calendário com as atrações.
Mídia cooperada: Associar a marca do centro ao Acessa São Paulo que possui objetivos semelhantes, e também ligar a marca aos parceiros.
Materiais a serem desenvolvidos e modelos:
Rádio: Spot 30”
Internet: Site
TV: Comercial informativo de 30 segundos.
Mídias externa: placas no Metrô Tiradentes e placa do lado de fora do centro com as atrações da semana.
Take one: catálogo com as atrações que estará disponível em todos os parceiros e postos do Acessa.
B2B
Relacionamento com as agências
Nosso desafio:
Aproximar e estabelecer a TV Cultura junto dos mídias da agências permanecendo próximos a eles, afim de criar o hábito de inserir o canal nos planos de mídia dos anunciantes e com isso fazer da marca uma opção freqüente para a veiculação de propagandas.
Com quem estamos falando:
Demográfico: Profissionais de mídia das maiores agências da grande São Paulo. Homens e mulheres de 5 a 40 anos, classes A e B.
Relação com a TV: Possuem uma relação profissional com a TV. Recebem todos os dias muitas ações promocionais de vários veículos de comunicação que desejam investimentos publicitários. Ações muitas vezes pontuais, mas que não visam um relacionamento duradouro com esses funcionários.
Atitudinal: Possuem uma atitude um pouco blasé em relação à comunicação dirigida a eles já que, como dito, recebem muitas malas diretas e campanhas querendo ganhar sua simpatia.
Em que queremos que eles acreditem:
A TV Cultura é uma opção verdadeira de veiculação. Seus espaços publicitários são mais baratos e com isso ele pode repassar descontos conseguidos em outras emissoras para o canal. Com isso ele conseguirá uma freqüência maior num universo maior de pessoas já que o canal possui preços de inserção semelhantes aos dos canais de TV por assinatura, porém com uma cobertura muito mais abrangente. Além disso, a emissora possui uma ótima imagem que agrega valor aos anunciantes e no caso dos anunciantes para o público jovem, a emissora é uma opção para atingir o jovem de forma barata e certeira.
Que coisa simples, única, nós queremos dizer:
A Cultura proporciona, pelo mesmo preço, um aumento de freqüência num universo maior de pessoas e ainda agrega valor ao anunciante por ser um canal bem conceituado.
Como podemos tornar isso crível:
Será enviado a eles um material contendo informações sobre preço de inserções no canal, o quanto cada 1% de desconto conseguido em outras emissoras pode aumentar a freqüência se for investido na TV Cultura. Pesquisas sobre a boa imagem da emissora e um apanhado das ações corretivas que estão sendo feitas para melhorar os pontos fracos.
Personalidade da marca:
A TV Cultura possui uma ótima qualidade, é ética, possui independência editorial além de uma excelente programação e está cada dia mais jovem.
Tom de voz:
O estilo da comunicação será sério, porém moderno. Baseado em dados por se tratar de um público profissional que se baseia em resultados para tomar suas atitudes.
Obrigatoriedades:
Manter a seriedade das ações anteriores, porém com uma linguagem visual mais moderna, chamativa e adequada aos mídias fazendo referencia ao rejuvenescimento da marca.
Ações e justificativas:
Malas diretas: Essa ação visa iniciar e sustentar o relacionamento com os mídias das agências, já que eles são responsáveis por coordenar onde serão investidas as verbas de comunicação em TV das empresas.
Periódicos: Visa manter esse público informado sobre as mudanças no canal, além de funcionar como mais uma forma de construir o relacionamento.
Cartões de aniversário: Serve para atingir individualmente os mídias.
Presentes de Natal: Serve para compensar os mídias que mais repassaram investimentos para o canal e assim incentivá-los a continuar inserindo a Cultura nos seus planos de mídia. Além disso, o presente servirá para despertar os outros mídias sobre a seriedade do relacionamento que a emissora pretende construir com esse público.
Esquematização:
Identificar: Levantar dados sobre as agências.
