quinta-feira, 9 de novembro de 2006

O Livro sobre Nada - Manoel de Barros

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• Com pedaços de mim eu monto um ser atônito.
• Tudo que não invento é falso.
• Há muitas maneiras sérias de não dizer nada, mas só a poesia é verdadeira.
• Não pode haver ausência de boca nas palavras: nenhuma fique desamparada do ser que a revelou.
• É mais fácil fazer da tolice um regalo do que da sensatez.
• Sempre que desejo contar alguma coisa, não faço nada; mas se não desejo contar nada, faço poesia.
• Melhor jeito que achei para me conhecer foi fazendo o contrário.
• A inércia é o meu ato principal.
• Há histórias tão verdadeiras que às vezes parece que são inventadas.
• O artista é um erro da natureza. Beethoven foi um erro perfeito.
• A terapia literária consiste em desarrumar a linguagem a ponto que ela expresse nossos mais fundos desejos.
• Quero a palavra que sirva na boca dos passarinhos.
• Por pudor sou impuro.
• Não preciso do fim para chegar.
• De tudo haveria de ficar para nós um sentimento longínquo de coisa esquecida na terra - Como um lápis numa península.
• Do lugar onde estou já fui embora.
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3 comentários:

Anônimo disse...

Beethoven conseguiu fazer uma música que os deficientes auditivos conseguem ouvir. Uma fonoaudióloga me disse uma vez que colocou esta música com seu paciente e ele começou a chorar de emoção por estar ouvindo (eu achei tão lindo isso)...
Do lugar onde estou já fui embora, mas ainda tenho muuuitos pra ir e conhecer...

Eu* disse...

"Há muitas maneiras sérias de não dizer nada, mas só a poesia é verdadeira."
Preciso dizer mais alguma coIsa deste post? Não, ne? Muito bom este escritor.

Anônimo disse...

"O Silêncio como manifestação da vontade"*

*Acredite ou não isso é um livro de Direito Civil.