Levantamos às três e meia da manhã, nos ajeitamos e fomos todos para a recepção. Logo chegaram as vans e fomos levados até os ônibus. Era chegada a hora de seguirmos viagem, atravessando de volta a Cordilheira dos Andes, rumo a Bacia do Prata. Entrei no veículo e me ajeitei para dormir mais. No meio da noite, me levantei, passei a mão na minha janela e ela estava forrada de gelo. O frio estava muito intenso e tive que me agasalhar ainda mais.
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Por volta das oito da manhã, paramos no alto da cordilheira para fazermos os trâmites de saída do Chile e de entrada na Argentina. O processo que deveria ser um pouco demorado, tornou-se uma longa espera de mais de cinco horas por conta da quantidade de ônibus que estavam atravessando aquela fronteira. Depois de muito esperar, conseguimos ter nossos passaportes e malas verificadas e, assim, seguimos viagem pelo território argentino. Com a demora na Aduana, tivemos que mudar os planos do dia e deixarmos de passar na cidade de Purmamarca; fomos, então, comer alguns lanches no deserto de sal chamado Salinas Grandes.
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Comemos algumas empanadas feitas numas barracas super simples que ficavam no início de um campo gigante de sal, a chuva se aproximava e o cenário estava melhor do que a comida (sic). Nuvens carregadas desciam ao longe, formando um contraste entre o chão branco e o céu preto, o espaço se abria amplo e o vento fazia tudo parecer maior. Após esse rápido lanche, seguimos viagem rumo a Salta que é, aliás, onde estamos chegando agora às 20:30. Continuarei o diário assim que tiver mais tempo.
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Após passar pelo quarto do hotel, resolvi sair sozinho pela cidade para comprar uma cerveja e ver as pessoas do local. E que grata surpresa se tornou essa saída descompromissada! Fiquei impressionado com a beleza das ruas, a limpeza dos lugares e a arquitetura múltipla. Da primeira vez que passamos pela cidade, eu estava muito cansado, olhei a rua do hotel e julguei que não havia nada de mais para se fazer por ali; parecia, simplesmente, uma cidade pacata e desinteressante. Mas eu estava enganado! Passei pela primeira praça que ficava a um quarteirão de distância do hotel, comprei uma cerveja que leva o mesmo nome da cidade e já me agradou o fato de haver muitas famílias sentadas por todos os lados depois das nove e meia da noite. Além disso, na praça havia uma feira de artesanato, muitos restaurantes ao redor e um clima cultural no ar.
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Segui em direção a praça principal e a surpresa foi ainda maior. O espaço estava cheio de pessoas de diversas faixas etárias, crianças brincando e muito movimento de carro. Numa esquina que ficava próxima de muitas construções antigas, pude ver uma apresentação de dança típica. Os casais dançavam uma espécie de Tango com lenços nas mãos. Eles não se tocavam, mas giravam seus tecidos e o homem galanteava a mulher, rodando a sua volta, como se fossem um Mestre Sala e uma Porta Bandeira.
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A Matriz era enorme e com uma iluminação linda; os calçadões eram largos e as marquises cobriam grande parte deles. A praça abria-se ampla, bem iluminada, bem cuidada, então segui por outro calçadão e fui andando por diversos quarteirões cheios de restaurantes, hamburguerias, cassinos, supermercados, lojas de conveniências e todo tipo de comércio. Já eram mais de dez horas da noite, porém a cidade permanecia viva e cheia de gente pelas ruas. Peguei outra cerveja e sentei na praça para ouvir a apresentação musical de dois caras tocando violão e cantando. As músicas eram harmoniosas e o público acompanhava cantando e batendo palma.
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Num determinado momento, um argentino que estava ao meu lado, me avisou que seria melhor eu esconder minha cerveja, pois era proibido beber nas ruas. Fiquei de olho nos guardas que passavam vez ou outra, fui terminando devagar o líquido que poderia me levar para a cadeia na Argentina e, para piorar, eu ainda estava sem meu passaporte… Mas deu tudo certo! Terminei a cerveja, fui procurar um restaurante para comer alguma coisa e acabei parando no Aires Caseros, um espaço muito bonito, onde pedi um sanduíche com um monte de acompanhamentos. Fui comendo bem devagar para poder aproveitar aquele momento silencioso num espaço do interior da Argentina. Depois de terminado, paguei a conta e voltei devagar pro hotel. Chegando lá, um dos meus colegas de quarto estava acordado, batemos um pouco de papo, coloquei meu protetor anti-ronco e fomos dormir.
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Pensando agora, após um tempo, esse foi também um dos momentos especiais da viagem. Como foi gostoso passear por aquela cidade tão rica de cultura e arquitetura. O fluxo das pessoas nas ruas, as luminárias antigas dourando o espaço, as construções históricas bem conservadas, a caminhada sem compromisso pelos calçadões, a conversa e a convivência com algumas pessoas do local, sentar-me sozinho na beira da praça para comer e voltar tranquilo até o hotel. Foi uma pequena jornada que marcou esse trecho final da viagem.
