Fazer
filme de encerramento da trilogia que, já tinha em seu currículo, o “Cavaleiro
das Trevas” com o lendário Curinga interpretado por Heath Ledger, era tarefa
pra roteirista nenhum botar defeito.
Os
próprios diretores já haviam declarado, antes mesmo do filme estrear, que não
pretendiam criar um vilão que superasse o Curinga. E realmente não fizeram!
Primeiro
que o Curinga ganhou força com a morte trágica do ator que o interpretava,
segundo que era a terceira etapa de rodagem de uma trilogia que já havia levado
o ritmo narrativo a pontos extremos. Ou seja, só aí já estão perdidos dois
diferenciais.
Outros
pontos que reparei foram que, a utilização de elementos pouco reais (como a
prisão no meio do nada, que achei meio exagerada) mesclada a um enredo que
procurava fixar-se em argumentos enraizados no cotidiano mundano, estava mais
presente neste episódio que no segundo.
Outra
coisa que não me agradou foi que, os autores tentaram elevar os padrões
interpretativos das tramas e acontecimentos, além de elevarem também o caos de Gotham
City, mas, neste esforço, se perderam em alguns pontos conclusivos.
O
vilão aparecia em todo lugar com uma facilidade um tanto estranha, as suas ações
de vilania aconteciam sem problemas. Todo o caos montado ia acontecendo sem que
a realidade estabelecida dentro do universo ficcional fizesse frente a ela.
Que
eu me lembre, no segundo filme, a trama era forte, mas, talvez por não ter o
compromisso de superar um padrão tão alto, fluiu de uma maneira mais coerente
que esta, ainda que também com falhas.
Agora
nesta, pareceu-me apelativo a forma como a realidade ampliada e aprofundada
pela ficção fixou-se no duo: caos total minuciosamente construído (ou quase) +
Gotham City como microcosmo do mundo atual.
Ora,
este duelo de forças, que, a meu ver, era o que de mais impressionante havia no
segundo filme, aqui, foi forçadamente esgarçado para superar seusmaior rival: o
filme antecedente.
Além
disso, um elemento surpresa que, acredito que tenha sido colocado como forma de
catalisar os ânimos e suspender o espectador, serviu, na minha e também segundo
outras opiniões, para aumentar a descrença na obra geral, que é a transferência
de vilões próximo ao final da trama, ou a revelação do verdadeiro vilão,
subjugando o monstro construído durante todo o tempo da história, a um simples
coadjuvante brutamontes, pau mandado.
Tirando
estes elementos, o filme é legal, tecnicamente bem feito e envolve sim! O fato
é que, como ele possui estes elementos mais profundos de crítica social e de
estruturação do mal, cabe sim fazer estas críticas pesadas de elementos que
poderiam perfeitamente passar despercebidos!
Christian
Bale é o próprio Batman! Ele cabe muito bem no papel! Isso não se discute!
Enfim,
foi o que eu esperava! Um bom filme, mas não o fim de uma trilogia deste porte!
FICHA
TÉCNICA
Diretor:
Christopher Nolan
Produção:
Christopher Nolan, Charles Roven, Emma Thomas
Roteiro:
Christopher Nolan, Jonathan Nolan
Fotografia:
Wally Pfister
Trilha
Sonora: Hans Zimmer
Duração:
165 min.
Ano:
2012
País:
EUA, Reino Unido
Gênero:
Ação
Cor:
Colorido
Distribuidora:
Warner Bros.
Estúdio: DC Entertainment / Legendary Pictures /
Syncopy / Warner Bros.
Classificação: 12 anos
Elenco Principal:
Christian Bale – Bruce Wayne/ Batman
Anne Hathaway – Selina Kyle
Tom Hardy – Bane
Gary Oldman – Comissário Jim Gordon
Morgan Freeman – Lucius Fox
Michael Caine – Alfred
Joseph Gordon Levitt – John Blake
Marion Cottilard – Miranda Tate
Josh Pence – Ra’s al Ghul (Jovem)
Juno
Temple – Holly Robinson

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