segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge



Fazer filme de encerramento da trilogia que, já tinha em seu currículo, o “Cavaleiro das Trevas” com o lendário Curinga interpretado por Heath Ledger, era tarefa pra roteirista nenhum botar defeito.

Os próprios diretores já haviam declarado, antes mesmo do filme estrear, que não pretendiam criar um vilão que superasse o Curinga. E realmente não fizeram!

Primeiro que o Curinga ganhou força com a morte trágica do ator que o interpretava, segundo que era a terceira etapa de rodagem de uma trilogia que já havia levado o ritmo narrativo a pontos extremos. Ou seja, só aí já estão perdidos dois diferenciais.

Outros pontos que reparei foram que, a utilização de elementos pouco reais (como a prisão no meio do nada, que achei meio exagerada) mesclada a um enredo que procurava fixar-se em argumentos enraizados no cotidiano mundano, estava mais presente neste episódio que no segundo.

Outra coisa que não me agradou foi que, os autores tentaram elevar os padrões interpretativos das tramas e acontecimentos, além de elevarem também o caos de Gotham City, mas, neste esforço, se perderam em alguns pontos conclusivos.

O vilão aparecia em todo lugar com uma facilidade um tanto estranha, as suas ações de vilania aconteciam sem problemas. Todo o caos montado ia acontecendo sem que a realidade estabelecida dentro do universo ficcional fizesse frente a ela.

Que eu me lembre, no segundo filme, a trama era forte, mas, talvez por não ter o compromisso de superar um padrão tão alto, fluiu de uma maneira mais coerente que esta, ainda que também com falhas.

Agora nesta, pareceu-me apelativo a forma como a realidade ampliada e aprofundada pela ficção fixou-se no duo: caos total minuciosamente construído (ou quase) + Gotham City como microcosmo do mundo atual.

Ora, este duelo de forças, que, a meu ver, era o que de mais impressionante havia no segundo filme, aqui, foi forçadamente esgarçado para superar seusmaior rival: o filme antecedente.

Além disso, um elemento surpresa que, acredito que tenha sido colocado como forma de catalisar os ânimos e suspender o espectador, serviu, na minha e também segundo outras opiniões, para aumentar a descrença na obra geral, que é a transferência de vilões próximo ao final da trama, ou a revelação do verdadeiro vilão, subjugando o monstro construído durante todo o tempo da história, a um simples coadjuvante brutamontes, pau mandado.

Tirando estes elementos, o filme é legal, tecnicamente bem feito e envolve sim! O fato é que, como ele possui estes elementos mais profundos de crítica social e de estruturação do mal, cabe sim fazer estas críticas pesadas de elementos que poderiam perfeitamente passar despercebidos!

Christian Bale é o próprio Batman! Ele cabe muito bem no papel! Isso não se discute!

Enfim, foi o que eu esperava! Um bom filme, mas não o fim de uma trilogia deste porte!


FICHA TÉCNICA

Diretor: Christopher Nolan
Produção: Christopher Nolan, Charles Roven, Emma Thomas
Roteiro: Christopher Nolan, Jonathan Nolan
Fotografia: Wally Pfister
Trilha Sonora: Hans Zimmer
Duração: 165 min.
Ano: 2012
País: EUA, Reino Unido
Gênero: Ação
Cor: Colorido
Distribuidora: Warner Bros.
Estúdio: DC Entertainment / Legendary Pictures / Syncopy / Warner Bros.
Classificação: 12 anos

Elenco Principal:

Christian Bale – Bruce Wayne/ Batman
Anne Hathaway – Selina Kyle
Tom Hardy – Bane
Gary Oldman – Comissário Jim Gordon
Morgan Freeman – Lucius Fox
Michael Caine – Alfred
Joseph Gordon Levitt – John Blake
Marion Cottilard – Miranda Tate
Josh Pence – Ra’s al Ghul (Jovem)
Juno Temple – Holly Robinson



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