Diferenciar: Escolher as 25 maiores do mercado.
Interagir: Enviar uma planta (vegetal) juntamente com um material explicativo sobre as vantagens de se repassar investimentos para o canal, as mudanças que estão acontecendo lá como: mudança de grade, Casa da Cultura. Também estará junto do material um teaser do novo programa jovem.
Personalizar:
- Primeiro momento - Envio a cada 3 em 3 meses material nominal contendo ferramentas para o cultivo da planta enviada, além de um periódico contendo informações sobre o canal e mantendo o teaser sobre o novo programa jovem.
- Segundo momento – Envio da mala direta “Kit-república” e mais um informativo específico sobre o novo programa.
- Terceiro momento – Envio de cartões de aniversário contendo bonitos dizeres nas datas dos aniversários dos mídias.
- Quarto momento – Premiação dos mídias que mais se destacaram no ano.
Materiais a serem desenvolvidos e modelos:
Malas diretas (Planta, Kit-república e materiais informativos sobre as mudanças do canal, as vantagens de se repassar descontos e o novo programa)
Periódicos
Cartões de aniversário
Premiações
Relacionamento com as empresas
Nosso desafio:
Vender o canal como opção real de investimento tanto do dinheiro que pode ser abatido dos impostos quanto das verbas destinadas à comunicação.
Com quem estamos falando:
Demográfico:
Diretores de Marketing, homens e mulheres bem sucedidos pertencentes às classe A e B. Ocupam altos cargos em grandes empresas do mercado que pagam altos impostos para o governo e possuem verba destinada à comunicação.
Relação com a TV:
Relação com a TV:
Vêem na TV um veículo de promoção da marca da empresa em que atuam e procuram assim escolher os meios certos para realizar um bom trabalho.
Atitudinal:
Atitudinal:
São muito atarefados e não realizam investimento por paixão. Preferem receber uma comunicação direta e prática que demonstre racionalmente os benefícios do investimento.
Em que queremos que eles acreditem:
Que a Cultura é uma boa opção para investir dinheiro já que a empresa terá sua imagem vinculada à boa imagem do canal que está se modernizando.
No caso da divulgação da Lei Rouanet espera-se que as empresas acreditem que repassando uma pequena parte desses impostos para o canal, elas estarão injetando na emissora uma grande quantidade de dinheiro, dinheiro este que seria repassado ao governo e não retornaria à organização em forma de benefícios diretos.
No caso da comunicação para as empresas anunciantes, espera-se que eles acreditem que repassando os descontos conseguidos em outras emissoras para o canal eles conseguirão uma freqüência maior num universo maior de pessoas já que o canal possui preços de inserção semelhantes aos dos canais de TV por assinatura, porém com uma cobertura muito mais abrangente. Específico para os anunciantes de produtos para o público jovem, também será apresentado o conceito do universo de audiência, e assim espera-se que eles acreditem que a Cultura pode atingir de forma barata e certeira os compradores de seus produtos.
No caso da divulgação da Casa da Cultura, será mostrado quantas inserções os patrocinadores conseguirão se apoiarem a iniciativa, com isso pretende-se fazer com que eles creiam que esse apoio é lucrativo.
Que coisa simples, única, nós queremos dizer:
Invista na TV Cultura e veja resultados quantitativos.
Como podemos tornar isso crível:
No caso da Lei Rouanet será enviado material mostrando seus benefícios e como é fácil desfrutar deles já que o canal possui 100% de aprovação para todas as ações que o apoiarem através dela. Nessa comunicação dirigida serão enviadas planilhas demonstrando o quanto representa 5% do imposto de cada empresa, como isso pode ser investido no canal, quais benefícios isso trará para a Cultura e como isso pode ser repassado o apoiador.
No caso dos anunciantes serão mostrados os benefícios do rearranjo da grade e como ela pode segurar muito mais a audiência do canal. Além disso, o próprio formato do material será mais contemporâneo, o que demonstrará que a Cultura está preocupada em se modernizar. O programa jovem também será uma evidência dessa tendência no canal e a comunicação mais consistente também ajudará a convencer.
