sexta-feira, 23 de setembro de 2011

AMOR - Autora: Benita Carneiro


Quero amor para você
Que não gosta de viver
E que não sabe encontrar
O que gosta de escolher.

Quero amor para você
Que do amor quer esconder
O que sente sem contar
O que deixa aparecer

Quero amor para você
Que ninguém quer entender
E só não quer ficar,
Nem junto para vencer.

Quero amor para você
Que não gosta de sofrer,
Que não sabe perdoar,
Nem também sabe esquecer.

Quero amor para você
Porque é bom, gostoso ter,
Nem que seja para dar,
Sem de ninguém receber.

Décimo Quarto



Ando escrevendo pouco aqui no blog, mas não deixo de escrever nunca. Sempre me ocorre alguma idéia de frase quando estou na rua, ou então escrevo alguns versos, um texto pequeno que será aumentado, coisas do tipo.

Hoje sentei aqui na frente do computador e resolvi atualizar esses pedaços que estavam guardados no celular, numa pasta aqui no meu desktop e em outros lugares. Seguem abaixo 13 postagens.

Acho que logo mais virão outras coisas que ainda estão aqui guardadas, esperando serem finalizadas.


Restritivo simplório




O que seria Deus em cada um?

É uma firmeza profunda que se conquista, se mantém, se merece e traz-se nos momentos de maior incômodo, mesmo para as dores da matéria.

É a coluna vertebral do espírito e, não por acaso, localiza-se nas costas.

Basta saber encontrar!





Milhar Vocábulo





Se uma imagem vale mais que mil palavras, mil palavras, bem colocadas, valem muito mais que mil imagens. Afinal, o pensamento humano é verbal, muito mais que visual.

Sendo assim, lidando com o elemento base da consciência, o escrevente pode ampliar e trabalhar idéias profundas que vão além de qualquer imagético possível.

Mil palavras bem colocadas podem ecoar infinitas!




Amor?!




O amor próprio é mais importante que o amor ao próximo

Porque, quem não se ama, não é capaz de amar. Quem não se ama, não vive, não se encontra, não encontra o próximo, não se permite, não se faz pelas horas da vida.

Quem não se ama não possui amor, mas inventa obsessões em relação àquele ser que é foco de um sentimento que, na verdade, não encontra espelho no próprio peito do obsessor.





(000000000000!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!000000000000)

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O
que
é
que
a
gente
faz
quando
não
está
pensando?
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.
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Sinastria Vital




Todo homem minimamente humilde, merece uma estrutura que o permita por toda vida.


Pardonagem


Qual o valor do perdão?

Ele permite não errar sobre o erro, quebrando a cadeia da energia errada por meio da superação interna. 

Ou seja, o próprio indivíduo.

cota cocota



É sempre bom ter uma cota razoável de energia reservada



É sempre bom ter uma cota razoável de energia reservada




É 

sempre 

bom
!
!
!


Busca Vida


E os pássaros continuam seguindo o curso dos rios, mesmo quando estes estão canalizados. 

Via Dutra - São José dos Campos, 18 horas. 

Indo para Itanhandu numa Sexta-Feira.



.G.E.


Todo gênio tem um limite, porque todo processo mental está submisso às fronteiras da vibração plausível à carne.


loc lock luck look



A loucura em conjunto, dentro de certos parâmetros, não é mais loucura, mas realização conjuntiva. 

É como se dois ou mais próximos, num conjunto, abrissem as margens de tolerância do olhar alheio.


Propriocepção errata



Eu fico com a pior classificação
Possível de mim mesmo:
Em todos os instantes.

Uma propriocepção
Destituída de tolerância:
Recálcava impertinência côncava.

Ainda que todos me amem
Eu mesmo não terei auto-apresso:
Propriocepção errata de mim!


Post 900 (Noningentésima Postagem)




Considerações sobre a mente 


ou


As paredes da consciência



É como se houvessem caminhos livres e outros fechados para o desenrolar do pensamento.

