terça-feira, 29 de setembro de 2015

Geometria Divina

Era
impressionante
notar
quantas
formas
perfeitas
nasciam
do
simples
acaso.
 
 
 

O Verbo Amor

AMOR é um verbo da segunda conjugação ou, mais detalhadamente, AMOR é a forma infinitiva de um verbo da segunda conjugação.
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AMOR define, em si, um processo em construção.
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AMOR indica ação, estado e fenômeno da natureza numa só forma verbal invariável.
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Talvez AMOR seja o mais completo verbo dentre todos os verbos, pois contém, nele mesmo, a clássica trindade que define o que vem a ser esta classe de palavras.
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AMOR é movimento, pois AMOR não conjugado não deve ser assim chamado. Será apenas uma espécie de frustração elevada, um simples apego ou até mesmo paixão.
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Pois AMOR é verbo que se conjuga sentindo-se e se sentindo com o próximo, perpassando-perpassado pelo próximo.
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Palavra-verbo que pressupõe o movimento dentro de sua definição mais profunda. A definição real que vai além do dicionário!
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Enfim, assim como existe o verbo andar, correr, sentir e transpor. Desta maneira, e por que não, também existe o verbo AMOR.
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Eu amor
Tu amor
Ele amor
Nós amor
Vós amor
Eles amor
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quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Rancho das Goiabeiras (Passa Quatro - MG)

Vitrola Mineira (09/08/2015)

 
Meu primeiro canto musical ficava perto dessa vitrola.
 
Foi nela que ouvi as primeiras músicas por vontade própria.
 
Foi perto dela que fingia tocar Piano no cercado de madeira quando tinha cinco ou seis anos.
 
E, depois de 25 anos, fiz o aparelho funcionar de novo, no Dia dos Pais desse ano.
 
Ouvir as músicas depois de duas décadas e meia e ainda poder apreciar, em vinil, outras tantas que agora fazem parte do meu repertório, foi muito bom!

Véu da Alvorada (6 a.m)

Asfalto SP

sabedoria das ruas (praça Monteiro Lobato)




sábado, 19 de setembro de 2015

Aos amigos de fé!

Mas,
Por que continuamos
Senão pelo indizível?
Senão pelo não racional?
Senão pela fé?
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Nunca continuamos,
Profundamente engajados na vida,
Senão pela fé em algo.
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A fé é um etéreo ponto sem local,
Mas ela não se encontra fora do ser.
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A fé flutua por sobre os poréns cotidianos,
Mas ela não é irracional.
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No entanto,
Também não se pode dizer
Que seja simplesmente emocional.
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Não!
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Ela não é nem uma coisa e nem outra.
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A fé é SENSÍVEL!
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A fé é algo entre a razão e a emoção,
Algo entre o mental e o corporal.
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Ela nos pega nas ideias,
Mas também na pele.
Ela nos lança ao ar,
Mas também nos firma no solo.
Por ela abrimos o sorriso,
Mas também a lágrima.
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A verdadeira fé madura e testada
Se adapta às muitas sensações vitais
Do cosmo que habita dentro de cada um.
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A fé é o vazio menos desvairado a clamar,
A fé é o nada, o zênite negativo que,
Em nós mesmos,
Faz transcender.
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A verdadeira fé não se quebra,
Não se desfaz,
Não se abala, porque,
Por mais difícil que seja,
Ela é o nome que se dá
À própria possibilidade mais inabalável.
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Ela é a proposta que suplanta o ordinário.
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A fé é o próprio caminho ao incomensurável.
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A fé é o início da consumação transcendente
Dentro do próprio ser
Que caminha na face da Terra densa.
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O ser que levanta em toda manhã,
O ser que refaz seus trajetos,
O ser que vai e vem,
O ser que sente e ressente.
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A fé também está no ser
Que ressente seus vazios,
Mas que, por meio dela,
Também pressente
A possibilidade concreta de ser,
Em si,
Algum dia,
Simplesmente infinito.
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E fim!
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P.S: talvez essa tenha sido a única coisa bonita que consegui escrever na minha vida depois de ter tomado umas. Tudo bem que eu ajeitei depois, mas, a grande maioria das frases e ideias foram escritas numa madrugada, depois de umas cervejas. Ao contrário de outras tentativas que simplesmente são descartadas, essa me animou bastante a terminar. Não acho uma baita poesia, mas também não achei algo descartável.
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Milton Nascimento (Show)


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Um show do Milton que, para mim, foi diferente. O show, em si, foi apenas o pano de fundo para momentos gostosos!
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Não me lembro exatamente a data que aconteceu, mas foi no parque de exposições de Pedralva, num festival chamado de “Espetacular” em homenagem a uma galera daquela cidade que, sempre quando estavam nos shows dele, gritavam esta palavra e isso foi se tornando uma marca.
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Assim, Milton, um dia, ouvindo novamente o grito, cobrou o grupo perguntando quando eles iriam levá-lo para sua cidade.
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Todo esse processo deu neste show que, após ter sido adiado por motivos de saúde, acabou acontecendo, mesmo com o Milton um tanto debilitado.
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Num dia em que a previsão avisou que teria chuva, o céu se abriu e o entardecer foi muito bonito, como algumas fotos desse blog atestam.
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E que clima delicioso!
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Levamos meu primo Bruno junto e o show foi apenas um ponto de encontro para fazer festa, beber, conversar, cantar e rever pessoas que há tempos eu não encontrava.
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Mais uma vez Milton Nascimento realizando sua missão agregadora de pessoas.
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O magnetismo transcendente de um artista que, sem esforço, e sem muito alarde, arrasta um público fiel por onde quer que vá!
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Um dia delicioso, uma noite ótima e uma madrugada de muita cantoria, já de volta, nas ruas de Itanhandu.
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Cássia (Documentário)

Cássia Rejane Eller foi e ainda é uma das figuras de maior carisma do rock nacional.
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Uma mulher extremamente bonita, sensual e dotada de um brilho único. Ela é daqueles artistas que nasceram com a estrela e que estavam predestinados ao sucesso, a serem reconhecidos e aclamados pelo público.
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E assim aconteceu, cumprindo o objetivo para o qual ela estava predestinada.
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Se Rita Lee é a rainha do rock nacional, Cássia é a segunda mulher da corte.
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Tímida, até mesmo um pouco arredia, mas também dotada de doçuras, Cássia foi uma rajada musical que iniciou pequena, foi crescendo, crescendo, estourou em todo país, continuou num crescente de sucesso e intensidade subversiva, até que, no seu auge, quando todo o país estava cantando com ela, desde sambas até rock`s pesados, ela parte, provavelmente por uma estafa física tremenda que implodiu sua força e capacidade de superação e reinvenção.
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O documentário é organizado de forma cronológica.
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Inicia-se contando sobre os primeiros anos de vida, sua relação com os pais que, não por acaso, formam a combinação clássica da vida de muitas lésbicas: uma mãe adorável e um pai escroto; as primeiras descobertas musicais, a personalidade forte e a postura retraída.
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Assim vai sendo dito sobre sua trajetória itinerante, os anos em que morou em muitas cidades pelo país, sua ida para Brasília e o encontro com o meio musical daquela cidade onde estavam Zélia Duncan e, principalmente, Osvaldo Montenegro que já realizava bonitas montagens de teatro musical nos palcos da capital federal.
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Assim Cássia foi se descobrindo, meio como atriz, meio como cantora.
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A estética do documentário é muito bem desenhada e lindamente casada com a parte musical, composta, obviamente, pelas músicas que a própria artista gravou.
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Seus anos iniciais de rebeldia, a ansiedade das gravações, a mudança súbita na formação de sua banda, a quebra total na sua vida com a chegada de seu filho Francisco, a intensa agenda de shows, a verdade por detrás do famoso show do Rock in Rio; a preparação, os bastidores e o estouro do acústico MTV, sua morte, a briga na justiça pela guarda do filho e a decisão inédita da justiça de manter o garoto com sua parceira, um fato que veio mesmo para coroar a trajetória de beleza subversiva que ela tanto personificou.
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Fiquei emocionado!
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FICHA TÉCNICA:
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Gênero: Documentário
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Direção: Paulo Henrique Fontenelle
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Roteiro: Paulo Henrique Fontenelle
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Produção: Iafa Britz
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Fotografia: Vinícius Brum
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Montador: Paulo Henrique Fontenelle
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Trilha Sonora: Cássia Eller
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Duração: 120 min.
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Ano: 2014
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Dois dias, uma noite (Filme)

