terça-feira, 28 de novembro de 2006

Oração para a reconquista da sanidade

Vira e mexe eu volto nesse tema, mas fazer o que. Cada vez ele se relaciona com alguma coisa, mas o centro é sempre o mesmo.
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Que o senhor esteja contigo
E assim ele estará no meio de nós
Corações ao alto e avante
Cavaleiros sem casa e quase sem cabeça
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Assim se inicia iniciamos nosso rito de sanidade
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Mas como acalmar tudo que me rodeia
Como calar a voz para falar com deus?
Como num mundo de muitos ditos
Poderei eu ficar quieto sem me desesperar?
Ouvir tanto, ter que falar tanto
E sempre saber calar-me para ver as sutilezas?
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Num mundo digital, como poderei eu
Desligar-me das milhões de páginas?
Pedir um indício
E ver uma borboleta pousar do meu lado
Bem no ato do desafio
Como hoje aconteceu?
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E como saber onde mora a verdade na força que me vem
Toda vez que eu penso na companhia do que tudo sabe?
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Como saber sobre algo que mora em energias?
Que se diz sem dizer?
Que se afirma no renegado?
Que se presencia na ausência?
Que se ama e se odeia num misto de humanidades divinas
Num misto de fraquezas que constroem fortalezas
Erguem edifícios, mas preferem morar nas borboletas?
Que são invocadas pelos corais
Mas canta no desafinar humilde do sem jeito?
Que ilumina o mundo
Mas prefere a sombra dos viadutos?
Que tem imagens adoradas por multidões
Mas que chegam de manso nas horas de solidão?
Que jorram sangue por ele
Mas que habita também com tanta intensidade
As travessias de uma criança sem religião?
Que dizem estar nos templos
Mas que só fica sossegado quando está dentro do coração tranqüilo?
DEUS???
Muitas interrogações
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As criações craniais são submersas do mundo
Não chegam aos outros
Inofensivas aos olhos invasores
Mas mortais aos que me olham de dentro pra fora
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Rogo a liberdade do momento em que aquietam-se meus ânimos
Em que aquietam-se nossas ansiedades
Nossos dizeres internos
Nossas razões tão próprias tão verdadeiras e sensatas
Mas tão frágeis e manipuláveis por substâncias humanas
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As percepções são falhas por isso têm a humildade
De aceitarem serem chamadas de percepções
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As percepções não cabem no mundo
Mas um mundo pode ser contido numa percepção
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Por isso rogo a liberdade do esclarecimento da fé
Que fortalece a parte superior do crânio
Que dissipa as anoções de realidade
Que me fizeram tão mal.
Perderam se todas no ato de me perderem dentro de mim
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Fomos ao fundo
Um inebriante túnel de escuridões
Que nem sei onde éramos naquelas eras de dormência
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Perdi a todos, pois perdi-me
Por isso rogo a certeza medida da fé
Que se permite crer sem desavenças
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Rogo a transparência da vida
A longevidade das parcerias
A mansidão do que não acaba amanhã
Rogo pelo esclarecimento
De mim a mim
Que nada é pra agora
São infinitas as possibilidades de caminhos
São tantos os caminhos que abrem em alimento para a alma sã
Como diz uma música minha que mora no meu caderno velho
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Rogo pelos planos bons
Mas rogo antes disso
Pela tranqüilidade que pode me levar certeiro
A qualquer um dos planos construídos
E homeopaticamente conquistados em meio a ela
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A ansiedade mata
A tristeza desespera
A dor escava o corpo
Mas fortalece a alma e pode até libertar
A tristeza não
A tristeza prende-se nela mesma
Não há saídas imediatas
Os desafios pequenos viram impossíveis
Mesmo que sejam os mais fáceis
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Por isso os céus cobrem tudo
Você já olhou pro céu hoje?
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Ele sempre está lá
Mas não olhamos
Não vemos
Não nos vemos
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O manto azul está em redoma sobre os filhos
Por isso realce as felicidades
Desfoque-se do passado obscuro
As lembranças trazem realidades que podem se restaurar malignamente
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Por isso realce
A oração do realce do que é do bem
Ferramentas temos todos
Feitios feitiços benignos
O mágico liberta-nos
Fica no limiar do palco
Ou na casca da aura
O que dá na mesma
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Rogo santa cabeça
Que se expanda em reconquistas
Agora que tegretol não é mais necessário
Saio e prefiro acreditar na certeza inteira
Sem tantos malefícios da sensatez exagerada
Deixe-me inebriar-me de bom grado
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Mais frágil, porém mais firme
Menos novela e mais movimento
Olhos abertos ainda que com alguns graus a mais
Por isso venha o que vier
Faço das palavras um rito de fortalecimento
Faço deste escrito uma profissão de fé
Preciso de mim muito mais do que sempre e acho que enfim posso ter
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Aleluia, amém.

2 comentários:

Anônimo disse...

Acreditar em vc mesmo ainda que sem vontade ou esta vontade esteja obscura, é um passo.
Querer, é o passo maior.
bj,

Anônimo disse...

Aquele que desaja ir até o fundo de si mesmo jamais será poupado do desafio do sofrimento.