São pontes que não construímos, mas, temos a liberdade de escolher, dentre as existentes, aquela que iremos passar. Não construímos facilmente as pontes, estas são feitas homeopaticamente com o desenrolar do tempo da vida.

O pensamento não é totalmente liberto. Ele depende de parâmetros emocionais, repertório de vida, estrutura física do aparato nervoso do indivíduo e outras variáveis ainda mais sutis que estas aqui enumeradas. Estas variáveis fazem parte daquele mar de coisas que, de maneira dispersiva e inexata, chamamos de energia.

A mente não somentemente dependente da emoção, do dito coração. A mente possui amarras muito sérias, e forças que podem mesmo determinar os caminhos que iremos traçar. Não há dúvidas de que, dentre os segmentos humanos mais controláveis pelos encarnados, a emoção seria aquela que mais influencia no funcionamento cerebral, no entanto, ela não resume, nem controla a totalidade dos pensamentos, nem mesmo determina o funcionamento imediato dos caminhos pensáveis.

É como se houvessem salas mentais escuras e tivéssemos apenas uma pequena lanterna para iluminar aquilo que queremos ver. Ao mesmo tempo, dentro desta sala, estaríamos encima de uma mesa giratória que não controlamos suas giradas. Nunca daremos conta de vislumbrar toda a estrutura e nem guardar na memória todas as transformações desta sala viva, nem tampouco, como já foi dito, controlar a mesa que nos direciona o canto ao qual podemos iluminar.

Uma metáfora exageradamente complexa, mas, em se tratando da consciência, os aspectos tendem a não serem resumíveis por pontos restritivos, como este texto presunçoso.

Falando de maneira prática, podemos apenas, dentro de um determinado espaço restrito, focar o feixe luminoso para este ou aquele ponto, mas dificilmente transferiremos o foco de luz inesperadamente ao lado oposto da referida “sala mental”. E, mesmo esta sala viva, não é viva dentro de nós, vivida por nós, mas tem sua própria lógica de transformação.

Que assim seja, posto que assim é!




Post 899 --------------------------- (;-o)

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O que é o amém?
É uma ordem de amor!
Amém é um amem acentuado!
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Amem amém!
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domingo, 18 de setembro de 2011

Post 898 - Domingo – 8:52 da manhã

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Como traduzir o sentir de Deus que sinto agora?
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Talvez Deus seja o atalho perfeito
Dentro de toda dor,
Carnal ou espiritual,
Que nos guia
A um conforto pleno
No momento do sentir
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 O agora!
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Deus é agora e sempre!
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Deus é atalho pereno, pleno
e
Eterno!

Eu sei o que é o amor! Ahh, como sei!!!

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O amor, dentre outras muitas e infinitas juras verdadeiras, é ter alguém roncando do seu lado, e amar até mesmo o próprio ronco da pessoa.
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Eis um exemplo do absoluto que é o verdadeiro amor!
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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

DIA DAS MÃES - BENITA CARNEIRO


No “Dia das Mães” eu me lembro
De quem não posso lembrar,
Sem sofrer, sem ficar triste,
Sem meus olhos marejar.

Porque mamãe me aparece
Nesse dia de louvores,
Dentro de um caixão roxinho,
Coberta toda de flores.

Vejo tudo de repente
No passado transformar,
No dia em que mamãe foi
Para nunca mais voltar.

Eu era muito pequenininha
E não podia adivinhar
O tesouro que eu perdia,
Eu só podia observar

Nossa casa cheia de gente,
Muitas velas a queimar,
Meus parentes me agradando,
Tentando me consolar.


Na hora da despedida,
Meu povo todo a chorar,
Taparam mamãe todinha,
Só pude seus pés beijar.

Vi da porta tristemente
O seu caixão se afastar,
Pensando bem magoada:
Mamãe não quis me levar!

