Acordamos às cinco da manhã, tomamos banho, subimos para o refeitório e lá sentei com alguns integrantes diferentes do grupo que ainda não havia conversado. Após o café da manhã, fomos embarcar para mais um dia inteiro de viagem. Nesse terceiro dia, que ainda está acontecendo, afinal estou escrevendo às 23:49 do dia 28, percorremos um total de 1.500 quilômetros, sendo o maior trajeto sem pausa do circuito andino.
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Mas voltando ao relato cronológico, meia hora após sairmos do hotel, paramos numa longa fila de carros para passar pela aduana da Argentina. Pessoalmente, achei uma baita burocracia o processo de entrada num país que se diz irmão da nação brasileira. Mas, enfim… Depois de toda demora, seguimos viagem por mais duas horas até o almoço e aproveitei para tirar um cochilo. Paramos na churrascaria Matias em San Ignácio, um restaurante familiar que funciona desde 1978. A comida estava bem gostosa!
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Terminados os trâmites de pagamento, seguimos viagem por mais seis horas. Fui acompanhando o trajeto pelo Maps e notei que estávamos descendo paralelos ao Rio Paraná. Passamos horas e mais horas por uma longa estrada que cortava os Pampas Argentinos e me impressionou a quantidade de regiões alagadas bem como a quantidade de terras improdutivas. O solo é plano, bem servido de água, a grama nasce com facilidade, mas os terrenos estão vazios. Uma pena! De qualquer maneira, a paisagem era linda e essa é uma das vantagens de se viajar com os pés no chão: observar o caminho e não somente o destino.
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Após horas e horas andando em paralelo ao Rio Paraná sem poder vê-lo e, já tendo ele encontrado com o Rio Paraguai, enfim, entre as cidades de Corrientes e Resistência, passamos pela ponte que cruza o grande rio. Fiz dois vídeos de um minuto e meio cada um e ainda não havíamos terminado de cruzar seu leito, tamanha a largura e volume de água deste gigante da bacia do Prata que é uma das grandes riquezas fluviais da América do Sul.
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Cruzando o rio, seguimos até um shopping na cidade de Resistência. Chovia bastante quando descemos do ônibus e subimos para a praça de alimentação. Eu e alguns do grupo comemos uma lasanha, passamos no banheiro e fomos de volta para o veículo enfrentar mais dez horas de deslocamento… Agora são 0:56 da manhã e estou em algum lugar próximo de um lugarejo chamado Pampa del Infierno, situado na região norte da Argentina.
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Mudando de assunto, terminei agora a pouco o livro "Os Caminhos de Mandela" do jornalista Richard Stengel que já havia citado nos dias anteriores. Emocionei-me no fim com os exemplos práticos que demonstram a grandeza dessa lenda da política humanista mundial. Também fiquei pensando sobre o árduo trabalho de catalogação do jornalista que recolheu 70 horas de entrevistas com o líder africano, escreveu um diário com mais de 120.000 palavras, conviveu com Mandela por três anos ajudando ele a escrever sua famosa autobiografia e, depois de tudo isso, concentrou essa grande bagagem em capítulos organizados que demonstram facetas singulares e inspiradoras do grande Madiba. Isso não é nada fácil! Como extrair de um ser humano mortal, suas facetas imortais, sobre-humanas e grandiosas que saíram de maneira descompromissada ao longo de alguns anos de convivência?
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Como organizar momentos vividos sem roteirização e juntá-los sob algumas óticas escolhidas? Como decupar o convívio em temas coerentes capazes de ensinar o leitor por meio de exemplos práticos dados por Mandela? E mais, como fazer isso não soar uma mera bajulação vazia que visa tirar proveito da situação de privilegiado convívio? Richard saiu-se muito bem e fez uma obra sincera, apaixonada pelo Tata Nelson, mas com sobriedade e ponderação. Fez jus a seu julgamento e lançou uma luz muito interessante sobre o que talvez seja o maior político africano desde Cleópatra, pelo menos dentre os que são mais falados no Ocidente. Nelson Mandela é o herói de real grandeza que temporalmente mais próximo está destes nossos turbulentos dias do primeiro quarto do século XXI.