Uma extraordinária atuação da francesa Marion Cotillard, colocando um personagem de maneira crua, limpa, direta, numa interpretação honesta, clara e, por isso, muito comovente!
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O filme conta a estória de uma mulher que é demitida após uma votação em que seus colegas de trabalho devem decidir entre ela e um bônus individual para cada um dos funcionários da empresa. Assim, como seria de se esperar, ela acaba sendo colocada para fora.
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Há, então, a possibilidade de uma nova votação após o final de semana. Dessa maneira, lutando contra sua recém superada depressão, ela parte numa jornada de dois dias e uma noite a fim de convencer seus colegas a mudarem de ideia, voltarem atrás e abrirem mão do benefício para que ela possa voltar ao serviço.
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Uma série de aspectos humanos são retratados ao longo das tentativas e isso vai formando um painel muito contundente de como realmente situações assim se desenrolam na vida real.
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Esta sagacidade dos roteiristas e diretores Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne de colocar no papel, e posteriormente na tela, as diferentes reações humanas, ou melhor, as múltiplas formas que o acaso é capaz de tomar quando se pede a pessoas que abram mão de algum benefício próprio para, numa atitude altruísta, ajudarem alguém que está com depressão, é extremamente interessante.
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Uma mulher fragilizada que parte numa peregrinação com resultados que independem dela mesma, indo ao encontro daqueles que já se decidiram contra ela. Ou seja, é como se ela tivesse que modificar a mentalidade daqueles seus colegas que, em certa medida, a traíram pois, sabiam de seu problema, mas, mesmo assim, jogaram contra, para estarem a favor dos próprios interesses.
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Um grande filme e, a protagonista, merecidamente, ganhou prêmios na Europa, além de ter sido indicada ao Oscar de melhor atriz, o que, em se tratando de um filme belga, é um feito ainda maior do que o de uma atriz que, tendo atuado numa película americana, fosse indicada ao mesmo prêmio.
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FICHA TÉCNICA:
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Gênero: Drama
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Direção: Jean-Pierre Dardenne, Luc Dardenne
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Roteiro: Jean-Pierre Dardenne, Luc Dardenne
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Elenco: Alain Eloy, Anette Niro, Batiste Sornin, Catherine Salée, Christelle Delbrouck, Fabienne Sciascia, Fabrizio Rongione, Hassaba Halibi, Hicham Slaoui, Lara Persain, Marion Cotillard, Myriem Akeddiou, Philippe Jeusette, Pili Groyne, Rania Mellouli, Safia Gollas, Simon Caudry, Soufiane Jilal, Timur Magomedgadzhiev, Yohan Zimmer
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Produção: Denis Freyd, Jean-Pierre Dardenne, Luc Dardenne
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Fotografia: Alain Marcoen
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Montador: Marie-Hélène Dozo
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Ópera do Malandro (Teatro)

 
Espetáculo que ficou em cartaz, por um longo período aqui em São Paulo, perto do metrô Marechal Deodoro.
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A obra, de autoria de Chico Buarque, foi encenada pela Cia da Revista, com direção de Kleber Montanheiro.
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Alguns integrantes do elenco:
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 - Gerson Steves como Duran, o cafetão que gerencia uma equipe de prostitutas que trabalham na Lapa carioca do início do século passado.
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 - Heloísa Maria que faz sua esposa, e ex-prostituta, Vitória.
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 - Erica Montanheiro como Terezinha, a filha do casal que vive uma vida completamente diferente da realidade que a cerca, mas que vai se apaixonar, por ironia do destino, justamente por um homem fora da lei.
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 - Bruna Longo como Fichinha, uma mulher interiorana e sem estudo que vem para a cidade tentar a vida e acaba se tornando prostituta, enganada pelo falso glamour da profissão.
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 - Kleber Montanheiro como a que talvez seja a travesti mais famosa do teatro brasileiro, Geni.
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 - Adriano Merlini e Mateus Monteiro respectivamente como Chaves e Phillip Morris, capangas que integram o bando do Max.
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 - O protagonista, o próprio malandro, Max Overseas foi interpretado pelos atores Bruno Perillo (sextas e sábados) e Flavio Tolezani (domingos e segundas) que se revezavam na interpretação.
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Mais detalhes sobre a obra são desnecessários já que se trata de um dos musicais brasileiros de maior sucesso da história.
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16 canções foram encenadas de maneira muito bem ensaiada e muito bem coreografada por esta que talvez seja a maior equipe de teatro da cidade de São Paulo a fazer espetáculos musicais com baixo orçamento.
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O cuidado com os detalhes e a ocupação dos múltiplos espaços do teatro vão fazendo o espectador se sentir imergido no universo ficcional criado por Chico Buarque. A movimentação dos atores, a utilização de espaços no alto do teatro, atrás da plateia, as soluções cênicas com objetos que se modificam de função ampliam as possibilidades espaciais.
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Gostei muito da construção que cada ator fez de seu personagem, bem como da forma como alguns de fora da companhia foram escolhidos para ocupar papéis específicos. Certos atores me fizeram esquecer da pessoa por detrás da encenação e estacionar totalmente no real universo fictício que ali se mostrava. Isso é fantástico!
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Particularmente eu acho o espetáculo meio longo, não pela montagem, mas pela quantidade de texto e excesso de idas e vindas da trama que poderia ter sido encurtada. Depois, lendo a respeito, fiquei sabendo que o Chico foi escrevendo a obra enquanto ela ia sendo ensaiada. Talvez isso tenha feito o conjunto da obra ficar originalmente tão extenso.
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Enfim, trata-se de um grande espetáculo, de uma montagem muito profissional. A parte musical ficou muito bem ensaiada, com uma regulagem de volume bem organizada.
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Os atores se colocaram por inteiro no palco, com densidade e seriedade, mostrando que, mesmo espaços pequenos e independentes podem se tornar centros de excelência.
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Gostei demais! Mas, como já falei para alguns integrantes da companhia, o espetáculo é maior que o espaço em que ele foi encenado, o que deixa uma sensação de transbordamento. E esta crítica, no fundo, é um grande elogio!
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quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Infinito Finito

 
A sabedoria tem fim.
A ignorância não.