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Por volta das oito da manhã, paramos no alto da cordilheira para fazermos os trâmites de saída do Chile e de entrada na Argentina. O processo que deveria ser um pouco demorado, tornou-se uma longa espera de mais de cinco horas por conta da quantidade de ônibus que estavam atravessando aquela fronteira. Depois de muito esperar, conseguimos ter nossos passaportes e malas verificadas e, assim, seguimos viagem pelo território argentino. Com a demora na Aduana, tivemos que mudar os planos do dia e deixarmos de passar na cidade de Purmamarca; fomos, então, comer alguns lanches no deserto de sal chamado Salinas Grandes.
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Comemos algumas empanadas feitas numas barracas super simples que ficavam no início de um campo gigante de sal, a chuva se aproximava e o cenário estava melhor do que a comida (sic). Nuvens carregadas desciam ao longe, formando um contraste entre o chão branco e o céu preto, o espaço se abria amplo e o vento fazia tudo parecer maior. Após esse rápido lanche, seguimos viagem rumo a Salta que é, aliás, onde estamos chegando agora às 20:30. Continuarei o diário assim que tiver mais tempo.
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Após passar pelo quarto do hotel, resolvi sair sozinho pela cidade para comprar uma cerveja e ver as pessoas do local. E que grata surpresa se tornou essa saída descompromissada! Fiquei impressionado com a beleza das ruas, a limpeza dos lugares e a arquitetura múltipla. Da primeira vez que passamos pela cidade, eu estava muito cansado, olhei a rua do hotel e julguei que não havia nada de mais para se fazer por ali; parecia, simplesmente, uma cidade pacata e desinteressante. Mas eu estava enganado! Passei pela primeira praça que ficava a um quarteirão de distância do hotel, comprei uma cerveja que leva o mesmo nome da cidade e já me agradou o fato de haver muitas famílias sentadas por todos os lados depois das nove e meia da noite. Além disso, na praça havia uma feira de artesanato, muitos restaurantes ao redor e um clima cultural no ar.
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Segui em direção a praça principal e a surpresa foi ainda maior. O espaço estava cheio de pessoas de diversas faixas etárias, crianças brincando e muito movimento de carro. Numa esquina que ficava próxima de muitas construções antigas, pude ver uma apresentação de dança típica. Os casais dançavam uma espécie de Tango com lenços nas mãos. Eles não se tocavam, mas giravam seus tecidos e o homem galanteava a mulher, rodando a sua volta, como se fossem um Mestre Sala e uma Porta Bandeira.
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A Matriz era enorme e com uma iluminação linda; os calçadões eram largos e as marquises cobriam grande parte deles. A praça abria-se ampla, bem iluminada, bem cuidada, então segui por outro calçadão e fui andando por diversos quarteirões cheios de restaurantes, hamburguerias, cassinos, supermercados, lojas de conveniências e todo tipo de comércio. Já eram mais de dez horas da noite, porém a cidade permanecia viva e cheia de gente pelas ruas. Peguei outra cerveja e sentei na praça para ouvir a apresentação musical de dois caras tocando violão e cantando. As músicas eram harmoniosas e o público acompanhava cantando e batendo palma.
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Num determinado momento, um argentino que estava ao meu lado, me avisou que seria melhor eu esconder minha cerveja, pois era proibido beber nas ruas. Fiquei de olho nos guardas que passavam vez ou outra, fui terminando devagar o líquido que poderia me levar para a cadeia na Argentina e, para piorar, eu ainda estava sem meu passaporte… Mas deu tudo certo! Terminei a cerveja, fui procurar um restaurante para comer alguma coisa e acabei parando no Aires Caseros, um espaço muito bonito, onde pedi um sanduíche com um monte de acompanhamentos. Fui comendo bem devagar para poder aproveitar aquele momento silencioso num espaço do interior da Argentina. Depois de terminado, paguei a conta e voltei devagar pro hotel. Chegando lá, um dos meus colegas de quarto estava acordado, batemos um pouco de papo, coloquei meu protetor anti-ronco e fomos dormir.
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Pensando agora, após um tempo, esse foi também um dos momentos especiais da viagem. Como foi gostoso passear por aquela cidade tão rica de cultura e arquitetura. O fluxo das pessoas nas ruas, as luminárias antigas dourando o espaço, as construções históricas bem conservadas, a caminhada sem compromisso pelos calçadões, a conversa e a convivência com algumas pessoas do local, sentar-me sozinho na beira da praça para comer e voltar tranquilo até o hotel. Foi uma pequena jornada que marcou esse trecho final da viagem.
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