Penso agora diferente,
Recordando a minha dor,
Não fiquei, mamãe querida!
Hoje eu sei que me levou.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Grandes Esperanças – Charles Dickens


“Eu não me equivocara em minha fantasia de que havia nele uma dignidade simples. O feitio daquele traje já não lhe atravancava quando proferiu essas palavras, como também não lhe atravancaria o caminho ao Céu. Suavemente, ele me tocou na testa, e saiu. Assim que consegui me recuperar o suficiente, corri atrás dele e o procurei nas ruas vizinhas. Mas ele se fora.”

terça-feira, 23 de agosto de 2011

A árvore da vida


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Um filme com poucos diálogos, muitas imagens lindíssimas e o silêncio dos personagens, capaz de gritar coisas que não se diz! 
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Uma mulher perde seu filho. Religiosa, ela questiona Deus!
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Isto leva a uma passagem por milhões e milhões de anos de história, mostrando a grandiosidade da criação, o rebentar das estrelas, a formação das células, o desvirginar da vida, a sucessão de eras, até os nossos dias!
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É um filme que não impõe uma conclusão!
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Foi bastante relaxante de ver! As imagens eram muito lindas!
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Paralelo palavra

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A arte do poeta
Não é nem tanto o sentido convicto
Mas a própria palavra
Em desenvolvimento contínuo,
Por vezes desgarrada da razão que aprisiona.
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É mesmo o vocábulo solto
No ritmo involuntário da musicalidade
Intrínseca a toda proposta sonora.
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A palavra se conduz no ato poema!
O poeta é o simples canal do toque!
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Todas as poesias do mundo já existem
Nós apenas as arrecadamos
De um universo reverso
Palavro-paralelo a nós!
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Filhos de João – Admirável Mundo Novo Baiano






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Um documentário fantástico, como achei que seria! Não me decepcionou!
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Adoro os Novos Baianos desde quando ouvi pela primeira vez no carro de um colega! Depois de muito tempo, resolvi ver algumas coisas deles no Youtube e gostei mais ainda da proposta. No entanto, o que me atraiu não foi apenas o som, mas também o clima de harmonia, comunidade e simplicidade que eles traziam.
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E este filme retrata justamente isso!
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Este Admirável Mundo Novo que o grupo conseguiu colocar em prática em solo brasileiro! Uma comunidade hippie, que começou num apartamento no Rio onde eles fumavam maconha enrolada em folhas de uma bíblia velha, foi ganhando espaço, até que se transbordou para uma chácara num bairro isolado da capital carioca e lá permaneceu até seu fim.
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Por entrevistas com diversos membros, vai-se esboçando qual era o dia a dia do grupo, suas loucuras e convicções. E como, no meio dessa viagem alucinante, João Gilberto mostrou a eles uma nova proposta de som que eles abraçaram e os deixou totalmente enlouquecidos: a Bossa Nova.
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Eles, pessoas mergulhadas no rock, depois de presenciar o mestre tocando na própria república que eles haviam formado, se converteram plenamente (daí o nome “Filhos de João”), e partiram para novas tentativas mesclando técnicas de guitarra, com bandolim, choro com distorção, dando origem a todo o admirável novo som baiano que daí saiu.
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A mescla de talento com a vida em comunidade, a maneira que eles tratavam o dinheiro (ficava num saco atrás da porta de entrada e quem quisesse pegava lá), as criações em conjunto, as peladas no campo, os carnavais em Salvador, tudo vibrava belamente em paz!
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O fim não aconteceu por nenhuma briga!
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O motivo foram os filhos que surgiram nesse tempo todo e que precisavam de atenção, um local mais regrado em que pudessem ir a escola, viver numa família mais estruturada e coisas do tipo!
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Foi assim que os tempos de espairecimento e criação conjunta foram se esvaindo!
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Uma história lindíssima de amizade, arte e amor!
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Agora, um link de uma musiquinha bem gostosa que deu título a um dos mais importantes discos da MPB, feito pelos Novos Baianos: Acabou Chorare!!!
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http://www.youtube.com/watch?v=u9T4aVPIQjs
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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Achei II


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Achei uma passagem, no livro que estou lendo agora, que complementa a frase que eu escrevi sobre o tempo a alguns dias atrás.
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“O tempo, disse Austerlitz no observatório astronômico de Greenwich, era de todas as nossas invenções de longe a mais artificial e , por estar vinculada aos planetas que giram em torno do próprio eixo, não menos arbitrária do que seria, digamos, um cálculo baseado no crescimento das árvores ou na duração necessária para uma pedra calcária se desintegrar, sem falar que o dia solar pelo qual orientamos não fornece uma medida precisa, de modo que para calcular o tempo temos de inventar um sol imaginário médio, cuja velocidade de movimento não varia e que não se inclina para o equador em sua órbita.”
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Austerlitz, página 102, W. G. Sebald.