Relatividade (quase) Geral

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Em Março desse ano tive que limpar as frases do Celular para reinstalar alguns programas. E, para não perder as ideias que nele estavam, passei todas as anotações para um Word que, desde então, me encara diariamente do Desktop do meu computador.
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O texto a seguir se originou da última frase registrada antes da reinstalação.
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Eu não me lembro mais da frase original, mas falava sobre a ignorância que habita em todos nós encarnados.
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Trata-se de um assunto complexo com desdobramentos delicados e até mesmo perigosos. Mas mesmo assim eu tentei desdobrar.
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Partindo do princípio que todos nós ignoramos elementos da criação divina, e detemos somente partes que, de alguma forma, nos competem, teriam tido, Jesus e seu oposto, ignorâncias complementares em suas almas?!
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No momento das tentações, Jesus ignoraria, por exemplo, o futuro de suas pregações. Já seu oposto ignoraria o enorme peso consequente de suas posturas.
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Este era o ponto de investigação.
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Partindo da certeza da ignorância, eu procurei aplicar esta ignorância num dos momentos mais importantes da história, para daí tentar extrair uma possível leitura diferente.
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Nada do que está escrito é colocado como verdade. São apenas possibilidades levantadas que surgiram nos momentos em que me pus a pensar sobre isso. 
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Segue o texto:
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Todo médium tem um ponto necessário e suficiente de profundidade para realizar sua missão, um limite que não pode ser ultrapassado. Toda sabedoria de seres encarnados é limitada.
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Os detentores do infinito conhecimento não mais encarnam e nem tampouco vivenciam conflitos profundos.
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As histórias dos seres encarnados, por mais sublimes que tenham sido, foram sempre escritas sobre papéis invisíveis.
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Tenho certeza que nunca esgotamos a profundidade de uma alma neste plano carnal que vivemos. Sempre há alguma estrutura mais profunda sobre a qual nos apoiamos e não a controlamos totalmente. Algum campo desconhecido sempre existirá, alguma lógica estruturante que nos escapa sempre restará em nossas energias.
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Desconhecemos tantas coisas que nos moldam, tantas forças que por nós perpassam, tantas camadas subconscientes que em nós habita sem que saibamos disso.
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Toda alma encarnada é limitada e não detém o controle absoluto de tudo que a caracteriza. Nosso poder é limitado e, em compensação, nossa culpa também.
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(Mas, toda glória de bondade é capaz de subir muito além nas esferas encantadoras!)
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Um ser encarnado, ainda que se aprofunde no conhecimento e na sabedoria, sempre terá visão parcial. Acredito que não seria possível a um corpo conter em si tamanha concentração energética que o possibilitasse deter a consciência de todas as coisas. A matéria não suportaria tamanho esplendor radiante. Toda alma que habita um corpo físico é limitada por princípio.
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Mesmo as palavras mais sábias dos mais sábios líderes religiosos são apenas belíssimas partículas resumidas de um fundamento mais amplo, mais extenso, menos traduzível em palavras, um fundamento ulterior a todas as possibilidades imagináveis de formulação.
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Mas, não é necessário que saibamos de tudo para escrever nossas histórias. Não é necessário que detenhamos conscientemente toda sabedoria, todo poder de transformação que a energia é capaz de proporcionar. Basta que saibamos o suficiente para desenhar nossas tintas sobre os tais papéis invisíveis.
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Basta que detenhamos o ponto necessário e suficiente de profundidade para realizar nossas missões, como foi defendido no início deste texto enfadonho que escolho levar adiante.
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Estendendo um pouco mais este raciocínio sobre a relatividade do conhecimento dos seres encarnados, acredito que mesmo o duelo entre Jesus e seu oposto, que possivelmente tenha sido o mais significativo embate da humanidade nos últimos dois milênios, só pôde ser interessante, verdadeiro e construtivo de uma significação profunda, pois ambos estavam em níveis compatíveis de conhecimento e ignorância, ou seja, em graus migratórios de evolução.
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Repito que os detentores do infinito conhecimento não mais vivenciam conflitos profundos como este citado. Todo conflito se esgota após determinada luz. Não haveria mais o Libertador e o tentador já que não existiria a profunda oposição.
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Jesus e seu oposto estavam imersos no conflito. Suas intenções de Construção e de destruição foram intensamente vibradas em seus conhecimentos e ignorâncias. As tentações de Cristo tocaram fundo em sua alma! Não havia a certeza de que tudo se desenrolaria em direção a vitória.
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Jesus ignorava o futuro. E seu oposto ignorava a força daquilo que estava se fazendo naquele presente.
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Não digo que Jesus e seu oposto estivessem no mesmo degrau de ascensão, mas suponho que ambos estivessem em momentos paralelos para a execução e fundação de um princípio que, em verdade, vai além do Bem e do Mal cristãos: O Princípio Fundacional de uma Nova Era que, por aqueles tempos, se iniciava.
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Se ambos soubessem de tudo, e não somente o suficiente para o duelo, o embate não teria acontecido, pois ambos caminhariam na mesma direção: a direção em que todas as coisas invariavelmente vão. Acredito que o Bem e o Mal são, ainda que duradouros, apenas colocações passageiras a serem superadas após certas fases da evolução de uma alma.
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Repito que todo médium encarnado tem seu limite de profundidade para realizar sua missão.
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Cristo e o oposto, em seus conhecimentos relativos, foram responsáveis pela renovação e pelo fortalecimento da Justiça, a ampliação do livre-arbítrio, a subida a um novo degrau na maturação da humanidade, esgarçando possibilidades e estabelecendo um novo leque de forças opostas dentro do qual os humanos, principalmente do Ocidente, pudessem se estabelecer e encaminhar suas histórias, conforme suas capacidades e escolhas.
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Talvez estes dois citados tenham vivificado, em dupla, uma tensão de opostos que gerou uma maior individuação de Deus pela maior individuação da consciência! E esta tensão não poderia ter sido estabelecida por somente um dos lados.
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Um jogo vívido de opostos complementares!
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Afinal, do que mais são feitas as grandes histórias inebriantes do que de forças que se debatem de forma equilibrada. E, como bem sabemos, um vilão fraco não faria um grande herói!
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A energia, mais ampla que o Bem e o Mal, é capaz de se transformar a ponto de formar criaturas tão complementarmente opostas e emblemáticas. E tudo isso está inserido dentro da mesma criação.
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Talvez este ponto, sim, esteja mais próximo do que possa vir a ser o ABSOLUTO.
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Tudo isso pode não passar de apenas uma tentativa fracassada de reinterpretar o que já está mais que interpretado. Um conjunto de bobagens com falsos ares de verdade. Ou não!
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No entanto, lembro-me quando, ainda pequeno, me peguei pensando: não saberia, depois de tanto tempo, o ser tentador, que seu caminho estava errado?!
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Acho que sim, mas, assim como acontece com todos que existem, uma alma nunca pode se apartar facilmente daquilo que nela está construído.
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A energia não tem caráter líquido. Tem caráter plasmático!
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em alguma parte alguma (Livro)

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Livro de Ferreira Gullar, tido por alguns como o maior poeta brasileiro vivo, “em alguma parte alguma” foi lançado em 2010 e venceu como "O Livro do Ano" a edição de 2011 do Prêmio Jabuti.
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Ele é composto de 58 poemas divididos em quatro partes de tamanhos desiguais.
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Os versos são, em sua maioria, brancos e o tamanho é bastante variável, indo desde pequenos escritos de poucas linhas até grandes poemas que se estendem por várias páginas.
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O autor fala sobre elementos da natureza, plantas e animais, coisas cotidianas, a morte, redige homenagens a conhecidos seus, trabalha com imagens subjetivas, outras mais concretas.
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Gostei da leveza e fluidez da poesia! Assuntos bem inspirados, palavreado amigável!
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Ferreira Gullar, ao menos nessa obra, parece escrever para ser falado, ser contato para alguém próximo, dito sem pretensão mas, ainda assim, dotado de extrema inspiração e poética brilhante.
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Um livro faceiro de se ler!
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Simpática companhia literária de extrema grandeza!
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Regressão

Não saberia dizer se vejo
Ou se sinestésico intuo
Passados que relembro
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Às vezes estanco relapso
Noutro tempo me dilato
E em seu ventre dormito
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Instantâneo sou extenso
Vasta margem mais navego
Recordando meu retorno
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E do tanto que flutuo
A certeza muito trago
Que já fui o que me sofro
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quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Os Protocolos dos Sábios de Sião (Livro)

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Um livro enfadonho, estranho, pesado, escuro, mal-intencionado, com frases que soam prepotentes e discursos que pretendiam deixar obscurecidas as verdadeiras intenções de seus redatores.
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Este é mais um daqueles livros misteriosos que servem realmente apenas para alimentar a criatividade de alguns, instigar a curiosidade de outros e dar diversão para alguns sádicos que preferem alimentar o rumor de que algo muito ruim está acontecendo, o tempo todo, debaixo de nossos narizes.
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Os Protocolos dos Sábios de Sião é uma farsa que visava criar a crença de que Judeus e Maçons teriam interesses sórdidos de dominação do mundo e que, para conseguir isso, eles planejavam destruir instituições governamentais e corromper a ordem do mundo ocidental subjugando a população às vontades dos dois grupos supracitados.
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Mas, o verdadeiro plano que motivou a redação desse extenso documento de frases de efeito era justamente criar a ilusão de que Maçons e Judeus eram inimigos a serem combatidos e, pelo estabelecimento da força maléfica a ser vencida, fortalecer o lado que se colocava como libertador.
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Segundo o que li na Internet, historiadores defendem que o Czar Nicolau II da Rússia foi um dos responsáveis por mandar redigir essa obra, já que seria benéfico para o governante que alguns de seus inimigos fossem temidos e odiados. Dessa maneira, o Czar almejava fortalecer sua imagem como o libertador de uma possível organização secreta que iria dominar todo o mundo.
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Supostamente, o texto foi redigido durante uma reunião de senhores Judeus e Maçons que teria acontecido na Basiléia em 1898. Dessa reunião teriam saído as ideias que seriam postas em prática através de tortuosos caminhos, criando na população o medo e este medo levaria o próprio o povo a querer o estabelecimento desse governo supranacional. Ou seja, os próprios cidadãos comuns sentiriam a necessidade de que uma organização maior e mais controladora tomasse o poder, a fim de dar cabo aos processos caóticos que estariam acontecendo nesse fictício cenário supostamente desejado pelo fictício grupo denominado: Sábios de Sião.
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Após alguns anos, investigações mostraram que os protocolos não passavam de uma farsa, um plágio de outros textos anteriores, como por exemplo: "O diálogo no Inferno entre Maquiavel e Montesquieu" de Maurice Joly. De qualquer maneira, é enorme a capacidade do autor de concatenar suposições através da lógica, engendrando um cenário que, mesmo feito de suposições, se torna algo, no mínimo, intrigante.
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Realmente o texto tem um conteúdo bastante maquiavélico. A secura nas análises dos movimentos políticos é bastante interessante, pois escancara uma sordidez possível nas altas esferas da política de qualquer nação do mundo. Apesar de possuir um conteúdo de fundo irreal, acredito que a realidade possa mesmo não passar mais distante dele do que de alguns textos filosóficos.
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Pensado dessa maneira, este livro talvez não seja de todo descartável. Ele serve menos para suas primordiais intenções do que como um alerta sobre a quais pontos os seres humanos são capazes de chegar. É verdade que se trata de um alerta dotado de um pessimismo extremo, mas, a má intenção verdadeira dos que o escreveram, somada a falsa intenção sustentada pelo texto, esboçam um painel atemporal de como pode funcionar a mente política do homem.
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terça-feira, 11 de agosto de 2015

