quarta-feira, 28 de maio de 2008

Pessoas

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Há pessoas que nem conhecemos direito e já deixam saudades quando se vão. Um olhar seguido de um sorriso que passou, meia dúzia de palavras, um assunto em comum. Coisas simples e corriqueiras. Por uns, anos não são suficientes para criar afinidade, já com outros, apenas alguns instantes bastam para nascer um bonito vínculo.
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O que traz o quase total descarte do tempo?!
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Acho que no meu caso é a simplicidade ou coisas boas que certas pessoas deixam transparecer sem ter noção de que estão fazendo. Um misto de simplicidade com sinceridade. Bondade. Talvez até ignorância. A ignorância não é totalmente ruim. Eu gosto da boa ignorância, da ignorância saudável. O mundo é lotado de fatos, conhecimentos, razões e desvarios abomináveis. A boa ignorância permite conservação. A ignorância me faz ignorar o tempo.
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Repito: Há pessoas que nem conhecemos direito e já deixam saudades quando se vão.
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Estive num território desconhecido esse final de semana. Uma cidade inédita. Cláudio. Lá conheci pessoas novas. Havia um grupo animado de Varginha que estava tocando por lá. Também conheci pessoas da própria cidade mesmo. Me impressionou as quantas diferentes propostas de vida que existem nesta vida para esta vida e como, mesmo com essa variedade, muitas vezes nós nos encontramos fechados dentro de padrões que não cremos que somos capazes de mudar. Para mim é muito bom não ignorar esta diversidade de possibilidades, nem que seja para nunca usar nenhuma além da que já uso.
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A liberdade me faz falta. Para me ver nervoso, basta podá-la. Fato...
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Nesta viagem ganhei liberdade, mesmo não tendo mudado nada de significativo em minha vida. Reformei um pouco meus olhos. Redescobri sonhos. Uns poucos, confesso, mas são essenciais.
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Sinto uma paz minimamente duradoura.
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Estou escrevendo apenas porque queria deixar isso registrado. Pensei na primeira frase ainda no desenrolar do momento e não queria que ela não se queda-se aqui. De resto, nem vou além.
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E viva as viagens recheadas de bons seres-humanos. E viva Minas que amo tanto...
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Me orgulho de ser um ótimo consumidor de almas!!! Mas me orgulho principalmente por conseguir novamente consumir sem desespero...
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Que assim seja...

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quinta-feira, 22 de maio de 2008

Não e nunca: O POST MAIS SINCERO DE TODOS OS TEMPOS

sabe o que eu acho mismbnonito dessa musicsaa, e a intruduçao de tão peuqneuna queoresto m e traz se há resto ???? não há resto, não nada, swo há uma [euqnez sem querer sem nada quanso ouço essa muscia não há nada do fundo do meu dcoraçso não vale nzo cabe em nad do ta mahnhao que megornei ao saber quede gtu napersta nada Zé o nível vai e tu te sebtes não é p[roblema meu nem teu so sei que de im não eztqbde bem nem de ti enm de nos há uu inacabado sem precocupacáo não há nada nada nadade nada naoseinti naenem tenho nada de de gti mas acontinuou dsbe qportuq e, por naohavera de vac;er a eona de nest euqe mesxo que cbte m nesmo que resmundeuhem vsei lnem Fo que não vles xsó sei que disse e que epor isso não vale nada a a pena disso naom há;m icios que fazem patyeb e di tei seibem o que fidog mais dre minha poare ao fazpatev dessaasas [alavras naopme gfaz partevde mim nap tenho o quw eubduzser enm eiicomomdizermaas fioda nem quero que qtenhaakgym sentido NE que se ligue um caps lockos nem que yq eze tenha sfisdfgodigi qurvoisss quenm nem sei qes seise sifod digo maas é assim que tns que r que er poi s assim ées o mais sincero se dei si , e sewi senem sei assim fa;co pois sej fi mdi menos de nim masn nasm enjab nazo velnbe nada não vale ua vvisgadavdessadfo na cane comorima de um pouemoam noa cane omcom Irma de uma porma não cabe como rima de ium pouam emajd deevre pteb cae o nive e e eu eue me isnto suk benincil reptegtindoremotni ndperenornopdkperemtomnod njncomomum ds amores masl vibidos e eu oterorde se dekjcqaso retepeti cutucando yebreavbebk b hvja , mlmek,s ,bjavkaaaaan bkjvkjv 3wbjkskb naue mabbelkbluqb ejhbm ake;lna zjsm ebelevm mankvk be, ;ma;nb ,nleb elnjloshhslkjdbvlajksdvkjasd b.kvbd;jvbdskjvbskjdbv;ksjbv kjb;kjbd;kjvb uco dcomo se deiz uma pensantivamene coisaisifca;ncao e sinetumentosatraves dfa si Ca ,asd nem mel vlhoende steqyesiuse dezfarz atravees da pusivajbkopisgbkhlkgvbn ficou ficuouobjbhibdudnad diso sobroummeun belhonviciode cshjnohr, upar de onorezsisipiocio em ciociocio bossos dês sibd os eofndoio paragarb jabver em onenivninoiosionqueum epnan mas nmcoe cnnpanvalebA PENANBA;N E CVALEUUMA UFUAGDAC EDSSA DOR,,..,.,. baop cabr como rima de um poema mas vaoe e vem e meinveneee me eincdena oanravcirmnmn de renote cauiuiu i nuinvel e EME eu memsdinto umnbenmsic,mmknmb retinfdom eo duvepjd como hum ditco rudcqado cum o velnhorntenxto batipo dosaamamate smalammamavdos mdfosmamADORE MALMFIVIVIDPNLKNbisvbgusvb e torteerror de dodeeivsnhvm cutueucando re.emenrfartdndonreledmavaonljhv kjhav r e [Ra não terveiacau edbe que nabejbjb nekubapenm m anmasn a eonakns naoenwibibykm,anbs bw bswxzhan b aonvcabe comoruima de ukm poemam ASIHBGUGDUGCV bkgkxv nmasn ehsba eh mgs xnxbxnca aoranzancor domcom n vuibddekiviuviuvx s aiabixbdivbwicnoikn hjakihbohgsjvqkbxc,BB sxb nbjhvasdjva bkjhavs;k cjvalkshj ljhv ;lihv ,Mn ,khjn mnv,Mn / bljhchdjnm bnj svljb hvs anbs nkjbskdjv csbdk jvbsdk jskjvbk s,jmblodib s dkjsbv bsdk jskj k kj klsjd djhfv bahjd v,smnd sv,ksjdb ,SM bk,js S,JDKB SKDJB ALDSCB ASDN MSCB
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ps: ninguém terá paciencia de ler, e por isso, por mais público que isso seja, ele sempre será SOMENTE meu... Que assim seja. Amém...

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Um desvario de mil palavras

Em cada cadência desvairada dessas palavras, não é o dito que me faz ir além. Não tenho muito o que falar. Como dizem por aí, se não tens o que contar, se cale. Mas pra mim não é bem assim que funciona. Nem a necessidade de dizer coisas, nem a relevância das palavras ditas me fazem continuar por essas linhas. O ato, para mim, se resume no fazer, no simples fazer sem vez, sem revolta, sem altos e baixos. O ato deve ser justificável nele mesmo quando isso não implica outrens que não sejam este daqui. Não necessito sentimentos pra escrever palavras. Vazias, confesso, mas palavras são e bastam agora. Somente palavras. Um monte delas, um monte daquelas que já escrevi um dia, mas que secaram de um tanto, ou ao menos se especificaram um bocado tanto que se resguardaram medrosas dentro de um local mais inatingível que há muitos anos atrás. Caso isso me acontece, isso fato se faz. Fato concreto, sentido. O que sinto posso manipular, manipulo pensamentos, sensações, dizeres, e coisas avulsas, mas alguns fatos são concretos e, mesmo quando afastados com força, retornam teimosos. São danados os fatos afastados. Já disseram palavras sobre isso. Me lembro, mas não sito. Se sito, incito. Insisto, resisto e persisto mais os meus. Uns vários, outros muitos de quando em quando. Ondas diversas. Já passou épocas de desvarios juvenis, mas como fazê-los comportados, se desvarios os são. São como são e, por isso, assim batizados estão. Caso contrário chamariam dogmas, regras, planilhas, pílulas, cabides, acordes fixos, arranjos clássicos, semáforos, doenças, antidepressivos, internet, Orkut, MSN, e-mail, enfim, outros nomes teriam que não o sigma de desvario. Desvarios são para se terem por horas, em horas pontuais, pílulas de desvarios contidos apenas espacialmente. Aquieto-te aqui nesse sem sentido. Aquieta-te aqui, meu caro. Desvarai-vos neste sem sentido neste pedaço medíocre que vos dou. Terás a eternidade de te sentir próprio de si. Tu és dono dos teus dizeres. Eu não sou. De outros amigos sim, mas destes teus não. Estás vivido e condenado a ser o que te imponho. E te imponho a liberdade de possuir teus dizeres. Te crio no ato de criares a ti próprio. Vá. Faça como fores. Seja como fizeres. Queira como podes. Sinta como poucos. Sinta-se sintaxe pura, uma gramática de tempos verbais anômalos. Um desquasímodo de palavrões. És assim porque assim podes ser. Uma fórmula para não se ter fórmulas. Mesmo os disformes pertencem à categoria deles. Mesmo os errados e fugidios são cercados se si. Mesmo nós, temos nossas formas e estamos circunscritos em regras da física, nem que seja da física quântica. Espiritualismo careca de se saber excessivo. Quandos e quantos assim não foram e por isso pior se fizeram. Ao menos no de menos, se sente demais. Uma invenção descaracterística de normalidades. Há preços a serem de complacência. Aliás, é o que mais havemos de haver nesses tantos monumentos de coisificação de desejos. Assim o mundo se define. Uma eterna, mutável e absoluta coisificação de desejos. O mundo é pior que muitos por aí, mas não há nada melhor que coisificar e ajustar realizações. Não é sempre que se está por essas bandas. Já condenaram a coisificação das coisas e nem sabemos por onde começaram a fazê-las, nem o que de pior se chamaram deste entorno, mas, fato é que coisas sempre foram tornáveis, já que a existência é uma eterna permissão de sis. A repressão é apenas um adio, um ódio. Mas logo se fará coisa além e posto em terra posto que em terra deveria já estar. Transforma-te sem realizar!!! Não conseguirá. A mudança mundana impera. O transtorno transfôrmo é no absoluto do verbo de ligação. Trans-forma-ação. Muitas delas nos somos. Diversas. Desvairadas. Já nem sei, sou em demasia, mas pelo menos se vivo, convivo, e estejo. A existência é uma eterna permissão de sis. Morrerás de tanto não ser, se assim se fizer e quiser e puder fazer. O que posso não quero e nem o contrário disso. Haveríamos de detestar, mas, como sentimos e pensamos como aquilo que queremos ou não, não quero e por isso o contrário se faz. Sou negação, pois só assim construo a desconstrução que me faz melhor. Caminha-te para a luz e te fará cego. Caia na escuridão e poderás, pela falta de outras, imaginar as mais belas luzes que te guiarão por onde quiseres. O caminho sempre te será real se o mais profundo de ti assim crer. Assim é o desvario. Um acúmulo de dizeres que, como vejo, quanto mais se acumula, mas volumoso se fará quando assim permiti-se de ser. Coitado dos desvarios e dos seus feitores, não tão bem feitores assim. Mal feitores. Somos condenáveis por quem seja, mas principalmente por nós mesmos. Haveremos de condenados ser, já que não há alternativa melhor para enumerar. A lógica irracional deve ser limiar da cadencia degradativa do racional absurdo para poder ser minimamente novamente caminhável. E esse limiar razão – desrazão, não é feito de pequenos atos e atuações. Linha tênue e inexistente, por mais excludente, apesar do e, que a ordem inebria. Palavras são constelações quando pospostas. Propostas que nascem e acrescentam-se inevitavelmente num desenrolar casado. Se vão, em vão, mas vão por vãos, ainda sim, que cada um de nós nos propomos a abrir. Caso queiramos, caso assim se faça. Só se faz se se faz. Caso contrário não há de se fazer. Há palavras que não pedem permissão, mas nenhuma delas invade sem haver uma mínima porta. Olhos e olhares são como são e por eles, seres diversos em si, temos nós o nosso direito de barrar, prosseguir. Sempre há uma escolha mediana que seja. Uma variação de caminho. Um qualquer módulo. Uma qualquer qualquer. Os desvarios são tardes. Sempre tardes demais. Quase nunca se está dono do tempo. Nem eles, nem nós. Quando descobre-se que as palavras são armas mortais, daí já é tarde demasiada. Nove palavras me restam agora. Escassez de armas. Mil. Basta!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Poesia derradeira