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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

11/08/11

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Relatório entregue!

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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Post 888 - Academia

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A discussão de idéias que, em algumas áreas, são exercícios sociais e políticos, ou até egóicos, na parte acadêmica, se torna mesmo um exercício científico, o que confere um caráter maior e profundamente comprometido com a verdade absoluta e não com as opiniões compartimentalizadas, adaptáveis às circunstâncias momentâneas.
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sexta-feira, 29 de julho de 2011

Achei!!!

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Qual é a maior invenção do homem?


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O TEMPO!!!



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Austerlitz - W. G. Sebald

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"Mas talvez justamente nossos projetos mais ambiciosos traiam da forma mais patente o grau da nossa insegurança."

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terça-feira, 26 de julho de 2011

Clarice, - Benjamin Moser





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Um misto de biografia e análise literária de uma vida, ou melhor, uma biografia construída, primordialmente, em torno da literatura de Clarice Lispector. O fio condutor são os romances, os contos, e o que vivia sua autora nas passagens em que estava escrevendo este ou aquele livro.
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Clarice foi totalmente sofredora, genial, espiritualmente não trabalhada. Uma mediunidade grandiosa que foi fenecendo no vácuo de uma mente inquieta que cavou seu túmulo perpétuo, inescapável, dia-a-dia, na mais imperfeita convicção aflita de estar vivendo.
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Não era tanto vida, mas simplesmente obras!
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Nascida em meio a uma guerra sangrenta, fugida de uma cidade que nunca mais visitou, pais falidos, mãe doente, irmãs loucas, ela mesma se encaminhando para tal fim, Clarice é sempre superlativo que soa belo somente enquanto arte, mas totalmente pesado de ser em si.
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Começou a escrever cedo. Inventava estórias, nomeava os azulejos do banheiro, firulava situações para divertir os outros quando pequena. Isso foi crescendo junto com ela, ou melhor, até mais do que ela. Morreu latente, a maior escritora do modernismo brasileiro, no entanto, carente e infantil...
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Nem mesmo seu psiquiatra a suportou!
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Casou-se, teve um filho que se tornou esquizofrênico, tentou e tentou a vida por anos, oscilando entre raros momentos de euforia, cercados de outros tantos e tantos de escuridão e perdição que, se valeram, não valeram em si, mas simplesmente por aquilo que eles não foram, ou seja, pela ficção que deles surgiu.
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Terá sido Clarice Lispector um erro, ou uma parábola grandiosa do sofrimento que faz transcender o reles humano?
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Não sei e não pago pra ver!
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O autor, Benjamin Moser, é explicitamente judeu. Isso fica claro no quanto ele repetidamente faz questão de falar do anti-semitismo, do sofrimento judaico, do misticismo da religião, e coisas do tipo, soando algumas vezes um pouco apelativo em ligações ou acusações construídas no decorrer dos capítulos.
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Mas é um livro muito bem escrito! Uma linguagem simples, bem colocada, fácil de prosseguir apesar do tamanho e das constantes referências contidas que remetem a bibliografia localizada no fim do livro.
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Eu recomendo a leitura e também bastante calma, porque se envolver no sofrimento de Clarice pode ser um erro bastante torturante ao leitor!
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Ecco



As 3 coisas mais importantes para um ser


(em ordem)
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1 – Espiritualidade
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2 – Sensibilidade
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3 – Inteligência
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Elis

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Te balanceio com aqueles que tem meu nome...
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O que serias de ti?