Precisão ou Prisão

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Estou cansado de simplesmente pegar ideias antigas para terminar e colocar aqui no blog. Também estou cansado de apenas escrever resenhas sobre o que vi, ou ainda de colocar fotos que tirei dos lugares que fui.
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Há muito tempo que não escrevo como já escrevi há alguns anos atrás. E sei que isso acontece por uma displicência de minha parte. Ou eu não escrevo por preguiça, ou eu escrevo, mas não termino e deixo para um outro dia. Ou eu simplesmente não acho importante aquilo que me passou pela cabeça e resolvo não investir.
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Os motivos são muitos, mas ainda me lembro que, o melhor caminho para começar a escrever é iniciar o processo. Para escrever é necessário não ter medo, se permitir errar e começar sem a ansiedade de terminar rápido, ou a ilusão de que tudo ficará pronto sem a menor dificuldade.
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Diante desse cenário todo, agora, simplesmente pensei num tema e o desenvolvi até chegar num ponto que me agradasse minimamente para poder publicar. Eu não iria me permitir guardá-lo para transformar em algo melhor, quem sabe, em algum dia, num futuro perto ou distante.
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Aliás, ando fazendo isso com tantas e tantas sementes de ideias que me ocorreram ao longo de uns anos para cá. Tantos são os embriões que dormitam esquecidos nas pastas dessa máquina que, a cada vez que abro as listas, não sei por onde começar.
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Mas, hoje quis fazer diferente. A missão era: escrever, do início ao fim, alguma opinião sobre um assunto que me ocorreu no sofá de casa.
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E assim eu tentei!
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Não ficou dos melhores textos, mas valeu o exercício.
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E, além do mais, um blog de 10 anos e mais de 1400 postagens não merece ser levado dessa maneira. Não vou me permitir fazer menos do que eu já fiz por tanto tempo.
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Mas confesso que a dificuldade foi grande, afinal, faz muito tempo que não inicio um texto do zero. Tenho a impressão que já faz mais de ano que sempre uso alguma ideia antiga como base para escrever.
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Eis o texto:
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A tendência à fabulação ou, em outras palavras, o ímpeto criativo é uma característica individual que leva a pessoa a criar construções mentais dotadas de significância própria que podem estar corretas ou erradas, adequadas ou desvairadas.
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Este hábito de criar, de viajar, de fantasiar se manifesta nas mais diferentes pessoas e pode servir de porta de entrada para um amplo campo de desatinos e/ou maravilhas.
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Seus produtos podem ser simples incógnitas banais que não passam de erráticas imagens da mente, até complexas construções que contém, em si, ideias capazes de iluminar a verdade do humano enquanto ser; arranjos maravilhosos que ajudam a mover as engrenagens da beleza artística de nossa raça.
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E elementos diversos podem fazer parte destas obras criativas.
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Estas espécies de “universos paralelos” podem estar banhadas, por exemplo, por personagens, ou conclusões a respeito dos mais diversos campos de conhecimento do ser-humano; interpretações sobre o mundo e o supra mundo que está além. Sensações vívidas dentro da alma que cria, desatinos, perversões ou outras belezas mais sublimes.
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Para o campo das artes, estas criações são bem-vindas, mas é necessário que consigam chegar a uma organização de elementos criativos que se balanceiem, se embelezem e que tenham a capacidade de transmitir a maravilha ou o horror que nasceu dentro do indivíduo solitário.
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Mas, nem sempre, toda tendência de fabulação abre caminho a favor daquele que a detém. Isso acontece porque, em geral, a pulsão criativa não é facilmente controlável. A pulsão criativa é uma semente que pode crescer por caminhos corretos ou não, fazendo gerar lindos frutos ou o contrário, fantasmas e obsessões que desgastam a mente e o corpo do ser criador.
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A pulsão criativa não se manifesta exclusivamente em momentos escolhidos por nós. Ela pode nos habitar, por exemplo, enquanto andamos pelas ruas, ou antes de dormir, nos retirando o sono, ou ainda, a pulsão criativa pode gerar elementos que não lutam a favor de nossas obras, como são os casos de pessoas que pensaram em destruir suas criações.
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A pulsão criativa pode, em muitos casos, extrapolar o espaço/tempo do momento de criar. Quantos casos relatados encontramos, na história, de seres que se desgastam embebidos em seu próprio universo que, aos olhos dos de fora, parecem apenas conter maravilhas, mas, para o ser que se encontra no centro de sua mente em revolução, a pressão criativa daquilo que surge, pode mesmo chegar a se tornar insuportável.
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A energia da criação é uma centelha extremamente vibrante, sutil e poderosa, capaz de esgarçar as escuridões dos seres de dentro para fora, elevando o homem simplesmente por aquilo que nasce de dentro dele mesmo. Ou, em outros casos, esta centelha pode mesmo inundar a mente criativa com tantas armadilhas inconclusas que o ser não conseguirá encontrar alívio no breu das neuroses e psicoses que se estabeleceram em seu centro consciente.
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quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Sonetos do Bocage (Livro)

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Clássicos, clássicos são.
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E analisá-los em demasia, sem suficiente propriedade, como é meu caso, faz-se tarefa enfadonha e irrisória diante de tanto reconhecimento recebido, ao longo dos séculos, pelo autor e sua obra.
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Este é o caso d´Os Sonetos do português Manuel Maria de Barbosa l'Hedois du Bocage, um dos mais aclamados conjuntos poéticos da Língua Portuguesa. Seus temas variados e sua colocação temporal entre períodos literários dão a ele um lugar diferenciado na história da literatura de nossa língua mãe.
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O livro é composto de 166 sonetos - se bem calculei - divididos em duas partes: os sem classificação, que são minoria; e os Pré-Românticos que formam um conjunto de 130 poemas.
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Seus sonetos não recebem título, como fazia Camões alguns séculos antes. Já seus temas são mais diversificados e alguns sonetos falam mesmo sobre coisas engraçadas, como é o caso de um que conta sobre um tapa que o Eu-lírico teria recebido de uma mulher.
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Estou lendo a Lírica do Camões e acho os sonetos deste mais fáceis de entender do que do autor da obra dita nesta resenha. Camões possuía, ao menos nos sonetos, uma linguagem mais fluida, mais direta, com frases menos enfeitadas.
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Os sonetos do Bocage são mais intrincados e cheios de floreios verbais, apesar de serem mais novos e de dizerem sobre assuntos, por vezes, mais triviais.
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Prefiro Camões!
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166 sonetos e outros tantos escritos moldados por outras formas clássicas de construção poética.
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Uma obra de fôlego, ainda mais se tomarmos como parâmetro o fato do escritor ter vivido apenas 40 anos.
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Para seguir minha jornada (Livro)

