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Achei esse escrito perdido numa pasta do meu computador, e como estava muito a fim de postar, peguei ele mesmo e botei aqui. Sinceramente eu não acho essa poesia muito boa não, mas é interessante algumas brincadeiras que eu fiz com as palavras. Outra coisa, eu não fiz esse troço pra postar num blog, resolvi postar ele só agora que eu achei por acaso. Por isso vocês podem ter certeza de que ele é 100% sincero já que eu tinha escrito ele só pra mim. É claro que ele passou por uma análise agora (rsssss) antes de eu postar, mas não mudei nada. Segue aqui:
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I
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O mundo é imagético
Todos somos muito mais voz que ouvido
Mais lágrimas que abraços
Mais laços que nós
E isso é muito mais que nós (escritor – leitor)
É gênero – geral – genético – genital
.
Animal máquina que expele
Pela pele que não é mais (ex-pele)
São poros abertos de enjôo zôo
Zoológico dos infernos
Jaulas impostas e outras tantas escolhidas
Já não mais colhidas (ex-colhidas)
São recolhidas, recatadas, recatantes em:
Inércia... re – cativa.
.
II
.
Mira miragens de meus irmãos - eus
Mira miragem o umbigo que sou
Mira viagens dos sonhos inconclusos
Que saem felizes
Mas caem em deslizes
Do ser que não interage - excluso.
.
Mira viagens as voltas sem rumo
Mira coragens o covarde senhor
Vira viragens infecto – contagiosas
As bactérias mimosas, mamam nos seios
Aceios, receios, re – seios recíprocos
.
Te passo alimento, me passas rancor
Te passo rebento, não sabes quem sou
.
O alimento elemento doativo donativo
Adoecente adolescente minguante
Cantante menor de melodias lunares
A Terra mundo muda muda (voz – não)
Cansativa da persistência
Desistente da veemência
Freios estridentes ex – tridente de deuses
Gastos ainda que pedra dura.
I
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O mundo é imagético
Todos somos muito mais voz que ouvido
Mais lágrimas que abraços
Mais laços que nós
E isso é muito mais que nós (escritor – leitor)
É gênero – geral – genético – genital
.
Animal máquina que expele
Pela pele que não é mais (ex-pele)
São poros abertos de enjôo zôo
Zoológico dos infernos
Jaulas impostas e outras tantas escolhidas
Já não mais colhidas (ex-colhidas)
São recolhidas, recatadas, recatantes em:
Inércia... re – cativa.
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II
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Mira miragens de meus irmãos - eus
Mira miragem o umbigo que sou
Mira viagens dos sonhos inconclusos
Que saem felizes
Mas caem em deslizes
Do ser que não interage - excluso.
.
Mira viagens as voltas sem rumo
Mira coragens o covarde senhor
Vira viragens infecto – contagiosas
As bactérias mimosas, mamam nos seios
Aceios, receios, re – seios recíprocos
.
Te passo alimento, me passas rancor
Te passo rebento, não sabes quem sou
.
O alimento elemento doativo donativo
Adoecente adolescente minguante
Cantante menor de melodias lunares
A Terra mundo muda muda (voz – não)
Cansativa da persistência
Desistente da veemência
Freios estridentes ex – tridente de deuses
Gastos ainda que pedra dura.
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III
.
Renascer do que resta, restolhos, retratos, fiapos
De forças das morças noturnas
.
O mundo dormente mente fortaleza
Respira neblinas, soletra poemas do silêncio
Amâncio amado, amado alado
A aurora te enamora, e devagar vigora
Agora rogando recados celestiais
Rasgando o Netuno noturno fundo
Da morte à vida recíproca da morte.
.
Corte de horizonte deitável delirante
Abre o sorriso luminoso numa glória
Que sorri e sorri cada vez
Engole de luzes o mundo mudo
Pois o escaldante ri – ris
.
Mas sua e re – soa os sonhos
Encharcam os olhares
E se derrete – me em pó de esperança.
.
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Wagner Passos de Sousa Pinto
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Não sei a data (primeiro semestre de 2006 – na faculdade)
III
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Renascer do que resta, restolhos, retratos, fiapos
De forças das morças noturnas
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O mundo dormente mente fortaleza
Respira neblinas, soletra poemas do silêncio
Amâncio amado, amado alado
A aurora te enamora, e devagar vigora
Agora rogando recados celestiais
Rasgando o Netuno noturno fundo
Da morte à vida recíproca da morte.
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Corte de horizonte deitável delirante
Abre o sorriso luminoso numa glória
Que sorri e sorri cada vez
Engole de luzes o mundo mudo
Pois o escaldante ri – ris
.
Mas sua e re – soa os sonhos
Encharcam os olhares
E se derrete – me em pó de esperança.
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Wagner Passos de Sousa Pinto
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Não sei a data (primeiro semestre de 2006 – na faculdade)
Um comentário:
"Todos somos muito mais voz que ouvido
Mais lágrimas que abraços
Mais laços que nós"
...
"E se derrete – me em pó de esperança".
Tudo tao lindo, tao profundo, tao intrigante, como toda poesia deste autor, que é quase(por pouco)um Pessoa.
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