segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Orgulho e Preconceito


Um livro publicado em 1813, mas que sua autora, Jane Austen (1775 – 1817), já havia terminado de escrever por volta do ano de 1797. É um livro bastante antigo, mas que soa totalmente atual, ou pelo menos soa bastante a frente de seu tempo.

Conta a estória de cinco irmãs, de diferentes personalidades, um pai super sério e seco, uma mãe adepta aos preceitos de uma sociedade de aparências, e todas as tramas amorosas e desamorosas que as garotas vivem.

A personagem principal é Elizabeth Bennet, a segunda das cinco irmãs. Ela se mostra como a mais esperta, de senso crítico mais apurado, colocando-se contra as regras moralistas da sociedade da época que tratavam do lugar da mulher na aristocracia. Também se manifestava com injustiças cometidas em nome da boa imagem de uma família de classe média como a sua, a frivolidade do meio em que vivia, além de outros pontos.

A trama possui uma série de desdobramentos, idas e vindas de Elizabeth com seu par (não tão) romântico, Darcy, um homem bem abastado, sério e que se apaixona por ela. No entanto, apesar de se amarem, verdadeiramente, ambos sofrem, não se entregando ao amor em comum que ambos sentem, justamente por seus orgulhos e preconceitos.

Acredito que daí venha o título do romance! Mas não só daí, afinal, outros orgulhosos e preconceituosos também estavam retratados no romance.

É muito bem escrito e a riqueza de colocações e personalidades retratadas faz com que a leitura flua com facilidade!

Gostei demais! É um livro bastante bem montado, com passagens que não soam repetitivas e vão se desenrolando de maneira complexa, cheia de argumentações e contra argumentações, diálogos bem travados, interesses diversos, situações delicadas analisadas por diversos olhares.

Além disso, o casal principal é bastante vivo e esférico, dotados de sensos críticos agudos e personalidades fortes que se chocam e se atraem. Estas características de ambos promovem uma estória envolvente e bastante moderna, não lembrando em nada as mulheres e homens que por vezes são retratados nos romances mais medianos desta época.

Por isso esta obra ainda serve de ponto de inspiração para adaptações feitas a pouco tempo, além de permanecer em evidência nas listas de críticos e leitores comuns, e continuar com vendagens expressivas que já chegam a 20 milhões de cópias, segundo li na internet.

Um livro primoroso, intensamente trabalhado por sua autora que viveu uma vida solitária e depois de alguns acontecimentos, dedicou-se mais profundamente a esta e outras obras, dando este acabamento geral e muito bem feito às suas palavras!



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