Quando
Derramar
Me
Por
Inteiro
Estarei
Gota
a
Gotamente
Repleto de mim

terça-feira, 13 de maio de 2008

Fatos reais

Hoje sonhei que entrava numa jangada e partia para o mar. Nessa jangada estavam pessoas conhecidas na vida real. Sei o nome de algumas que já foram meus companheiros em diversas loucuras pela vida. Começamos a beber por farra e ficamos muito bêbados. Quando eu já estava inconsciente de bebida, o barco foi atropelado por uma lancha motorizada, rachou no meio e todos caímos no mar. Me lembro que naufraguei por horas e horas num mar escuro e perdido de todos que estavam comigo naquele barco. Tive diversos lapsos de consciência. Só a recobrei um pouco melhor quando estava numa outra festa em outro barco. Bebi novamente e perdi a consciência. Recobrei novamente quando estava flutuando no meu do mar, daí descobri que havia naufragado de novo. Isso aconteceu mais uma vez. Foram 3 naufrágios. Era um desvario completo. Eu rodava diversas vezes em torno do meu próprio eixo, não sabia o que fazer, nem queria fazer nada de concreto. Não queria recobrar a consciência definitiva pois tinha medo do sentiria. Estava tudo escuro e eu nem sabia para que direção estava a terra, por isso não podia nadar. Não via o dia há dias, pois sempre estava inconsciente durante as horas claras. Não me lembrava de ser resgatado. Apenas estava em festas, depois no meio do mar. Fiquei assim, nesse delírio por muito tempo. Quando estava louco dentro da água e no meio do mar, sentia medo, angustia e outros sentimentos que não me afetavam muito porque estava muito bêbado para pensar profundamente e senti-los como os deveria sentir. Era um misto de alívio e culpa por estar bêbado. A bebida era uma proteção. Foi quando uma pessoa que estava por lá (eu sei quem é, mas não vou dizer o nome), mas fora d’água, gritou meu nome. Eu olhei para uma direção, de repente fez-se dia e vi que eu estava perto de uma praia. As ondas estavam fortes, eram enormes, mas, por estar meio inconseqüente, fui nadando com força para ela e aproveitei o impulso de uma onda para me jogar na areia. No que cheguei na praia não estava mais bêbado. O esforço de nadar tinha me deixado sóbrio. Senti a areia e gostei. Era uma areia grossa e que podia ter me machucado com a queda de cima da onda, mas não machucou. No canto da praia havia uma tenda que se parecia com a de uma Rave futurista, só que estava escrito em letras bem grandes que lá havia internet. Fui na direção contrária por instinto. A praia era um misto da praia maior de Trindade com a praia Tartaruguinha de Búzios onde eu costumava mergulhar quando pequeno. Logo fui voluntariamente recobrando a consciência, saindo do sonho e acordando. Fiquei meio sonolento por alguns instantes sobre a cama até que ouvi um estrondo no banheiro de casa. Pensei que poderia ser o vizinho ligando o chuveiro, afinal já era 6 da manhã de hoje (ontem) e ele poderia estar tomando banho. Mas também pensei que poderia ser o encanamento que estava arrebentando e que logo a água inundaria minha casa. Esses pensamentos duraram uns 10 segundos e logo levantei com pressa. No que estava chegando no banheiro a água já estava saindo pelo corredor. Abri a porta, a água saia com muita força já que moro no quarto andar de um prédio com 13 pavimentos. Fechei o registro, mas nesse pouco tempo a água que havia saído era suficiente para inundar a kit net inteira. E inundou. Retirei do chão o pedal do meu teclado e coloquei o modem da internet sobre um prato. O resto poderia ter contato com a água. Voltei pra cama, ia limpar aquilo mais tarde e fiquei pensando em como o sonho estava ligado com aquilo que tinha acabado de me ocorrer. Sonhei que estava naufragando sem direção, estava constantemente bêbado. Uma voz conhecida me acordou, nadei com força para uma praia que me era familiar e querida. O esforço me tornou sóbrio. Chegando na praia me acordei na vida real porque quis, logo o cano de casa estourou, mas, como havia me acordado, pude conter a inundação e impedir que a água jorrasse sem parar e acabasse com a minha kit net. Olhei para o quarto e ele estava com uma fina lâmina d’água que poderia ter muitos centímetros a mais não fosse meu esforço, em sonho, para recobrar a terra firme, os pés no chão e a consciência em ambos os planos. Deixei de ser náufrago no mundo do inconsciente, sai do sonho quando estava em terra e isso me fez salvar minha casa, o meu castelo, de uma inundação. Parei de naufragar em sonhos e assim pude me salvar de um naufrágio na vida real. Intrigante, não?! Muito significativo o sonho e as pessoas envolvidas. Isso Freud explicaria e eu também. Mas, o como e o porquê de eu ter recobrado a consciência para evitar a tragédia na vida real ele não é capaz de explicar. Já eu, tenho minhas teorias...

domingo, 11 de maio de 2008

Poucas palavras...

Prefiro pensar no fim como definitivo
Pois assim me faço chorar mais uma vez
Um choro bom, sem delírios
Um choro certo, pois é necessário e saudável.
Não escrevo mais como antigamente
Talvez porque os sentimentos não perdurem o suficiente,
A razão toma conta da escrita e de tudo ao meu redor.
Ou quase tudo...
Digo quase, pois minhas memórias mais profundas são inatingíveis.
Elas ficam somente com elas mesmas
E não permito que sejam analisadas pelos meus olhos atuais.
Assim deve ser
Pois assim fomos
Estávamos inteiros
Livres
Imperfeitos, mas lindos...
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Todos nós!!!

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Do fim daquela noite...


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Há de se fazer com a vida o melhor com o que ela fez de nós.

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Sempre!!!

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Coisas que passam

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O próprio acirramento do capitalismo será responsável pelo enfraquecimento da mais-valia.
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quarta-feira, 7 de maio de 2008

Conclusões das horas de conversa

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Cativar e se deixar cativar por alguém compatível com voce é a maior prova de que se tem uma mínima saúde social/ mental...
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Somos profundos e essa profundidade traz a renovação e o interesse contínuos...
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sábado, 3 de maio de 2008

