quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Para esvaziar pastas - IV

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Comecei essa poesia no dia 24/08/2005 e desde então ela ficou numa pasta esperando ser terminada. Ela é um pedaço tirado de uma outra que se chama: Quando não se pode mais contar quantos olhos cabem entre os mundos. Às vezes é bem difícil conseguir entrar no clima que se criou há mais de 4 anos atrás. O clima da poesia não me agrada hoje em dia, mas, como não gosto de deixar nada pela metade, terminei assim mesmo.
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Aquários
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Mas é necessário um novo espaço pro sentido que quer se mudar
Pro viver não passível de um qualquer.
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Nossas correntes se esfumaçaram na presença do vento que nos permeava
E os farelos sentimentais alimentaram os pássaros e os peixes amigos.
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Então nos refizemos na nova proposta bruta do contrário complementar
Para permitir que as novidades de ambos se deixassem entreter.
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Interesses mútuos nasceram do encaixe assimétrico
Destes que por tanto tempo petrificaram-se num antiqüíssimo sermão.
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Catedrais invisíveis aportaram nos continentes mais distantes
E uma nova alternativa comum ao conjunto se cristalizou.
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Então:
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Os amores novamente se dignificaram e encarnaram novas formas
Para os olhos que não medem os tantos velhos mundos.
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O impulso desmascarado e inconseqüente empurrou o que houve de antigo
Ultrapassou o inferno e o céu por vontade em si.
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Viu-se o pulsar do sentimento e o que quis que fosse, foi
Já que não existiram obrigações, nem terceiros.
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Houve a colocação singela e centrada no homem
Recebendo a supremacia que sempre nele esteve.
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Mas ainda há o pai de tudo e de todos que sempre alimenta
E assim se deixa levar na adaptabilidade gigantesca do que é nuclear.
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Os átomos dificilmente tocam o núcleo
Enquanto este sempre será a firmeza do inevitável.
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Há o primeiro e o só
O singular que deseja e é plural.
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É a aura do novo que nos excita
É a onda dos apelos próprios que se nos intensifica.
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Não se explica, nem replica
Só se percebe; vive posto que é lei e nada mais.
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A proposta do inédito futuro nos cobre de novidades douradas
E o amor se refaz insistentemente em simples alimento de alma.
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Mas a carne ainda suportará pecados pela crença de que se está do lado supremo
E os deslizes seviciantes se avolumarão ao som primitivo de preces manipuladas.
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Não me importo!!!
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Pois é a fé indelével que ainda me leva a crer na indolência das curvas presentes na terra (dos homens)
Mesmo quando não se pode mais contar quantos olhos cabem entre os mundos.
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