quinta-feira, 16 de novembro de 2006

Poema cíclico-finito

.
.
Havia...
.
Um piano
ali
parado
calado
no canto da sala
no canto da casa
no canto da vida
no canto do mundo
no resto do sonho
no mudo do pranto
na hora da morte
no leito da vida
nos braços do céu
nas preces de deus
no alvo do amar.
.
E então...
.
Umas notas
ali
plácidas
cantantes
no canto da voz
no eco do ventre
no som do sonar
na valsa da noite
no espaço do mar
no fundo do abismo
na casca do olhar
no suspiro da mágoa
no choro do parto
que ecoa do quarto
da criança do lar.
.
O convite e...
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Agora o piano
ali
parado
cantante
na hora do treino
no som do luar
na tarde faceira
nas horas ligeiras
da dama a cantar
no poema mineiro
em montanha azulada
de aura amada
tão perto do céu
reluzente em véu
mas tão longe do mar
.
Vem a brisa...
.
E as notas
ali
plácidas
caladas
no mudo da sala
no mudo da casa
no mudo da vida
no mudo do mundo
no resto do sonho
no grito do pranto
no leito da morte
no ventre da vida
nos braços de outro
nas preces dos teus
no barco além mar.
.
Não houve...
.
E o piano,
Que pede teus sons
Que chora no canto
Que nega teus toques
Nas teclas vibrantes
Que seca os olhos
Que queima mais um
Que sai pra balada
Que volta amanhã
Que corre na chuva
Que peca no beijo
Que vive em duplas
Que dorme aí
Que bebe e sorri
Que tantas as coisas
Que tantas nos somos
Que tantos nos eram
Que pouco propomos
Que muito sonhamos
Que nada nos fomos
Que mais poderíamos
Que outros quiseram
Que outros já não
Que eu vou me embora
Que está em boa hora
De curtir solidão...
.
Mas e o piano???
Onde está o piano???
.
ali
parado
calado
no canto da sala
no canto da casa
no canto da vida
no canto do mundo
no resto do sonho
no mudo do pranto
na hora da morte
no leito da vida
nos braços do céu
nas preces de deus
no alvo do amar.
.
Mas e então...
O que vem???
.
Umas notas
ali
plácidas
cantantes
no canto
no eco
no som
na valsa
no espaço
no fundo
na casca
no suspiro
no choro
que ecoa
da criança
.
Sei, sei... Mas???
.
Mas agora o piano
ali
parado
cantante
na hora
no som
na tarde
nas horas
da dama
no poema
em montanha
de aura
tão perto
reluzente
mas tão...
.
Vem a brisa...
Eu sei, eu sei, e daí??? As notas, cadê???
.
E as notas
ali
plácidas
caladas
no mudo
no mudo
no mudo
no mudo
no resto
no grito
no leito
no ventre
nos braços
nas preces
no barco
.
Não houve... Que pena!!!
Fiquei triste por você!!!
.
E o piano,
Que pede
Que chora
Que nega
Nas teclas
Que seca
Que queima
Que sai
Que volta
Que corre
Que peca
Que vive
Que dorme
Que bebe
Que tantas
Que tantas
Que tantos
Que pouco
Que muito
Que nada
Que mais
Que outros
Que outros
Que eu vou
Que está
De curtir
.
Mas e o piano???
Onde está o piano???
.
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Responde...
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.
Responde...
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Hummmm!!!!
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Fim...
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3 comentários:

Clarissa disse...

e sempre q houver um piano a hora do canto vai se fazer... e vai meeeeeeeeeeeeeeeeeeessmo
rs

Anônimo disse...

Hummmmmm tá competindo com Chico? Sei.....rssss
É simplesmente profunda esta poesia cheia de idas e vindas e que quer dizer algo que nós leitores imaginamos.Afinal, tudo que escrevemos tem mesmo uma conotaçao implícita, vc sabe bem disso, ne? bj,

Anônimo disse...

ae wagnao, recebeu meu email???? edinho