Jogo das placas

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Eu sei lá quando comecei a brincar com esse negócio, só sei que hoje em dia acabei inventando um monte de regras pra esse jogo e, resolvi passá-las pro papel, já que já estavam bem fixadas na minha cabeça há muito tempo.
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O esquema é o seguinte, quando se está no trânsito, repara-se nas placas dos carros e vai fazendo combinações de acordo com a soma dos números que estão nas placas vistas.
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A principal regra é a do número sete. Ele é o principal número a ser formado. Quando forma um sete, ele fica do lado esquerdo, quando formam dois, eles ficam no primeiro e terceiro lugar contando da esquerda pra direita. As unidades que não entram ficam colocadas nos dois outros lugares. Números maiores ficam na esquerda. Essa regra é geral e quebra a regra que diz que o sete deve ficar na esquerda. Após a formação de um oito, a regra de intercalar some, ou seja, deve-se formar 9988 ao invés de 9898.
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Tem mais regras como a de dar prioridade pros números ímpares menores que sete no caso da soma total ser oito, por exemplo. O cinco fica na segunda casa e o três na terceira por conta dessa regra.
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Outra regra é aquela que diz que formar setes é mais importante que achar setes prontos nas placas e, quanto mais variedade de números, melhor, por isso a placa mais valiosa é a 9865 que não contem setes, tem a soma para formar quatro deles, não repete nenhuma unidade e os números já estão posicionados em ordem decrescente da esquerda pra direita. Ou seja, perfeita pra jogar o jogo!!! rsssss
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A lista abaixo ilustra, caso a caso, todas as somas possíveis com os números das placas. No caso de duas combinações, elas estão colocadas em ordem de importância, ou seja, a que está antes do OU é mais importante, vale mais pontos e deve ser priorizada.
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Progressões decrescentes e crescentes são bem vindas, nessa ordem e, as letras, quanto mais iguais ou contendo alguma palavra como "ano", "nos", "viu", "uno", "fox", "tap" (rsss) melhor.
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O que mais me empolgou nesse jogo foi que sempre dava certo e as regras foram sendo formadas de maneira muito natural, eu nunca tive que parar pra pensar como organizar uma placa, a organização simplesmente era possível e satisfatória de alguma maneira.
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Ei-la...
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0- 0000
1- 0001
2- 0011
3- 0111
4- 0031 ou 1111
5- 0500
6- 0123 ou 0501
7- 7000
8- 0531 ou 7001
9- 7011
10- 7030 ou 7111
11- 7031
12- 7500
13- 7501
14- 7070
15- 7170
16- 7531 ou 7171
17- 7271
18- 7272
19- 7372
20- 7373
21- 7770
22- 7771
23- 7772
24- 7773
25- 7774
26- 7775
27- 7776
28- 7777 (Melhor placa para formar essa combinação é: 9865)
29- 8777
30- 9876 ou 8877 (o sete já está superado, por isso vale mais o decrescente)
31- 8887
32- 8888
33- 9888
34- 9988
35- 9998
36- 9999
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Curiosidade sobre as placas:
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As placas não são distribuídas conforme vai necessitando. Há uma regra já estipulada. Ela está ilustrada abaixo:
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Paraná - AAA 0001 a BEZ 9999
São Paulo - BFA 0001 a GKI 9999
Minas Gerais - GKJ 0001 a HOK 9999
Maranhão - HOL 0001 a HQE 9999
Mato Grosso do Sul - HQF 0001 a HTW 9999
Ceará - HTX 0001 a HZA 9999
Sergipe - HZB 0001 a IAP 9999
Rio Grande do Sul - IAQ 0001 a JDO 9999
Distrito Federal - JDP 0001 a JKR 9999
Bahia - JKS 0001 a JSZ 9999
Pará - JTA 0001 a JWE 9999
Amazonas - JWF 0001 a JXY 9999
Mato Grosso - JXZ 0001 a KAU 9999
Goiás - KAV 0001 a KFC 9999 - NFC 0001 a NGZ 9999
Pernambuco - KFD 0001 a KME 9999
Rio de Janeiro - KMF 0001 a LVE 9999
Piauí - LVF 0001 a LWQ 9999
Santa Catarina - LWR 0001 a MMM 9999
Paraíba - MMN 0001 a MOW 9999
Espírito Santo - MOX 0001 a MTZ 9999
Tocantins - MVL 0001 a MXG 9999
Alagoas - MUA 0001 a MVK 9999
Rio Grande do Norte - MXH 0001 a MZM 9999
Acre - MZN 0001 a NAG 9999
Roraima - NAH 0001 a NBA 9999
Rondônia - NBB 0001 a NEH 9999
Amapá - NEI 0001 a NFB 9999
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Casos reais:
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Estas placas aqui embaixo, se aplicássemos as regras do jogo, a primeira ficaria 7501 e a segunda ficaria 0531 ou 7001. Essa segunda é muito boa já que repete letras, não repete números e ainda está naturalmente em progressão crescente.

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Enfim, um jogo bem loko, mas que serve bem para passar o tempo.
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terça-feira, 29 de abril de 2008

Virada Cultural 2008

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A virada cultural do último final de semana foi muito legal. Ver o centro de São Paulo tomado por milhões de pessoas de todos os tipos, andando pra todos os lados, cantando, se expressando das mais diversas formas, enquanto acontecimentos artísticos brotavam em todos os cantos, foi o máximo. Eu adorei.
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Começamos a noite tentando entrar no show do Sá, Rodrix e Guarabira no Theatro Mvnicipal, mas não conseguimos. Então fomos ver Zé Ramalho no Palco São João à meia-noite, e vimos. Era muita gente. Muita mesmo. Em Admirável Gado Novo a massa cantou com força aquele conhecido refrão. Pois é!!! Depois demos umas voltas, tentamos de novo entrar no Theatro Mvnicipal, mas desistimos rápido. A fila era enorme. Vimos uns palcos de rock, uns de Blues e voltamos pro Palco São João pra ver Mutantes às 3 da manhã. Foi quando eu ouvi uns acordes e era a Technicolor. Emocionou-me pra caramba e, pra mim, aquele foi o primeiro grande momento da noite. Meu único objetivo concreto na Virada Cultural era ouvir aquela música. Depois de ouvida, eu já não tinha mais planos muito certos. Então fomos rodar, cada um pra um canto. Afinal, não é sempre que se pode ver shows de graça e andar com menos medo pelo centro de São Paulo.
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Rodamos e rodamos cantando marchinhas, sambas, maracatus, fazendo bagunça pelas ruas, bebendo cerveja e estando felizes. Que bom!!! Foi quando, depois de muito andar, cruzamos a Ipiranga com a São João e resolvemos, como é de praxe, cantar aquele música básica do Caetano Veloso, só que, dessa vez, pelo cruzamento estar fechado e tomado de gente, cantamos exatamente no meio dele e esse foi o segundo momento da noite. Emocionei-me novamente e ainda mais, afinal, cantar uma música que tem tantas verdades traduzidas, é algo maravilhoso.
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Rodamos mais e caímos no Vale do Anhangabaú onde estava acontecendo 24 horas de improvisos num palco onde músicos se revezavam sem parar. Aquilo era jazz e eu ouvi muito do bom jazz das 6 às 8 da manhã. Fenomenal. Nisso todos já haviam ido. Foi quando me dirige a um banheiro e um cara me perguntou se eu queria comprar um CPF. Eu perguntei sem entender: “Um CPF?!?!” Não acreditando que realmente era aquele a sigla que ele tinha falado e o cara, por incrível que pareça, me confirmou: “Sim, um CPF. Você não quer comprar?” Daí eu disse: “Não, eu já tenho o meu, muito obrigado”. E esse foi considerado o terceiro momento da noite, porque, afinal, não é sempre que você ouve Jazz de graça no Vale do Anhangabaú às 8 da manhã e ainda por cima vem um cara e tenta te vender um CPF. Surreal!!! Se contar ninguém acredita, mas, se escrever, a credibilidade aumenta. rsssss. Juro que havia comércio de CPF`s no Vale do Anhangabaú às 8 da manhã de domingo. Eu vi.
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Bom, sozinho, com a cabeça a mil e sem ninguém pra conversar, fiz aquilo que geralmente faço nessas horas: anotei no celular frases que me passavam pela cabeça.
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São elas:
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O ímpeto é um forte caminho pra loucura.
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O entendimento mais sublime da música não passa pelo racional. Talvez talvez nunca. Mas nunca talvez.
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O jazz é uma exacerbação da intelectualidade que inibe qualquer pensamento de maldade imediata.
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Aprendiz de malabares tem o pensamento do “deixa que caia”.
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Toda filosofia bem explicada é simplesmente humana.
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Apêndices
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I - Tecnicolor
Composição: (Arnaldo Baptista / Rita Lee / Sérgio Dias)
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Please don't you ever ask me things I wouldn't like to talk about
It's time to get in touch with things, we always used to dream about
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I'll take a train in technicolor
Come along be nice to me my girl
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Through the window,
The nice thing on earth will pass by
Moving slowly
Though the wide screen I'm gonna see me kissing you babe
In tecnicolor
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Oh ! What a nice film we would be, if only you could come with me
It's time to get in touch with things we only used to care about
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I'll take a train in technicolor
Come along be nice to me my girl
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Through the window,
The nice thing on earth will pass by
Moving slowly
Though the wide screen I'm gonna see me kissing you babe
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In tecnicolor
In tecnicolor
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II - Sampa
Composição: Caetano Veloso
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Alguma coisa acontece
No meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga
E a Avenida São João
É que quando eu cheguei por aqui
Eu nada entendi
Da dura poesia concreta
De tuas esquinas
Da deselegância discreta
De tuas meninas...
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Ainda não havia
Para mim Rita Lee
A tua mais completa tradução
Alguma coisa acontece
No meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga
E a Avenida São João...
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Quando eu te encarei
Frente a frente
Não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi
De mau gosto, mau gosto
É que Narciso acha feio
O que não é espelho
E a mente apavora o que ainda
Não é mesmo velho
Nada do que não era antes
Quando não somos mutantes...
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E foste um difícil começo
Afasto o que não conheço
E quem vende outro sonho
Feliz de cidade
Aprende depressa
A chamar-te de realidade
Porque és o avesso do avesso
Do avesso do avesso...
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Do povo oprimido nas filas
Nas vilas, favelas
Da força da grana que ergue
E destrói coisas belas
Da feia fumaça que sobe
Apagando as estrelas
Eu vejo surgir teus poetas
De campos e espaços
Tuas oficinas de florestas
Teus deuses da chuva...
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Panaméricas
De Áfricas utópicas
Túmulo do samba
Mais possível novo
Quilombo de Zumbi
E os novos baianos passeiam
Na tua garoa
E novos baianos te podem
Curtir numa boa...
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.
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III – CPF(p)
Cadastro das Pessoas Físicas presentes
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Caetano
Joyce
Edinho
Diego
Japonesa da pinga
Brandão
Daniela
Nara
Menina da ESPM
Pessoas de Passa 4
Desconhecido careca
Desconhecido japonês
Desconhecida baixinha
E muito outros que não me lembro direito, mas que passaram pela nossa roda.
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E enfim, fim da Virada Cultural...
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Masssss,
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Ano que vem tem mais e quero que mais pessoas estejam presentes.
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sexta-feira, 25 de abril de 2008

Conclusão de amanhã

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Eu era mais feliz quando comia mais devagar.
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sexta-feira, 18 de abril de 2008

De segunda a sexta

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Meu violão, seja bem vindo à minha casa!!!