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A autora Regina Zappa constrói, com palavras e fotos, um bonito painel sobre a carreira de um dos maiores artistas da MPB: Chico Buarque.
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Achei que o livro se demora demais nos primeiros anos de vida pública do Chico, levantando um extenso material, para depois se apressa demais, principalmente a partir dos anos 80.
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Tive a sensação de que outras informações sobre os anos mais recentes poderiam ter sido incluídas nas partes finais do livro.
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Por exemplo, estava revendo no índice agora a pouco:
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De 1962 a 1972 (10 anos de história) são quase 200 páginas de imagens e narrativa.
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Já de 1972 a 2011 (39 anos de história) são mais ou menos 150.
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Entendo que os anos do início da carreira, por todo cenário político brasileiro e mundial, devam ter sido bastante intensos. Mas 1972 é apenas o começo dos efervescentes anos 70 e, no entanto, o relato se torna bem mais sucinto.
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A edição é primorosa, amplamente ilustrada com fotos, recortes de jornais da época, letras de músicas, capas dos álbuns, cartazes das peças, originais escritos a mão pelo Chico, fotos da família Buarque de Holanda, Chico ainda menino no colégio e etc.
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Achei o texto bem escrito, leve, direto, sem rodeios.
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Uma biografia autorizada, obviamente, mas interessante de se ler.
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Um livro de superfície, mas de uma superfície rica em acontecimentos e belezas!
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Ida (Filme)

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O foco do filme, a meu ver, está na convivência entre a personagem principal Anna e sua tia Wanda.
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A noviça Anna, que na verdade se chama Ida, como depois lhe revela sua tia, resolve visitar seus parentes antes de fazer seus votos e tornar-se freira.
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Ida se depara com uma mulher bem diferente dela, que vive a vida no limite, bebendo, saindo para noitadas e se deitando com homens que conhece por onde passa.
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Ida presencia tudo isso, fica sabendo de fatos sobre seu passado e, depois dessa circulação pelo mundo “profano”, toma sua decisão de qual caminho deve seguir.
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Interessante o contraste entre a tia e a sobrinha.
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Ida é um personagem de muito silêncio, de muito recate e talvez de uma ingenuidade excessiva.
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Ao mesmo tempo, sua tia mostra-se bastante decidida e forte em alguns momentos, mas, em outros, deixa aflorar suas fragilidades e perturbações.
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Um choque de mundos femininos na Polônia de 1962. O clássico e atual, o divino e o profano, o puro e o exasperante.
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A fotografia é maravilhosa e o tempo da narrativa nos convida a completar aquilo que não é dito, colocando nossas próprias palavras dentro de um universo possível, que ali se encontra retratado como ficção.
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segunda-feira, 27 de julho de 2015

A PAIXÃO SEGUNDO C.L.

 
"Escuta sem susto e sem sofrimento: o neutro do Deus é tão grande e vital que eu, não aguentando a célula do Deus, eu a tinha humanizado. Sei que é horrivelmente perigoso descobrir agora que o Deus tem a força do impessoal - porque sei, oh eu sei! que é como se isso significasse a destruição do pedido."
 
A PAIXÃO SEGUNDO G.H. - Clarice Lispector 
 

quarta-feira, 8 de julho de 2015

A NASCENTE DO PENSAR

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O ritmo da mente irrequieta dirigível
O ir e vir de uma qualquer coisa sensível
O estado da tentativa rítmica que vier
No instante de uma intuição qualquer
A nascente de um pensar mais profundo
Que se nos pega e nos entrega noutro mundo
Gerando o sentir de um compasso intuitivo
Na semente pensante do regaço primitivo
Aquilo que rege o ritmo do pensamento
Que mexe no inócuo do próprio sentimento
Açabarcando o compasso do ser num instante
Gerando errático libelo improvisado lancinante
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Algo que transcende a pessoal intenção
No quando transcendemos a menor razão
Nos brotando surpreendente raciocínio
Em formato transversal ascendente apolínio
Transfigurando impensável vocabulário
Adiante do conhecimento voluntário
Para além da simples ordem dialética
Ou qualquer linha restritiva estética
E, por tantas vezes, nem mesmo sabemos
O como, o quando e o porquê podemos
Mas devemos, por podermos sentir
Sem, no entanto, nos deixar demais exaurir
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Seria nosso o que criamos perante
Levando além, elevando-nos adiante?
Uma intencionalidade às avessas
Aquilo que levamos enquanto se nos arremessa
Fazendo-nos sentirmos o pulsar da mente
O primórdio do momento tão crescente
Que num repente se faz desnudo total
Na tradução tão dura da energia literal
E que traz de um lugar a tantos comum
O tanto específico deste ignóbil algum
Pois todos nós temos nosso único lugar
Onde podemos descer nossa lágrima nuclear
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Intenso uníssono que de muitos se aflora
Assim é a poética que, em mim, se faz agora
De linhas correntes que mui se multiplicam
Em tentativas, sem volta, que então duplicam
Descrevendo o que não cabe em palavra
Mas existe no sentido sentido que lavra
Pois cada ser pode deixar-se trabalhar
E assim, pelo suor, mais transpassar
O estado senil da vil razão mediana
Medíocre e viscosa membrana cotidiana
Que creio um dia se livrar-me dela em mim
Suplantando o contrassenso do final sem fim
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Sei que o deixar de estar no ser vazio nenhum
É muito mais possível no todo íntimo de cada um
Pois palpamos apenas um átomo da externalidade
A enésima partícula da incognoscível realidade
E não sabemos como se descreve o campo profundo
Do vasto rincão dos mil e um mundos de mundos
Mas temos, ainda assim, a leveza da estável certeza
Se sentirmos a instância da crescente destreza
Emanada neste tão sutil literário ensandecer
Feito de palavras advindas de outro meu ser
E nunca quero eu sozinho as palavras traçar
Posto que muitos escreveram comigo “A Nascente do Pensar”
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terça-feira, 7 de julho de 2015

A Razão de Deus (Livro)

 
 
