.
Não há mais músicas
Que definam
Nem as que eu mesmo faço
Não há mais palavras que bastem
Que me pareçam bonitas, feias
Não tenho mais vontade
De poetizar os momentos
Não há mais nada
Além das milhões de histórias
Não sinto vontade
De pedir pelo retorno
Nem pelo afastamento
Nada
Fico na minha
Na medida exata
Que há alguns meses estou
Quem vai e volta
E mexe e vira
E fala e acha ruim
E inicia a reclamação
E implora
E tenciona novamente cativar
E tem esperança
E diz-que-diz
E tenta de diversas maneiras
Não sou eu
É você
Eu estou aqui
Na minha
Andando no meu caminho
Independentemente
Indo bem
Muito bem
Obrigado
Sem deixar me afetar por nada
Nada que tanto me afetava
Me causa algo agora
Apenas reajo
Pontualmente
A cada relance e disparidade
Que sai aos montes
Do alheio tão próximo
Mas logo passa
E já vai longe
Quem está sem nada
No meio disso tudo
Sou eu
E não você
Você tenta estar sem nada
Mas não consegue
Porque o que sente
Desde sempre
Foi mais forte
Eu me afetava
Por signo, talvez
Mas agora nem por isso
Sei do que vem
Do que vai
Do que volta
De tudo
Não há mais novidades
Esgotamos as possibilidades
Todas as socializações
Sentimentos
Reações
Causas
Opiniões
E conseqüências possíveis
Já se esgotaram
Por isso me resta o meio
O medíocre
O insípido
A apatia frente às revelias
Elas me vem
As sinto com preguiça
Depois logo passam
E morrem sem deixar rastros
Cicatrizes
Não crio expectativas
Pelo menos nesses nossos pontos
Sem nada estou eu
E só eu
Você não
Por isso um poema
Tão assim
Sem nada
.
Sem poesia
.
Não há mais músicas
Que definam
Nem as que eu mesmo faço
Não há mais palavras que bastem
Que me pareçam bonitas, feias
Não tenho mais vontade
De poetizar os momentos
Não há mais nada
Além das milhões de histórias
Não sinto vontade
De pedir pelo retorno
Nem pelo afastamento
Nada
Fico na minha
Na medida exata
Que há alguns meses estou
Quem vai e volta
E mexe e vira
E fala e acha ruim
E inicia a reclamação
E implora
E tenciona novamente cativar
E tem esperança
E diz-que-diz
E tenta de diversas maneiras
Não sou eu
É você
Eu estou aqui
Na minha
Andando no meu caminho
Independentemente
Indo bem
Muito bem
Obrigado
Sem deixar me afetar por nada
Nada que tanto me afetava
Me causa algo agora
Apenas reajo
Pontualmente
A cada relance e disparidade
Que sai aos montes
Do alheio tão próximo
Mas logo passa
E já vai longe
Quem está sem nada
No meio disso tudo
Sou eu
E não você
Você tenta estar sem nada
Mas não consegue
Porque o que sente
Desde sempre
Foi mais forte
Eu me afetava
Por signo, talvez
Mas agora nem por isso
Sei do que vem
Do que vai
Do que volta
De tudo
Não há mais novidades
Esgotamos as possibilidades
Todas as socializações
Sentimentos
Reações
Causas
Opiniões
E conseqüências possíveis
Já se esgotaram
Por isso me resta o meio
O medíocre
O insípido
A apatia frente às revelias
Elas me vem
As sinto com preguiça
Depois logo passam
E morrem sem deixar rastros
Cicatrizes
Não crio expectativas
Pelo menos nesses nossos pontos
Sem nada estou eu
E só eu
Você não
Por isso um poema
Tão assim
Sem nada
.
Sem poesia
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