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quinta-feira, 17 de abril de 2008

Eis

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Eis a pequenina lista de posts deste blog até o presente momento.
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ARQUIVOS DO BLOG
▼ 2008 (31)
▼ Abril (8)

Eis
Coralusp
“O arco de espuma que desfeito eu sou”
Silencia-te
Mais e mais frases
Um professor disse numa aula
Nem cais, nem barco
Coisas Novas
▼ Março (6)
Nietzsche
Três anos de “Início do Fim..............”
Falando bunitu
Eu no CIRCO DO SOL
Polemizaram covardemente
Ocasiões
▼ Fevereiro (10)
29 de fevereiro
Que bonito isso!!!
Postagem 369
Para jogar fora um papel
Falando bobagens
Postagem 366 - ano bissexto
Disse e concordo
Personagem fictício e amplo
Postagem 363 - Cãibra
Duas coisas sobre dois livros
▼ Janeiro (7)
Geral
Arthur Graciliano Schopenhauer Ramos - rsssss
Etc...
Ufa!!! (registro do Ufa)
Maquiavel disse mais ou menos assim...
No banho
Curiosidade & Post inaugural de 2008
▼ 2007 (156)
▼ Dezembro (10)
2008
Fim de ano
O ministério sem critério adverte:
"A minha barba estava DESTE tamanho"
Disseram
Texto para o Jornal da FFLCH
Frase
Entende essa frase?!?!
As cadências,
Ai, isso dói...
▼ Novembro (14)
As margens de novembro (leia vagaroso)
Nem cais, nem barco - (Guinga e Aldir Blanc)
CUIDADO, ALTA TENSÃO
Constatachismo
Constatação
TREKO
Achismo
MPB - Música de Primeira Beleza
Balanço do dia:
1
2
3
4
5
▼ Outubro (48)
6
Coisas
7
8
9
10
aguá dois ó
Algos ou P. M. S. P. A (Plural do Masculino Singul...
Quarta leva de 10 posts (frases/ outubro) X
Quarta leva de 10 posts (frases/ outubro) IX
Quarta leva de 10 posts (frases/ outubro) VIII
Quarta leva de 10 posts (frases/ outubro) VII
Quarta leva de 10 posts (frases/ outubro) VI
Quarta leva de 10 posts (frases/ outubro) V
Quarta leva de 10 posts (frases/ outubro) IV
Quarta leva de 10 posts (frases/ outubro) III
Quarta leva de 10 posts (frases/ outubro) II
Quarta leva de 10 posts (frases/ outubro) I
Terceira leva de 10 posts (frases) X
Terceira leva de 10 posts (frases) IX
Terceira leva de 10 posts (frases) VIII
Terceira leva de 10 posts (frases) VII
Terceira leva de 10 posts (frases) VI
Terceira leva de 10 posts (frases) V
Terceira leva de 10 posts (frases) IV
Terceira leva de 10 posts (frases) III
Terceira leva de 10 posts (frases) II
Terceira leva de 10 posts (frases) I
Segunda leva de 10 posts (outubro) X
Segunda leva de 10 posts (outubro) IX
Segunda leva de 10 posts (outubro) VIII
Segunda leva de 10 posts (outubro) VII
Segunda leva de 10 posts (outubro) VI
Segunda leva de 10 posts (outubro) V
Segunda leva de 10 posts (outubro) IV
Segunda leva de 10 posts (outubro) III
Segunda leva de 10 posts (outubro) II
Segunda leva de 10 posts (outubro) I
Posts para comemorar outubro - A arte de atribuir ...
A arte de atribuir palavras à outra VII
A arte de atribuir palavras à outra VI
A arte de atribuir palavras à outra V
A arte de atribuir palavras à outra IV
A arte de atribuir palavras à outra III
A arte de atribuir palavras à outra II
A arte de atribuir palavras à outra
Co(m)²edição
Visto
▼ Setembro (11)
Postagem 282 - Saudades de mim
30 minutos na aula da Marilena Chauí (anotações e ...
Sábado bom
Dito por dizer
Manuelzão e Miguilim, enfim... (No Mutum e na Sama...
Últimas estórias
Háááááááááááááááááá
Semente de construção dramática
Uma folha de Word contando com o título (TNR 12, e...
_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_
Não sei
▼ Agosto (11)
Entrevista
Sim
O CIRCO MÍSTICO - Edu Lobo/ Chico Buarque
Cláusula emoldurada (casulo na moldura)
Auguras do pensamento
Sobre todas as coisas
Chorável, chorei
Não somos qualqueres
Segundo o calendário Maia (por Manu)
as razões e as emoções
Uma bosta
▼ Julho (6)
Outro exercício: Cansativo
Um exercício: Incongruzência em lista
Boa noite
ÚLTIMO ENCONTRO
Poeminha instantâneo
Festival de música de Itanhandu 2007
▼ Junho (8)
domingo bom domingo
{ando sucinto [se sinto (ando)]}
Confinamento na madrugada
Sabe lá, né!!!
Postagem 250 - A evolução das espécies
Gama de naipes de pensamento
"""O caso de Pedro e Maria"""
Ganhei um presente lindo
▼ Maio (7)
Texto pro Jornal do C.A...
Mosqueteiros
Intenção
Segundo Domingo de Maio
Dicionário doido
Para quem acha que eu não tô escrevendo ultimament...
Oração da minha formatura (uma verdade)
▼ Abril (9)
Indecisão
Diário do Domingo - 16/4/2007
Escravidão voluntária
Começo da despedida do 10320057
Postagem de poesia já pronta
Páscoa 2007
A vós, meus avós!!!
Um poste à toa... (SWOT - TV Cultura)
Comprovação mais surpreendente de dias atrás
▼ Março (27)
Capítulo 1... (enfim continuação)
A "conclusão" mais sã de hoje e sem etc
2 mineiros (um pelo outro)
20. ATENÇÃO, NÃO PONHA-SE MAIS DE PONTA CABEÇA
19. ATENÇÃO, NÃO PONHA-SE MAIS DE PONTA CABEÇA
18. ATENÇÃO, SE QUISER, PONHA-SE DE PONTA CABEÇA
17. ATENÇÃO, PONHA-SE DE PONTA CABEÇA
16. ATENÇÃO, PONHA-SE DE PONTA CABEÇA
15. ATENÇÃO, PONHA-SE DE PONTA CABEÇA
14. ATENÇÃO, PONHA-SE DE PONTA CABEÇA
13. ATENÇÃO, PONHA-SE DE PONTA CABEÇA
12. ATENÇÃO, PONHA-SE DE PONTA CABEÇA
11. ATENÇÃO, PONHA-SE DE PONTA CABEÇA
10. ATENÇÃO, PONHA-SE DE PONTA CABEÇA
9. ATENÇÃO, PONHA-SE DE PONTA CABEÇA
8. ATENÇÃO, PONHA-SE DE PONTA CABEÇA
7. ATENÇÃO, PONHA-SE DE PONTA CABEÇA
6. ATENÇÃO, PONHA-SE DE PONTA CABEÇA
5. ATENÇÃO, PONHA-SE DE PONTA CABEÇA
4. ATENÇÃO, PONHA-SE DE PONTA CABEÇA
3. ATENÇÃO, PONHA-SE DE PONTA CABEÇA
2. ATENÇÃO, PONHA-SE DE PONTA CABEÇA
1. ATENÇÃO, PONHA-SE DE PONTA CABEÇA
Dossiê MTV (vale a pena ler)
A "conclusão" mais loka de hoje e etc
Poema MCCCLXIV
dI-gestão-Id (i de identificação)
▼ Fevereiro (3)
Segunda leitura
:-o ------- (-:
Músicas cantadas a ca (postagem 200)
▼ Janeiro (2)
POSTAGEM 199
Benita Carneiro e eu - xik demais - rsssss
▼ 2006 (133)
▼ Dezembro (7)
Desenlace cárcere
Nosso mar
Alfabetização solidária - Inclusão digital
tuiuiu
Homenagem aos meninos Jesus do mundo
Benção às avessas
DÓ, RÉ, MI, FÁ, SOL, LÁ, SI, DÓ, DÓ, SI, LÁ, SOL, ...
▼ Novembro (12)
Postagem 190
Pasárgada
Oração para a reconquista da sanidade
O mundo
POSTAGEM 186
Que tal arriscar um poema agora? Quase 6 da tarde!...
Poema cíclico-finito
Uma postagem importante...
Diário de Bugrinha (Excertos)
O Livro sobre Nada - Manoel de Barros
Seis de novembro
PaRa CoLo-RiR
▼ Outubro (8)
leiam se puderem...
um presente...
Sou ateu, graças a deus!!! - rssss
...!!!!!!! Alguém ainda sonhamos ?????...
2 páginas em times new roman – 12 ///// 90 linhas....
polemizando covardemente
Olha, Maria (Jobim, Moraes e Buarque)
Boas palavras
▼ Setembro (9)
República Federativa do Brasil
Palíndromos meus...
DO CONCURSO QUE NÃO GANHEI - VI
DO CONCURSO QUE NÃO GANHEI - V
DO CONCURSO QUE NÃO GANHEI - IV
DO CONCURSO QUE NÃO GANHEI - III
DO CONCURSO QUE NÃO GANHEI - II
DO CONCURSO QUE NÃO GANHEI
Fotinha pop (é nóis na night)
▼ Agosto (12)
um ano pela frente (paradigma em graduação)
Lei o poema com uma música boa de fundo...
FOTOS II - narcóticas reentranças da mente - rssss...
TÚNEL DO TEMPO
Por você (16/8/2006 - 21:57 - ESPM)
Frases soltas
cavalgadura já aos montes - rssss (coitado!!!)
Vitrines
cavalgadura aos montes capilares
postagem 151 - mais q 1 boa idéia
SYD BARRET SE FOI
piadinha válida (pelo menos)
▼ Julho (15)
Gilberto Gil
Recordes da natureza
Pros meus tempos da Panair
Acalanto
Cores
Ciranda pequenina - rssss
cupido miope
resquício do início da CASA
galeria pessoal (uma galera - rssss)
nordeste independente
post feito há dias
vigésimoprimeirofestivaldemúsicadeitanhandu
escrever é um exercício (para os punhos e dedos - ...
caderno novo
all cool lego - (álcool/ego)
▼ Junho (12)
Sinceramente falando
maria ainda que madalena em gesso
domingo aquoso
Não sei quantas almas tenho - Fernando Pessoa
fotinha di boa - rsssss
Exercício (Zepelim)
Geni
TERRERO
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Terceira postagem de hoje
Segunda postagem de hoje
Ecoagenda
▼ Maio (9)
Bom final de semana
Bom final de semana
caras e bocas
Bom final de semana
Duas delas de mais de danadas (dois)
Pra encerrar + um ciclo
Um ex-post do presente...
Rsssss.,.,., (post pra postar um post)
Enquête, loooonga enquête.,.,.,.,
▼ Abril (11)
Ex - céu (excel)
Do medíocre ao pessoal
Exercite a paciência
qwertyuiopasdfghjklçzxcvbnm
Páscoa
segunda de hoje
nos limiares do excel (terras dos com-fins)
What do you have in your mind??? - Nothing
Palhaço merrrmão......
Posts em Série
Desjejum II
▼ Março (20)
Desjejum
Centésima postagem (nada de mais)
Dicionário Brasileiro de Prazos...
Fechando o Verão.,.,.,.,
Coisas dos outros X
Coisas dos outros IX
Coisas dos outros VIII
Coisas dos outros VII
Coisas dos outros VI
Coisas dos outros V
Coisas dos outros IV
Coisas dos outros III
Coisas dos outros II
Coisas dos outros
Interessante mesmo.,.,.,
Alberto Caieiro – O Guardador de Rebanhos
Testamento (Manuel Bandeira)
Querido Blog
Frase do dia
0123456789876543210
▼ Fevereiro (6)
:-D___:-O___:-x___8~#___3:-$___:-z
Peixe em banho-maria...
Vejo tua imagem refletida num misto de azuis anis ...
A maior mulher do mundo, era uma grande mulher...
Oh ! Santa Helena
Só pra postar...
▼ Janeiro (12)
Inconstitucionalicimamente
Algumas.,.,.,
Print Screen SysRq
cAsAs
De cá pra lá
Só pra ficar de boa...(Yn - Yang)
Permutação
POESIA CROMÁTICA
Que Beleza!!!
Tchák - Tchák.,.,.,., rsssss
Vai dizer que é mentira!!!!!!
Desacostumes, Rapazzzzz...
▼ 2005 (63)
▼ Dezembro (7)

