terça-feira, 7 de novembro de 2006

Seis de novembro

Nesta data querida, além de “muitas felicidades e muitos anos de vida” digo também essa frase: “A saudade era tanta que até o céu chorava”. Realmente “quando chove, tudo faz tanto tempo” que o céu não consegue de novo se conter e despenca manso, sem pressa, molhando a gente devagar, enquanto caminhamos pelas ruas. Há um coelho logo ali, uns discos acolá, umas músicas dos dias que se passaram. Há lá também um olhar demorado cheio de sorrisos, guardado dentro de cômodos, e eu me pergunto porquê? Por que essa beleza tão certeira e digna ainda se reclina tímida pra passar despercebida pelos cruzamentos da vida? Naquele canto lá onde só a gente está, tudo parece mais brando e bom que a presença continua apesar da distância. Nesse dia que se encerra, eu me encerro com um pedaço a menos de mim, porque não estou em ti. O dia se encerra, e eu aqui ouvindo Elis emanando Milton e pensando na beleza da amizade, na pureza da paixão. Quem diria, eu dessa maneira, hein. Wagner meu filho, como você é corajoso. Avante cavaleiro, sempre. Um beijo.

2 comentários:

Anônimo disse...

É mto bonito mesmo... mas saudade é um sentimento bom de sentir, coisa q só a gente tem... mas a presença realmente continua apesar da distância, o pior é que continua forte... deixa a chuva lavar a alma q faz mto bem. Depois respire fundo, levante a cabeça, "pense na vida pra levar e se cale com a boca de feijão"...rs Mas continue corajoso!

Anônimo disse...

Vc realmente é mesmo muito, mas muito corajoso.Admiro isso tb.
Avante cavaleiro, sempre.