quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Peregrino

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Por que medo, se a beleza sempre vence? E ela vence porque é mais bela e o belo trás prazer, trás êxtase. O belo faz mais sentido e comove profundamente, muda profundamente. O que é belo será vitorioso. Já é vitorioso. A beleza trás transformação e é capaz de nascer de qualquer espaço, quando se tem abertura, quando se tem ajuda, quando se é grato, quando se permite, quando se deixa estar; quando o que é sutil e profundo permanece indestrutível. Um ponto minúsculo de beleza absoluta não se deixa levar por um oceano de injúrias pedantes. A beleza nem sempre é firme, mas tende a ser mais firme que o horror. Eis uma lógica profunda. A lógica é intrínseca às coisas. Mesmo nas coisas não lógicas, a lógica da desconstrução é reinante. As coisas têm seu sentido ainda que dentro do terreno do disparate. O disparate possui sua lógica: a lógica do disparate. E o que é belo possui lógica bela e esta se sobrepõe aos desvios. É uma questão de tempo, talvez de espaço e lugar também, mas, principalmente de tempo. O tempo é senhor da lógica e da beleza por ser senhor da verdade, e a verdade é bela, dolorida ou não. A beleza é a verdade e a verdade é a beleza. Seriam sinônimos profundos? Acho que sim. Acho que sei que sim. Sei que sim! Por que medo, se a beleza sempre vence? Por que medo?! Por que mesmo?! Porque a beleza conquistada tem mais valor. Não é necessário passar pelas dores para sentir o descanso do aconchego, mas, o mar se torna mais belo aos olhos embotados de aridez. Os olhos sempre vibram ao ver o mar, mas é maior o prazer daquele que lava o corpo cansado e colérico, do que aquele que lava o simples enfado insipiente. Eis uma lógica, eis uma verdade, eis uma beleza!!!
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