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Mas voltando ao relato cronológico, meia hora após sairmos do hotel, paramos numa longa fila de carros para passar pela aduana da Argentina. Pessoalmente, achei uma baita burocracia o processo de entrada num país que se diz irmão da nação brasileira. Mas, enfim… Depois de toda demora, seguimos viagem por mais duas horas até o almoço e aproveitei para tirar um cochilo. Paramos na churrascaria Matias em San Ignácio, um restaurante familiar que funciona desde 1978. A comida estava bem gostosa!
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Terminados os trâmites de pagamento, seguimos viagem por mais seis horas. Fui acompanhando o trajeto pelo Maps e notei que estávamos descendo paralelos ao Rio Paraná. Passamos horas e mais horas por uma longa estrada que cortava os Pampas Argentinos e me impressionou a quantidade de regiões alagadas bem como a quantidade de terras improdutivas. O solo é plano, bem servido de água, a grama nasce com facilidade, mas os terrenos estão vazios. Uma pena! De qualquer maneira, a paisagem era linda e essa é uma das vantagens de se viajar com os pés no chão: observar o caminho e não somente o destino.
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Após horas e horas andando em paralelo ao Rio Paraná sem poder vê-lo e, já tendo ele encontrado com o Rio Paraguai, enfim, entre as cidades de Corrientes e Resistência, passamos pela ponte que cruza o grande rio. Fiz dois vídeos de um minuto e meio cada um e ainda não havíamos terminado de cruzar seu leito, tamanha a largura e volume de água deste gigante da bacia do Prata que é uma das grandes riquezas fluviais da América do Sul.
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Cruzando o rio, seguimos até um shopping na cidade de Resistência. Chovia bastante quando descemos do ônibus e subimos para a praça de alimentação. Eu e alguns do grupo comemos uma lasanha, passamos no banheiro e fomos de volta para o veículo enfrentar mais dez horas de deslocamento… Agora são 0:56 da manhã e estou em algum lugar próximo de um lugarejo chamado Pampa del Infierno, situado na região norte da Argentina.
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Mudando de assunto, terminei agora a pouco o livro "Os Caminhos de Mandela" do jornalista Richard Stengel que já havia citado nos dias anteriores. Emocionei-me no fim com os exemplos práticos que demonstram a grandeza dessa lenda da política humanista mundial. Também fiquei pensando sobre o árduo trabalho de catalogação do jornalista que recolheu 70 horas de entrevistas com o líder africano, escreveu um diário com mais de 120.000 palavras, conviveu com Mandela por três anos ajudando ele a escrever sua famosa autobiografia e, depois de tudo isso, concentrou essa grande bagagem em capítulos organizados que demonstram facetas singulares e inspiradoras do grande Madiba. Isso não é nada fácil! Como extrair de um ser humano mortal, suas facetas imortais, sobre-humanas e grandiosas que saíram de maneira descompromissada ao longo de alguns anos de convivência?
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Como organizar momentos vividos sem roteirização e juntá-los sob algumas óticas escolhidas? Como decupar o convívio em temas coerentes capazes de ensinar o leitor por meio de exemplos práticos dados por Mandela? E mais, como fazer isso não soar uma mera bajulação vazia que visa tirar proveito da situação de privilegiado convívio? Richard saiu-se muito bem e fez uma obra sincera, apaixonada pelo Tata Nelson, mas com sobriedade e ponderação. Fez jus a seu julgamento e lançou uma luz muito interessante sobre o que talvez seja o maior político africano desde Cleópatra, pelo menos dentre os que são mais falados no Ocidente. Nelson Mandela é o herói de real grandeza que temporalmente mais próximo está destes nossos turbulentos dias do primeiro quarto do século XXI.
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