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Comecei esta poesia no dia 2/7/2006 em São Paulo. Desde então ficou numa pasta esperando ser terminada. Agora foi!!!
.
Só silêncio de gaveta II
.
Um poema vagaroso
Pode se libertar nesses instantes.
Seriam as palavras errantes
Não fossem os poemas da vida?
.
Ferida vinda, bem vinda
Sempre em tantas formas que nem sei,
Como ceguei das formas do vento
Que num suspiro errante, errei!!!
.
Muitos são meus pequenos gestos de dia-a-dia,
Tantos dias aos dias de alegrias
Que nunca seria demais chorar
De rir, de amar, de olhos pestanejar
Num inconseqüente
E eternamente carente
Esquivo de olhar.
.
Olhar é falso brilhante que em azul me traz
Um apaixonante desejo de sempre mais
Ainda divino se menos for
Como menos é,
E que soa triste até
Mesmo em dó maior de amor.
.
Mas
Ainda que menos, tentamos nós o mais,
Insistimos mais
De teimosia de latência demais,
Teimando em meninice
Que tantas vezes me disse
Das crendices,
Das belezas,
Das tristezas
Cheias de esperança
Que nos olhos dança
Mas que insistem em minguar
Sem ao menos eu a mim me explicar
.
Mas
Renasço sempre em versos,
Mais em mais vezes de mim
Mas
Eu sempre despeço disperso
Hesito nas formas do sim.
.
Mas
E novamente mais uma vez
Mas
Ainda que menos capaz.
.
O que posso eu agora senão responder aos montes?
Montes e motes de cantorias desafinadas roucas
Pedintes, pedantes e loucas
Das vozes que emanam das bocas
Sofrendo o descaso fugaz.
.
Sou pobre na escassez que me resta
No sem volta, nem vez que se tornou este chão,
Chapeados de encantos esquecidos
Dos cantos que vão e vêm convencidos
Que o melhor é calar:
O pulmão, a oração, o coração.
.
II
Estou chapeado de encantos esquecidos
De vai e vem ocioso
Oscilante de fertilidade
Que desespera-se no aconchego excessivo dos regaços pífios.
.
Variadas vezes fiz-me menos por escolha,
Mas, sempre, mais no fundo que se abria do menos,
Fiz-me vigorar no retorno ao mais
Ainda que pequeno, mas ainda sim, pequeno máximo.
.
Meu máximo me arredia pela distância gigante
Pela multidão errante de instantes - calabouço.
Pelo bolso calo a boca, calo o bolso
Pelo bolso calo a bica d`água de vida.
.
Agora ida indo, inda que pulsante,
Mas em menos demais pra retorno do mais
Que feriu-se numa sentimentalização leiloada
Porém, oficialmente arrependido
.
Tarde demais!!!
.
Vícios impossibilitados de senso.
Sem sons, nem sonhos,
Sem olhos, nem punhos,
Nem cantos, nem nada.
.
Só silêncio de gaveta
E é exatamente lá que tu deverias morar
Meus versos mais primitivos
Ainda que não mais os primeiros.
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Comecei esta poesia no dia 2/7/2006 em São Paulo. Desde então ficou numa pasta esperando ser terminada. Agora foi!!!
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Só silêncio de gaveta II
.
Um poema vagaroso
Pode se libertar nesses instantes.
Seriam as palavras errantes
Não fossem os poemas da vida?
.
Ferida vinda, bem vinda
Sempre em tantas formas que nem sei,
Como ceguei das formas do vento
Que num suspiro errante, errei!!!
.
Muitos são meus pequenos gestos de dia-a-dia,
Tantos dias aos dias de alegrias
Que nunca seria demais chorar
De rir, de amar, de olhos pestanejar
Num inconseqüente
E eternamente carente
Esquivo de olhar.
.
Olhar é falso brilhante que em azul me traz
Um apaixonante desejo de sempre mais
Ainda divino se menos for
Como menos é,
E que soa triste até
Mesmo em dó maior de amor.
.
Mas
Ainda que menos, tentamos nós o mais,
Insistimos mais
De teimosia de latência demais,
Teimando em meninice
Que tantas vezes me disse
Das crendices,
Das belezas,
Das tristezas
Cheias de esperança
Que nos olhos dança
Mas que insistem em minguar
Sem ao menos eu a mim me explicar
.
Mas
Renasço sempre em versos,
Mais em mais vezes de mim
Mas
Eu sempre despeço disperso
Hesito nas formas do sim.
.
Mas
E novamente mais uma vez
Mas
Ainda que menos capaz.
.
O que posso eu agora senão responder aos montes?
Montes e motes de cantorias desafinadas roucas
Pedintes, pedantes e loucas
Das vozes que emanam das bocas
Sofrendo o descaso fugaz.
.
Sou pobre na escassez que me resta
No sem volta, nem vez que se tornou este chão,
Chapeados de encantos esquecidos
Dos cantos que vão e vêm convencidos
Que o melhor é calar:
O pulmão, a oração, o coração.
.
II
Estou chapeado de encantos esquecidos
De vai e vem ocioso
Oscilante de fertilidade
Que desespera-se no aconchego excessivo dos regaços pífios.
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Variadas vezes fiz-me menos por escolha,
Mas, sempre, mais no fundo que se abria do menos,
Fiz-me vigorar no retorno ao mais
Ainda que pequeno, mas ainda sim, pequeno máximo.
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Meu máximo me arredia pela distância gigante
Pela multidão errante de instantes - calabouço.
Pelo bolso calo a boca, calo o bolso
Pelo bolso calo a bica d`água de vida.
.
Agora ida indo, inda que pulsante,
Mas em menos demais pra retorno do mais
Que feriu-se numa sentimentalização leiloada
Porém, oficialmente arrependido
.
Tarde demais!!!
.
Vícios impossibilitados de senso.
Sem sons, nem sonhos,
Sem olhos, nem punhos,
Nem cantos, nem nada.
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Só silêncio de gaveta
E é exatamente lá que tu deverias morar
Meus versos mais primitivos
Ainda que não mais os primeiros.
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