Dia de Salar!!!
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Dia de visitar o maior deserto de sal do mundo, com mais de 12.000 quilômetros quadrados de extensão e chegando a até 126 metros de profundidade de puro sal. Saímos às 10:00 horas do hotel e rumamos para o Cemitério de Trens. Trata-se de um local onde foram abandonados vários vagões e locomotivas que faziam parte do primeiro grupo ferroviário de transporte de minerais desta localização para os portos do Chile.
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Essa região do Uyuni possui as maiores reservas mundiais de Lítio, mineral crucial para a indústria de baterias. Além do Lítio, a área é rica em Sal (Cloreto de Sódio), Potássio, e depósitos de minerais metálicos como: Estanho, Cobre, Prata, Chumbo e Zinco. O cemitério fica num espaço na periferia de Uyuni e o local parece saído de um filme apocalíptico. Ficamos meia hora lá e depois fomos para a feira de artesanatos de Colchani. Comprei, como não poderia deixar de fazer, um ímã de geladeira e uma caneca com temas bolivianos.
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Depois dessa rápida passagem, nos encaminhamos para o grande SALAR DE UYUNI. Aos poucos, conforme os veículos foram se aproximando do local, pudemos observar, ao longe, uma imensidão branca e algumas montanhas distantes que pareciam flutuar. Senti a potência da beleza do local e seu conjunto geológico que se apresentava como uma miragem, um cenário quimérico apartado do entorno. Fiquei cada vez mais enlouquecido com aquela imensidão que aos poucos chegava mais perto e se deixava observar pelas janelas dos carros. Era como se estivéssemos vendo um espaço sem fim, um campo sem bordas, um horizonte quase marítimo, só que estávamos em grande altitude, no meio da mais extensa cordilheira de montanhas do mundo.
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Passamos por algumas cancelas, pegamos umas galochas para não molharmos os pés no espelho d'água e rumamos em direção ao Monumento do Dakar, construído pelos organizadores do Rali Paris-Dakar. Depois passamos pela Praça das Bandeiras, um local onde pessoas do mundo inteiro amarram bandeiras de diversos países, estados e até times de futebol. O espaço parecia um cenário de filme de ficção científica ou pertencente a um planeta diferente, de geologia inusitada, situado nalgum canto qualquer do Universo. O vento constante, a imensidão branca, o reflexo do céu no chão e seus espelhos d'água, tudo parecia um grande sonho. De repente, tomei consciência de que estava num dos locais mais bonitos que já visitei na minha vida!
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Continuamos adentrando "EL GRAN SALAR", como dizia nosso guia Pedro. Os carros, ônibus e caminhões, todos meio distantes, mas com suas rotas paralelas, rumando para um mesmo destino; a aceleração dos motores, o cenário saído de um livro de Garcia Marques, tudo isso me fez sentir dentro de um filme como “Mad Max: Estrada da Fúria”. Após mais de uma hora correndo sobre toneladas de puro sal, chegamos à Ilha dos Cactos. Trata-se de um conjunto de pedras que já habitaram o fundo do mar, mas que agora fazem morada para uma floresta de cactos. O solo é uma mistura de rochas com corais fossilizados e é possível notar as diversas camadas dos materiais de diferentes origens.
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Fizemos o circuito que dava a volta na ilha e chegava até seu ponto mais alto. Quanto mais subíamos, mas era possível enxergar a imensidão do Salar. Os cactos passavam dos sete metros de altura e tinham como moldura o fundo branco do grande campo de sal que se estendia até quase se perder de vista por todos os lados. Depois dessa volta, fomos todos almoçar sobre o mineral branco. Montaram uma enorme mesa para mais de 60 pessoas e todos fomos comer alguns pratos típicos da Bolívia. Terminado o almoço, fomos nos preparar para o grande espetáculo do dia: o Pôr do Sol no Salar.
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Paramos num ponto próximo a um grande espelho d`água e tiramos algumas fotos super divertidas que brincavam com a perspectiva, a profundidade e a falta de referência de distância, típicas da geografia do local. Depois dessas várias fotos, entramos num imenso espelho d'água que refletia a luz do sol que se aproximava do horizonte... MEU DEUS!!!
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Era um gigantesco campo dourado com uns dez centímetros de água que saía do Sol, passava por nós e seguia adiante em direção à escuridão da noite que se adensava sob nossos pés, elevando-se por sobre nossas costas. Ficamos enlouquecidos com a beleza absurda da paisagem. Acho que este foi o pôr do sol mais bonito que já vi na minha vida! Fizemos diversos vídeos legais, interagimos bastante, cantamos, dançamos e tomamos vinho. Alguns de nós aproveitou para agradecer pelo ano que se encerrava. Rezei um pouco e fiquei emocionado com tudo que aquele momento envolvia.