Para a Casa da Cultura, as evidências físicas serão o ponto forte no convencimento dos patrocinadores, já que as reformas no prédio estarão acontecendo e informações como: cronograma de eventos, atividades planejadas e festa de inauguração também serão enviadas.
Personalidade da marca:
A TV Cultura é um canal ético, moderno que aplica conscientemente seu capital. Ela incentiva a cultura e está presente em milhões de lares.
Tom de voz:
Deve ser uma linguagem séria, moderna e que demonstre resultados quantitativos mesmo quando esteja falando da percepção da marca Cultura.
Obrigatoriedades:
Manter a seriedade das ações anteriores, porém com uma linguagem visual mais moderna, chamativa e adequada ao novo posicionamento do canal.
Ações e justificativas
Malas diretas informais: Serve para comunicar de uma maneira diferenciada as novidades da Cultura e assim ajudar na divulgação e modernização da imagem do canal.
Mídia Kit: Serve para comunicar objetivamente informações sobre a Cultura e assim ajudar no fechamento de negócios e na modernização da imagem do canal.
Material da Lei Rouanet: Serve para comunicar de maneira objetiva as vantagens de se aplicar parte dos impostos no canal e assim obter um retorno mais efetivo do impostos. Ele também serve para ajudar na injeção de dinheiro que ajudará na modernização do canal.
Cartas junto ao boleto de pagamento: Servirão para agradecer/ informar novidades e parcerias.
Periódicos: Servem para manter a presença da Cultura entre os anunciantes a patrocinadores.
Periódico também com informações sobre o Centro: Servem para manter a presença da Cultura entre os patrocinadores do centro cultural de forma diferenciada..
Esquematização
Em que queremos que eles acreditem:
Que a Cultura é uma boa opção para investir dinheiro já que a empresa terá sua imagem vinculada à boa imagem do canal que está se modernizando.
No caso da divulgação da Lei Rouanet espera-se que as empresas acreditem que repassando uma pequena parte desses impostos para o canal, elas estarão injetando na emissora uma grande quantidade de dinheiro, dinheiro este que seria repassado ao governo e não retornaria à organização em forma de benefícios diretos.
No caso da comunicação para as empresas anunciantes, espera-se que eles acreditem que repassando os descontos conseguidos em outras emissoras para o canal eles conseguirão uma freqüência maior num universo maior de pessoas já que o canal possui preços de inserção semelhantes aos dos canais de TV por assinatura, porém com uma cobertura muito mais abrangente. Específico para os anunciantes de produtos para o público jovem, também será apresentado o conceito do universo de audiência, e assim espera-se que eles acreditem que a Cultura pode atingir de forma barata e certeira os compradores de seus produtos.
No caso da divulgação da Casa da Cultura, será mostrado quantas inserções os patrocinadores conseguirão se apoiarem a iniciativa, com isso pretende-se fazer com que eles creiam que esse apoio é lucrativo.
Que coisa simples, única, nós queremos dizer:
Invista na TV Cultura e veja resultados quantitativos.
Como podemos tornar isso crível:
No caso da Lei Rouanet será enviado material mostrando seus benefícios e como é fácil desfrutar deles já que o canal possui 100% de aprovação para todas as ações que o apoiarem através dela. Nessa comunicação dirigida serão enviadas planilhas demonstrando o quanto representa 5% do imposto de cada empresa, como isso pode ser investido no canal, quais benefícios isso trará para a Cultura e como isso pode ser repassado o apoiador.
No caso dos anunciantes serão mostrados os benefícios do rearranjo da grade e como ela pode segurar muito mais a audiência do canal. Além disso, o próprio formato do material será mais contemporâneo, o que demonstrará que a Cultura está preocupada em se modernizar. O programa jovem também será uma evidência dessa tendência no canal e a comunicação mais consistente também ajudará a convencer.