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O que seremos de nós?
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quinta-feira, 21 de julho de 2011

Vociferamu(n)do




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O vácuo da noite vil
O vazio da vontade vã
Vilania descarrada deliberante
Neste vício apartamento solitário
Rolando rasteiro
Por qualquer improvável
Dissolução deste redigente
Esguiamente secretas
As possibilidades de existir
Revezam-se em meu peito
Dilaceram instantaneamente
Segundo a segundo a Passos
Qualquer possível continuidade
Manipulo meus sentires
Como quem malabariza tentativas
Escorrem pelos meus dedos
As oportunidades humanas
Esvaindo-se madrugada a dentro
Como um rio de desvãos
Contínuos resquícios imperativos
Cíclicos de sentir perdição
Esquecimento sertão
Sou criança idosa
Jogando bola com o infinito
Difícil sinastria envolvente
Que pelo prolixo verborrágico crescente
O presente míngua em todo agora
Minhas voltas revoltam silentes
Consciência de desvario convicto
O amanhã é outro dia
O amanhã é socialmente responsável
Mas não este prospectante magma
Que circunda este casulo servil
De proteção lancinante
Que desbasto nas horas voláteis
Aquelas que correm em minhas veias
Encharcam os cantos e o centro
Todos os cômodos sinápticos
Desta imaterial subversão
Exponencial tangente da vida
Margem de tudo
Centro do infinito
A magia do descompromisso
Que detendo a mim
Se lança-me em explosão
Convulsiva paródia resquícia
Vociferada imunda muda
Neste peito cálido de senão
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sexta-feira, 15 de julho de 2011

quarta-feira, 13 de julho de 2011

terça-feira, 12 de julho de 2011

Meia noite em Paris

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Escrito e dirigido por Woody Allen.
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De uma maneira bem humorada e cordial, o filme nos leva a repensar o tão constante sonho de viver em outra época, este passado que sempre está envolto por luzes doiradas!
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Um roteirista da Hollywood atual, bem sucedido, mas que escreve roteiros banais, vai viajar para Paris com sua mulher e lá, suspira o fato de não ter vivido na Paris dos anos 20. Acontece que a magia da cidade, por alguma conjunção cósmica, não necessária de ser explicada, o leva para seu sonho e assim ele se encontra com artistas, como: Pablo Picasso, Salvador Dali, Ernest Hemingway, Cole Porter, Luis Buñuel, Francis Scott Fitzgerald, T. S. Eliot, e outros que não me lembro, além de suas amantes, esposas, festas regadas a vinhos e música de classe, críticos de arte, e toda a atmosfera mágica da Paris dos anos 20.
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Nessas idas e vindas no tempo, ele se apaixona por uma mulher da época, que, na verdade, não gosta dos anos 20, mas sim da chamada Época de Ouro de Paris, do final do século XIX. Ao caírem nesta época, o natural do século XXI e sua amante do século XX, se deparam com a infelicidade dos naturais dos anos 1890 que, para eles, o ideal seria ter vivido na época do Renascimento.
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Ou seja, uma insatisfação, esta sim, atemporal!
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O personagem principal é muito bem montado! Um sujeito totalmente pacífico, com suas insatisfações quietas e uma vida bastante normal, acomodada e sem grandes escândalos, ou seja, um possível cidadão mediano do mundo, se é que isso é provável! Alguém que gera empatia sem grandes esforços...
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No final, tudo muda e acontecem algumas coisas que eu não vou contar aqui pra não perder a graça.
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Gostei bastante! Bem Woody Allen!
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Memórias de um sargento de milícias – Manuel Antônio de Almeida