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Aproveitei para relembrar meu ano de 2025, desde o réveillon em SP, a viagem para a Índia e o Nepal, o início do ano letivo, a remontagem de Tatuagem, o Carnaval, as passagens densas da Quaresma, a Semana Santa em Minas, Maio e os ensaios para o musical João, a temporada na Cia da Revista cheio de amigos, os processos de Junho e suas cores, as férias em SP, o périplo do Ibirapuera, a natureza e o profundo silêncio que ela me traz, os enfrentamentos e mudanças de Agosto, a silenciosa limpeza de Setembro, as mudanças em relação a minha saúde, o prêmio Bibi ganhado em Outubro, o inferno astral que antecedeu meu aniversário em Novembro, a linda festa cheia de amigos na Cesário, as organizações para as apresentações de fim de ano, o término do período letivo, os últimos dias no colégio, a ida para o Natal em Minas e a saída para a viagem na qual me encontro. Apresentei minha retrospectiva e também emanei os pedidos para 2026.
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Conforme o sol descia, mais bonito e avermelhado ficava o ambiente. Logo veio o frio, algumas partes do céu ficaram roxas e todas as cores eram multiplicadas pelo reflexo do espelho d'água que circundava todo o grupo. A beleza era incansável e eu poderia viver alguns dias naquele estado de espírito que o local me convidava! Mas, infelizmente, tudo tem seu fim e, com a queda da noite e da temperatura, os guias nos chamaram para partir, os jipes ligaram seus motores e O PÔR DO SOL MAIS BONITO DA MINHA VIDA chegava ao fim.
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Seguimos por mais uma hora em direção à saída do Salar. Um comboio de jipes indo em direção à escuridão da noite, deixando aquele espetáculo inesquecível e efêmero que se esvaia vagarosamente pelos contornos das montanhas ao fundo: o último pôr do sol de 2025! Chegamos a portaria, fomos devolver as botas teoricamente impermeáveis e rumamos para o hotel. Cheguei tão cansado que não queria nem comer. Tomei banho, belisquei alguma coisa e caí na cama tentando vencer a dor na perna que se intensificava por conta da altitude e do cansaço. Mas valeu demais!!! O que vivi no GRANDE SALAR DO UYUNI ficará guardado pra sempre dentro de mim…
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Dia de visitar o maior deserto de sal do mundo, com mais de 12.000 quilômetros quadrados de extensão e chegando a até 126 metros de profundidade de puro sal. Saímos às 10:00 horas do hotel e rumamos para o Cemitério de Trens. Trata-se de um local onde foram abandonados vários vagões e locomotivas que faziam parte do primeiro grupo ferroviário de transporte de minerais desta localização para os portos do Chile.
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Essa região do Uyuni possui as maiores reservas mundiais de Lítio, mineral crucial para a indústria de baterias. Além do Lítio, a área é rica em Sal (Cloreto de Sódio), Potássio, e depósitos de minerais metálicos como: Estanho, Cobre, Prata, Chumbo e Zinco. O cemitério fica num espaço na periferia de Uyuni e o local parece saído de um filme apocalíptico. Ficamos meia hora lá e depois fomos para a feira de artesanatos de Colchani. Comprei, como não poderia deixar de fazer, um ímã de geladeira e uma caneca com temas bolivianos.
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Depois dessa rápida passagem, nos encaminhamos para o grande SALAR DE UYUNI. Aos poucos, conforme os veículos foram se aproximando do local, pudemos observar, ao longe, uma imensidão branca e algumas montanhas distantes que pareciam flutuar. Senti a potência da beleza do local e seu conjunto geológico que se apresentava como uma miragem, um cenário quimérico apartado do entorno. Fiquei cada vez mais enlouquecido com aquela imensidão que aos poucos chegava mais perto e se deixava observar pelas janelas dos carros. Era como se estivéssemos vendo um espaço sem fim, um campo sem bordas, um horizonte quase marítimo, só que estávamos em grande altitude, no meio da mais extensa cordilheira de montanhas do mundo.
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Passamos por algumas cancelas, pegamos umas galochas para não molharmos os pés no espelho d'água e rumamos em direção ao Monumento do Dakar, construído pelos organizadores do Rali Paris-Dakar. Depois passamos pela Praça das Bandeiras, um local onde pessoas do mundo inteiro amarram bandeiras de diversos países, estados e até times de futebol. O espaço parecia um cenário de filme de ficção científica ou pertencente a um planeta diferente, de geologia inusitada, situado nalgum canto qualquer do Universo. O vento constante, a imensidão branca, o reflexo do céu no chão e seus espelhos d'água, tudo parecia um grande sonho. De repente, tomei consciência de que estava num dos locais mais bonitos que já visitei na minha vida!
