quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Dia 11 - 05-01 - Segunda-feira - (SEGUNDA METADE DA VIAGEM)

Dia livre em Cusco. Dia de desacelerar… Fui tomar café mais tarde e encontrei com diversos integrantes da expedição que não haviam comprado os passeios opcionais. Combinamos de sairmos juntos e ver diversos museus da cidade. 
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Começamos pelo Museu Histórico Regional que retrata um pouco da pré-história da região, os agrupamentos pré-incaicos, o apogeu da Civilização do Sol, a repentina e devastadora chegada dos espanhóis, sua dominação e sua influência nas artes e nos costumes. A cronologia do espaço ainda avança mais, chegando até a independência do Peru que foi conquistada graças à influência de Inca Garcilaso de la Vega que denunciou, para a Europa, o extermínio da população local posta a cabo pelos colonizadores das terras transatlânticas.
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Depois desse museu, fomos ao Museu do Chocolate, simpaticamente apelidado de Choco Museu. Comemos algumas coisas esperando que ele abrisse e subimos para experimentar chocolates feitos com cacau de diversas partes do Peru, chocolate com folha de coca, chocolate com pimenta, chocolate ao leite, chocolate com 50, 70 e 100% de cacau. Muito interessante!
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Saímos e fomos pro Museu de Arte Popular onde estavam pinturas e esculturas feitas em diversas épocas, inclusive objetos artísticos produzidos há alguns anos atrás. Muita coisa engraçada estava exposta! Caricaturas de seres humanos com pescoços de lhama, esculturas que zombavam de figuras históricas espanholas e máscaras grotescas que ridicularizavam algumas temáticas pertencentes à região. 
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Continuamos andando pela cidade, passamos novamente pela pedra dos doze ângulos e retornamos à loja Asunta para fazermos mais compras. Após mais algumas gastanças, deixamos as coisas no hotel e fomos pro Mercado San Pedro para almoçarmos. Comemos sanduíche, tomamos suco, andamos por outras áreas de comércio, entramos em algumas igrejas que estavam abertas e o dia começou a cair na capital do Império Inca. 
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Me despedi do pessoal e rumei pro Centro Qosqo de Arte Nativa para ver uma apresentação de dança e música típicas do país. Achei lindo! Tudo tão simples, feito por pessoas da localidade, com senhoras e senhores de mais idade tocando e dançando os ritmos andinos que tanto me encantam. Terminada a apresentação, fui para um restaurante classudo que alguns da excursão queriam ir. Comida boa, farta e ótima companhia! 
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O dia havia sido excelente, repleto de boas trocas e cheio de novidades mas, o melhor ainda estava por vir… Estávamos quase indo embora quando resolvi passar no banheiro. Confesso que adoro visitar os banheiros dos lugares quando vou pela primeira vez e, foi lá que ouvi, esgueirando-se por uma pequena janela vermelha do lado oposto da rua, um filete de Jazz... Pensei comigo: “vou lá ver o que é”!
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Perguntei se alguém queria ir e só  a Regina se animou. Subimos por umas escadarias antigas guiados pelo som e logo entramos num espaço super apertado, cheio de peruanos e estrangeiros. No palco, uma cantora que depois eu vim a saber que tinha o mesmo nome da minha mãe, cantava temas americanos e outros temas da música popular da América Andina. O momento Mercedes Sosa foi lindo! Para encerrar o show, ela cantou três músicas próprias e, então, disseram que o palco estava aberto. Me remexi todo…
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Um violonista muito bom, com ares exóticos, fez alguns temas swingados chamando, logo em seguida, sua amiga para cantar umas Bossas brasileiras. Fiquei na expectativa. O espaço se agitou, o ambiente estava ruidoso e, quando eles puxaram “Wave” do Tom Jobim, a mulher não conseguiu dar a entrada correta na nota. Pensei que, enfim, havia chegado a minha hora. Tomei coragem, me levantei de repente, aproximei um pouco mais do palco e pedi para cantar com ela. Ela assentiu com simpatia. 
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Fizemos a prometida Wave com divisão de estrofes improvisadas na hora. Cantamos juntos e separados, o cara do violão solou por sobre a harmonia, depois voltamos nas vozes e terminamos abrindo um divisão. A plateia aplaudiu bastante, pediram um bis e, como não poderia deixar de ser, fizemos o hino atemporal do Brasil no mundo: Garota de Ipanema. Agradeci o convite, abracei meus colegas de arte, desci do pequeno espaço e eles seguiram cantando outros temas. 
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Um segundo violonista muito simpático passou pelo palco e, quando estava quase fechando, pedi para tocar algumas músicas, afinal, o espaço já estava meio vazio e isso me deu mais coragem. Pensei rápido no que poderia apresentar e resolvi fazer “Velha Infância” dos Tribalistas. Terminando essa primeira, bateu-me algo na cabeça e, explicando a importância desse tema para a minha ida até aquele país, cantei a trilha sonora principal dessa viagem: “Machu Picchu”. O pessoal restante gostou e a cantora com a qual fiz o dueto pediu as referências da música. Eu lhe disse seu título, mas não me lembrei do nome de seu autor e, como estava sem internet, fiquei devendo a ela essa informação. Que noite deliciosa, que momento repentinamente organizado e cheio de boas surpresas!
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Depois desse dia longo e bom, voltamos para o hotel e fomos dormir.
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