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Li este livro há um mês, já que na época de colégio, nem cheguei a tocá-lo.
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Ágil, bem escrito, com pitadas de humor, um romance sobre um total anti-herói. Alias, provavelmente, o primeiro anti-herói da Literatura Brasileira. Será mesmo?!
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A linguagem, embora pareça um pouco rebuscada é, na verdade, popularesca. Há gírias, diálogos convencionais, tramites e fofocas cotidianas. O rebuscado, ao olhar contemporâneo, dá-se pelas palavras que não usamos mais com tanta freqüência. Além disso, o rebuscado também é usado para gerar comicidade, ironia, algo burlesco e, porque não, um deboche das regras.
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É interessante como Manuel Antônio de Almeida constrói o personagem desde sua infância. Os moldes do garoto, que se tornaria um sargento de milícias, são mostrados quase didaticamente. É quase um manual de como se criar um vagabundo divertido e, um tanto quanto, inofensivo.
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Muito gostoso de ler! Um livro escrito na metade do século XIX, mas que se encaixaria perfeitamente numa época 100 anos mais nova, ou, menos velha!
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X-MEN: PRIMEIRA CLASSE

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Sem dúvida, o melhor filme dos X-men, dentre os 4 que já vi. Na verdade, só não vi o filme do Wolverine. Se bem que, pra ser melhor do que este, os roteiristas teriam que fazer milagres, já que o impacto visual do poder deste mutante é reduzido.
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Eu adoro o Magneto, desde pequeno. E nesse filme ele é, se fosse para apontar um, o protagonista. Está mostrando bastante do que ele é capaz.
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Mas viagens a parte...
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É um filme super bem montado, com pitadas sutis de humor, que ajudam na empatia com o público. Os efeitos especiais não estão em demasia, o que soaria apelativo. É, sem dúvida, o filme com mais carga de ficção visual, mas, tudo é bem costurado com passagens de caráter humano.
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Os personagens mutantes mostram bastante seus dramas pessoais, como a dificuldade de ser diferente, ou mesmo a alegria de poder compartilhar as diferenças quando estão em grupos onde há uma certa similaridade. Os diálogos são muito inteligentes, alguns bem tocantes, como quando o professor Xavier propõe o limiar entre a raiva e o amor como ponto que potencializaria o poder do seu, até então amigo: Magneto.
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Fora isso, a velha disputa entre mutantes e X-men’s está presente em suas origens, mostrando como tudo começou.
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Gostei demais!!!
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Julho trazes pra mim II

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Esta é a última vez que coloco um trânsito deste Julho de 2011 aqui. Já apareceram outros positivos (e um pequenino, de 2 dias, que era negativo), mas achei interessante este por ser bem longo.

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De 10/07 (Hoje) até 17/09, o planeta Mercúrio estará ativando a Casa 11 do seu mapa, Wagner, o que pode ser particularmente positivo para...

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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Perplexa ansiedade












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Tomei um copo de suco de maracujá

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e

arrotei
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A

...PAZ...

...
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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Filosofia experimental: Livre Arbítrio versus Causa e Efeito

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Endereço:

