quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Dia 14 - 08-01 - Quinta-feira

Amanhecemos na aduana entre Peru e Chile, descemos todas as bagagens, mochilas e ficamos esperando a vistoria. Logo chegou, guiado por uma policial mulher, um cachorro super simpático que passou cheirando todos os nossos pertences e, incrivelmente, ele parou na bagagem de um dos integrantes que havia um saco de palo santo aberto dentro da mala. Todos rimos muito, pois esse integrante é uma figura, um baiano muito agitado e simpático que vive comprando comidas, coisas orgânicas e levando escondido na mochila. Seu nome é Antônio Oscar.
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Depois da bagunça brasileira na Aduana chilena, chegamos num posto que tinha uma loja de conveniências onde todo o grupo entrou e foi comprar pão, café, suco e outras coisas. Após esse café improvisado, rumamos para o Museu Arqueológico San Miguel de Azapa que reconta a pré-história da região norte do Chile. Lá estão as famosas Múmias Chinchorro, consideradas as mais antigas do mundo, com mais de 7.000 anos. 
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Depois passamos num shopping sem teto, afinal, estávamos na região mais seca do mundo. Achei a arquitetura muito engraçada, fiquei observando aquela inusitada engenharia e, por incrível que pareça, o local era bastante fresco, apesar de estarmos numa região desértica e não termos o conforto do ar condicionado. Alguns fizeram compras, outros comeram alguma coisa e eu só andei, afinal, não estava com fome e nem sou de comprar sem motivo. 
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Após o shopping, fomos, enfim, até o hotel na cidade de Arica que fica na beira do mar. Lá subimos pro quarto e o grupo se dividiu. Fiquei sabendo que alguns foram ver a Catedral de São Marcos, projetada pelo mesmo engenheiro da Torre Eiffel, além de quererem fazer mais compras no centro do município. Eu dei uma olhada nas fotos da famosa igreja e, como não me atraiu em nada, resolvi ir para a praia e nadar no imenso e misterioso Oceano Pacífico. 
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Juntei com algumas pessoas, fomos para a areia e, pela primeira vez na vida, tomei um banho de mar nessa que é a maior massa de água do planeta. A temperatura não estava tão gelada como nos alertaram, ficamos um bom tempo batendo papo entre as ondas e, depois de mais de uma hora, fomos todos para a piscina do hotel tomar cerveja. Tomei duas long necks e subi para o quarto para tomar banho. 
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Após o banho, um dos colegas abriu um espumante e ficamos conversando até a hora de sair pro jantar. Por volta das oito horas, fomos em direção a um restaurante que ficava a um quilômetro do hotel e, em 15 minutos de caminhada, chegamos até lá. Aproveitamos para curtir o pôr do sol no trajeto, afinal, nessa região, o pôr do sol se dá bem mais tarde do que no Brasil e já era quase oito e meia quando ele se escondeu no oceano.
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Sentamos numa grande mesa e cada um pediu seu prato. Dividi um vinho com duas pessoas da equipe e fui ficando meio ébrio. Comi bastante, bebi bastante e depois fomos de volta pro hotel cantando música. No hotel, um dos colegas de quarto abriu mais uma garrafa de vinho, ficamos conversando e ouvindo música manauara até bem tarde. Coloquei meus protetores contra o ronco, afinal meus colegas são bem ruidosos e, por volta da meia-noite, fomos dormir.
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