Sexagesimaterceirapostagem...
Filhos Teus... (Preconceito)
Criança...
Homenagem...
O MAIOR DOS SERTÕES
Duas Delas D+ De DanaDas.,.,.,.,.,
▼ Novembro (9)
Sonho...........
Pensamento de Montanha....
Baía dos Tigres... (2002 - 2005)
É, né!!??...;;:://$$##%%**++--@@
Queda Livre........
A História e seu Amor.,.,.,.,.,.,.,
Carrossel de Wagner.......
Evangelho segundo Maria Madalena
MANDRAKE
▼ Outubro (5)
O elefante caiu na lama...
O elefante caiu na lama II...
Capítulo 1...
Ixtorinha da Madre Cah Roxinha...
Tô sem paciência mermão.........
▼ Setembro (9)
Mais uma daquelas...
Músicas e Vidas...Parte I
Músicas e Vidas... Parte II
Músicas e Vidas...Parte III
Músicas e Vidas...Parte IV
Músicas e Vidas...Parte V
Músicas e Vidas...Parte VI
O que há... (coisa pouca)
Poesias frutos de nossas prosas... (CSO-5C)
▼ Agosto (4)
Metades de mim (devem ser mais de 2)
Só eu e só...........
Macabéia.........
TODAS AS CORES DO MUNDO (30)
▼ Julho (4)
Comparações Dúbias........
Acho uns negócios...
Fluxo-Zinho-de-Nada
Sabe?!...
▼ Junho (5)
Um teste.........
Sentido Nenhum II.................
Vai chegando, foi saindo.........
Era uma vez um palhaço.....
Parentescos
▼ Maio (5)
Na falta de tu vai tu........
Aos meus pais..............
Viagem ao Infinito
Quer mais um golinho?!...........
Uns escritos...........
▼ Abril (8)
Tudo e Todos............
Sentido Nenhum!?...........
Cegos do Castelo...........
Bom dia Dia................
A Riqueza de quem pensa...
Um Post qualquer...
(Eu)Biose.........
Boa noite Dia...........
▼ Março (7)
Meu Ouro Preto..............
A Sombra é Matéria......
Masquando!!!!! (Macondo – 100 anos de solidão)
O Nome da Rosa............
Terezinha deu um peido e quebrou a lâmpada...
Gramática dos Dias nossos...
Início do Fim..............

Coralusp

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“Ecco mormorar l`onde e tremorar le fronde a l`aura matutina a gl`arbor selli”.
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É que vou morar longe e tremular no fronte da Laura Matutina em larga série.
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quarta-feira, 16 de abril de 2008

“O arco de espuma que desfeito eu sou”

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No desespero do que é de chão, está o indefinível de si. Um vazio de significâncias no calar-se do incógnito. A abundância do nada que se desfaz em rastro de vestígio vertiginoso. Um traço de lapsos desconexos conjuntivos no amplo sem mais nem menos. O arco de desvarios registrado na areia da praia de nunca mais. A próxima onda já não é mais aquela. Uma onda só se faz uma vez e começa a se desfazer no impulso do emergir volátil. Registra o etéreo no olhar e não mais se presencia. Réstia de ânimos que sulcados aconchegam-se do subterrâneo e, em si, em vão. Vão ao escoado longínquo do que é de água. Não pode mais estar nem ser. Apenas em memória fixa morada sem horas e assim menospreza sua realidade tornando-se vigente ou imperativa noutro plano. Já de início sabia do entorno e, talvez por isso, tão vorazmente se desfizera jogando a longitude incorporada naquele escoar sem voz. O ruído é o que denuncia a chegada, a partida, a estada que nem se sabe se chegou a haver. Jaz lá longe, mas aqui perdura incrustada no rochedo que, não se tendo, não pode moldar. A dúvida de que se existiu é a única permanência junto à possibilidade de ter sonhado. Não é sabido, talvez vivido ou, por fim, realizado. Preferível quedar o anonimato do coletivamente e assim acreditar no arco de espuma que quando perfeito não era, mas, quando desfeito, eu fui.
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terça-feira, 15 de abril de 2008

Silencia-te

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Agora todo pensamento será renegado
Todo dizer será silenciado na cadência do não pensar
Um diminutivo de palavras
Uma negação de vontades
Um silêncio que deve perdurar até que assim seja
Pois assim não deve ser
E assim será
Posto que a chama arde demais
Um caldeirão volúvel de complemento inóspito
Uma cadeia sem grades de feros, mas de almas
De querência quimera
Uma não solução sem fim
Erros e mais o seus
Agora todo pensamento se faz aqui
Negado posto que é verso
Não mais soslaio,
Mas inteiro na parte minguante do nunca
Pra poder se dormitar da hora que o mais não vale
No menos demais em mim
Outra hora sim
Mas agora não
Então,
Silencia-te, enfim
Pois já te disseste por inteiro
No pedaço percalço de reticências
Oh Querubim,
Querubinha-te constantemente
Sempre que não necessariamente
Ainda que agora todo pensamento fora estado
Num deposto de ti
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Silencia-te
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segunda-feira, 14 de abril de 2008

Mais e mais frases

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O esforço de notar a profunda e simples superfície da realidade e nada além deste imenso labirinto.
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A inteligência é um meta-raciocínio.
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As ciências humanas seriam ciências exatas frustradas?
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O homem se faz convincente quando mostra suas faces impensadas.
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Qual o pensamento que ninguém nunca teve? Por que o soluço vem na hora do beijo?
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Cheiro de xixi velho é potencializado por cheiro de máquina de lavar roupa nova.
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Desculpem as somente belas, mas bom humor também é fundamental.
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A consideração deve vir antes da moral.
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A loucura é uma profunda razão individual.
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Quero que te doa aquilo que te permites doer.
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Há dois níveis de pensamentos racionais: o pensado e o dizível.
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Corcunda é quando a cabeça vai antes do corpo.
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A humildade pode ser fruto da fraqueza?
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Pensamentos. Tê-los ou não tê-los? Mas se não tê-los, como sabê-los?
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quinta-feira, 10 de abril de 2008

Um professor disse numa aula

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“O que tem a ver Chico Bento com a Física Quântica? E eu vos respondo: TUDO!!! Tem tudo a ver.”
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terça-feira, 8 de abril de 2008

Nem cais, nem barco

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O misticismo dos santos ou o prazer dionisíaco?
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Não se sabem nenhum, mas lembre-se que, antes do fim, ainda sempre te restará o desato de esperança no ato de se (e)levar em sonhos. A bruma...
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quarta-feira, 2 de abril de 2008

Coisas Novas

Coisas novas deste Blog, sejam bem vindas!!!
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quarta-feira, 26 de março de 2008

Nietzsche

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Nietzsche é foda e ele já sabia disso e de muitas outras coisas antes de nós.
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terça-feira, 18 de março de 2008

Três anos de “Início do Fim..............”