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Filosofia experimental: Livre Arbítrio versus Causa e Efeito
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Baseado em artigo de Jeff Harrison
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Liberdade versus determinismo
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Filósofos têm argumentado por séculos, milênios, na verdade, sobre se as nossas vidas são guiadas por nossa própria vontade ou se são pré-determinadas como resultado de uma cadeia contínua de eventos sobre os quais não temos controle.
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Por um lado, parece que tudo o que acontece tem algum tipo de explicação causal; por outro, quando tomamos decisões, parece-nos que temos o livre arbítrio que nos permitiria tomar decisões diferentes e trilhar outros caminhos.
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A maioria das pessoas parece concordar com o império do livre-arbítrio.
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Contudo, embora muitos, nas mais diversas culturas, rejeitem o que é conhecido como determinismo, todos continuam encarando conflitos sobre o papel da responsabilidade pessoal em situações que exigem julgamentos morais.
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Filosofia experimental
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O professor Shaun Nichols, da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, é um dentre um número crescente de pesquisadores que estão tentando encarar esse dilema filosófico através da aplicação de métodos experimentais usados pelos psicólogos do desenvolvimento e por outros cientistas sociais.
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Suas últimas conclusões ("A Filosofia Experimental e o Problema do Livre Arbítrio") foram publicadas na edição desta semana da revista Science.
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Até recentemente, essas questões foram dissecadas usando "reflexão cuidadosa e sustentada, aguçada por um diálogo com colegas filósofos," disse Nichols.
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"Quase tudo o que as pessoas têm feito é trabalhar com estes problemas de forma conceitual. Você pensa por meio de problemas; você pensa sobre as implicações de algumas teses. E um monte de trabalhos excelentes foi feito sobre complexas questões filosóficas usando essas técnicas ao longo dos últimos 2.000 anos".
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Mas Nichols está trazendo para a filosofia experimental outra ferramenta que pode proporcionar novas fontes de informação e ajudar a resolver alguns destes problemas.
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Livre arbítrio e determinismo
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O debate sobre o livre-arbítrio e o determinismo é um problema desse tipo.
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O princípio central do determinismo é que tudo o que acontece é o resultado de algo que o fez acontecer, e esse algo foi provocado por um algo anterior e assim por uma cadeia infinita que remonta ao início dos tempos.
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O conflito surge quando as pessoas se deparam com a necessidade de fazer uma escolha ou tomar uma decisão que resulta em tomar caminhos diferentes, todos eles caminhos igualmente possíveis.
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"O dilema é como conciliamos a forma como normalmente pensamos sobre a explicação causal com a intuição de que temos de que nossas decisões não são apenas o produto destas cadeias causais inevitáveis," disse Nichols.
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Parece que algo tem que ser abandonado, seja o nosso gosto pelo livre arbítrio, seja a ideia de que cada evento é completamente causado por eventos anteriores."
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Livre-arbítrio entre as crianças
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O filósofo decidiu então testar a noção do livre-arbítrio em crianças.
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Quando perguntadas se uma bola que estava rolando em uma rampa rumo a uma caixa poderia ter um destino diferente, quase universalmente as crianças responderam "não".
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Mas quando perguntadas se um adulto que aproximou sua mão da caixa poderia fazer outra coisa que não fosse enfiar a mão na caixa, a resposta foi uniformemente "sim".
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Os resultados são óbvios e nada mais fazem do que reproduzir o dilema, mas podem indicar que estes conceitos se formam muito precocemente.
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Livre-arbítrio entre os adultos
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Já os adultos mostraram os resultados conflitantes que se verifica sobre a questão desde o surgimento da filosofia.
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Dado um universo determinista, onde cada decisão é o resultado de decisões passadas, as pessoas geralmente responderam que ninguém poderia ser considerado moralmente responsável por suas ações em tal universo.
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Mas quando apresentadas com um cenário em que um homem nesse universo teórico cometeu um ato criminoso hediondo, a maioria dos participantes concordaram que o homem tinha inteira responsabilidade moral por suas ações.
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Pergunta mal feita
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Uma possível explicação para estas respostas que o filósofo chama de "conflitantes" é que, quando as pessoas estão calmas e serenas, o determinismo parece excluir o livre-arbítrio e a responsabilidade moral.
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Já os casos que são mais emocionalmente carregados e "mais próximos de casa" suscitam respostas diferentes.
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"Quando você apresenta às pessoas uma transgressão carregada emocionalmente, e se você pergunta se a pessoa é moralmente responsável, então a esmagadora maioria diz que a pessoa é responsável, mesmo que sua ação tenha sido o resultado determinístico de outra coisa," diz o pesquisador.
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Aceitas ou não essas hipóteses, o experimento não resolve a questão se o nosso universo é um universo determinístico ou um universo guiado pelo livre-arbítrio - a forma como a questão é posta dita o resultado do experimento.
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Filosofia de laboratório
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A filosofia experimental, contudo, segundo Nichols, pode ajudar a compreender porque as pessoas são levadas em direções diferentes em uma série de problemas do dia-a-dia.
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"Esse movimento tem menos de 10 anos e hoje já existem centenas de publicações sobre a filosofia experimental. Nesta revisão eu foquei o livre-arbítrio, mas há uma grande quantidade de trabalhos sobre outros temas, incluindo o julgamento moral, o raciocínio causal, e como as pessoas pensam sobre a consciência," diz ele
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