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Do economista José Carlos de Assis, dono de um vasto conhecimento sobre Religião, Ciência, Economia, História da Humanidade e outros vários assuntos que, segundo ele, foram sendo absorvidos ao longo de muitos e muitos anos de leituras guiadas por motivos pessoais.
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Achei interessante que o Prefácio, escrito pelo físico, matemático, ateu e membro da Academia Brasileira de Filosofia, Francisco Antônio Doria, parece mesmo discordar do próprio autor quando se fecha com a seguinte frase:
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...“a hipótese que ele expõe do Criador natural, simultaneamente determinístico e probabilístico, portanto quântico, se não convence, certamente convida à reflexão”.
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Achei honesto e corajoso colocar, na abertura de um livro, a opinião de uma autoridade científica que vai contra a crença mais profunda do próprio escritor da obra: a de que Deus existe, ainda que de outras formas! Neste cenário divergente, como poderia existir umA Razão de Deus se Ele não existe?!
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É como ter, na abertura de um livro sobre E.T`s, uma opinião dizendo: é interessante o que vocês vão ler, mas saibam que não me convenceu e que continuo achando que eles não existem!
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Enfim...
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Ao longo das páginas o autor vai destrinchando uma maneira de interpretar os acontecimentos da História de um jeito mais amplo, não culpando o Criador pelas tragédias históricas dos caminhos trilhados por nós. O autor se preocupa em mostrar como nós humanos, dotados de livre-arbítrio, caminhamos por estradas tortuosas e como, às vezes, pode surgir algo novo e melhor de algum período de grandes tragédias.
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Ele nega a existência de um Deus pessoa, exato, controlador de todas as coisas, que fica sentado esperando a criação se destrinchar livremente. Também é negada a ideia de uma realidade totalmente estabelecida, um Criador que pode ser facilmente determinado em suas leis profundas por uma Física imutável, de partículas bem estabelecidas, que podem ter seus locais calculados e suas velocidades previstas.
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Como diria Stephen Hawking, em adaptação a frase de Einstein: “Deus ÀS VEZES joga dados”.
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O autor vai dizer justamente que, se Deus joga ou não joga dados, isso não prova nem reprova sua existência. O autor defende um Deus em comprovação, um Deus que vai sendo descoberto ao longo dos milênios de desenvolvimento das Ciências. 
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É um meio termo entre Ciência e Religião, uma defesa de Deus mostrando sua necessidade, defendendo a ideia de um Deus localizado além de onde já chegamos em nossas comprovações laboratoriais, mas também inseridos nas descobertas já existentes. Afinal, não é porque a ciência explica coisas que as coisas comprovadas já não sejam pedaços do Criador.
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O autor nega fortemente o paradigma que coloca o “Todo Poderoso” e as Ciências como mutuamente excludentes, esta posição que acredita estar expulsando gradativamente a ilusão de Deus, quando, na verdade, apenas lança novas luzes sobre a mesma base. 
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E é por meio de referências aos limites já alcançados pelas disciplinas científicas do mundo contemporâneo e pela explanação de conceitos vanguardistas aos quais os cientistas já chegaram que José Carlos de Assis vai traçando seu divino painel divino. Ele defende um Deus que deixa pistas de suas leis inseridas nesta criação da qual fazemos parte e que pode ser explicado por algo que seria a razão Dele mesmo: “A razão de Deus”.
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Além disso, ele traça um novo cenário econômico que acredita ser mais plausível para nós humanos e que surgirá de uma crise profunda do Neoliberalismo, gerando uma nova época de cooperação. A competição dará lugar ao conjunto, lançando as bases para uma Economia mais homogênea e menos excludente.  
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Achei também interessante a parte que fala sobre a História das Religiões.
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A complexa Teogonia e Cosmogonia dos Hindus, que determina camadas altíssimas de Deuses que se multiplicam em milhões.
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As novas diretrizes traçadas pelo Budismo que surgiu mais como um caminho filosófico do que uma religião propriamente dita.
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As criações Gregas de Deuses imperfeitos e dotados de caprichos, vaidades e virtudes.
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O Politeísmo e o temporário Monoteísmo dos Egípcios.
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E como esta milenar civilização africana influenciou o Monoteísmo Judaico que, influenciando Jesus Cristo, se espalhou por todo o Ocidente, determinando a crença de bilhões e bilhões de pessoas.
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E, se não estou enganado, o autor defende que justamente essa Cosmogonia simplista de Adão e Eva, defendida na literatura Judaico-Cristã, pode ter ajudado a impulsionar o desenvolvimento filosófico e científico que aconteceu no Ocidente por tantos séculos, antes de ser levado de volta ao Oriente nos tempos mais atuais.
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Seria como se, com seus conceitos mais elaborados de como teria sido o início do Universo e do Homem, as religiões orientais conseguissem acalmar melhor os corações e as mentes dos pensadores das regiões abarcadas por energias Orientalistas. E esta calma advinda de concepções mais profundas teria sido menos produtiva para as ciências.
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Desta maneira, o oposto também seria verdadeiro.
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Essa visão abriria as portas para a interpretação do que seria uma menor elaboração proposital da doutrina Judaico-Cristã, fato que teria levado, segundo o autor, a um maior desenvolvimento científico.
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Seria por estes sábios e pacientes caminhos que os braços de Deus vai escrevendo certos por nossas linhas tortas?!   
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Por fim, longe de ser um livro de Catequese Panteísta, seu escritor não se importa em defender uma ou outra linha de fé, apesar de deixar clara suas inclinações.
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O miolo da obra está dividido em 11 capítulos, que são:
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A criação do Homem
A criação de Deus
A criação da Religião
A criação do Bem o do Mal
A criação do Estado
A criação da Filosofia
A criação da Ética
A criação da Ciência
A criação do Valor
A razão da Criação
O enigma da Paranormalidade
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Não sou de querer reler livros. Acho que devemos caminhar por cada um deles da melhor maneira possível, absorvendo aquilo que conseguimos no instante em que recebemos. Mas este me pareceu tão rico em referências que cogito seriamente em refazer a leitura mais para a frente.
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Ainda acho o título um pouco presunçoso, mas, provavelmente se trate de uma bem intencionada jogada de Marketing e, senso assim, acho válida!
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sábado, 4 de julho de 2015

O Portal (Post 1441)

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Prefiro sentir uma espécie de mágica por detrás das palavras. Sentir a ritualística da energia me induzindo ao longo das linhas e das páginas, sem que eu possa emergir da trama magnética que me inebria. E assim, prossigo-me impelido ao universo ficcional, enclausurado voluntariamente dentro do volume intenso das palavras vivas que congestionam, as quatro da manhã, minha sala supostamente silenciosa.
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Adoro sentir que não fui eu a ir de encontro ao livro, mas o livro que se fez encontrar comigo, levando-me até ele. Um ente que circunda os ares por meio de notícias que se ouve e não se esquece, ou pessoas que se referem a obra e esta referência te parece sedutora, ou mesmo a capa exposta na livraria que clama por especial atenção em meio a tantas outras.
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Impressões inevitáveis que demarcam os limites de um destino que acaba me levando até o objeto livro, e então, devo eu prostrar-me a leitura constatando, enfim, que estou defronte a um velho conhecido.
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Assim foi, primeiramente, com “100 anos de solidão”.
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Assim foi com “Grande Sertão: Veredas”.
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Assim foi com “Perto do Coração Selvagem”.
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Assim foi com “Doutor Fausto”.
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Assim foi com a biografia do Paulo Coelho “O Mago”.
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Assim foi com o livro de histórias do Clube da Esquina “Os sonhos não envelhecem”.
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E assim agora está sendo com “A Montanha Mágica”.
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Preciso aprender que espécie de ultrarrealismo é esse capaz de saltar das folhas e nos abocanhar de encontro a narrativa. Qual é a força que faz um livro falar de maneira especial, ainda que sua capa esteja fechada?
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Seria magia?!
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sexta-feira, 3 de julho de 2015

O temp(l)o do ser

 
Diante da natureza do mundo de hoje,
após o desencarne de cada um de nós,
 chegaremos no plano espiritual,
fortalecidos ou cansados,
extasiados ou frustrados,
iludidos ou realizados
?
 
Eu não sei dizer!

sexta-feira, 26 de junho de 2015

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Lista de livros que já li (Última atualização: 14 de maio de 2012)