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Continuamos adentrando "EL GRAN SALAR", como dizia nosso guia Pedro. Os carros, ônibus e caminhões, todos meio distantes, mas com suas rotas paralelas, rumando para um mesmo destino; a aceleração dos motores, o cenário saído de um livro de Garcia Marques, tudo isso me fez sentir dentro de um filme como “Mad Max: Estrada da Fúria”. Após mais de uma hora correndo sobre toneladas de puro sal, chegamos à Ilha dos Cactos. Trata-se de um conjunto de pedras que já habitaram o fundo do mar, mas que agora fazem morada para uma floresta de cactos. O solo é uma mistura de rochas com corais fossilizados e é possível notar as diversas camadas dos materiais de diferentes origens.
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Fizemos o circuito que dava a volta na ilha e chegava até seu ponto mais alto. Quanto mais subíamos, mas era possível enxergar a imensidão do Salar. Os cactos passavam dos sete metros de altura e tinham como moldura o fundo branco do grande campo de sal que se estendia até quase se perder de vista por todos os lados. Depois dessa volta, fomos todos almoçar sobre o mineral branco. Montaram uma enorme mesa para mais de 60 pessoas e todos fomos comer alguns pratos típicos da Bolívia. Terminado o almoço, fomos nos preparar para o grande espetáculo do dia: o Pôr do Sol no Salar.
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Paramos num ponto próximo a um grande espelho d`água e tiramos algumas fotos super divertidas que brincavam com a perspectiva, a profundidade e a falta de referência de distância, típicas da geografia do local. Depois dessas várias fotos, entramos num imenso espelho d'água que refletia a luz do sol que se aproximava do horizonte... MEU DEUS!!!
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Era um gigantesco campo dourado com uns dez centímetros de água que saía do Sol, passava por nós e seguia adiante em direção à escuridão da noite que se adensava sob nossos pés, elevando-se por sobre nossas costas. Ficamos enlouquecidos com a beleza absurda da paisagem. Acho que este foi o pôr do sol mais bonito que já vi na minha vida! Fizemos diversos vídeos legais, interagimos bastante, cantamos, dançamos e tomamos vinho. Alguns de nós aproveitou para agradecer pelo ano que se encerrava. Rezei um pouco e fiquei emocionado com tudo que aquele momento envolvia.
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Aproveitei para relembrar meu ano de 2025, desde o réveillon em SP, a viagem para a Índia e o Nepal, o início do ano letivo, a remontagem de Tatuagem, o Carnaval, as passagens densas da Quaresma, a Semana Santa em Minas, Maio e os ensaios para o musical João, a temporada na Cia da Revista cheio de amigos, os processos de Junho e suas cores, as férias em SP, o périplo do Ibirapuera, a natureza e o profundo silêncio que ela me traz, os enfrentamentos e mudanças de Agosto, a silenciosa limpeza de Setembro, as mudanças em relação a minha saúde, o prêmio Bibi ganhado em Outubro, o inferno astral que antecedeu meu aniversário em Novembro, a linda festa cheia de amigos na Cesário, as organizações para as apresentações de fim de ano, o término do período letivo, os últimos dias no colégio, a ida para o Natal em Minas e a saída para a viagem na qual me encontro. Apresentei minha retrospectiva e também emanei os pedidos para 2026.
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Conforme o sol descia, mais bonito e avermelhado ficava o ambiente. Logo veio o frio, algumas partes do céu ficaram roxas e todas as cores eram multiplicadas pelo reflexo do espelho d'água que circundava todo o grupo. A beleza era incansável e eu poderia viver alguns dias naquele estado de espírito que o local me convidava! Mas, infelizmente, tudo tem seu fim e, com a queda da noite e da temperatura, os guias nos chamaram para partir, os jipes ligaram seus motores e O PÔR DO SOL MAIS BONITO DA MINHA VIDA chegava ao fim.
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Seguimos por mais uma hora em direção à saída do Salar. Um comboio de jipes indo em direção à escuridão da noite, deixando aquele espetáculo inesquecível e efêmero que se esvaia vagarosamente pelos contornos das montanhas ao fundo: o último pôr do sol de 2025! Chegamos a portaria, fomos devolver as botas teoricamente impermeáveis e rumamos para o hotel. Cheguei tão cansado que não queria nem comer. Tomei banho, belisquei alguma coisa e caí na cama tentando vencer a dor na perna que se intensificava por conta da altitude e do cansaço. Mas valeu demais!!! O que vivi no GRANDE SALAR DO UYUNI ficará guardado pra sempre dentro de mim…
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