Para a Casa da Cultura, as evidências físicas serão o ponto forte no convencimento dos patrocinadores, já que as reformas no prédio estarão acontecendo e informações como: cronograma de eventos, atividades planejadas e festa de inauguração também serão enviadas.
Personalidade da marca:
A TV Cultura é um canal ético, moderno que aplica conscientemente seu capital. Ela incentiva a cultura e está presente em milhões de lares.
Tom de voz:
Deve ser uma linguagem séria, moderna e que demonstre resultados quantitativos mesmo quando esteja falando da percepção da marca Cultura.
Obrigatoriedades:
Manter a seriedade das ações anteriores, porém com uma linguagem visual mais moderna, chamativa e adequada ao novo posicionamento do canal.
Ações e justificativas
Malas diretas informais: Serve para comunicar de uma maneira diferenciada as novidades da Cultura e assim ajudar na divulgação e modernização da imagem do canal.
Mídia Kit: Serve para comunicar objetivamente informações sobre a Cultura e assim ajudar no fechamento de negócios e na modernização da imagem do canal.
Material da Lei Rouanet: Serve para comunicar de maneira objetiva as vantagens de se aplicar parte dos impostos no canal e assim obter um retorno mais efetivo do impostos. Ele também serve para ajudar na injeção de dinheiro que ajudará na modernização do canal.
Cartas junto ao boleto de pagamento: Servirão para agradecer/ informar novidades e parcerias.
Periódicos: Servem para manter a presença da Cultura entre os anunciantes a patrocinadores.
Periódico também com informações sobre o Centro: Servem para manter a presença da Cultura entre os patrocinadores do centro cultural de forma diferenciada..
Esquematização
Lei Rouanet
Identificar: Levantar as maiores empresas pagadoras de impostos.
Diferenciar: Escolher dentre essas as que mais incentivam a Cultura.
Interagir: Enviar o KIT informando sobre os benefícios.
Personalizar:
* Para as que não fecharam negócio:
Envio, a cada 3 meses, do periódico contendo informações sobre o canal.
* Para as que fecharam negócio:
- Primeiro momento - Envio, a cada 3 meses, do periódico contendo informações sobre o canal e como o dinheiro está sendo investido.
- Segundo momento – Envio de cartões de aniversário e brindes em agradecimento.
Novo programa B2B
Identificar: Levantar as empresas que anunciam aos jovens.
Diferenciar: Selecionar as 100 empresas que se adeqüam ao modelo de comercialização de espaços publicitários do canal.
Interagir: Enviar o Kit república para apresentar o programa e despertar no anunciante o desejo de fazer parte do universo jovem, além de incentivar o agendamento da visita para apresentação da proposta.
Personalizar:
- Primeiro momento - Visita ao cliente para levar o mídia Kit com o plano de comercialização.
- Segundo momento - Envio de cartões de aniversário e brindes em agradecimento.
Rearranjo da grade
Identificar: Listar todos os anunciantes que se encaixam na política de comercialização, que sejam grandes e médios anunciantes.
Diferenciar: Selecionar os anunciantes que interessam de acordo com seus públicos de interesse.
Interagir: Enviar malas diretas com informações sobre o conceito dos universos de audiência, e os benefícios do rearranjo da grade.
Personalizar:
- Primeiro momento - Visitas de acordo com os interesses do anunciante.
- Segundo momento - Envio de cartões de aniversário e brindes em agradecimento.
Casa da Cultura
Identificar: Levantar empresas de grande porte que poderiam repassar quantias para o patrocínio da Casa da Cultura.
Diferenciar: Selecionar aquelas que mais se adeqüam ao perfil do público-alvo do centro.
Interagir: Envio da mala direta “Cofre cabeça” a fim de incentivar o agendamento da visita.
Personalizar:
- Primeiro momento - Visita para apresentação do mídia kit e dos planos para o centro com uma possível ida ao centro.
- Segundo momento – As empresas que fecharem negócio passaram a receber o periódico com as informações contidas em todos os periódicos mais informações sobre o centro..