Esses dias atrás pensei:
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 - Que bobagem ficar fazendo uma lista dos livros já lidos durante a vida, ficar alimentando esta mesma lista por anos e possivelmente por décadas, sem saber se isso terá alguma utilidade real para mim ou para quem quer que seja!
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Mas esta mesma crise me fez lembrar de mexer nos poucos livros que ainda restavam em Itanhandu, tirá-los de onde estavam e acrescentar seus nomes na mesma lista que não sei realmente para que serve. Além disso, resolvi incluir outros títulos já lidos desde a última atualização há mais de três anos atrás.
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Quanto ao meu questionamento, acho ainda cedo pra determinar a inutilidade real de tão vago gesto, sendo assim, prefiro seguir realizando a me arrepender por alguma desistência ainda precoce!
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Segue a lista...
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Antes do intercâmbio:
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 - Na primeira série, quando eu tinha 7 anos, teve uma festa do livro na Escola Estadual Felipe dos Santos e eu ganhei um livro que era 2 em 1, mas não me lembro o nome dele. Acho que esse foi o primeiro livro que eu li sozinho. Antes disso, eu ainda estava aprendendo a ler.
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 - Na segunda série, quando eu tinha 8 anos, o primeiro livro do ano que faria parte de uma ficha de leitura, se chamava:
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1. A botija de ouro – Joel Rufino dos Santos (Simples e bonitinho. Contava a história de uma escrava faminta que começou a comer a parede da senzala e achou uma botija que, ao ser esfregada, fazia brotar moedas de ouro. O dono da fazenda, ou o capataz (não me lembro) pega a botija pra ele e esfrega gananciosamente. Isso faz com que as moedas pesem e afundem o homem no solo (acho que juntamente com sua casa), libertando os escravos)
2. Diário de classe – Bartolomeu Campos Queirós (poesias para crianças)
3. O filho das estrelas – Wilson Rocha (um menino que viajou numa espaço-nave, ou coisa assim)
4. Falando pelos cotovelos – Lúcia Pimentel Góes (um menino que fica imaginando coisas, tipo “O fantástico mundo de Bob”.
5. A Vassoura da Bruxa – Rosana Rios (a vassoura de uma bruxa estraga e ela tem que pedir pra uma fada consertar).
6. Vinda com a Neve – Odette de Barros Mott (uma história meio oriental de uma menina muito branca e etc).
7. O dicionário de Serafina – Cristina Porto (Uma menina faz um dicionário com palavras bonitas, tentando achar o significado de diversas delas).
8. Laurinha vai pro hospital – Jane Curruth (tenho esse livro desde quando eu ainda nem sabia ler)
9. O dentinho malcriado – Jane Carruth (um esquilinho fica com dor de dente)
10. Casa de vó – Guiomar de Paiva Brandão (fala de coisas de uma casa de vó, como bolo, o cheirinho da vó e etc).
11. O monstrinho medonhento – Mário Lago (história de um monstrinho que não sabe ser mau)
12. A menina da garrafa verde – Doris Beling Quintella (uma menina encontra uma garrafa e dentro dela tem outra menina)
13. O Canguruzinho Fujão – Terezinha Casasanta (aventuras de um bebê canguru que foge do zoológico.
14. De onde viemos?! – Peter Mayle, Arthur Robins e Paul Walter (livro infantil sobre sexualidade)
15. O que está acontecendo comigo? - Peter Mayle, Arthur Robins e Paul Walter (fala sobre as mudanças da adolescência)
16. Mikai Kaká – Hildebrando Pontes Neto (uma história indígena).
17. Dona Vassoura – Guiomar de Paiva Brandão (uma vassoura falando das coisas que tem que passar).
18. Juca das rosas – Lúcia Miners (um menino da favela que ajuda a mãe a levar e trazer trouxas de roupa).
19. O pássaro-da-chuva – Monique Bermond (um menino prende um pássaro e daí a aldeia dele passa por uma seca, até que ele solta o animal e volta chover).
20. O gato de botas
21. O teatro de sombras de Ofélia – Michael Ende (Lindo livro de uma senhora que adota sombras e ensina teatro a ela. Então eles saem representando grandes comédias e dramas em aldeias e cidades).
22. O rei bigodeira e sua banheira – Audrey Wood (um rei não quer sair de sua banheira e faz todos do castelo ir lá pra dentro).
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Não sei se todos estes livros foram deste ano, mas, pelo menos são os mais infantis que eu já li. O último livro de 1992, foi:
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23. O Menino de Olho D'Água - José Paulo Paes e Rubens Matuck (Um livro lindíssimo!! Com ilustrações maravilhosas, comentários do ilustrador e ensinamentos entre um velho e um menino). Um livro ganhador de muitos prêmios. (Foi resenhado por ser muito bonito!)
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No meio desses tiveram alguns que eu não consigo lembrar...
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 - Na Terceira, Quarta e Quinta séries, minha fase CDF, li diveeersos livros, mas também não me lembro de todos. Lembro que lia muito nessa época. Lia 2 vezes cada livro antes da ficha de leitura. Ficava lendo até tarde... Foi uma fase muito rica!!!
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Segue uma lista com alguns livros dessa época:
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24. Caça ao tesouro, Uma viagem ecológica – Liliana Iacocca e Michele Iacocca
25. Viajantes do Infinito – Flávia Muniz (Livro que dá nome a esse blog, porque foi o primeiro livro que me marcou e também porque o título era sugestivo para o projeto de blog que eu tinha na época que criei esse “canto em que a hora e a vez do canto se fez). (Foi resenhado porque dá nome a este blog)
26. A ilha perdida – Não sei quem é o autor (Adorei esse livro! Conta aventuras numa ilha deserta no meio do rio Paraíba)
27. O mistério do 5 estrelas – Marcos Rey (História de mistério – assassinato talvez - num hotel chique e a investigação feita por um mordomo)
28. Histórias da Carochinha – Não sei o autor (Coleção de contos. Fiquei com medo do Barba Ruiva!!!)
29. O livro dos porquês – não sei o autor (Era uma tradução de um livro em italiano com perguntas feitas por crianças daquele país e respondidas por 2 jornalistas que selecionavam as mais interessantes e publicavam)
30. As sete faces da fábula – (Um livro meio chato. Primeiro é contada uma fábula, depois um autor desenvolve uma história que tenha a mesma moral da fábula que ele se baseou. Os autores - Fernanda Portela, Luiz Maria Veiga, Marcia Kupstas, Orlando Bastos, Paulo Sampaio, Ricardo Soares, Wagner Costa / As fábulas - "Os pés do pavão", "O gato e o macaco", "A águia e a coruja", "O lobo velho", "O cão e o lobo", "A raposa e as uvas" e "Os ratos e o sino do gato")
31. A Turma da Rua Quinze - Marçar Aquino (Investigação feita por uma turma de rua)
32. Garra de Campeão - Marcos Rey (Histórias de um rapaz que corria de moto e disputava o amor de uma mulher. Tinha um vilão, umas disputas com trapaças)
33. O Outro Lado da Ilha - José Maviael Monteiro (Pessoas vão para uma ilha que possui um lado desconhecido. Eles querem de qualquer maneira chegar até lá. Estudam o terreno e explodem uma pedra pra abrir um buraco para “o outro lado da ilha”. Depois disso, estranhos acontecimentos os ameaçam)
34. Pai sem terno e gravata – Cristina Agostinho (acho que o pai do menino perde o emprego e reaprende a viver).
35. O diário de Marisa – Maria Alice do Nascimento e Silva Leuzinger (descobertas de uma adolescente)
36. O diário de Marcos Vinícius - Maria Alice do Nascimento e Silva Leuzinger (descobertas de um adolescente)
37. É proibido miar – Pedro Bandeira (um cachorro que era meio gato)
38. Contos, mitos e lendas para crianças da América Latina (um livro de contos, mitos e lendas para crianças da América Latina. Afinal, com título tão grande como este, nem é necessário resenha ou comentário).
39. A reforma da natureza – Monteiro Lobato (algum personagem do sítio do Pica-pau amarelo resolve reformas árvores e animais).
40. Invasão de pensamento – Alina Perlman (uma menina que pensava demais).
41. O outro lado da história – Rosana Rios (uma inversão de contos de fadas).
42. A infância acabou – Renato Tapajós (passagens que levam um garoto a deixar de ser criança).
43. Sun and Light – Alair Alves de Carvalho (histórias em quadrinhos em inglês).
44. Em busca do templo perdido – Susannah Leigh (que de enigmas que devem ser decifrados pra poder chegar até o fim da história).
45. Flicts – Ziraldo (história das cores e de uma que fica meio esquecida).
46. Tantas histórias tem o tempo – Lino de Albergaria (mitos e fábulas de povos primitivos)
47. A bomba e o general – Umberto Eco e Eugenio Carmi (livro que fala do átomo que não queria fazer parte da bomba atômica).
48. Além do rio – Ziraldo (história do rio Amazonas).
49. Momento mágico – Guiomar de Paiva Brandão (fala de uma flor e de um beija-flor na ventania e insetos e coisas do tipo)
50. A constituição para crianças – Liliana Iacocca e Michelle Iacocca (fala dos direitos das crianças).
51. Poemas para brincar – José Paulo Paes (poemas bem humorados).
52. As viagens de Gulliver – adap: Cláudia Lopes
53. Uma professora muito maluquinha – Ziraldo (uma professora que fazia seus alunos gostarem de ler)
54. O menino maluquinho – Ziraldo (clássico)
55. A Grécia, mitos e lendas – Alain Quesnel, Jean Torton, trad: Ana Maria Machado (mitologia grega)
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Têm muitos outros além desses, mas não consigo lembrar de jeito nenhum.