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Hoje meu blog faz 3 anos de existência na realidade virtual. São 376 posts junto com esse que estão lendo agora. Em geral gosto muito deste canto. Ele é o “canto em que a hora e a vez do canto se fez”. Às vezes o canto se faz em outras horas e cantos, mas, ultimamente, este daqui vem sendo o principal canto dos cantos. Não me arrependo de ter escrito nenhum desses tantos escritos e derivados semânticos que aqui estão, até porque, se me arrependesse já teria tirado. Tenho um carinho a mais por alguns deles, não desgosto de nenhum e lembro de todos conforme vou lendo. Já fiz esse teste há alguns meses.
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Há dois anos atrás, no aniversário de 1 ano, fiz 10 posts para comemorar a data e, não sei porquê, publiquei com um dia de antecedência. Ano passado fiz uma super comemoração com 20 posts que eram 20 imagens com umas brincadeiras com os arcanos da humanidade madura. Mas tinha um detalhe, as imagens estavam, em sua maioria, de ponta cabeça. Fala sério.
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Seguindo essa tendência, este ano deveriam ser 30 posts para comemorar, mas não. Este ano, faço apenas uma comemoração pequena, afinal, estudos mostraram que, cada ano de blog equivale a 7 anos do ser humano, mais ou menos como no caso dos cachorros. Comemorar 7 anos, tudo bem. Comemorar 14 anos, já foi algo que exigia certa ousadia e juventude, daí as imagens estarem de ponta cabeça, mas agora, a comemoração dos 21 anos, precisa ser algo mais contido, não é senhor Iceberg – aquilo que pode emergir.
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O blog continua em sua fase azul, no elemento água, mas não mais uma água de enxurrada, afinal, 21 anos, maioridade absoluta, né!!! Agora essa água representa as águas de um Aquarius e a serenidade desta era que se avizinha. To brincando, não há tantos simbolismos aqui, não... Deixo isso para os que se habilitarem.
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Fato é que, essa página faz anos e é mais velha que muita gente por aí. Manter um blog por esse tempo, numa média de mais ou menos 10 e meio posts por mês, não é fácil não. Isso pode ser sinônimo de força de vontade ou ócio, mas prefiro pensar na confluência dos dois para conseguir ser assertivo.
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Uns parabéns para este Blog. Desejo para ele e para mim que a Google ou outros fatores me permitam mantê-lo pelo resto de minha vida.
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Vamos cantar, desta vez, com cifras:
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........G.............D7
Parabéns pra você
..........C.......D.G
Nesta data querida
............G7....C
Muitas felicidades
............G.....D7..G
Muitos anos de vida
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........G.............D7
Parabéns pra você
..........C.......D.G
Nesta data querida
............G7....C
Muitas felicidades
............G.....D7..G
Muitos anos de vida
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p.s: esses pontinhos são pra deixar as cifras nos lugares certos já que o Blogspot está tirando tudo do lugar quando eu coloco pra visualizar a postagem.
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quarta-feira, 12 de março de 2008

Falando bunitu

Este resumo não está disponível. Clique aqui para ver a postagem.

terça-feira, 11 de março de 2008

Eu no CIRCO DO SOL

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E lá fomos nós pro Circo do Sol. Era um parque grande e lindo, numa noite linda. Ventava gostoso e estava fresco o ar. Eu adoro vento. Logo desci e vi de longe uma estrutura azul muito alta. Fiz questão de sentir-me pequeno para de novo sentir-me inocente ou o que poderia restar daquilo. Fui me aproximando como se chegasse perto de uma nave. Adaptei-me voluntariamente à magia. Havia bandeiras das mais diversas nações do mundo circundando pelo alto o monte azul que cutucava a noite. Elas tremulavam muito. Eram lindas. Luzes fortes rasgavam o céu e eu fui, bem pequeno, chegando perto e vivendo enfim aquele sonho de estar lá. Fazia questão de não pensar, pois se pensasse choraria, por isso fiquei apenas andando e olhando. Aquela coisa que era tão distante, mas que agora estava ali. Sempre tive vontade de ver. Repeti várias vezes: “Meu Deus, eu não acredito!!!”, mas aquilo era. As coisas às vezes são e nos é difícil de considerar. Aquilo era e pronto. Compramos pipoca, cachorro-quente, refrigerante e adentramos, enfim, a nave azul, o circo do sol no meio da noite do parque grande e lindo.
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Sentei, olhei. Um nó eterno latejava, como agora, em minha garganta.
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Pessoas diversas ainda andavam para seus mundos dali quando homens quasímodos começaram a rondar vagarosamente o fundo do altar pagão. Cordas deixavam-se curvas num céu restrito naquele tempo daquele templo. As pessoas se ajeitavam. Eu olhava e sentia o nó. Construí ali, uma profunda inocência e aquilo me fazia muito bem. Os seres continuavam a caminhar pacientemente mancando pelos cantos do espaço do picadeiro e aos poucos o silêncio foi se fazendo.
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De repente o velho homem quasímodo grita: ALEGRIA. As pessoas reagem de algumas maneiras inesperadas. E outra vez ele proclama: ALEGRIA e algumas pessoas respondem: Alegria.
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Então, ele insiste com força chamando todos e solta do fundo um grito de: ALEGRIA e nós enfim respondemos num grande coro: ALEGRIAAAAAAAAAAAAAAA.
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Nesse momento todo o ambiente é envolvido por música, muita música e dá-se início ao espetáculo. Seres começam a sair voando, rodopiando, viram de ponta cabeça, saltam das alturas, caem de volta, palhaços correm, dançam por entre nós, vozes cantam lindamente, batuques soam, luzes mudam, fogos queimam, aplausos diversos e constantes, muita música que me leva numa entrega absurda e sou sugado pra dentro daquele mundo.
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Penso na vida daqueles artistas que rodam a Terra levando a arte. Penso na disciplina, na entrega, no humano que existe atrás daquilo. Pessoas de diversas partes do planeta compondo algo único. As mensagens são transmitidas sem o uso da palavra. Todos se entendem. Adultos riem de simplicidades, brincadeiras à toa feitas pelos personagens. O salto da criança nos braços do ar nos tira o ar. Todos aplaudem, vibram. E eu, envolto daquele encanto, penso sobre coisas nossas. Uma pitada de maravilha plena!!!
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Após o trapézio, a música tema começou e era sabido que chegara a hora daquilo se acabar. Os artistas começaram a se despedir de nós. Nós levantamos, aplaudimos de pé, gritamos. Eu não cabia mais em mim. Eu queria saltar, sair voando. Sabia que aquela era a hora de desfazer o nó, pois eu tinha me prometido que naquela música a lágrima viria e assim foi. Há muito tempo queria viver aquele momento de ouvir essa música dentro daquele espetáculo e quando fiquei sabendo que viriam ao Brasil, eu tive certeza de que eu iria ver. Sonhava com isso desde que eu tinha pelo menos metade da idade que tenho hoje. Eu acho...
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CARALHO!!! Foi maravilhoso... Muita gente gritava extasiada, assoviava.
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E eu na nave azul feito pequeno pra poder me fazer maior.
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Era o circo musical do sol no meio da noite de ventos num parque grande e lindo, com luzes que cortavam o céu cutucado pela lança rodeada de bandeiras do mundo que dançavam intensamente tocadas pelo ar que ali nos visitava.
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Após as despedidas, dançamos todos juntos aquela música, eles e nós. Parecia um sei lá o que. Findou-se a melodia. Um aplauso especial para os músicos, claro. Rsssss. Eles se foram e nós ainda ficamos por mais alguns instantes imóveis, isso foi claramente visível. Aquela massa de pessoas paradas, anestesiadas. Muitos choravam, outros riam absurdamente.
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Éramos nós ali, no fim daquilo, no resto do sentido e a minha tão bela nave azul pousava devagar. Bem devagar pra não acordar de repente.
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Saí quieto, pouca gente falava.
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Olhei pela última vez a minha nave azul, virei e disse: “Acho melhor a gente correr senão a gente não consegue pegar o ônibus e táxi daqui lá em casa é muito caro”.
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FIM...
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Ouvindo: Alegria – Cirque du Soleil
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quinta-feira, 6 de março de 2008

Polemizaram covardemente

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Alguém disse neste blog em resposta ao post sobre os livros do Graciliano Ramos:
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“E isso não acontece com você? Pensar o que nem sempre consegue dizer? E os mudos, não pensam? Argumento fraco”.
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Digo eu em resposta ao comentário anônimo feito no post sobre os livros do Graciliano Ramos:
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Sim, isso acontece comigo. Às vezes penso em coisas que não consigo expressar, inclusive já coloquei posts aqui falando sobre isso.
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E sim, os mudos pensam, pois eles ouvem as palavras e por isso elas estão nas cabeças deles. Já o pensamento do surdo, creio eu que deva ficar um pouco prejudicado caso ele não aprenda as palavras por outros meios, como a escrita, por exemplo. Não falar ou ouvir não impede de pensar, mas, não conhecer palavras, pode prejudicar bastante o pensamento.
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Enfim, dando uma geral: Uma coisa é o surdo/ mudo pensar ou eu não conseguir expressar o que penso. Estou de acordo com as suas perguntas afirmativas e nunca disse coisas contrárias a elas.
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Agora, outra coisa bem diferente são personagens de um livro que pensam sobre os filhos, a lavoura, a seca e outros elementos do cotidiano deles não conseguirem sequer expressar coisas básicas. Por mais fome que uma pessoa sinta, ela ainda é capaz de pelo menos dizer: “Que fome!!!” Nem isso os personagens falavam.
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O contra argumento da Gisele, mesmo eu não concordando, ainda foi melhor que o seu, por ligar, de uma forma meio sutil, a secura externa à secura interna e assim tentar sustentar um possível motivo para que os seres vivos daquele livro não chegassem nem a dizer: “Que fome!!!”
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Eu acho que um livro deve convencer ou, em outras palavras, o livro deve envolver. Na verdade o convencimento, pra mim, vem antes do envolvimento. É condição necessária, mas não suficiente e, por causa desse detalhe primeiro, não me convenceu, não me envolveu e eu não gostei.
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Acho que o grande ponto é a diferença entre “não conseguir expressar pensamentos de uma divagação”, que vão além dos usados no cotidiano e, “não conseguir expressar frases básicas” que estão no mesmo nível do pensamento mínimo de qualquer pessoa minimamente normal.
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Bom, e você, qual é o seu nome??? Você já leu o livro??? Quer dizer alguma outra coisa??? Pode dizer, eu adoro. Não estou bravo, mas também não poderia deixar de responder provocativamente a provocação.
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Enfim, contra argumento fraco, ainda mais por estar sem assinatura.
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P.s: os personagens do livro não são mudos e alguns também não têm nomes como, por exemplo, os filhos do casal. Aliás, você é um deles???
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Ocasiões