- Terceiro momento – Envio de cartões de aniversário, presentes de Natal, carta junto ao boleto de pagamentos para agradecer/ informar novidades e parcerias.
Materiais a serem desenvolvidos e modelos:
Malas diretas informais (Cofre cabeça e Kit república)
Mídia Kit
Material da Lei Rouanet
Cartas junto ao boleto de pagamento
Periódicos
Periódico também com informações sobre o Centro
· Crescer
A fim de avaliar e traçar novos rumos de crescimento para o período pós-plano, a empresa aplicará pesquisas qualitativas e quantitativas. Essas pesquisas servirão para observar os benefícios trazidos pela comunicação mais intensa, objetiva e moderna que configura o estilo das ações listadas acima. Desta maneira o canal poderá repetir os planos concertando deslizes ou intensificando acertos.
quarta-feira, 2 de maio de 2007
Oração da minha formatura (uma verdade)
.
Como Nossos Pais
Composição: Belchior
Maior intérprete: Elis Regina
Composição: Belchior
Maior intérprete: Elis Regina
Arranjo: César Camargo Mariano
Álbum: Falso Brilhante (música de abertura)
.
Não quero lhe falar meu grande amor
Não quero lhe falar meu grande amor
Das coisas que aprendi nos discos
Quero lhe contar como eu vivi
Quero lhe contar como eu vivi
E tudo o que aconteceu comigo.
.
Viver é melhor que sonhar,
Viver é melhor que sonhar,
Eu sei que o amor é uma coisa boa
Mas também sei que qualquer canto é menor do que a vida
Mas também sei que qualquer canto é menor do que a vida
De qualquer pessoa.
.
Por isso cuidado meu bem,
Por isso cuidado meu bem,
Há perigo na esquina
Eles venceram e o sinal está fechado prá nós
Eles venceram e o sinal está fechado prá nós
Que somos jovens.
.
Para abraçar seu irmão
Para abraçar seu irmão
E beijar sua menina na rua
É que se fez o seu braço,
É que se fez o seu braço,
O seu lábio e a sua voz.
.
Você me pergunta pela minha paixão
Digo que estou encantada com uma nova invenção
Eu vou ficar nesta cidade, não vou voltar pro sertão
Pois vejo vir vindo no vento o cheiro da nova estação
Eu sei de tudo na ferida viva do meu coração.
Você me pergunta pela minha paixão
Digo que estou encantada com uma nova invenção
Eu vou ficar nesta cidade, não vou voltar pro sertão
Pois vejo vir vindo no vento o cheiro da nova estação
Eu sei de tudo na ferida viva do meu coração.
.
Já faz tempo eu vi você na rua,
Já faz tempo eu vi você na rua,
Cabelo ao vento, gente jovem reunida
Na parede da memória
Na parede da memória
Essa lembrança é o quadro que dói mais.
.
Minha dor é perceber
Minha dor é perceber
Que apesar de termos feito tudo o que fizemos
Ainda somos os mesmos
Ainda somos os mesmos
E vivemos como nossos pais.
.
Nossos ídolos ainda são os mesmos
Nossos ídolos ainda são os mesmos
E as aparências não enganam não
Você diz que depois deles
Você diz que depois deles
Não apareceu mais ninguém.
.
Você pode até dizer que eu 'tô por fora',
Você pode até dizer que eu 'tô por fora',
Ou então que eu 'tô inventando'
Mas é você que ama o passado e que não vê
É você que ama o passado e que não vê
Que o novo sempre vem.
Mas é você que ama o passado e que não vê
É você que ama o passado e que não vê
Que o novo sempre vem.
.
Hoje eu sei que quem me deu a idéia
Hoje eu sei que quem me deu a idéia
De uma nova consciência e juventude
Tá em casa guardado por Deus
Tá em casa guardado por Deus
Contando vil metal.
.
Minha dor é perceber
Minha dor é perceber
Que apesar de termos feito tudo, tudo, tudo o que fizemos
Nós ainda somos os mesmos e vivemos
Nós ainda somos os mesmos e vivemos
Ainda somos os mesmos e vivemos como nossos
Pais.
