segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Método Prático da Guerrilha



225 páginas de um livro chato!

Trata-se de um relato minucioso das ações dos guerrilheiros que lutaram junto com Che Guevara.

O problema é que o livro é puramente descritivo!

Todos os passos, as idas e vindas, os treinamentos, os problemas, as batalhas, está tudo contato como se fosse uma reportagem policial, sem nenhum aprofundamento, sem nenhum aspecto mais humano, romanesco!

Não é propriamente um romance, é um catálogo dos passos dados pelos homens que lutaram pela independência de muitos países, mas que conseguiram poucas vitórias, infelizmente.

Não gostei! Há muito tempo que não lia um livro tão chato!

Não entendi o porquê desta opção tão rente ao real que, por vezes, foi mesmo baseada em relatos de guerrilhas acontecidas, quase uma cópia floreada dos diários daqueles guerrilheiros!

Mas por que essa ausência de elementos naturais a qualquer romance que se preze?

Tudo soava tão estritamente técnico.

Páginas e páginas sem parada, sem uma digressão de algum personagem, sem algo mais interior, mais profundo, uma paisagem, a floresta, um respiro...

Acredito que tenha sido uma opção do autor fazer um livro tão sem paradas, justamente para mostrar a intensidade do dia-a-dia das guerras, mas haveria outras maneiras de conseguir essa força sem necessariamente secar o relato e partir para algo simplesmente metódico.

Pode ter sido uma opção consciente do autor, Marcelo Ferroni, afinal se chama Método Prático da Guerrilha, mas de qualquer maneira, não me agradou!




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