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Terça-feira estava saindo pela catraca do metrô da Sé no exato momento em que começou a tocar os sinos da Catedral. Era seis horas da tarde. Eu estava no meio de um bando de paulistanos correndo pra todos os lados, feito humanos no coração de uma selva. Me senti um deles e, quer saber de uma coisa, não foi tão ruim assim...
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Ontem eu saia da própria catedral na hora em que começou a tocar os sinos. Passei em frente ao marco zero e lembrei daquele dia em que amanheci na mesma praça com várias pessoas e, em volta do marco zero, todos cantamos Sampa desafinados e bêbados. Uma maravilha!!!
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sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

29 de fevereiro

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O primeiro vinte e nove de fevereiro a gente nunca esquece, né?!?! Eu não tenho nem três anos de idade e estou adorando viver o meu PRIMEIRO VINTE E NOVE DE FEVEREIRO.
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Por isso, como o Wagner está meio com preguiça de postar coisas aqui, eu resolvi, por mim mesmo, colocar umas palavras para demonstrar minha alegria. Acho que será inesquecível. Vou me lembrar por muito tempo deste primeiro 29 de fevereiro. Um ano bissexto, de marte. Coisas cabalísticas. Eu não gosto desses assuntos como meu dono, sabe?!? Ele é mais envolvido nesses assuntos. Eu já sou mais cético, mas nem por isso fico alheio a essas coisas.
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Bom, empolguei um pouco!!!
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Vou aproveitar esse momento pra fazer um desabafo. Eu não gosto desse nome que o Wagner me colocou dessa vez. Eu preferia cavalgadura aos montes. Até viajantes do infinito era mais legal que “iceberg – aquilo que pode emergir”. Que bobagem é essa de “o que pode emergir”?!? Que falta de gosto botar um nome meio americanizado em mim e ainda por cima um título com um pós-título. Esse pós-título me parece um comentariozinho sobre a idéia que ele teve. Umas aspas abertas com o intuito de esclarecer a sua super idéia. ÓÓÓÓ, como eu sou bom!!! Akakaka. Espero que ele não delete isso. Se ele deletar, eu vou entrar em crise e vou mudar a minha senha-dele. Akakaka. Blogs também podem ser maus.
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Bom, enfim, não gostava disso há muito tempo e precisava desabafar, afinal de contas, não é todo dia que o Wagner se descuida e eu tenho a oportunidade de falar diretamente com os esporádicos leitores de mim.
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Pois vocês podem não saber, mas, ao contrário do Wagner, eu sei a quantidade exata de pessoas que me acessam. Vocês estão pensando o que?!?! Eu sou levado até todos os computadores que me chamam, por isso eu sei quantas e quais pessoas me lêem. Enquanto vocês me olham, eu também estou olhando vocês.
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Aliás, olá, como vai você??? Volte sempre por aqui, viu...
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Enfim, bom finalzinho de vinte e nove de fevereiro pra você...
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Abraços.
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Assinado: O que queria ser “Cavalgadura aos Montes”
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domingo, 17 de fevereiro de 2008

Que bonito isso!!!

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"A leitura faz o homem completo. A conversação torna-o ágil. E o escrever leva-o a ser preciso."

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Francis Bacon

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Postagem 369

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Eu prometi pra mim que quando chegasse na tricentésima sexagésima quinta postagem deste blog eu iria fazer uma média entre postagens e dias pra saber com que freqüência eu posto coisas aqui. Então, aí estão os cálculos com números arredondados:
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Foram 1058 dias de blog e 365 postagens de 18/3/2005 até 09/02/2008.
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Com isso temos:
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+ ou - 0,35 post por dia
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ou
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mais de um post a cada 3 dias.
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É claro que isso é só uma média, porque, por exemplo, pegando extremos, no mês de janeiro de 2007 eu escrevi somente duas vezes, enquanto que, em outubro desse mesmo ano, foram publicados 48 posts.
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É isso. Está cumprida a promessa.
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Para jogar fora um papel

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Estou jogando fora alguns papéis aqui em casa e não queria perder esses escritos que estavam num deles. Por isso vou colocá-los aqui. Achei o primeiro mal argumentado, o segundo eu acho que as conclusões estão falhas ou até erradas e o terceiro é o que mais me agrada. Será que é porquê foi o último que escrevi há dias atrás??? Rssss. Eita mudança regada de loucura que não acaba nunca...
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Primeiro - Maquia (velando)
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O amor é uma retidão. Ousaram considerar o amor como o sentimento perfeito, por não haver maldades, cobiças e invejas diretamente atreladas a ele. O amor não é, senão, a mais profunda enganação a qual o homem pode se sujeitar. O amor é energia individual e, como energia individual, ele não passa de algo relativo, resquício e fundamentalmente limitado no indivíduo e limitante do indivíduo. O amor é uma máscara que se orgulham de usar. Ele embeleza a realidade e distancia o indivíduo de ações efetivas. O amor poda o direito que o próximo tem de debater e com isso se debater e fortalecer-se. A realidade se aproxima com a vinda do intruso, mas nunca poderemos tocá-la. O amor distancia a realidade. O amor é egoísta, pois tem como uma de suas principais conseqüências, o bem-estar do indivíduo que o sente, ou conseguiu se enganar a ponto de crer profundamente que o sente. O amor é egoísta, pois poda os outros do atrito, das palavras imediatistas e por isso as mais condizentes com a situação em muitos casos. O amor universal é uma tentativa dos humanos de anular as naturalidades de “estar ser-humano”, o que mostra um repúdio em relação a um estado que deveria ser visto como um presente, uma chance de gozar das angústias e delícias de possuir uma morada física. 6/12/2007 – 19:30 – FFLCH
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Segundo
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Será que eu consigo me envolver numa mudança tão grande a ponto de me mudar realmente em pontos que estão enraizados no menos melhor de mim? Tudo é questão de convencer-se. Convencer-se a ponto de não restar um “porém” que se escape em manifestação física. Não me importo com fluxo do meu pensamento desde que ele não modifique meu linguajar físico. No momento não consigo.
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Terceiro
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Às vezes pensamos e entendemos coisas sem que esse entendimento se configure em nossas mentes através de palavras. É apenas uma sensação, um vislumbramento intenso do sentido sem, no entanto, ser uma visão nítida e já pronta para ser oralizada. É sobre essa sensação que me refiro na frase: “A inteligência não é o raciocínio, mas antes a sensação do entendimento”. A grande chave desta frase está na palavra ANTES. Através dessa palavra eu não nego que a inteligência seja o raciocínio, eu apenas digo que, antes de ser o próprio raciocínio, a inteligência e a sensação que temos de entender coisas diversas e que essas sensações podem depois se tornar raciocínios oralizáveis. Um prova de que esse pré-oral é existente e consistente, são aquelas ocasiões que em que nós sabemos o que temos intenção de dizer, não achamos a palavra certa para expressar, mas nem por isso temos dúvida de que temos noção do que será dito.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Falando bobagens

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A filosofia é a arte de institucionalizar intuições. (ou pelo menos é a tentativa de...)
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sábado, 9 de fevereiro de 2008

Postagem 366 - ano bissexto

(A exagerada imaginação é um claustro caso não haja boa memória).

Disse e concordo

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Pense na vida de maneira ampla, mas aja pontualmente.
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ou
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Aja pontualmente, mas pense na vida de maneira ampla.
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Personagem fictício e amplo

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Sabe quando os cheiros rebatem no fundo da cabeça, quando os sons ricocheteiam na cachola, as conclusões não duram 3 segundos ou o que te passou na cabeça agora não pode ser resgatado ainda agora e nunca mais, mas somente quando eles resolverem voltar por conta própria? Sabe aquela maior força que vem do nada, mas se anula em instantes? Sabe a sensação mais segura do mundo que se perece em migalhas sem sentido que já não fazem nem desfazem depois de viradas um acréscimo colado às costas? Sabe o que é sentir de maneira instantânea e avassaladora tudo que te chega, mas não se tem certeza de nada, daí tudo já era e sobra aquela vontade de resgate e de perpetuação que visa fixar conclusões impossíveis já que nada se conclui? É isso...
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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Postagem 363 - Cãibra

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A sexta-feira de folia mal começava e eu já chorava o início da quaresma.
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Janeiro mal acabou e eu já sofro pelo ano ligeiro que se esvai.
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Manhã, tarde e noite não passam de um eterno copilar inerte e assim o mundo passa continuamente por sobre o meu marear vidrado.
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Será assim mesmo?
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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Duas coisas sobre dois livros