Nós ainda somos os mesmos e vivemos
Nós ainda somos os mesmos e vivemos
Ainda somos os mesmos e vivemos como nossos
Pais.
.
terça-feira, 17 de abril de 2007
Indecisão
.
Mas fico pensando se na minha contagem eu também não me equivoquei, porque realmente posso ter me equivocado, mas nunca errado, porque eu não erro, como sabemos, não no meu caso, mas há aqueles que sim, eu acho, mas não tenho certeza, acho que sim, porém pode ser que não, talvez seria melhor dizer, ou com certeza parcial, não sei. Um meio termo, mas não saberia, talvez sim, ou talvez não, mais ou menos, mas nem tanto assim, porém, não tão pouco. Entendeu? Mas acho que não seria arrogância, mas nem tanto, às vezes sim, mas depende de quem a vê ou a conhece, ou não, talvez sim, mas mais ou menos, não sei muito bem, mas pode ser, como pode não ser, como talvez seria, ou não, sendo ou talvez não, exatamente, mas não sei, talvez um porém, mas nunca um senão, senão seria um tampouco, mas nunca uma todavia, entretanto acho que negaria, mas nunca afirmaria a negação, porque não sei, mas só se fosse algo diferente que não fosse o mesmo, entende? Ou não, mas possivelmente só se fosse um absurdo como seria óbvio, mas assim também não porque um senão seria senão seria um tampouco, todavia de algum modo, mas mais ainda se porém, porém entretanto de qualquer forma um negativo que seja mas que não seria em outro, talvez por não apenas não, mas assim seria sim, se mais ou menos fosse, mas prefiro incógnita. Entendeu agora? Não!!! Mas eu fui tão claro, como não entendeste meu caro?!
Mas fico pensando se na minha contagem eu também não me equivoquei, porque realmente posso ter me equivocado, mas nunca errado, porque eu não erro, como sabemos, não no meu caso, mas há aqueles que sim, eu acho, mas não tenho certeza, acho que sim, porém pode ser que não, talvez seria melhor dizer, ou com certeza parcial, não sei. Um meio termo, mas não saberia, talvez sim, ou talvez não, mais ou menos, mas nem tanto assim, porém, não tão pouco. Entendeu? Mas acho que não seria arrogância, mas nem tanto, às vezes sim, mas depende de quem a vê ou a conhece, ou não, talvez sim, mas mais ou menos, não sei muito bem, mas pode ser, como pode não ser, como talvez seria, ou não, sendo ou talvez não, exatamente, mas não sei, talvez um porém, mas nunca um senão, senão seria um tampouco, mas nunca uma todavia, entretanto acho que negaria, mas nunca afirmaria a negação, porque não sei, mas só se fosse algo diferente que não fosse o mesmo, entende? Ou não, mas possivelmente só se fosse um absurdo como seria óbvio, mas assim também não porque um senão seria senão seria um tampouco, todavia de algum modo, mas mais ainda se porém, porém entretanto de qualquer forma um negativo que seja mas que não seria em outro, talvez por não apenas não, mas assim seria sim, se mais ou menos fosse, mas prefiro incógnita. Entendeu agora? Não!!! Mas eu fui tão claro, como não entendeste meu caro?!
domingo, 15 de abril de 2007
Diário do Domingo - 16/4/2007
.