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 - Depois, na Sexta, Sétima, Oitava, Primeiro, Segundo e Terceiro colegial, eu tive uma fase de ler menos. Eu lembro que eu gostava de ler, mas não tinha disciplina pra isso.
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Os livros dessa fase, são:
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56. Os noturnos – Flávia Muniz (Tinha uns vampiros e umas cenas sensuais)
57. O último mamífero do Martinelli – Marcos Rey (É o caso de um cara explorando um hotel abandonado, as coisas que ele acha, o mundo que ele cria. Acredito que seja um refugiado da ditadura militar que, um belo dia, sai e vê as diretas já passando e coisas do tipo)
58. David Copperfield – Charles Dickens (Biografia de um rapaz que se torna escritor. Talvez seja o alter-ego de Charles Dickens. Lembro que ele sofria demais no início da vida, mas depois se ajeitava. Gostei muito!)
59. Romeu e Julieta – William Shakespeare (Adaptação: Isabel de Lorenzo) (Me comoveu as declarações de amor)
60. A maldição do tesouro do faraó – Sérci Bardari (Tinha ligação com Tutancâmon, uma maldição e um museu)
61. Um rosto no computador – Marcos Rey (Acho que era história de rackers – ou simplesmente um rosto na tela - e um paralítico que o vencia)
62. O noviço e Juiz de Paz na Roça – Martins pena (Adaptação: Martins Pena) (Livro em forma de peça de teatro)
63. Cyrano de Bergerac – Edmond Rostand (Rubem Braga) (Um esgrimista francês que era feio, narigudo, mais era o melhor de todos com a espada. O fim do livro é ele velho e acabado, mas ainda bom lutador e respeitado por todos)
64. Sexualidade, um bate papo com o psicólogo – Ênio Brito Pinto (Livro em forma de conversa, muito gostoso de ler)
65. Sonho de uma noite de verão – William Shakespeare (Adaptação: Ana Maria Machado) (Uma fantasia total numa floresta e seres imaginários)
66. O grande mentecapto – Fernando Sabino (Viagens de um doido por terras brasileiras. Lembro-me de uma cena muito linda que se passa em Congonhas do Campo, junto aos profetas de Aleijadinho, onde o Mentecapto tem visões e coisas do tipo, tudo muito bem escrito)
67. Para gostar de ler I – Crônicas de autores famosos
68. Para gostar de ler II – Crônicas de autores famosos
69. Para gostar de ler V – Crônicas de autores famosos
70. Brás, Bexiga e Barra Funda – Alcântara Machado (histórias paulistanas).
71. Auto da barca do Inferno – Gil Vicente (embate entre anjos e demônios).
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Não me lembro de muitos outros livros dessa fase. E também não vou colocar livros de escola nessa lista.
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No terceiro ano, lembro que li e escandiei, junto com um amigo, TODOS os poemas do livro:
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72. Espumas Flutuantes – Castro Alves (Lindíssimo! Um super poeta que tivemos. Versos metrificados, rimas bem feitas, vocabulário vasto. Adorei!)
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No intercâmbio (2002): (A partir desse ponto, todos os livro foram resenhados, exceto os três em Alemão que li no intercâmbio. Tinha esquecido deles, mas quando fui ler meu diário, percebi que precisava acrescentar).
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Voltei a ter disciplina pra ler, por isso essa fase está colocada como uma zona de separação. Procurei comprar uns livros, pegar com conhecidos e etc. Foi ótimo!!!
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Os livros principais dessa fase, são:
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73. Conto da ilha desconhecida – José Saramago
74. O banqueiro anarquista – Fernando Pessoa
75. Baía dos Tigres – Pedro Rosa Mendes
76. Death Poets Society – N. H. Kleinbaum (O único livro em inglês que li inteiro)
77. Diário Noturno – Gabriel, o pensador
78. Der kleine Prinz
79. Lili Hixi
80. Angefuhrt! Angefuhrt!
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Tem outros menores que eu não lembro, uns livros pequenos em alemão, coisas do tipo.
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Depois do intercâmbio:
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81. Cem anos de solidão – Gabriel Garcia Marquez (tem um texto falando coisas vagas)
82. Ensaio sobre a cegueira – José Saramago (só tem uma poesia sobre ele)
83. Admirável Mundo Novo – Aldous Huxley
84. Fausto I - Goethe
85. Amar, verbo intransitivo – Mario de Andrade
86. Terras do sem fim – Jorge Amado
87. Intermitências da morte – José Saramago
88. Evangelho segundo Jesus Cristo – José Saramago
89. Primeiras estórias – João Guimarães Rosa
90. A grande arte – Rubem Fonseca
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Talvez existam outros livros, mas eu não me lembro. Se estiver faltando, será um, no máximo dois...
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Continuação:
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Acho que o primeiro livro resenhado desse blog é:
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91. A hora a estrela – Clarice Lispector. O título dessa resenha, na verdade, é: Macabéia...
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Antes dele, escrevi coisas baseadas em livros, mas nada que pudesse ser chamado de “Resenha ou quase”.
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Outros já resenhados:
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92. Grande Sertão: Veredas – João Guimarães Rosa (primeira vez que eu procurei ir fundo numa resenha)
93. Perto do coração selvagem – Clarice Lispector (na minha opinião, é uma das melhores resenhas desse blog)
94. Manuelzão e Miguilim – João Guimarães Rosa
95. Vidas secas e Angústia – Graciliano Ramos (Estão juntas)
96. A maçã no escuro – Clarice Lispector
97. Dom Casmurro – Machado de Assis
98. Livro com os contos: “A cartomante”, “Uns braços”, “Conto de escola”, “O alienista”, “O espelho”, “Um homem célebre” e “A causa secreta” – Machado de Assis (Há uma resenha comparando ele com Guimarães Rosa, falando um pouco de Primeiras estórias)
99. Heloísa – Benita Carneiro
100. Pipas e Porões – Dilza Pino Nilo
101. O processo – Franz Kafka
102. A viagem do elefante – José Saramago
103. O filho Eterno – Cristóvão Tezza
104. Sagarana – João Guimarães Rosa
105. Dom Quixote – Miguel de Cervantes Saavedra
106. A metamorfose – Franz Kafka
107. Mensagem – Fernando Pessoa
108. Memorial do Convento – José Saramago
109. Bendições – Max de Figueiredo Portes
110. Madame Bovary – Gustave Flauber
111. A Fábrica – Danilo Ferraz
112. O assassinato e outras histórias – Anton Tchekhov
113. O coração das trevas – Joseph Conrad
114. Caim – José Saramago
115. Contos de amor, de loucura e de morte – Horacio Quiroga
116. Cândido ou O Otimismo – Voltaire
117. Os sofrimentos do jovem Werther – J. W. Goethe
118. Outra volta no parafuso – Henry James
119. Alto Risco – Maurício Tibúrcio
120. Do fundo do poço se vê a lua – Joca Reiners Terron
121. Manifesto do Partido Comunista – Marx e Engels
122. Livro: Quatro contos
123. Para gostar de ler – Vol. 9
124. Doutor Fausto – Thomas Mann
125. O Mago (Biografia de Paulo Coelho) – Fernando Morais
126. Pornopopéia – Reinaldo Moraes
127. Oito contos de amor – Lygia Fagundes Telles
128. Clarice, - Benjamin Moser
129. Memórias de um sargento de milícias – Manuel Antônio de Almeida
130. O Morro Dos Ventos Uivantes - Emily Brontë
131. Rei Lear – William Shakespeare
132. Macbeth – William Shakespeare
133. Grandes Esperanças – Charles Dickens
134. Triste fim de Policarpo Quaresma – Lima Barreto
135. Austerlitz – W. G. Sebald
136. O homem que queria ser rei e outras histórias – Rudyard Kipling
137. Antologia Poética – Cecília Meireles
138. On the road – Jack Kerouac
139. Haikais – Benita Carneiro
140. Marcas de um tempo real – Benita Carneiro
141. Nasce uma flor daqui - Benita Carneiro
142. Fernando Pessoa – Uma quase autobiografia – José Paulo Cavalcanti Filho
143. A rosa do povo – Carlos Drummond de Andrade
144. Aquarela – Benita Carneiro
145. Infância – Maksim Górki
146. Método Prático da Guerrilha - Marcelo Ferroni
147. O Cortiço – Aluísio Azevedo
148. O Falecido Mattia Pascal - Luigi Pirandello
149. Orgulho e preconceito – Jane Austen
150. Os sonhos não envelhecem - Histórias do Clube da Esquina – Márcio Borges
151. Passageiro do fim do dia – Rubens Figueiredo
152. Pétalas esparsas – Benita Carneiro
153. Aquarela – Benita Carneiro
154. Os Malavóglia - Giovanni Verga
155. Uma vida sem limites – Nick Vujicic
156. O retrato de Dorian Gray – Oscar Wilde
157. Romanceiro da Inconfidência – Cecília Meireles
158. A cabana - William P. Young
159. As meninas – Ligia Fagundes Telles
160. As teorias selvagens – Pola Oloixarac
161. Itaema – Benita Carneiro
162. Cartas chilenas – Tomás Antônio Gonzaga
163. Memórias póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis
164. Macunaíma – Mario de Andrade
165. O livro dos espíritos – Allan Kardec
166. Para decorar – Benita Carneiro
167. Girassóis – Benita Carneiro
168. Carrossel – Benita Carneiro
169. Bill – Benita Carneiro
170. Antologia poética (Fernando Pessoa) – Fernando Pessoas
171. O Vermelho e o Negro - Stendhal
172. O Encontro Marcado – Fernando Sabino
173. Pelo Solimões – Quintino Cunha
174. Palavras Desavisadas de Tudo – Vol. I – Reunião de vários autores
175. Palavras Desavisadas de Tudo – Vol. II – Reunião de vários autores
176. Clara Nunes – Guerreira da Utopia – Vagner Fernandes
177. Marília de Dirceu – Tomás Antônio Gonzaga
178. @M@R – Helga Bevilacqua
179. Ansiedade, como enfrentar o mal do século – Augusto Cury
180. Filho de Itanhandu – Henrique Pinto
181. I Juca Pirama - Os Timbiras – Gonçalves Dias

182. Nova Antologia do Conto Russo – Reunião de vários autores