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páginas de um livro chato!
Trata-se
de um relato minucioso das ações dos guerrilheiros que lutaram junto com Che
Guevara.
O
problema é que o livro é puramente descritivo!
Todos
os passos, as idas e vindas, os treinamentos, os problemas, as batalhas, está
tudo contato como se fosse uma reportagem policial, sem nenhum aprofundamento,
sem nenhum aspecto mais humano, romanesco!
Não
é propriamente um romance, é um catálogo dos passos dados pelos homens que
lutaram pela independência de muitos países, mas que conseguiram poucas
vitórias, infelizmente.
Não
gostei! Há muito tempo que não lia um livro tão chato!
Não
entendi o porquê desta opção tão rente ao real que, por vezes, foi mesmo
baseada em relatos de guerrilhas acontecidas, quase uma cópia floreada dos
diários daqueles guerrilheiros!
Mas
por que essa ausência de elementos naturais a qualquer romance que se preze?
Tudo
soava tão estritamente técnico.
Páginas
e páginas sem parada, sem uma digressão de algum personagem, sem algo mais
interior, mais profundo, uma paisagem, a floresta, um respiro...
Acredito
que tenha sido uma opção do autor fazer um livro tão sem paradas, justamente
para mostrar a intensidade do dia-a-dia das guerras, mas haveria outras maneiras
de conseguir essa força sem necessariamente secar o relato e partir para algo
simplesmente metódico.
Pode
ter sido uma opção consciente do autor, Marcelo Ferroni, afinal se chama Método
Prático da Guerrilha, mas de qualquer maneira, não me agradou!

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