Não sei porque todos os domingos são sempre iguais, o dia começa numa hora inóspita, vem devagar enquanto durmo e vai se arrastando escada abaixo no silêncio da casa vazia e escura até chegar na cozinha, lá ele prepara o leite, as bolachas, a ressaca vai sendo repensada, digerida com o passar das manteigas e tudo vai indo em silêncio pelas horas desse dia-solidão, daí o dia se dirige até a TV mais próxima e lá fica entrando em vários lugares do sábado, vai perambulando pelos cômodos quietos, as luzes, as ruas, os programas de TV que me fazem rir sem gosto profundo de riso, então o dia vai mancando até o quintal pra lavar umas roupas, rever outras ainda meio úmidas, as plantas fazendo fotossíntese com ruído, o oxigênio sai doendo pelos poros, a lagartixa saúda o olhar numa carreira de medo, tenho dó das lagartixas, o dia também e ele me acompanha por todas as suas horas, os passarinhos que não são sabiás, mas ainda sim são lindos, cantam um pouquinho em cada canto, aqui e ali, tentando esquivar-se do concreto, e as minhas montanhas de domingo claro estão bem longe daqui, desse complexo industrial com resquícios de gente, o dia vem e vai como outros tantos, mas bem que poderia ser um pouco mais gostoso, com umas risadas em conjunto, ou uma companhia pra amanhecer bem, o quarto passou o dia inteiro fechado esperando o retorno, mas a cama não teria sentido redundando-se após ter sido horizontal por outras horas, e assim o sol vai indo devagar pra outro lugar e o dia encasula-se dentro do peito fazendo doer um pouco mais esse dia sem uma palavra dita, tudo em silêncio, um silêncio que não condiz com a efervescência de dentro, mas não me importo, ainda tenho as músicas que ouço agora, o dia as ouve também, ele está aqui em meu entorno, circundando-me, sou preso deste dia, dessa cabeça, dessa realidade, dessas lagartixas, os olhos não vão tão além, não buscam coisas afastadas, eles se resignam no entorno do dia circular, ciclos de 24 horas, horas quietas por aqui que se aproximam do fim para assim terminar mais uma vez em inércia de pensamento o corrente dia de domingo. Um dia que passou quase em branco. Boa noite...
Não sei porque todos os domingos são sempre iguais, o dia começa numa hora inóspita, vem devagar enquanto durmo e vai se arrastando escada abaixo no silêncio da casa vazia e escura até chegar na cozinha, lá ele prepara o leite, as bolachas, a ressaca vai sendo repensada, digerida com o passar das manteigas e tudo vai indo em silêncio pelas horas desse dia-solidão, daí o dia se dirige até a TV mais próxima e lá fica entrando em vários lugares do sábado, vai perambulando pelos cômodos quietos, as luzes, as ruas, os programas de TV que me fazem rir sem gosto profundo de riso, então o dia vai mancando até o quintal pra lavar umas roupas, rever outras ainda meio úmidas, as plantas fazendo fotossíntese com ruído, o oxigênio sai doendo pelos poros, a lagartixa saúda o olhar numa carreira de medo, tenho dó das lagartixas, o dia também e ele me acompanha por todas as suas horas, os passarinhos que não são sabiás, mas ainda sim são lindos, cantam um pouquinho em cada canto, aqui e ali, tentando esquivar-se do concreto, e as minhas montanhas de domingo claro estão bem longe daqui, desse complexo industrial com resquícios de gente, o dia vem e vai como outros tantos, mas bem que poderia ser um pouco mais gostoso, com umas risadas em conjunto, ou uma companhia pra amanhecer bem, o quarto passou o dia inteiro fechado esperando o retorno, mas a cama não teria sentido redundando-se após ter sido horizontal por outras horas, e assim o sol vai indo devagar pra outro lugar e o dia encasula-se dentro do peito fazendo doer um pouco mais esse dia sem uma palavra dita, tudo em silêncio, um silêncio que não condiz com a efervescência de dentro, mas não me importo, ainda tenho as músicas que ouço agora, o dia as ouve também, ele está aqui em meu entorno, circundando-me, sou preso deste dia, dessa cabeça, dessa realidade, dessas lagartixas, os olhos não vão tão além, não buscam coisas afastadas, eles se resignam no entorno do dia circular, ciclos de 24 horas, horas quietas por aqui que se aproximam do fim para assim terminar mais uma vez em inércia de pensamento o corrente dia de domingo. Um dia que passou quase em branco. Boa noite...
Assinar:
Postagens (Atom)



