.
Acho que vou escrever sobre o sol que brilha lá fora.
Talvez não.
Melhor escrever sobre o que passa aqui dentro
Muito mais intenso
Ou..
Muito mais horrendo
Se morrendo em morte menor.
Muito mais ascendente
Se crescente em escala maior.
Muito mais sentido
Se ouvido em tom diminuto.
Porém menos diminutivo
Se constitutivo de cada minuto.
Muito mais que morrendo
Se muito mais que assim seja.
.
Pois é,
Morrer por atrofia de banalidades
Morrer por ser sufocado pela força própria
Morrer porque só assim havemos e principalmente
Haverei de viver disse alguém.
.
Também:
.
Um dia Santo Agostinho disse que só sabe dizer não
Aquele que se constitui de permissivas humanidades.
.
Outro dia um mendigo disse que só sabe comer
Aquele que se dá ao luxo de não enojar a própria merda.
.
Mais outro dia aí disse um avô qualquer que só reclina as costas
Aqueles que têm olhos frágeis.
.
Mês passado uma girafa disse que do pó do céu
Nascerá um algodão automático que será capaz de coçar além do seu rabinho.
.
Um dia desses a flor disse que as vitrines
São bebedouros às avessas.
.
Em algum lugar do passado o futuro do pretérito disse
Que não se deixaria rebaixar a presente. Virou condição eterna sem existir.
.
No futuro certeiro a possibilidade brincou e bradou dizendo
Que vinde a mim as criancinhas.
.
E mais um etc de dizeres.
.
Faça o seu você também. Tire palavras da boca dos outros. E jure que não foi você que disse.
Acho que vou escrever sobre o sol que brilha lá fora.
Talvez não.
Melhor escrever sobre o que passa aqui dentro
Muito mais intenso
Ou..
Muito mais horrendo
Se morrendo em morte menor.
Muito mais ascendente
Se crescente em escala maior.
Muito mais sentido
Se ouvido em tom diminuto.
Porém menos diminutivo
Se constitutivo de cada minuto.
Muito mais que morrendo
Se muito mais que assim seja.
.
Pois é,
Morrer por atrofia de banalidades
Morrer por ser sufocado pela força própria
Morrer porque só assim havemos e principalmente
Haverei de viver disse alguém.
.
Também:
.
Um dia Santo Agostinho disse que só sabe dizer não
Aquele que se constitui de permissivas humanidades.
.
Outro dia um mendigo disse que só sabe comer
Aquele que se dá ao luxo de não enojar a própria merda.
.
Mais outro dia aí disse um avô qualquer que só reclina as costas
Aqueles que têm olhos frágeis.
.
Mês passado uma girafa disse que do pó do céu
Nascerá um algodão automático que será capaz de coçar além do seu rabinho.
.
Um dia desses a flor disse que as vitrines
São bebedouros às avessas.
.
Em algum lugar do passado o futuro do pretérito disse
Que não se deixaria rebaixar a presente. Virou condição eterna sem existir.
.
No futuro certeiro a possibilidade brincou e bradou dizendo
Que vinde a mim as criancinhas.
.
E mais um etc de dizeres.
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Faça o seu você também. Tire palavras da boca dos outros. E jure que não foi você que disse.
4 comentários:
Já ai pedir pra vc postar alguma coisa, faz tempo q naum vejo nada aqui... gostei do começo, todo rimadinho, mas essa idéia de morte é muito maior... morrer (=fim da vida) todos nós vamos, mas morrer (=deixar de viver, fazer o q gosta, dizer o q quer, ser feliz) só morre quem quer... a vida é bonita demais pra ser disperdiçada... (essa foi minha interpretation, by clarissa therisa....rsssssss... remember???)
resposta ao título do post: DO IT
A morte é doce para quem a vida é amarga
Isto é um texto poético: inicia com frases sobre a morte e termina com um desafio. Muito bom!
Bj,
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