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Eu não gostei de Vidas Secas e nem de Angústia de Graciliano Ramos e já explico porquê.
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Em Vidas Secas, Graciliano cria personagens exaustivamente simples, mas não é esse o problema. O problema está no fato do autor atribuir pensamentos com um certo grau de elaboração a personagens que quando vão se comunicar entre si apenas grunhem como animais. São exaustivamente simples no falar, mas não no pensar. Ora, se eles são capazes de pensar coisas um pouco elaboradas, o que os impediria de dizer coisas compatíveis já que para pensarem eles necessitam de vocabulário semelhante ao da fala? O ser humano encaminha seus pensamentos através de palavras, então por que um personagem que pensa sobre sua própria condição não poderia virar para sua companheira que está do seu lado e dizer: “Olha, acho que não estou muito bem hoje”? Isso seria apenas deixar soar palavras que já estão presentes e passando dentro da cabeça dele. Por essa sutilidade os personagens não fazem sentido, o livro não convence, não envolve e não me agradou.
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Já em Angústia, o autor, na minha opinião, também comete um erro sutil ligado a pensamentos e consciência humana de modo geral. Enquanto em Vidas Secas ele quis construir personagens muito simplórios, em Angústia ele quis envolver-nos nos pensamentos de um personagem extremamente pensante, criativo e confuso em sensações. Para isso ele fez um livro inteiramente narrado em primeira pessoa. Óbvio que isso, por um lado, aproxima o personagem do leitor, mas, por outro, restringe a narrativa a percepções individuais e unilaterais. Até aí tudo bem, já que Grande Sertão: Veredas é feito dessa maneira e nem por isso é um livro pequeno e incongruente. O problema dessa unilateralidade é que o desenrolar da história está atrelado ao modo-pensantis do personagem e, o que ocorre em Angústia é que, o personagem começa a enlouquecer, mas nem por isso suas formas de pensar começam a se modificar de maneira gradativa. O personagem tem acessos de loucura que são muito bem narrados por ele mesmo e, no ato de narrar suas próprias loucuras, o personagem mostra uma grande lucidez apesar de estar falando de sensações completamente fora dos padrões convencionais. Ele narra de maneira exemplar aqueles estágios de confusão mental onde os pensamentos não são lineares, não são bonitos, não fazem sentido. Novamente um conflito não planejado se instaura e o personagem não faz sentido, o livro não convence, não envolve e não agrada. Este tal estágio de confusão mental/ verbal é demonstrado apenas no final do livro e se inicia de maneira repentina, como se de repente o personagem tivesse enlouquecido, o que piora o poder de convencimento da obra. Eu não sei como se poderia demonstrar a progressão da loucura do personagem sem interferir na boa fluência da narrativa contada por ele mesmo. Talvez a saída seria apelar para o narrador em terceira pessoa, assumindo, em determinado estágio, que o personagem não estava mais em condições de dizer coisas sobre ele mesmo. Seria uma maneira. Mas sabe?!?! Quem disse que é necessário fazer melhor para poder criticar?!?! Akakakaka
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Conclusão: A conclusão é que eu não tenho conclusões além dessas já descritas.
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Geral

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Todas as pessoas deveriam desfrutar do básico prazer de poder controlar minimamente aquilo que sentem. Não há covardia maior de não sei que parte que impor o descontrole de sensações que não te pertencem, mas que você, avulso à tua vontade, pertence a elas. Não há gosto, nem desgosto. Não há vontade, nem movimento. Não há liberdade. O homem inóspito dentro de si mesmo não pode se dar ao luxo daquilo que consideraram ser intrínseco ao ser humano: o exercício da liberdade. Há seres não condenados à liberdade, mas sim condenados à prisão corpórea estruturada na não estrutura química da máquina biológica. O homem, antes de alma, ele é corpo. Muitos consideram o corpo a única segurança existente. Daí eu pergunto, e quando teu não corpo não é seguro para tua alma? Onde podes te assegurar? Onde estarás bem, se em todos os lugares que estás, tu te levas contigo? E contigo está a tua insegurança e o teu desejo frustrado de bem estar. Ora, o inferno são os outros, mas somente quando tu não és um paraíso minimante aceitável. É melhor que os outros sejam a tua segurança, o teu embate, o cheque-mate que te fará mais vivo e certo de ti, já que fostes posto a prova. Os outros não são infernos. São questões, são dizeres exteriores, verdades vindas do teu redor e que, quando estás bem, podes fazer de ti uma peneira estavelmente sã e assim te alimentarás dos pequenos alimentos colhidos em todas as horas que como horas são percebidas e não como amorfismos temporais. Os outros são a tua salvação. Mas por vezes não conseguirás assim os fazer. Eu sei. Sei disso, mas não sei qual seria a fórmula para que tu não te faças assim. Não te faças de morte, nem te faças demais. Faça-te feto, faça-te pequeno se necessitas. Por vezes faça-te nada em morte matada, mas faça-te alguma coisa, sempre. Não deixe que te façam por você. Não deixe que você se faça por você. Teu corpo é teu maior tesouro, mas ele pode se tornar a tua maior claustrofobia. Em caso de dúvida durma, grite, beba, cante, viagem ou coisas assim. Cuidado contigo, pois tu podes te tornar teu maior escravo.
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Poeminha:
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Se me negam o direito de ver,
Se me negam o direito de sorrir com plenitude,
Se me negam uma doçura interna que dure mais de alguns segundos,
Que posso eu fazer?
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Se me negam sentir-me bem envolto em amor,
Se me negam demonstrar minha mínima dignidade,
Se me negam o controle do choro enquanto quero somente cantar,
Que posso eu fazer?
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Se me negam eu no bem-estar de mim,
Se me negam a escolha dos movimentos,
Se me negam um sono sem pesadelos absurdos,
Que posso eu fazer?
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Se me negam a liberdade de escolher meu itinerário,
Se me negam o direito de confiar em minha própria consciência,
Mas sobre tudo,
Se eu me nego sentir a dor e a delícia que somente eu posso ser em mim,
O que hão de fazer OS OUTROS por mim?
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Sinto muito me dizer, mas não se pode fazer nada,
Pois tu tens o livre arbítrio de poder ou não te amar...
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quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Arthur Graciliano Schopenhauer Ramos - rsssss

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Considerações sobre Angústia de Graciliano Ramos
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Considerações sobre a angústia de Graciliano Ramos
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Penso em Schopenhauer. Não é um sistema filosófico. É um caso psicológico. Pretendeu ser filósofo, ensinar uma filosofia da salvação do mundo do sofrimento universal. Mas a sua personalidade o desmentiu. Ao desprezo filosófico do mundo uniu um instinto ardente de propriedade e de prazer. Dinheiro e mulheres significavam-lhe alguma coisa. Quis utilizar os homens profundamente desdenhados como meros instrumentos dos seus desejos, e quanto mais eles se recusaram, tanto mais os desdenhou. Sofria de hipocondria, de graves ataques de pavor noturno, de angústia. Teve uma misericórdia ilimitada para consigo mesmo. Como psicólogo, reconheceu que toda misericórdia para com outros é secreta misericórdia para consigo mesmo: e salvou-se moralmente pela identificação panteísta do seu eu angustiado com o mundo sofredor, pela fórmula budista: “Tat twam asi”, “Isto, és tu”. O seu supremo egocentrismo chegou até a negar a realidade do mundo exterior; considerou a vida um sonho, sonho horrível do qual existe apenas uma possibilidade de acordar: em outro sonho, na arte. Na arte, o turbilhão angustiado encontra a calma; a estabilidade do estado primitivo antes da criação é restabelecida. (Como as palavras rimam, enfim.) A arte é uma astúcia do espírito humano, para fraudar o mau Demiurgo das suas vítimas, para ironizar a criação malograda.
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A ironia é uma arma suprema. É um método para anular a obra de Demiurgo. “Revogam-se as disposições em contrário”. E tornam-se inúteis todas as revoluções.
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A misericórdia do pessimista para consigo mesmo é tão compreensiva que medita todos os meios de salvação, para deter-se apenas na última: a destruição desse mundo, para libertar todas as criaturas. “Um mundo, llamado a desaparecer”. É preciso destruir o mundo exterior para salvar a alma.
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Estas palavras do crítico constituem a chave da obra do romancista: descrevem perfeitamente a nossa situação no sonho, em que tudo é criação do nosso próprio espírito. Explica-se assim o extremo egoísmo dos heróis de Graciliano Ramos: é o egoísmo daquele que sonha e para o qual, prisioneiro dum mundo irreal, só ele mesmo existe realmente. A mentalidade extremamente amoral do sonho exclui, decerto, toda “generosidade”, mas a substitui por um sentimento mais vasto de identificação quase mística com as criaturas da própria imaginação, até a cachorrinha Baleia: “Tat twan asi”.
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O extremo egoísmo do sonho engendra o motivo principal do romancista: cobiça de propriedade.
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Otto Maria Carpeaux

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Etc...

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Renova-te sempre e em todo lugar, pois assim estarás bem. Renova-te, pois o novo sempre vem em ti, mesmo,ou, principalmente quando não estás em si. Renova-te no novo, do inédito, no incrédulo, no específico, do nunca pensável ou naquilo que nem em palavras são tornáveis, tamanha a amplitude do vago sentido, finjo-sentido de relance. Renova-te cansativamente. Inexplicavelmente. Intolerantemente. Irresponsavelmente. Mas, ainda assim, serás pouco do que se pode. Saiba disso. Cada sentir-se é um universo somente teu, onde és deus, mas saiba também que, nem em todos os tempos de todos os universos criados, pode residir a totalidade das possibilidades residentes da simples liberdade de ser. Vicia-te na mudança. Faça do teu corpo a única certeza presente no teu mundo de notórias conclusões certas, porém sempre idas e esquecidas quando não anotáveis ou simplesmente notáveis forem. Conclua para descartar, para aliviar-te, para rir de si, para passar o tempo. Só por isso. Não guarde o que se amansa. Quebre a memória do maravilhoso. Perca-se no novo e de novo se ache em outro lugar não eqüidistante, nem relacionável, pois assim terás a completude da paz quando essa se faz ligeira. O novo é o teu único aconchego. Tens a certeza do inimaginável. Um abraço de novidades, um sorriso do melhor amigo desconhecido. O relance de prosa mais vulgar e instintiva que te faz rir e cantar como que em família. O novo é a tua unicidade. O desregrado é o imperador de tua anarquia não escolhida, mas conquistada. Sinta-se supérfluo de conclusões de profundeza. Sinta-se moleque louco, oxigenante de sobriedades egoístas. Deixe-se alastrar na intersecção de tua razão/emoção e assim tua loucura terá as portas abertas para um mundo que cada dia mais pessoas consideram normal e real. Renova-te e etc...
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